RESOLVI FAZER MINHA MONOGRAFIA SOBRE O APOIO FEMININO NO GOLPE DE 1964. SE ALGUEM PUDER AJUDAR COM ALGUMA ORIENTAÇÃO OU RELATO, FICAREI ETERNAMENTE GRATA.

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Foi um golpe (ditadura) foi civil-militar, com intervenção militar (Forças Armadas), caracterizada pelo militares de Revolução de 64, objetivando manter a lei e a ordem, esmagar a agitação dos movimentos sociais, um meio utilizado pela burguesia que se alinhava ao capital internacional, pondo fim ao modelo economico nacional de desenvolvimento, consolidando a depedência em relação aos países centrais do capitalismo. Encerrava-se a forma de dominação burguesa (populista), que se mostrava incapaz de preservar as relações fundamentais do sistema capitalista.
Sugiro as Bibibliografias:
ANDERSON, Perry. “Modernidade e Revolução”. In: Novos Estudos CEBRAP. São Paulo, v. 14, p. 2-15, fev. 1986.
CLARK, Jorge Uilson; NASCIMENTO, Manoel Nelito Matheus & SILVA, Romeu Adriano. A Administração Escolar no Período do Governo Militar (1964-1984). Texto Inédito, 2005.
CUNHA, Luiz Antônio. A universidade crítica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
CUNHA, Luiz Antônio & GÓES, Moacyr. O golpe na educação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.
CURY, Carlos Roberto Jamil. A educação como desfio na ordem jurídica. In. LOPES, Eliane M; FARIA FILHO, Luciano Mendes & VEIGA, Cynthia G. (orgs.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
GERMANO, José Willington. Estado Militar e Educação no Brasil (1964-1985). São Paulo: Cortez, 1994.
IANNI, Octavio. O colapso do populismo no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975
NOGUEIRA, Francis Mary Guimarães. Ajuda Externa para a Educação Brasileira: da usaid ao banco mundial. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 1999.
RIDENTI, Marcelo Siqueira. O Fantasma da Revolução Brasileira. São Paulo: Unesp, 1993.
XAVIER, Maria Elizabete Sampaio Prado; RIBEIRO, Maria Luísa Santos & NORONHA, Olinda Maria. História da Educação: a escola no Brasil. São Paulo: FTD, 1994.
Sucessos. Alcebíades.
Voce tem algum tipo de informação sobre o apoio das mulheres no golpe de 1964. Pode me orientar no caminho que devo seguir.
Procopio,

Em primeiro lugar muito obrigada pela ajuda que esta me dando. Eu estou com alguns livros que me emprestaram para que eu comece a minha leitura.
1- Memória viva do regime militar - Brasil: 1964 - 1985, de Ronaldo Costa Couto. Neste livro tem depoimentos de vários políticos como: Aécio Neves, Antonio Carlos Magalhães, JoséGenuino, entre muitos outros.
2 - A Ditadura Escancarada, de Elio Gaspari
3 - A Ditadura Envergonhada, de Elio Gaspari
4 - Meio século de combate: diálogo com Cordeiro de Farias, de Aspásia Camargo e Walder de Góes
5 - 1964: A conquista do Estado, de René Armand Dreifuss
6 - História indiscreta da ditadura e da abertura. Brasil: 1964 - 1985, de Ronaldo Costa Couto
7 - A Grande Mentira, de Agnaldo Del Nero Augusto
O que você acha destes livros. Estava pensando em dar enfase no "Apoio feminino" ao golpe de 1964.
Estou muito confusa e ainda não decidi a linha de raciocínio que devo seguir. Tenho muita dificuldades com os textos de alguns livros.
Mais uma vez obrigada por dispor do seu tempo para me ajudar.
Procopio gostaria que me orientasse sobre o apoio das mulheres no GOLPE DE 1964. O papel da mulher nunca foi valorizado neste país, por este motivo resolvi fazer minha monografia falando sobre a infleuncia das mulheres neste golpe.
Rosangela,
É muito bom que alguém traga essa discussão para o seculo XXI.
64 foi um Golpe não resta dúvida e isso precisa ser melhor estudado. É importante qu voce busque contactar pessaoas que estiveram ligados, por exemplo, ao PARTIDÃO (PCB) ou outros movimentos sociais... A UNE é importante, necessita ser ouvida, através da net é possível contactar diversos personagens que vveram o período.

NÃO PERCA DE VISTA: GOLPE DE 64

SERGIO CABELERA
Sergio, vou pesquisar sobre o apoio feminino no Golpe de 1964, se souber onde posso adquirir material, livros ou outrostipos de informações, por favor me informe.
Rosângela,

A Marcha da Família com Deus pela a liberdade (1 milhão de pessoas no Rio) contou com a forte participação de entidades femininas, especialmente a CAMDE e a União Cívica Feminina.
No acervo do CPDOC/FGV há informações.

Além dos livros já citados há também a coleção Brasil Republicano (vol.3), coord. Prof. Jorge Ferreira, O golpe e a ditadura militar: quarenta anos depois (1964-2004), Daniel Aarão Reis e outros (org). Edusc.

Sobre o o tema mais específico: As mulheres na política brasileira: os anos de chumbo, de Marcelo Ridenti (Tempo Social; Revista de Sociologia. USP, S.Paulo, 2. sem), As mulheres no golpe de 1964, de Solange Simões. Ed. Vozes, 1985, A marcha, o terço e o livro: catolicismo conservador e ação política na conjuntura do golpe de 1964 (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0102-018820...) ," Mulheres brasileiras e militância política durante a ditadura militar brasileira" (www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR460eb23be09d1_1.pdf+1964+golpe+part...">http://66.102.1.104/scholar?hl=pt-BR&lr=lang_pt&client=firefox-a&q=cache:sdJma1vW9F4J:www.aps.pt/cms/docs_prv/docs/DPR460eb23be09d1_1.pdf+1964+golpe+part...) e Mulheres em armas armas:memória da militância feminina contra o regime militar (brasileiro , de Natalia de Souza Bastos (IFCS/UFRJ)

Deve haver ainda muitos trabalhos nos acervos de teses e dissertações das universidades.

Um abraço,
Hola Rosangela, la ultima dictdura fue bastante jodida, pues involucro a muchos paises de A.L., seria bueno que le dieras una bichada a lo que fue llamado "Operacion Condor" y evidentemente a lo sufrido por cada pais y su pueblo. No te olvides que las oligarquias nativas y las elites tradicionales siempre se arrodillan ante las dictaduras y ante el imperio, pues no soportan perder su "status". Todo es una cuestion de intereses, y cada uno de nosotros defiende el suyo. Lo que te puedo decir es que se sufrio mucho. Yo era estudiante en ese momento. Hay una pelicula argentina tipo cine denuncia que se llama "La noche de los lapices" basado en hechos reales, fue hecha por uno de los sobrevivientes. Eran todos estudientes. Cuando te cierran los parlamentos eso es Dictadura y te cortan los derechos civiles. Suerte con la monografia.
Hummm... depende do que vc quer, + aqui em Macapá já fizeram uma pesquisa sobre as lendas urbanas surgidas na época da DItadura, tenho um amigo que fez sua monografia sobre o ensino de História no período militar, ficou interessante. Se vc fizesse uma análise iconográfica, ficaria bem interessante tmbm...
1. Um livro que seria de grande ajuda é uma compilação geral das crônicas diárias de Carlos Castello Branco, o Castelinho. Acho que o livro se chama algo como "Agonia do Poder Civil". São crônicas com sabor da hora e com as dificuldades inerentes ao tema.
2. Há a visão dos militares golpistas. Cito de cabeça: "Tinha que ser Minas" do Gen. Carlos Guedes, o "Governo Castelo Branco" de Luís Vianna Filho, "Memórias do General Juarez Távora" e Depoimento do General Geisel ao FGV/CPDOC.
3. Recentemente saiu uma biografia histórica do João Goulart, muito boa. Vou verificar o nome e te informar.
4. Thomas Skidmore: "De Getúlio a Castello"
5. Carlos Heitor Cony: "O Ato e o Fato"
6. Abelardo Jurema: "Sexta-Feira, 13.
7. Participação das mulheres é associada à particípação da Igreja: CAMDE, LINDE e as marchas da família. Pessoa chave para se entender o período é o Padre Patrick Payton, americano, agente da CIA (???) que incentivou o movimento da Igreja através do "FAmília que reza unida, permanece unida".
8. Todos os livros do Hélio Gáspari e do Ronaldo Costo Couto.
9. Livros de ativistas:: Os carbonários (Sirkis), Que é isto, Companheiro?"( Gabeira), etc.

