Gulags – O que se sabe sobre os campos de trabalhos forçados na URSS?

Prisioneiros de um Gulag no trabalho, 1936-1937

"Guluags" é como eram chamados os campos de trabalhos forçados para criminosos comuns e opositores políticos na URSS. Em quase quatro décadas de existência, os Gulags vitimaram milhões de pessoas, tornando-se um símbolo da repressão da ditadura de Stalin e dos excessos do regime comunista soviético.

Desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim, vários documentos e testemunhas foram apresentados ao grande público, mostrando as condições penosas e sub-humanas desses campos de extermínio. Muita coisa, porém, ainda permanece em silêncio. Os livros didáticos de história quase não comentam o tema ou tratam do assunto de forma secundária. A historiografia só agora começa a aprofundar seus estudos na área.

No intuito de reunir informações, eu sugiro a questão: que fontes, materiais em geral, bibliografias ou informações importantes existem a respeito dos Gulags?

Vamos sistematizar e organizar o que sabemos sobre o tema.

Tags: Gulags, Stalin, URSS

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Continuação.



Todo militante ou simpatizante comunista é cúmplice moral de genocídio, tem as mãos tão sujas quanto as de qualquer nazista, deve ser denunciado em público e excluído da convivência com pessoas decentes.


A alegação de ignorância, com que ainda podem tentar se eximir de culpas, é tão aceitável da parte deles quanto o foi da parte dos réus de Nuremberg. É uma vergonha para a humanidade inteira que crimes desse porte não tenham jamais sido julgados, que seus perpetradores continuem posando no cenário internacional como honrados defensores dos direitos humanos, que partidos comunistas continuem atuando livremente, que as idéias marxistas continuem sendo ensinadas como tesouros do pensamento mundial e não como as aberrações psicóticas que indiscutivelmente são.


É uma vergonha que intelectuais, empresários e políticos liberais, conservadores, protestantes, católicos e judeus vivam aos afagos com essa gente, às vezes até rebaixando-se ao ponto de fazer contribuições em dinheiro para suas organizações.


Seguem abaixo algumas considerações sobre esse fenômeno deprimente. A convenção vigente nas nações democráticas trata os porta-vozes das várias posições políticas como se fossem pessoas igualmente dignas e capacitadas, separadas tão-somente pelo conteúdo das suas respectivas convicções e propostas.


Confiantes nessa norma de polidez e aceitando-a como tradução da realidade, os conservadores, liberais clássicos, social-democratas e similares caem no erro medonho de tentar um confronto com os revolucionários no campo do diálogo racional.



Todos os seus esforços persuasivos dirigem-se, então, no sentido de tentar modificar o "conteúdo" das crenças do interlocutor, mostrando-lhe, por exemplo, que o capitalismo é mais eficiente do que o socialismo, que a economia de mercado é indispensável à manutenção das liberdades individuais, ou mesmo entrando com eles em discussões morais e teológicas mais complexas.



Tudo isso não apenas é uma formidável perda de tempo, mas é mesmo um empreendimento perigoso, que coloca o defensor da democracia numa posição extremamente fragilizada e vulnerável. A discussão democrática racional não somente é inviável com indivíduos afetados de mentalidade revolucionária, mas expõe o democrata a uma luta desigual, desonesta, impossível de vencer. O debate com a mentalidade revolucionária é o equivalente retórico da guerra assimétrica.



Trinta anos de estudos sobre a mentalidade revolucionária convenceram-me de que ela não é a adesão a este ou àquele corpo de convicções e propostas concretas, mas a aquisição de certos cacoetes lógico-formais incapacitantes que acabam por tornar impossível, para o indivíduo deles afetado, a percepção de certos setores básicos da experiência humana.


A mentalidade revolucionária não é um conjunto de crenças, é um sistema de incapacidades adquiridas, que começam com um escotoma intelectual e culminam numa insensibilidade moral criminosa. É uma doença mental no sentido mais estrito e clínico do termo, correspondente àquilo que o psiquiatra Paul Sérieux descrevia como delírio de interpretação.



