Diferentes fontes discordão quanto a este assunto, mas afinal foi provado históriamente que ele existe.

Exibições: 4296

Responder esta

Respostas a este tópico

Mas a grande questão esta em tratar os evangelhos como fontes históricas
Alguns professores questionam a existência do Messias alegando que as cartas
dos apóstolos são documentos religiosos e como estão diretamente relacionados
a fé não são inteiramente confiaveis
Caros Senhores(as),

Não há a mais ínfima chance de um historiador questionar a existência de Alexandre Magno, não só em razão da documentação, no sentido literal da palavra, relativa a ele, como também em razão das suas campanhas militares, que tantas transformações trouxeram ao mundo antigo.
Há um outro personagem histórico, cuja autenticidade também não é questionada por qualquer historiador - Sócrates - que, no entanto, não deixou qualquer escrito seu. Tudo o que sabemos a seu respeito foi produzido pelos seus discípulos. Alexandre e Sócrates são pessoas referidas profusamente pelos seus contemporâneos.
O caso de Jesus é completamente diverso. Seu nome não aparece em qualquer documento extrabíblico e, tampouco, é referido por qualquer contemporâneo seu; um completo anônimo, em que pese os portentosos feitos que lhe são atribuídos. Já li certa vez um levantamento dos principais escritores e intelectuais do séc. I dC., com cerca de cinquenta nomes - romanos, judeus, gregos etc. - onde nenhum deles faz qualquer referência a Jesus. A única referência encontrada, em obra do historiador judeu Flávio Josefo, é comprovadamente uma fraude. Portanto, não existe qualquer base histórica para que se acredite na existência de Jesus Cristo.
fico feliz por isso. pois reafirma minha crença em jesus, embora há muitos fatores em relação a religiosidade de jesus
que ainda eu questione.
maria de lourdes christofaro isaia
Este é um assunto polêmico meus caros colegas....

Discutir a existência de Jesus Cristo vai muito além do bem colocado raciocínio do Fernando. Os contemporâneos são documentos "vivos", porém não se pode considerar uma fonto confiável, na verdade qual fonte é confiável? Os documentos são gerados por seres com sentimentos e diferentes contextos históricos. A verdade histórica é sempre questionável... o interessante fica quando um conjunto de documentos citam um mesmo tema. A bíblia, ÚNICO documento referido a Cristo, também precisa ser interpretado desta outra forma. Por exemplo: a própria imagem de Jesus Cristo elaborada por um alemão com certa visão eurocêntrica (Olhos azuis, cabelos louros escuros e longos.... pele macia) Temos neste caso a influência do arianismo muito difundido pelo Nazismo. Cristo se exisitiu era basicamente um homem se pele jambo, pele bem aspera, pelo sol.. cabe,os negros e olhos na cor de mel considerando a antropologia dos moradores da região de Belém, Israel e por ai....Pensemos nesta forma!

Concordo com o Fernando quanto a Alexandre e Sócrates, porem ainda questiono a fonte.....
Antes de mais nada,, o que é a Bíblia? Trata-se de um só livro ou de uma coletânea de livros que são considerados como obras de inspiração divina? Foram os livros da Bíblia escritos por uma só pessoa? Foram todos imediatamente aceitos pela Igreja como de inspiração divina ou demoraram mais de 300 anos para que o cânon do Novo Testamento fosse admitido como é hoje? É certo que as fontes que falam diretamente sobre Jesus são de origem cristã e não tiveram por objetivo registrar todos os detalhes históricos da época, sendo que até falhas podem ter sido cometidas pelos escritores dos Evangelhos. No livro que é atribuído a Lucas, o autor deixa claro que ele não conheceu Jesus e nem andou com ele, mas procurou investigar os fatos que foram transmitidos por uma geração anterior:

"Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde a sua origem, dar-te por escrito, ó excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído" (Lucas 1.1-4; ARA)

Sem dúvida que esta investigação precisou ser meticulosa e foi necessário deixar registrado em livros versões verdadeiras a respeito de Jesus porque, com o decorrer do tempo, as informações oralmente transmitidas poderiam ser modificadas pela criatividade humana e pela genialidade da cultura popular. Ainda mais numa Igreja sem os apóstolos e que estava sendo dirigida por discípulos gregos, como se tornou no século II, o que tornava indispensável registrar os acontecimentos em fontes confiáveis e foi neste contexto que suponho terem surgido os Evangelhos.

