Diferentes fontes discordão quanto a este assunto, mas afinal foi provado históriamente que ele existe.

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Respostas a este tópico

Ivani,

Primeiro Teologia é Ciencia, aliás , no dizer de Olson, A Rainha das Ciencias! Senão vejamos:

A ciencia precisa de 3 coisas: O Objeto, O observador que apreende o objeto, e a teoria ou tese...A teologia também já que tem o seu objeto: Deus (O maior de todos!rs), O observador que apreende o objeto (O teólogo, eis ai sua dificuldade, não és Teólogo e argumenta sobre um assunto de sua alçada!) e é possível a mente humana apreender Deus? Deixe que a ciencia prove, existe uma área no cérebro entre o Córtex e o Cerebelo que não me ocorre o nome, rsrsrs, que foi apontada pelos cientistas como a área do cérebro para a Fé e Espiritualidade, de maneira que eles já mudam seus conceitos e dizem as suas pesquisas que Orar e Ter fé em Deus faz muito bem pro ser humano... a Teoria ou Tese a Teologia também as tem! e como podemos provar e utilizar de algo tão abstrato como a fé? Ora não é isso que tb faz a Psicologia? Seus conceitos não são abstratos e suas teses e teorias não causam efeitos desejados na vida dos que as seguem? Assim tb é a Teologia para com os cristãos e não - cristãos !

O assunto é outro aqui, so respondi sua afirmativa anterior. 

Sobre a teoria do AT fake vemos que não havia essa necessidade pois, como afirmei anteriormente, não havia essa necessidade já que a cultura dominante no mundo Romano era a Grega: 

"A Grécia já não era uma potencia política; mas sua cultura e espírito formaram os alicerces da cultura Romana Imperial. Conforme, observou Horácio, escritor Romano:'a Grécia cativa cativou  seu conquistador'. A arte, a literatura, e o governo helenístico floresceram durante a maior parte do período Romano. Até o grego coiné permaneceu como língua oficial nos negócios do Oriente Próximo e a literatura do Novo Testamento foi escrita nesse dialeto"(Tenney , Packer, White. Jr, O Mundo do Novo testamento , 1994, Pág. 57)

Parece que nem aqui, nem nas palavras do Dr.Durant vemos evidencias de um AT fake ou da Teoria da Substuição com patrocínio Helenico pois, todos os autores dos 27 livros do NT eram Judeus. Olson, Shelley e Gonzáles atribuem a Igreja como uma dissidencia do Judaísmo , assim também pensavam os Romanos...

Em último lugar, o fato de seres Ateu ou Agnóstico pelos muitos textos publicados sobre a Filosofia Reversa em outras comunidades na Web o colocam fora de "combate" pelo subjetivismo com que defende suas posições, desconsiderando as demais...se és subjetivo em suas análises porque discutirmos? 

Abraços!

Adilson Benevides,

Deus continua sendo a ignorância fantasiada de sabedoria, para que uns poucos se aproveitem da ignorância de muitos. Há alguma ciência nisso? Só se for a da enganação. Por isso, geralmente, conheço raras exceções, os teólogos são pedantes e metidos a sábios. Você, por exemplo, já vi que é uma nulidade em história querendo impressionar com sua pose.  rsrsr  Aqui não estou aqui para discutir fé. O nome é Café história e não Café Teológico. Café e não fé cá. Eu disse judaísmo fake. O AT era o livro utilizado por parte da diáspora, mas o judaísmo ia pouco mais além. Pois que a cultura helênica se estendia a todo o mundo conhecido até teólogo sabe. Quis bancar o espertinho, mas não contra-argumentou o que demonstrei com a alegação de Durant. Nem o fará, por desconhecer a nossa matéria de estudo.

Adilson Benevides

Publico meus textos na Internet desde 2009. E você não sabe com que vontade. Aposto que nem sabe o que eu quero dizer com filosofia reversa. Subjetivismo nas minhas posições? Chego também a duvidar que conheça o significado deste termo. Se você não quer enfrentar argumentos históricos com o seu parco arsenal teológico, podemos entender. A história é tremendamente desconfortável para uma mentira milenar que só pode apoiar-se em si mesma. Daí o trabalho penoso e a exposição desagradável imposta àqueles que se acham na obrigação de dar continuidade a ela. Sendo assim, quem se encontra fora de combate não sou eu, é você. Vá em paz.