Numa discussão com o homem normal, o revolucionário está protegido pela sua própria incapacidade de compreendê-lo. Os antigos retóricos consideravam que o gênero mais difícil de discurso, chamado por isso mesmo genus admirabile, é aquele que se dirige ao interlocutor incapaz.



Os melhores argumentos só podem funcionar ante a platéia que os compreenda; eles não têm o dom mágico de infundir capacidade no auditório, nem de curá-lo de um handicap adquirido.


Os sintomas mais graves e constantes da mentalidade revolucionária são, como já expliquei, a inversão do sentido do tempo (o futuro hipotético tomado como garantia da realidade presente), a inversão de sujeito e objeto (camuflar o agente, atribuindo a ação a quem a padece) e a inversão da responsabilidade moral (vivenciar os crimes e crueldades do movimento revolucionário como expressões máximas da virtude e da santidade). Esses traços permanecem constantes na mentalidade revolucionária ao longo de todas as mutações do conteúdo político do seu discurso, e é claro que qualquer alma humana na qual eles tenham se instalado como condutas cognitivas permanentes está gravemente enferma.


Tratá-la como se estivesse normal, admitindo a legitimidade da sua atitude e rejeitando tão-somente este ou aquele conteúdo das suas idéias, é conformar-se em representar um papel numa farsa psicótica da qual os dados da realidade estão excluídos a priori, já não constituindo uma autoridade a que se possa apelar no curso do debate.



Revolucionários são doentes mentais. Os exemplos de sua incapacidade para lidar com a realidade como pessoas maduras e normais são tantos e tão gigantescos que seu mostruário não tem mais fim. Cito um dentre milhares. O sentimento de estar constantemente exposto à violência e à perseguição por parte da "direita" é um dos elementos mais fortes que compõem a auto-imagem e o senso de unidade da militância esquerdista.


No entanto, se somarmos todos os ataques sofridos pelos esquerdistas desde a "direita", eles são em número irrisório comparados aos que os esquerdistas sofreram dos regimes e governos que eles próprios criaram. Ninguém no mundo perseguiu, prendeu, torturou e matou tantos comunistas quanto Lenin, Stálin, Mao Tsé Tung, Pol Pot e Fidel Castro. A militância esquerdista sente-se permanentemente cercada de perigos, e nunca, nunca percebe que eles vêm dela própria e não de seus supostos "inimigos de classe". Esse traço é tão evidentemente paranóico que só ele, isolado, já bastaria para mostrar a inviabilidade do debate racional com essas pessoas.




O que separa o democrata do revolucionário não são crenças políticas. É um abismo intransponível, como aquele que isola num mundo à parte o psicótico clinicamente diagnosticado. O que pode nos manter na ilusão de que essas pessoas são normais é aquilo que assinalava o Dr. Paul Serieux: ao contrário dos demais quadros psicóticos, o delírio de interpretação não inclui distúrbios sensoriais. O revolucionário não vê coisas. Ao contrário, sua imaginação é empobrecida e amputada da realidade por um conjunto de esquemas ideais defensivos.



A mentalidade revolucionária é uma incapacidade adquirida, é uma privação de autoconsciência e de percepção. Por isso mesmo, é inútil discutir o "conteúdo" das idéias revolucionárias. Elas estão erradas na própria base perceptiva que as origina. Discutir com esse tipo de doente é reforçar a ilusão psicótica de que ele é normal. Uma doença mental não pode ser curada por um "ataque lógico" aos delírios que a manifestam. Se o debate político nas democracias sempre acaba mais cedo ou mais tarde favorecendo as correntes revolucionárias é porque estas estão imunizadas por uma incapacidade estrutural de perceber a realidade e entram no ringue com a força inexorável de uma paixão cega.




E não se pode confundir nem mesmo este fenômeno com o do simples fanatismo. Fanatismo é apenas apego exagerado a idéias que em si mesmas podem ser bastante razoáveis. Em geral, mesmo o mais louco dos revolucionários não é um fanático. É um sujeito que expressa com total serenidade os sintomas da sua deformidade, dando a impressão de normalidade e equilíbrio justamente quando está mais possuído pelo delírio psicótico.