Anterior aos 4 Evangelhos, houve as epístolas que foram documentos direcionados a comunidades específicas e se relacionam com a fase apostólica de expansão da fé em Cristo.
Concordo totalmente contigo, Ludmila. A fé é inquestionável, e inabalável, cada um com sua crença.
Raíssa, infelizmente, a própria Igreja, nos impediram a ter informações sobre todas a fontes sobre suas dúvidas, as principais respostas que temos é "tenha fé", sou agnóstico, saúde e sabedoria pra ti, timbau.
Vamos aos fatos:

1. O Novo Testamento não é, no meu ponto de vista, um documento histórico como o são o Código de Hamurabi, a Magna Carta inglesa ou o AI-5 brasileiro. É antes de tudo um documento religioso, elaborado por diferente pessoas com objetivo de fazer proselitismo. Isto fica claro quando se faz uma análise comparativa, por exemplo, dos três evangelhos sinóticos, analisando as suas diferenças que têm a ver com os seus objetivos e o ambiente em que foram escritos ou para o qual se destinavam.

2. O fato de não existir um documento histórico que comprove que Jesus existiu de fato não significa que Jesus não tenha existido.Quantos homens havia na esquadra de Pedro Alvares Cabral? Quantos são conhecidos? Vaz de Caminha e mais meia dúzia. E os outros não existiram ou foram apenas obscuros sem um registro hitórico factual? É lógico que existiram sem deixar um rastro maior na histórica. Admitindo-se a hipótese de que houve um Jesus histórico, pode-se facilmente concluir que ele foi, como os marinheiros de Cabral, um personagem histórico de pouco destaque na sua época. Isto é o que os evangelhos nos dizem: era pobre, galileu, seguido pelos simples - pescadores, publicanos, mulheres, etc - condenado a morte vil e, finalmente, esquecido. No entanto, um fato extraordinário fez com que seus amedontrados seguidores criassem coragem e desafiassem a ordem estabelecida para pregar a todo o mundo, isto é, Roma, uma nova fé. Este fato extraordinário seria a resurreição e a ascenção ao céu, fato com vínculo na fé e não na história, o que foge aos objetivos da pergunta.

3. Se não houve um Jesus histórico, como surgiu a história que tão bem conhecemos? Quem a inventou? Como uma história fabricada de um líder poderia ter tantos pontos fracos e até mesmo deploráveis? Como o líder dos seguidores desta invenção, Pedro, o pescador, poderia se "orgulhar" de ter traído o seu mestre antes que o galo cantasse pela terceira vez? Como personagens tão humanamente fracos poderiam estar envolvidos na fantástica obra de criar uma religião que moldou a civilização ocidental? Ora, se nunca houve um Jesus histórico, ele seria um mito como Rômulo, Remo, Hércules e outros. E mito, prova-se historicamente, Jesus não era, pois não seguiu a trajetória comum a todos os mitos. Todos os mitos tem uma origem real remota e não identificada. Os mitos não têm pontos fracos visíveis. Hércules, filho de um Deus, ao contrário de Jesus, não chorava, não se desesperava, não suava sangue à véspera da morte. O mito vai se alterando com o tempo: Javé no Gênesis é diferente do Javé do Exodus. O mito passa de um povo a outro, com alterações derivadas da cultura local: o dilúvio na Babilônia tinha Gilgamés que era um Noé babilônico, diferente do Noé judeu. Jesus surge de repente na história no século I. Se fora um mito, seria um mito sem passado. Em um espaço de pouco menos de 100 anos cria-se um mito inédito a partir do nada. Este mito tem seguidores dispostos a se imolarem em seu nome. Muitos destes seguidores dizem que o conheceram em vida. Prova-se com esta argumentação que, se Jesus não pode ser historicamente um mito, é porque houve um personagem histórico chamado Jesus.

4. Um problema igualmente complicado é reconhecer quem é este Jesus histórico e como ele se compara com o Cristo da fé. De fato, nós temos apenas uma versão unilateral do Cristo da fé. Após quatro séculos de batalha, uma visão única do Cristo da fé se impôs sobre todas as outras. Estas versões derrotadas tornam-se apócrifas em contraste com a versão oficial ou ortodoxa. As versões apócrifas vão se perdendo com o tempo e só fragmentos subsistem que mostram uma visão realmente diferente da missão e dos ensinamentos de Jesus. Esta tese é motivo de uma pergunta altamente instigante. Pela versão ortodoxa, Jesus foi traído por Judas e, posteriormente, por Pedro que o negou antes que o galo cantasse a terceira vez. A pergunta que se faz é se Jesus também não foi traído por Paulo, o apóstolo dos gentios e, historicamente, o criador de fato do cristianismo? Pois a teologia paulina é a base da ortodoxia cristã.

5. Finalizando, alguns estudiosos que "provaram" que Jesus não existiu usaram uma metodologia tão radical que provaria igualmente que Júlio Cesar ou Napoleão também não existiram...
Marzano
Meus parabéns! De maneira objetiva e clara mostrou que sim, Jesus Cristo esteve aqui.
concordo! legal a sua resposta!
é bom que fique claro que o papel do historiador não é buscar provas e sim trabalhar com documentos,no caso a bíblia,um historiador não pode ser movido pela busca de provas!...mas teria como um "homem" que dividiu a historia(a.c. d.c.) não existir? seria ignorância da nossa parte!