Ivani,

Acho que voce fala muito, evita os comentar os argumentos que exponho, e não satisfeito com alguém se lhe opõe, ataca. A Teoria da Conspiração defendida por voce não tem base nem na História, nem no Livro apontado por voce escrito pelo Dr.Durant, nem nos de Tenney entre outros.  O subjetivismo é a doutrina fílosófica que afirma que a verdade é individual. Cada sujeito teria a sua verdade. A idéia do sujeito é que projetaria o objeto. Pelo menos uma coisa eu gostei: voce foi muito original! rsrsrsrsrs

Adilson Benevides

 

Quem expos argumentos fui eu e não você. Você disse que os gregos não tinham motivo para cobiçar o AT. Demonstrei que tinham uma preocupação bem definida com os judeus e esta envolvia religião. Serei mais didático:

“Parece que nem aqui, nem nas palavras do Dr. Durant vemos evidencias de um AT fake ou da Teoria da Substituição com patrocínio Helenico pois, todos os autores dos 27 livros do NT eram judeus. Olson, Shelley e Gonzáles atribuem a Igreja como dissidência do judaísmo, assim também pensavam os romanos...”

“Parece que nem aqui, nem nas palavras do Dr. Durant vemos evidencias de um AT fake ou da Teoria da Substituição com patrocínio Helenico”

Eu não falei em AT fake. Referi-me a um judaísmo falso para atrair os prosélitos no trabalho de contenção do judaísmo. Também não falei em “Teoria da Substituição” sim na Teologia da Substituição, que você como teólogo teria obrigação de conhecer. Se não a conhece, receio que você também seja uma fraude. A Teologia da Substituição é a evidencia da conspiração antijudaica que incomodava e preocupava os gregos por estar o judaísmo sob a proteção de Roma. A igreja patrística era inteiramente grega. Parece-me que você te um déficit de leitura.

“todos os autores dos 27 livros do NT eram judeus.”

Mais uma afirmação que até hoje carece de comprovação. Estudiosos do assunto garantem que os textos cristãos foram todos redigidos em grego, nenhum em aramaico.

“[...] Se você acreditasse na divindade de Jesus, não desejaria ter preservado as verdadeiras sentenças aramaicas que ele pronunciou, já que elas eram para você as palavras de Deus? Mas o que foi preservado foram traduções gregas [...] Aramaico e grego são línguas muito diferentes, e as nuances de espiritualidade e de sabedoria não se traduzem prontamente de uma para outra. [...]” (Harold Bloom)

MEYER, Marvin. O Evangelho de Tomé: as sentenças de Jesus. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1993. Página 126.

“Olson, Shelley e Gonzáles atribuem a Igreja como dissidência do judaísmo,”

Pouco importa que teólogos cristãos afirmem isto quando o judaísmo nega.

 

Judaísmo e cristianismo

Ver artigo principal: Judaísmo e cristianismo

Apesar do Cristianismo defender uma origem judaica, o judaísmo considera o cristianismo uma religião pagã. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo

“assim também pensavam os romanos...”

Vamos lá, demonstre que romanos são esses que pensavam assim.

 

Vou lhe dar um aviso: por causa disto Engana-se quem acredita que os Gregos "precisassem" submeter os Judeus nesse período, já que é de conhecimento de todos que A cultura Grega era tão forte que submeteu os próprios Romanos posteriormente.”

Se vacilar mais uma vez vou lhe esculachar, tenho pavio curto com farsantes.

 

 

 

 

Ivanir:

Comento suas palavras sem sentido novamente.

Quem expos argumentos fui eu e não você.

como chamamos isso?

"Engana-se quem acredita que os Gregos "precisassem" submeter os Judeus nesse período, já que é de conhecimento de todos que A cultura Grega era tão forte que submeteu os próprios Romanos posteriormente. A única coisa que existiu na época foi um interesse pelo AT por parte de Ptolomeu II que mandou confeccionar uma versão grega do mesmo(Carta lendária de Aristéia a Filocrates), não havia a necessidade no Sec. I d.C. de que esses mesmos gregos submetessem o Judaísmo se apropriando do AT literatura particular deles.Isso mais me parece mais a Teoria da Conspiração, ainda mais apoiada sobre um trecho pequenino de um livro da editora vozes...Ora texto sem contexto se pode usar pra provar qualquer coisa, e pra fazer isso aqui eu poderia usar não só esse livro mas, até a própria Pedra Roseta...

Ademais está já provado que o objetivo da comunidade Cristã do Primeiro Século não era Criar o Mito mas, narrar os fatos, ou seja a comunidade não era Criativa, por assim dizer. Todos os trabalhos da Critica de Redação ou da chamada "desmitologização" do NT , desde Bornkann até Bultmann...(McDoweel, Evidencias, vol 2.2006, pág 464 )"

Argumentação?

Vc diz: "preocupação bem definida com os judeus e esta envolvia religião."

Parece que isso não prova nada muito menos a sua própria Teoria da Conspiração que voce quer vender como verdade. O que faz o historiador (Não é o seu caso é fácil ver...) conta os fatos, ou impõe seus próprios pensamentos interpretando conforme quer?

Tens razão quando falaste que eu disse AT fake, que disseste foi Judaísmo Fake. Mas, talvez não conheça duas coisas na língua portuguesa: Ironia e Força de expressão. Quando intencionalmente substitui "Teologia" da Substituição por "Teoria da substituição" quis dizer duas coisas: que não concordo com ela e que ela não passa de uma teoria mesmo, nunca será tese comprovada, já que os capítulos finais de Romanos, especialmente 9 a 11 S.Paulo Apóstolo dos Gentios diz que Deus tem planos futuros para com Israel, já que na atualidade trata com a Igreja. Mas, voltando a aula de portugues segue as definições de Força de Expressão e ironia...

Força de Expressão:
"Todas as respostas acima são razoáveis, mas em português do Brasil usa-se a maioria das vezes a expressão "força de expressão" pra falar que o que você disse não era exatamente o que quis dizer ou não era exatamente o que a pessoa entendeu. Geralmente refere-se a alguma metáfora que você utilizou. Veja o contexto abaixo:

"Quando vi aquela garota, caí do quinto andar."
"Nossa! Machucou?"
"Claro que não, tonta! É só força de expressão (modo de falar)."

Ironia: "A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor."

Chamo-lhe a atenção para o absurdo que alguém que diz conhecer história escreve logo abaixo com vistas a fortalecer sua falácia:

" A igreja patrística era inteiramente grega. Parece-me que você te um déficit de leitura."

Quem está lá no primeiro Período na faculdade ja sabe que isso não é verdade, já que a Igreja é dividida em 2 ramos, o Romano e o Oriental. Se voce tivesse dito que do ramo Oriental da Igreja Cristã surgiu a Igreja Católica Ortoxa Grega, Russa e Oriental eu concordaria, mas, dizer que a Igreja Patrística era inteiramente Grega é realmente absurdo. Já que sabemos, que a Patrística, ou conjunto dos primeiros teólogos do cristianismo era oriundo de muitas cidades como as que estão no norte da africa, frança ou galia da época e não era composta exclusivamente de gregos, os pais que escreveram em grego esses foram considerados Pais gregos mas, seu ministério tinha influencia em todo o mundo. E o que dizer dos pais latinos? a quem falaram se a igreja era grega como afirma voce?
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Padres_da_Igreja)


Voce continua:
"“Olson, Shelley e Gonzáles atribuem a Igreja como dissidência do judaísmo,”

Pouco importa que teólogos cristãos afirmem isto quando o judaísmo nega."

Claro que isso se deve ao seu subjetivismo, duvido que sequer tenha lido alguns desses, e se não leu como pode julgá-los errados?

Continua Ivanir:

“assim também pensavam os romanos...”

Vamos lá, demonstre que romanos são esses que pensavam assim.

Um certo Advogado Romano por nome tértulo que acusou Paulo, Atos 24.5 tal acusador foi pago pelos judeus da época que afirma ser Paulo da seita dos Nazerenos como mais uma seita Judaica (Não de origens pagãs como quer vc) , principalmente em Jerusalém... (Comentário Biblico, Skeener pag. 399 e Comentário de Atos , I.Howard marshall, pag. 178)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9rtulo)

Agora diante disso pergunto: Já terminou a graduação em História? Quantos livros publicou? tem trabalhos publicados a nível científico em alguma revista, mostre as suas credenciais paroleiro...não vem com seus sofismas tentar enganar que não conseguirás nada...