Se quiser conversar mais, eu conheço relativamente bem o período.
Mauricio, muito obrigado pela ajuda. Hoje sei que quero falar sobre o apoio feminino no golpe de 1964.
O que você puder me ajudar e falar sobre este assunto, serei eternamente grata.
Penso que o tema é relativamente novo e interessante. A participação da mulher veio através da Igreja Católica e das Ligas das Mulheres Democráticas. Embora muito jovem, eu me lembro do movimento em Belo Horizonte. O contexto internacional era de Guerra Fria: de um lado o comunismo "ateu" (?) e de outro a democracia, que na Europa era a democracia "cristã". A Guerra Fria explorou muito bem as contradições do comunismo com a Igreja, principalmente a Católica. O comunismo era "ateu" e ia fechar as igrejas do Brasil. Além disto, a propaganda anti-soviética mostrava como inferior o trabalho feminino nos paises comunistas. Era comum fotos de mulheres russas varrendo ruas ou fazendo outros trabalhos "não-femininos" ou assemelhados. A propaganda atingia ainda a família: o cidadão como "escravo" do estado. Os comunistas podiam pegar seus filhos e colocá-los vivendo em outra cidade, etc, etc.

Muito desta propaganda era ajudada pela "burrice" dos soviéticos principalmente. Notícias de padres, bispos e cardeais presos eram comuns. O Primaz da Hungria passou anos homiziado na Embaixada Americana em Budapeste. Yuri Gagarin, o primeiro cosmonauta russo, foi ao espaço e teria declarado que "não viu Deus no Céu". Anos depois, quando Frank Borman, o primeiro americano em órbita da lua, nas vésperas do Natal, declara em um poema muito bem escrito (escrito, obviamente, pela propaganda americana) que estava vendo Deus...

Neste contexto, tem-se o fraco Governo Goulart, depois que os moderados sairam de seu governo e ele se jogou nos braços da esquerda. A retórica assustava a Classe Média e, obviamente, as mulheres. O clima de confronto se arma. As mulheres, cujos filhos e maridos, iriam para a possível luta, estavam em pânico. A campanha contra o governo fecha o cerco. Toda a imprensa é de oposição e, pior, é golpista. Basta ler os jornais da época e a revista Cruzeiro. Pouco antes do golpe, David Nasser - este merece um estudo à parte: era um canalha! - provoca as Forças Armadas, chamando o exército de "O Grande Mudo" e convocando-o para o golpe. A campanha atinge o púlpito e com força mais intensa em Minas, um estado de forte tradição religiosa, e São Paulo. A igreja, já articulada pela pregação do Padre Patrick Payton - outra figura a ser estudada: quem era ele, o que fazia no Brasil e a mando de quem? - coordena movimentos femininos de oposição. Surge a LIMDE - Liga das Mulheres Democráticas em Minas e a CAMDE - Campanha das Mulheres Democráticas em SP. Fazem passeatas políticas com fundo religioso. Levam faixas contra o comunismo (ou seja, contra o governo) mas levam o terço consigo. Por serem mulheres, em tese, participando de uma cerimônia religiosa, não poderiam sofrer qualquer tipo de repressão. As primeiras damas dos dois estados - D Berenice Magalhães Pinto e D. Leonor de Barros, a mando de seus maridos golpistas, encabeçam o movimento. Em uma declaração extremamente infeliz, João Goulart reage ao movimento dizendo que "terço não enche barriga". Era o que a Igreja e a oposição precisavam. O movimento ganha força e moto próprio e consegue atingir os aliados do governo em pontos nevrálgicos. Pouco antes do golpe, Brizola vai a Belo Horizonte para fazer uma palestra, ou algo assemelhado, no auditório da Secretaria de Saúde. Tudo agendado, tudo legal. As "mulheres democrática" de terço na mão impedem Brizola de falar e por pouco ele não é preso, em meio às provocações. A mobilização da Classe Média está pronta: ela está na rua na Marcha da Família com Deus pela LIBERDADE (grifo meu). A marcha de São Paulo já é posterior ao golpe. O comunismo estava derrotado e a Igreja, as mulheres e a família triunfaram.

Mas a história é irônica. Os padres e bispos que incentivaram o golpe, quatro anos depois estavam na oposição aos militares e tiveram importantíssimo papel na resistência democrática, ao contrário dos cleros argentino e chileno que se mantiveram fiéis às suas ditaduras. As mulheres "marchadeiras" viram seus filhos sendo mortos e perseguidos na luta armada, cujo mais digno exemplo é Zuzu Angel. Conclusão: a mobilização da classe média de apoio ao golpe - fato histórico inconteste, tanto que historiadores já o chamam de Golpe Cívico-Militar - fez-se através da interação da Igreja com as mulheres, historicamente muito mais permeáveis à mensagem religiosa e familiar do que os homens. Não sei se te ajudei, mas se quiser saber mais alguma coisa, por favor pergunte.

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