Prezado Maurício, sua argumentação é excelente, mas tem alguns pontos em que são passíveis de discordância.

 

No tópico 3, você diz: "E mito, prova-se historicamente, Jesus não era, pois não seguiu a trajetória comum a todos os mitos. (...) Os mitos não têm pontos fracos visíveis. Hércules, filho de um Deus, ao contrário de Jesus, não chorava, não se desesperava, não suava sangue à véspera da morte." Não é incomum vermos em mitos momentos em que o protagonista demonstra fraqueza, comete erros e entra em dúvida quanto à sua própria missão. O próprio Hércules matou a esposa em um ato de loucura, ato este que o levou a submeter-se aos famosos doze trabalhos como forma de remissão pelos próprios erros. A vulnerabilidade do herói às suas próprias falhas e ao sofrimento é o que faz a sua vitória no final ser ainda mais gloriosa. E a história de Jesus retrata muito bem esse recurso do mito.

 

Ainda no tópico 3: "Em um espaço de pouco menos de 100 anos cria-se um mito inédito a partir do nada." Discordo veementemente. O mito de Jesus não era inédito. Elementos dele podem ser encontrados em muitos outros mitos que circulavam na época e isso é um assunto muito ventilado hoje em dia pelos ateus que atacam a idéia do Jesus histórico. Os milagres que ele executou são extremamente semelhantes aos milagres atribuídos a Apolônio de Tiana da mesma época, de quem se dizia inclusive ser capaz de ressuscitar dos mortos. Pode-se dizer tudo sobre a história de Jesus, menos que era original.

 

O que os dados históricos comprovam é que um grupo de pessoas oprimidas pelo governo romano da época começou a crer em um messias que eles diziam ter sido julgado por Pôncio Pilatos e que ressuscitou ao terceiro dia, como disse Tácito. Mas o que levou essas pessoas a acreditarem nisso não se sabe. Há, claramente, fatos históricos inseridos entre os mitológicos, como ocorre em qualquer mitologia (a Ilíada é recheada de referências históricas confirmadas somente nos últimos séculos). Mas a época era propícia ao surgimento de um sem número de mitos de heróis fantásticos capazes de inspirar grupos de pessoas simples e oprimidas, dando-lhes esperança e força espiritual.

Concordo plenamente com o seu ponto de vista com relação ao Jesus histórico e, acredito que uma dissociação da história e da ciência seria um grande avanço para que estas análises , que não possuem grande importãncia, não preocupassem tanto as pessoas. Jesus Cristo é fé!  É acreditar ou não que Ele existe e que Ele é o caminho para uma relação com a divindade (religare). Isto de historicidade é secundário pois qual diferença faria se Jesus aquí esteve, viveu como homem, sofreu como homem, participoui das atividades humanas da sua época e, mesmo sendo superior a tudo foi humilhado, execrado, desacreditado pela sua própria comunidade até o ponto de , pela obediência ter a morte de cruz, a morte para o pior da espécie humana? Todos estes relatos já fomentaram muitas dúvidas e discursões e levantaram suspeitas.

É claro que Jesus, pela memória que já perdura dois mil anos, viveu e ainda hoje continua vivo para aqueles que procuram segui-Lo e sobretudo ter uma relação com o divino. Para os que não, é indiferente a sua existência ou não! Realmente é curioso que historiadores como Flavio Josefo em seu livro "Antiguidades Judaicas" um texto minucioso, cheio de detalhes sobre a vida da época e considerando-se  que não era tudo tão grande, tão distante e muito populoso como hoje em dias, deveria constar pelo menos alguma referência ao Jesus homem, um revolucionário de desafiou os costumes judeus, que foi levado a autoridades romanas,já não digo quanto aos sinais (milagres) pois muito comum era na época homens religiosos, mágicos etc. promoverem este tipo de ilusão, ( o que não era o caso de Jesus Cristo), mas nenhuma referência? Creio de bom senso não misturar alhos com bugalhos: Jesus vive em nós, Jesus existiu e existe para quem nele crê. A historicidade são outros quinhentos e totalmente à parte da nossa fé.  Nem tudo pode ser explicado pela razão, ainda que se busque respostas para os fenômenos, alguns são inexplicáveis. A nossa mente tem um limite, usamo-na muito pouco , proporcional a nossa vivência e talvez a fé esteja acima do nosso poder de compreensão.

Também devemos considerar o contexto histórico da época. A religião efervescia e misturava-se com os problemas de ordem social, como a submissão à Roma! Muitos homens  se diziam profetas, enviados de Deus para serem a Sua língua e muitos, na verdade, eram charlatões, aproveitadores, desocupados...Melhor seria não misturar as coisas!

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

Links Patrocinados

Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }