Diferentes fontes discordão quanto a este assunto, mas afinal foi provado históriamente que ele existe.
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Permalink Responder até Jeú Daitch em 31 março 2010 at 22:00
Permalink Responder até Ludmila Pena Fuzzi em 1 abril 2010 at 12:36
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 1 agosto 2010 at 13:36
Permalink Responder até June Chiari em 14 junho 2011 at 17:10
Permalink Responder até Fábio Luiz Firmino em 4 maio 2011 at 10:27
Prezado Maurício, sua argumentação é excelente, mas tem alguns pontos em que são passíveis de discordância.
No tópico 3, você diz: "E mito, prova-se historicamente, Jesus não era, pois não seguiu a trajetória comum a todos os mitos. (...) Os mitos não têm pontos fracos visíveis. Hércules, filho de um Deus, ao contrário de Jesus, não chorava, não se desesperava, não suava sangue à véspera da morte." Não é incomum vermos em mitos momentos em que o protagonista demonstra fraqueza, comete erros e entra em dúvida quanto à sua própria missão. O próprio Hércules matou a esposa em um ato de loucura, ato este que o levou a submeter-se aos famosos doze trabalhos como forma de remissão pelos próprios erros. A vulnerabilidade do herói às suas próprias falhas e ao sofrimento é o que faz a sua vitória no final ser ainda mais gloriosa. E a história de Jesus retrata muito bem esse recurso do mito.
Ainda no tópico 3: "Em um espaço de pouco menos de 100 anos cria-se um mito inédito a partir do nada." Discordo veementemente. O mito de Jesus não era inédito. Elementos dele podem ser encontrados em muitos outros mitos que circulavam na época e isso é um assunto muito ventilado hoje em dia pelos ateus que atacam a idéia do Jesus histórico. Os milagres que ele executou são extremamente semelhantes aos milagres atribuídos a Apolônio de Tiana da mesma época, de quem se dizia inclusive ser capaz de ressuscitar dos mortos. Pode-se dizer tudo sobre a história de Jesus, menos que era original.
O que os dados históricos comprovam é que um grupo de pessoas oprimidas pelo governo romano da época começou a crer em um messias que eles diziam ter sido julgado por Pôncio Pilatos e que ressuscitou ao terceiro dia, como disse Tácito. Mas o que levou essas pessoas a acreditarem nisso não se sabe. Há, claramente, fatos históricos inseridos entre os mitológicos, como ocorre em qualquer mitologia (a Ilíada é recheada de referências históricas confirmadas somente nos últimos séculos). Mas a época era propícia ao surgimento de um sem número de mitos de heróis fantásticos capazes de inspirar grupos de pessoas simples e oprimidas, dando-lhes esperança e força espiritual.
Permalink Responder até Jorge Luís de Abreu em 18 abril 2012 at 13:15
Concordo plenamente com o seu ponto de vista com relação ao Jesus histórico e, acredito que uma dissociação da história e da ciência seria um grande avanço para que estas análises , que não possuem grande importãncia, não preocupassem tanto as pessoas. Jesus Cristo é fé! É acreditar ou não que Ele existe e que Ele é o caminho para uma relação com a divindade (religare). Isto de historicidade é secundário pois qual diferença faria se Jesus aquí esteve, viveu como homem, sofreu como homem, participoui das atividades humanas da sua época e, mesmo sendo superior a tudo foi humilhado, execrado, desacreditado pela sua própria comunidade até o ponto de , pela obediência ter a morte de cruz, a morte para o pior da espécie humana? Todos estes relatos já fomentaram muitas dúvidas e discursões e levantaram suspeitas.
É claro que Jesus, pela memória que já perdura dois mil anos, viveu e ainda hoje continua vivo para aqueles que procuram segui-Lo e sobretudo ter uma relação com o divino. Para os que não, é indiferente a sua existência ou não! Realmente é curioso que historiadores como Flavio Josefo em seu livro "Antiguidades Judaicas" um texto minucioso, cheio de detalhes sobre a vida da época e considerando-se que não era tudo tão grande, tão distante e muito populoso como hoje em dias, deveria constar pelo menos alguma referência ao Jesus homem, um revolucionário de desafiou os costumes judeus, que foi levado a autoridades romanas,já não digo quanto aos sinais (milagres) pois muito comum era na época homens religiosos, mágicos etc. promoverem este tipo de ilusão, ( o que não era o caso de Jesus Cristo), mas nenhuma referência? Creio de bom senso não misturar alhos com bugalhos: Jesus vive em nós, Jesus existiu e existe para quem nele crê. A historicidade são outros quinhentos e totalmente à parte da nossa fé. Nem tudo pode ser explicado pela razão, ainda que se busque respostas para os fenômenos, alguns são inexplicáveis. A nossa mente tem um limite, usamo-na muito pouco , proporcional a nossa vivência e talvez a fé esteja acima do nosso poder de compreensão.
Também devemos considerar o contexto histórico da época. A religião efervescia e misturava-se com os problemas de ordem social, como a submissão à Roma! Muitos homens se diziam profetas, enviados de Deus para serem a Sua língua e muitos, na verdade, eram charlatões, aproveitadores, desocupados...Melhor seria não misturar as coisas!
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A Memória que me contam - 2013
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A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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