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Ao autor deste artigo, Olavo de Carvalho, à d. Eliana, intermediária de identidade quase misteriosa e ao moderador do fórum, historiador e jornalista emérito, pergunto: qual o preço do sr. de Carvalho? Ou melhor: por quanto o sr. de Carvalho vende suas bem traçadas linhas, na íntegra ou não, a veículo de informação, formação e propaganda, a serviço de todas as causas transcendentes? A publicação teme aproveitar o texto, ou parte dele, sem a autorização devida e, por isso, responder a processos para cobrança de direitos autorais - ou a ações de defesa da criação intelectual. Como já li dois textos do sr. de Carvalho e um do sr. Nélson Ascher reproduzidos pelo Café História em intervenções de d. Eliana, pensei em obter agora a tabela de preços do sr. de Carvalho e repassá-la a pessoas interessadas em suas colaborações profissionais.
Como outros colegas já comentaram, não há como falar em Gulags sem mencionar a obra "Arquipélago Gulag", de autoria de Alexander Soljenitsin, que basicamente resume a Rússia de Stálin como um imenso oceano pontilhado de várias ilhas de campos de concentração.

O livro do Soljenistin é ficcional. Olhe a bibliografia dele, ele tem tb um livro sobre a conspiração dos judeus para dominar o mundo. Altamente recomendável, né???

O que sei sobre os gulags é o que li no Arquipélago gulag, quando foi lançado, no sec. passado.
interessante ver a forma como o governo russo via quem saiu vivo da 2ª guerra, tratando como traidor.
a tortura usada lá é muito semelhante a que os EUA usam hoje, dentro das normas: privação do sono.
na época a atitude das pessoas era como hoje, com os gulags norte americanos: NADA. nem tomamos conhecimento.
precisaremos de outro intelectual saído dos gulags norte americanos para conhecer a realidade.

Sugiro vocês darem uma olhada nesse post e assistirem ao documentário. Muito interessante por sinal.

"Os Gulags Ainda Existem!"

http://oaprendizverde.com.br/?p=3253

O Comunismo reflete muito do sistema criado em Utopia de Thomas More assim como os campos de trabalho forçado, a punição para os infratores. Um sistema utópico que falhou no seu maior princípio, como disse Jean-Paul Sartre: "As ideologias são libertadoras enquanto se fazem, e opressoras depois de feitas.".

 

Por que os anticomunistas confudem os Gulags com a Prisão de Guantánamo?

O Gulag fazia parte do sistema correcional soviético.
Para os campos de trabalho Gulag iam os criminosos de crimes graves (homicidio, roubo, violação, crimes econômicos, etc.) e uma grande parte dos condenados por atividades contrarevolucionárias. Alexander Solzhenitsyn, por exemplo, que escreveu "O arquipelago do Gulag", ficou lá por oito anos porque foi condenado por atividades contrarevolucionárias em 1946 por ter distribuido propaganda contra o povo da União Soviética.
Outros criminosos com pena superior a três anos podiam também ser postos em campos de trabalho. Depois de um tempo num campo de trabalho o preso podia ser mudado para uma colônia de trabalho ou uma zona especial aberta. Os campos de trabalho eram zonas muito grandes onde os condenados viviam e trabalhavam debaixo de um grande controlo. Trabalhar e não ser um peso para a sociedade era coisa evidente, nenhuma pessoa saudavel passava sem trabalhar. Pode ser que alguém hoje em dia pense que isto é terrivel, mas esta era a realidade.

O mito do GULAG e seu comparativo com tiranias capitalistas

...

http://comunidadestalin.blogspot.com.br/2011/04/o-mito-do-gulag-e-s...

Caros amigos: em primeiro, Gulag é o sistema prisional em russo. É  um nome genérico, não se refere a prisão política. Segundo o historiador russo contemporâneo Yuri Zhukov, apenas 1% dos prisioneiros eram prisioneiros políticos. Há controvérsia sobre a razão da prisão de Soljenitisin. Há a hipótese de que foi preso ao distribuir panfletos contra o governo durante a II Guerra, o que é crime em qualquer país.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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