Desculpe, Adilson, mas vou ter que voltar à nossa discussão antiga. Teologia não é ciência porque não tem Metodologia Científica! A Metodologia é o item que você "esqueceu" de mencionar nos três que colocou aí no seu discurso e que faz toda a diferença. A Metodologia Científica afirma que toda teoria, para se tornar tese, tem que ser posta à prova, senão é só hipótese! Isso é básico em qualquer estudo científico. Cadê as provas da Teologia? Opiniões não valem, falo de provas, constatações de que as hipóteses levantadas por ela correspondem ao que se observa na realidade. Se você observar a teologia cristã como possuindo um modelo para a divindade, cadê as provas que afirmam a sua veracidade perante os modelos de outras teologias, como a hindu (muito mais antiga, diga-se de passagem), por exemplo? Cadê a técnica de aplicação da hipótese teológica na realidade e a comprovação de que o modelo é correto? Fé, posto que é opinião pessoal, não é prova! 

Eu diria que nem mesmo a divindade é objeto de estudo da ciência! A religião é, pois a religião é uma criação humana e é estudada pelas ciências Antropologia, Sociologia, Psicologia e pela História, cada uma com seu enfoque. Mas a divindade como divindade no máximo é assunto da Filosofia, que é a mãe de todas as ciências, mas não é ciência por si, dado que as teorias filosóficas não precisam de comprovação. A Filosofia é um excelente exemplo, como a Teologia, de um estudo que tem Objeto, Observador e Teoria mas não é ciência.

Caro amigo Fábio,

Tivemos já longos, proveitosos e calorosos debates(Como também com o amigo Ivani Medina!) por aqui sobre isso, postei o que acredito e sei, e penso apenas que ela, A Teologia, tem apenas Métodos  diferentes dos postulados pelo Método Científico, assim como outras Áreas do Saber humano (Matemática, Filosofia e Religiões), porém , para não me extender sobre isso já que não é o tema do tópico, deixo a guisa de explicação mais pormenorizada um dos mais excelentes textos que li sobre o assunto, e que publiquei no meu blog, ao qual se quiseres podes ler, e é de um Teólogo da Universidade Metodista de S.Paulo onde ele discorre com muita propriedade sobre se a Teologia é ou não Ciência, inclusive citando os que se dizem a favor da idéia de a Teologia ser sim ciencia como Pannenberg, Murphy e Clayton assim se declaram, usando sempre o Método de Popper.(http://teologiaarainhadasciencias.blogspot.com.br/2011/06/teologia-...).

Abraços.

P.s.: Não o posto aqui por ser muito longo. Acho que não ficaria legal.

Adilson, já que você mesmo disse: "(...) por aqui sobre isso, postei o que acredito e sei, e penso (...)" glifo meu, fica claro que o que você afirmou baseia-se na sua fé e no que você sabe do senso comum. Senso comum não é ciência.

Quanto ao texto que você colocou, acho que não deve ter lido ele direito. Veja a conclusão de que o próprio autor do seu texto chega, antes do item 2. "Podemos fazer uma teologia racional?"

"Se a teologia não é ciência, então o que ela é? Ela é metafísica, [48] assim como a filosofia."

Não é exatamente o que eu disse? Que a teologia, como a filosofia, não são ciências? Que a teoria teológica, como a corrente filosófica, não tem, como ele diz, refutabilidade, que é o mesmo que testabilidade, ou seja, a capacidade de ser testada? Se ainda ficou alguma dúvida, copio aqui o primeiro parágrafo da conclusão da sua própria fonte (o glifo é meu): 

"Vimos, neste artigo que, adotando o critério demarcador proposto pelo filósofo Karl Popper, a teologia não pode ser considerada uma ciência. Entretanto, não se pode afirmar a partir daí que as doutrinas teológicas carecem de sentido. Longe de Popper afirmar tal coisa. Popper vê justamente nos mitos a origem das teorias científicas, portanto, não se pode desprezar o seu valor."

Como é que depois de postar um texto desses você continua usando como título do seu blog: "TEOLOGIA, A RAINHA DAS CIÊNCIAS"?

Boa, Caro Amigo Fábio...

