Uma civilização que em menos de dois séculos se torna um dos maiores impérios da região mesoamericana, ficou marcada na história com características únicas em todos os âmbitos, cultural, arquitetônico, político e religioso. Os astecas ou também conhecidos como mexicas, dominaram um vasto território que atingia os dois oceanos, Pacífico, em Cihuatlán, e o Atlântico, ao longo da costa do golfo, desde Tochpán até Tochtepec. No fim do governo de Montezuma II, o império tinha em torno de trinta e oito províncias sujeitas ao pagamento de tributo (Soustelle, 1990). A sua origem ainda é motivo de debates entre os estudiosos, mas até então, essa formação se dar na busca da terra prometida pelo deus Uitzilopochtli,onde o sinal seria, uma águia pousada no cacto devorando uma cobra, após vagarem por  um século e meio, foi avistado tal imagem. No local pantanoso, no planalto central, em 1325 os mexicas se fixaram construindo a sua capital, a região já possuía grandes cidades as, mas poderosas eram: Colhuacán, Azcapotzlco, Texcoco, cidades poderosas e refinadas que travavam uma eterna luta pela hegemonia do vale. Os Astecas demoraram basicamente cinquenta anos para se organizarem e designarem seu primeiro soberano, chamado de Acamapichtli, sendo uma cidade frágil e tendo se submetido à poderosa cidade de Azcapotzalco, de se onde só se libertaria em 1428(Soustelle, 1990).

Durante a história dessa civilização reinaram onze homens e todos tinham um glifo exclusivo para seu nome, entre os, mas importantes, Acamapichtly (Punhado de Flecha) primeiro governante, Itzcoatl (Cobra de Obsidiana) responsável pela formação da tríplice aliança, que se deu a partir das intrigas e conflitos entres os governantes das cidades de Tezozomoc, Azcapotzalco e o governante Nezualcoyotl, verdadeiro herdeiro do trono da cidade de Texcoco, o soberano asteca se alia a Nezualcoyotl onde invadem a cidade de Azcapotzalco e a destroem, os dois soberanos vencedores tiveram a sabedoria de tomar como aliada uma cidade que pertencia à tribo de Azcapotzalco, chamada de Tlacopan, assim nasce a tríplice aliança de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopan. O papel militar predominante concentrou-se nos méxicas, Texcoco se transformou em metrópoles das artes, da literatura e do direito (Soustelle, 2002). Moctezuma Ilhuicamina (Senhor Irado) expande o império usando guerreiros de elite, Moctezuma Xocoyotzin (Senhor Irado, o Jovem) consolida de forma agressiva o império, Cuauhtemoc ( Águia Descendente) o último imperador capturado e enfocado por Cortez.   

A religião era de suma importância para os astecas estava impregnada no seu cotidiano, os astecas se caracterizavam como politeístas, adoravam vários deuses, era de sua cultura assimilação dos deuses dos povos conquistados, juntamente com seu território. As funções religiosas não se confundiam com as funções governamentais, a hierarquia se dividia entre, os servidores dos templos de bairros; sacerdotes superiores, que controlavam a prática do culto nas províncias; servidores dos grandes templos do México (sacerdotisas); o Mexicatl Teohuatzin, espécie de vigário geral assistido por dois coadjuvantes; o cume da hierarquia, dois grandes sacerdotes, iguais em título e poder, chamados de serpentes de plumas (Soustelle, 2002).

Existiam inúmeros tipos de deuses,sendo um ou vários  deus para cada escalão da hierarquia social, para cada subdivisão do hábitat ou do trabalho, para cada aldeia ou cidade, deus dos mercadores (Yiacatecutli); deus dos pluministas (Coyotlinaual); sacerdotes ávidos de santidade( Quetzalcoalt); deus dos camponeses (tlaloc); entres outros deuses. Certos deuses se elevavam acima da multidão, tendo esses deuses, tributos múltiplos, essas divindades se reduzem a duas: Tezcatlipoca e Quetzalcoatl. Essa característica religiosa dos astecas gerou um grande choque para os conquistadores, esse choque se dar principalmente no empenho da adoração por parte dos indígenas, assim relata Cortez: “As estátuas destes ídolos são tão grandes quanto um homem, são feitas de sementes e legumes que comem, moídos e amassados com sangue de coração de corpos humanos, os quais arrancam do peito vivo, cada coisa tem seu ídolo, assim, há, por exemplo, um ídolo para guerra, outro para a colheita e assim por diante”. (CORTEZ, 2008, p. 64)