Gosto da sua argumentação mas, ao que parece terei, se voltar a ele de novamente lhe acusar de subjetivo, e dessa vez tenho o texto supra como prova já que lá tb está dito:

a opnião de Pannemberg sobre o assunto que também é a minha: "O teólogo alemão Wolfhart Pannenberg, por exemplo, diz que a verdade do cristia-nismo está intimamente ligada à afirmação de que a teologia é uma ciência. A partir dessa constatação, Pannenberg introduz na teologia a metodologia da ciência popperiana. [36] Primeiro, ele diz que as teorias científicas são hipóteses sempre abertas a revisão. [37] Entretanto, rejeita a idéia de que uma teoria, para ser “científica”, deve poder ser refutada por meio de indícios. Em vez disso, argumenta que as teorias das ciências naturais e humanas devem ser julgadas pelos critérios de coerência, parcimônia e precisão. A teoria mais adequada, para Pannenberg, não é simplesmente a que se presta à refutação, mas a que pode dar conta de teorias rivais e incorporá-las. [38]" 

Trocando em miúdos: Ela é sim, uma ciencia ainda que seu método não seja o científico.Foi isso que afirmei. E sim, eu sei que o Dr.Julio Fontana, autor desse brilhante texto, bem como Popper são contrários a isso mas, publiquei lá justamente pra mostrar que a coisa não é tão simples assim: A área do conhecimento que usar o Método Científico essa é uma ciencia, as demais não...pela leitura do texto vês que não tão simples. 

cito o trecho do meu post anterior:"inclusive citando os que se dizem a favor da idéia de a Teologia ser sim ciencia como Pannenberg, Murphy e Clayton assim se declaram, usando sempre o Método de Popper."

E isso, apesar de Dr.Julio e Dr.Popper lhe darem plena razão nesse mister...

Abraços.

Raíssa, procurando responder à sua indagação, coloco o seguinte: os textos bíblicos dos evangelhos, escritos em grego, datados do séc. IV, copiados por copiadores (massoretas) profissionais da época, relatam a historicidade da pessoa de Jesus Cristo com tamanha riqueza de detalhes e com tal grau de coerência, que não há como negar hoje o 'Jesus histórico'. E após sua morte e ressurreição, ele foi visto por mais de quinhentas pessoas, conforme o atestam os textos referidos. Além disso, um historiador romano, Josepho, contemporâneo da época em que foram escritos os evangelhos (isto é, entre os anos 37 e 95 d. C.), igualmente confirma a existência histórica de Jesus ante as autoridades romanas.

Adilson Benevides

 

O primarismo do seu primeiro “comentário” sobre a supremacia cultural helênica dispensa considerações. É absolutamente insuficiente como contra-argumentação às afirmações que fiz. Outra, dizer que a minha argumentação se apoia num pequenino trecho de um livro da Editora Vozes, é se chamar de imbecil. Senão pela tentativa estulta de tentar me diminuir afoitamente, foi pela igualmente estulta tentativa de avantajar a própria sombra na parede do orgulho. Ora, podia ter-me desafiado a demonstrar o raciocínio que me levou a tal conclusão.

Claro que ao oferecer os argumentos de Durant eu estava demonstrando o que havia sido dito anteriormente e negado por você, ou seja, existia uma sim uma situação crítica no século I envolvendo gregos e judeus. A religião judaica estava no centro da questão, por conta do protecionismo romano e do descontentamento grego. Agora sim, entra um pouco de subjetivismo porque história é também interpretação (precisa ser demonstrada): de alguma forma os gregos precisavam gozar do mesmo status, para não perderem completamente seus privilégios e verem a sua devotada cultura solapada pelo judaísmo.

 

“O que faz o historiador (Não é o seu caso é fácil ver...) conta os fatos, ou impõe seus próprios pensamentos conforme quer?”

 

O ilustre professor de história da educação e cristão apaixonado, Henri Irénée Marrou (1904-1977), da Sorbonne, disse o seguinte: “O historiador não avança sozinho ao encontro do passado. Aborda-o como representante do seu grupo.” (MARROU, s/ data, p. 256). MARROU, Henri  Irénée. Do conhecimento histórico. 2 ed.Lisboa: Áster, s./ data. Esta orientação, também abraçada por outros nomes conhecidos, como já citado Oscar Cullmann, está em vigor desde o século IV. Um bocadinho de tempo, né?

Então, o meu propósito é encorajar os jovens estudantes de história a perguntarem muito e a não engolirem as “verdades” religiosas como se históricas fossem. A verdade histórica é sempre relativa, mas a “verdade” religiosa, ao se propor histórica, é mentirosa mesmo. Os estudantes devem entrar na faculdade já sabendo disso e amparados por iniciativa própria. Daí a minha veemência nas afirmações e o incentivo de maior exploração do ponto de vista mundano no estudo da história do cristianismo, que eu acho ótima.

Ironia e força de expressão neste caso, alegadas por você,  não passam de descaramento histórico. Primeiro: o fato de você concordar ou não com a Teologia da Substituição não vem ao caso, ainda que tivesse o poder de absolver o cristianismo dos seus pecados. Segundo: dizer que essa evidencia histórica que consta nos escritos dos pais da igreja não passa de uma teoria e nunca será uma tese comprovada, é de um cinismo nauseabundo, cujo propósito é esvaziar uma triste evidencia. Terceiro: citar documentos cristãos como “provas” é lamentável e desprezível para quem aprecia história de verdade.

Quanto ao primeiro período da faculdade, já fiz meu comentário a respeito do ensino de história. Acrescentaria que para o estudante que acredita no “histórico” Jesus de Nazaré, que morreu na cruz e ressuscitou, qualquer besteira que lhe for ensinada nesse sentido será saboreada e prazerosamente engolida, porque o senso crítico dele ainda não amadureceu suficientemente e a nossa cultura cristã nem quer que isso aconteça.

Quanto à afirmação que fiz da origem grega dos pais da igreja, é sabido que cidades gregas cobriam todo o mundo conhecido na Antiguidade, portanto havia gregos da Ásia Menor, da Índia, da Síria, do Egito, da Palestina, da África, de Roma, enfim, de toda parte. Exatamente como acontecia aos judeus. Sob o reinado de Antônio Pio (138-161), soberano muito tolerante com os cultos estrangeiros, que os propagandistas cristãos começaram a chegar à capital do Império, vindos, em sua maioria da Anatólia ou Ásia Menor. Marcião (Ponto, norte da Anatólia) chega em 140, Justino (Anatólia) em 150, Policarpo (Anatólia), em 155 e Hegesipo (Anatólia), em 160. Praxéas (Cartago), Epígono (Anatólia), Teódoto (Anatólia) para lá se dirigem. No final do século II são muitas as escolas cristãs de Roma. “No fim do segundo século, temos em Roma uma pululância de escolas.” (DANIÉLOU; MARROU, p. 125) O cristianismo começa a se expandir daí mesmo, na Europa, vindo da Ásia Menor. O resto (cristianismo do século I, da Judéia, etc.) é besteira mesmo para o consumo dos crentes. Os pais latinos, sócios minoritários, surgem muito tempo depois.

DANIÉLOU, Jean; MARROU, Henri. Nova história da Igreja: dos primórdios a São Gregório Magno. Petrópolis: Vozes, 1966.

O fato de o cristianismo ser de origem pagã só não é aceito por autores cristãos engajados na continuidade da lenda. Toynbee, por exemplo, admite “ligeiramente” sua origem grega quando diz:

 

[...] Mas a Hélade conquistadora não conseguiu cativar a Jerusalém cativa, e sua tentativa de introduzir a civilização, tal como a entendia, na Judéia rústica, foi rejeitada com indignação. Por fim, a Hélade frustrada chegou a termos com a Judéia indomável, adotando uma versão helenizada da sua religião fanática. Esse tempestuoso encontro e a final união do helenismo com o judaísmo deram origem ao cristianismo o ao islamismo, duas religiões heleno-judaicas que são hoje professadas pela metade da raça humana. (TOYNBEE, 1983, p. 173)

TOYNBEE, Arnold J. Helenismo – História de uma civilização. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

 

Você, como um conhecedor da língua portuguesa sabe que o primeiro nome (heleno) indica origem, como nipo-brasileiro, ítalo-americano etc. O problema é que ele não explica satisfatoriamente o “tempestuoso encontro”. Pelo menos, para o meu gosto.

 

“Agora diante disso pergunto: Já terminou a graduação em História? Quantos livros publicou? Tem trabalhos publicados a nível científico em alguma revista, mostre suas credencias paroleiro... não vem com teus sofismas tentar enganar que não conseguirás nada...”

A sobremesa é para o final:

Paroleiro é aquele que tem um discurso vazio. Não é o meu caso. Sempre demonstro aquilo que digo e por isto alguns pensam que sou historiador. É só visitar minha página pra ver que não. Sou um apaixonado por história, em especial pelo período que compreende o primeiro e o quarto séculos, que há muito percebeu a necessidade de se adequar às exigências deste estudo. Assim, escapei da mediocridade acadêmica e da burrice confeitada que acomete a tantos. Já estive em debates aqui no CH e em outros sites sem enganar ninguém. Sabe por quê? Por que eu não quero enganar a mim mesmo. Não preciso de mentiras para viver, especialmente das históricas.

 

 

 

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