                                                                     Marcio Veloso

                                                                                

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LIVROS SOBRE ESSE TEMA, NÃO É TÃO ABUNDANTE , MAIS EXISTEM ALGUNS INTERESSANTES: CONQUISTA DO MEXICO, A( Hernan Cortez); HISTORIA DA AMERICA LATINA, V.1: AMERICA LATINA COLONIAL, CIVILIZAÇAO ASTECA, A(Jacques Soustelle) ENTRE OUTROS.

Olá,

No início do século XVI, a população asteca contava com um milhão de habitantes com uma das maiores cidades do mundo. Com a economia baseada na agricultura, eles construíam jardins flutuantes para aumentar as áreas para o plantio. O comércio asteca era altamente desenvolvido, mais não conheciam a moeda, usavam as trocas diretas.

A sociedade era dividida em classes diferenciadas como já se sabe. Na religião, era politeísta, tendo o Quetzalcoatl ou serpente emplumada que representava a sabedoria como divindade principal. Na ciência, os astecas criaram um calendário pelo qual o ano tinha 365 dias, distribuídos em dezoito meses de vinte dias cada um. Os cinco dias que restavam eram chamados de vazios, e eles acreditavam que trazia má sorte. Por isso, nada de importante devia ser feito nesses dias.

Abs.

 Dica: A coleção "A história da américa Latina" de Leslie Bethell 

Boa dica, Patricia. Acho que Todorov também é uma boa. Concorda?

"As veias abertas da América Latina" Eduardo Galeano

Los aztecas fueron un pueblo donde el hombre vivia y nacia para la guerra una ciudad nacida del trabajo de un pueblo ,donde los mercaderes pochtecas tenian que fingir que eran pobres para poder sobrevivir a las depredaciones del estado azteca,donde las guerras floridas servian para obtener prisioneros para sacrificios humanos para sus dioses sedientos de sangre ,unpueblo que comformo una confederacion de estados donde solo mantenian un poder nominal o algunas guarniciones para cobrar impuestos,una ciudad como Tenochtitlan que poseia una organizacion urbanistica mejor que cualquier ciudad europea.Por eso y otros motivos debemos entender a los aztecas como una gran civilizacion con sus contrariedades y sus grandezas don de lo bello se unia con lo feo cuando los sacerdotes se  colocaban la piel de los prisioneros sacrificados o se comianla carne de los  mismos.

 Mexicas ou Astecas, uma civilização instigante por sua pluralidade tecnológica. É nesta ótica que opto para entender esta sociedade. As chinampas, solos flutuantes, ilhas de cultivo de milho, demonstram que a necessidade de produção de alimento para uma grande população em uma cidade construída sobre pântanos e um lago, determinou uma solução tecnológica inovadora e inédita. Sistemas de drenagens, aquedutos e os desafios da engenharia em contenções com troncos de árvores e aterros,e isso sem usar tração animal e nem a roda, apenas a força humana e a determinação de querer construir um complexo arquitetônico que transformara  a cidade de Tenochtitlán num marco da arquitetura universal . Encontrando soluções próprias totalmente independentes, esta sociedade guerreira, também direcionou a tecnologia das armas utilizando a obsidiana, extremamente cortante (atualmente,bisturis cirúrgicos usam esta pedra,em lugar da lâmina de aço,pelo fato de ser assim,cortante),portanto,mortal e capaz de construir um império tributário através da guerras. O artesanato riquíssimo identificado na confecção de tecidos,jóias e objetos de ouro e prata, muito chamou a atenção de Hernán Cortez.

A Semiramis resumiu bem como eu também considero que devam ser entendidos os astecas. Faltando apenas o expansionismo deles, já que eram ao seu modo, imperialistas e opressores com outros povos mesoamericanos. Considerariam os astecas autóctones daquela região?

Semíramis já resumiu tudo. E isso ai!

Parabéns Semi, você é dez. Nota 10!

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