em 1993 teve o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do Brasil. Com tanta corrupção e altos impostos, uma monarquia seria melhor para o Brasil ?
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Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 17 julho 2012 at 14:21
Boa tarde,Carmem
Nao existe qualquer hipotese da monarquia voltar a ter voz de relevo na vida política nos pròximos anos ,seja no Brasil ou noutro país da Europa .
Nao há países laicos .
A Inglaterra é o único país em que a Raínha é ao mesmo tempo o chefe da igreja que domina .
A globalizacao está presente no mundo inteiro e nao se preveem mudancas de políticas a breve prazo ..
Nem o Brasil ,nem um outro país do mundo pode fazer seja o que for isolado sao políticas globais que sao tomadas em cimeiras a nìvell mundial e assim vai ficar por muito tempo .
As monarquias atuais sao só para turista ver ,quem governa sao os governos que estao por trás e eleitos pelo povo .
Um abraco
@Carmem: a Inglaterra e a Escócia têm igrejas oficiais de Estado (anglicana no caso da Inglaterra e presbiteriana no caso da Escócia). Em outras partes do Reino Unido como a Irlanda do Norte e o País de Gales, não há religião oficial. Fora do Reino Unido, a igreja luterana ainda é a religião do Estado na Dinamarca e na Noruega, mas, na Suécia, ela foi separada do Estado no ano 2000. Na Inglaterra, o monarca não pode ser católico e tem que estar em comunhão com a igreja anglicana e jurar preservá-la. A lei inglesa garante porém a liberdade de culto e, fora a proibição de um católico ser rei, não há mais qualquer restrição ao exercício de qualquer cargo público ou profissão liberal, ou qualquer penalidade civil por não pertencer à igreja oficial.
Excetuando-se os casos citados acima, parece-me que não há mais nenhuma monarquia europeia com religião oficial. Entretanto, devido à ligação histórica das respectivas famílias reais desses países com uma particular igreja, a igreja em questão acaba na prática tendo um caráter "semioficial", pelo menos no sentido de que ela está presente em eventos de natureza religiosa que envolvem membros da realeza (p.ex. casamentos, batismos, funerais, etc.). A família real da Holanda por exemplo (casa de Orange-Nassau) está historicamente ligada à igreja reformada neerlandesa (calvinista na doutrina e presbiteriana na forma) enquanto as famílias reais da Bélgica, Mônaco e Espanha são associadas à igreja católica romana.
Historicamente, esse alinhamento dos monarcas europeus com determinadas igrejas tem que ser entendido no contexto da Reforma do século XVI quando não havia ainda a noção de liberdade de culto e a religião oficial de um território era a religião do seu príncipe (Cuius regio, eius religio). Na época, por motivos muitas vezes políticos e extrarreligiosos, houve uma cissão na cristandade com os reis da Inglaterra/Escócia, Dinamarca e Suécia, os príncipes luteranos alemães e, na Holanda, os príncipes de Orange assumindo o papel de protetores da igreja protestante enquanto as monarquias de Portugal e da Espanha, França e Áustria e os estados italianos se mantiveram leais ao Papa. Na Rússia, por outro lado, obviamente o regime czarista era intimamente ligado à igreja oficial ortodoxa
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 20 julho 2012 at 8:43
Boa tarde,Marcelo
Este artigo mostra quanto (laicos)sao os Estados ,claro que nao há estados laicos .
Aqui no sul da Alemanha predomina a Católica e a Luterana ,fazem missa juntos .
Quem for católico é-lhe descontado diretamente da folha de vencimento cerca de 7% ,quanto aos Luteranos nao sei .
Um abraco
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 20 julho 2012 at 4:41
Grüß Gott,Frau Schmidt.
Nem no Brasil ,nem em parte alguma ,sao parte decorativa para turista ver .
Estao (tesos) sem dinheiro
Uma da realeza alema transporteia no meu táxi para uma entrevista ,trabalham para sobreviver ,perderam os direitos .
O herdeiro do rei Ludwig da Baviera ,tem agora uma habitacao no que era a residencia de verao do rei na cidade de Munique as habitacoes para cerca de mil pessoas do pessoal da corte ,foram vendidos ,a decadencia é grande e tem tendencia a ser maior .
Um abraco
Permalink Responder até Bruno Leal em 30 julho 2012 at 13:48
Amanda, chance zero. E que bom. Essa é uma página virada em nossa história.
Bruno Leal: concordo com "chance zero" e "página virada em nossa história", mas penso que o "que bom" é um juízo de valor subjetivo.
Na opinião de muitas pessoas, a monarquia tem um defeito de origem que é o princípio da hereditariedade. Embora não se possa negar o caráter inerentemente antidemocrático de um critério hereditário para definir a sucessão à chefia de Estado, há entretanto vantagens em um chefe de Estado apartidário e, portanto, não atingido pela disputa política. Esse na verdade é precisamente o ponto levantado no texto abaixo pelo 1o primeiro-ministro do Canadá após a confederação, Sir John A. MacDonald, ressaltando o que seria na visão dele a superioridade da constituição monárquica do Canadá sobre a constituição republicana dos Estados Unidos:
"By adhering to the monarchical principle we avoid one defect inherent in the Constitution of the United States. By the election of the president by a majority and for a short period, he never is the sovereign and chief of the nation. He is never looked up to by the whole people as the head and front of the nation. He is at best but the successful leader of a party [...]. We avoid this by adhering to the monarchical principle—the sovereign whom you respect and love. I believe that it is of the utmost importance to have that principle recognized so that we shall have a sovereign who is placed above the region of party—to whom all parties look up; who is not elevated by the action of one party nor depressed by the action of another; who is the common head and sovereign of all."
Obviamente, a tese acima do pai da confederação canadense só faz sentido se o monarca for efetivamente apolítico, com a responsabilidade pelos seus atos oficiais recaindo sobre os ministros, esses sim responsáveis ao Parlamento e, por extensão, aos eleitores. Como apontou o liberal brasileiro Zacarias de Góis no seu tratado sobre a "natureza e limites do poder moderador":
"Não há meio termo: em país livre, ou, pelo menos, não de todo escravo, ou o chefe de Estado é responsável, e neste caso decide e governa como entende, sem necessidade de firmar-se na responsabilidade de seus agentes, ou ele é irresponsável, e então não há função, não há prerrogativa, que posa exercer sem o arrimo da responsabilidade ministerial, responsabilidade que ainda não estando expressamente estabelecida, não é menos incontestável, visto que decorre da índole do sistema político consagrado na lei fundamental do país."
O erro fatal de D. Pedro II foi precisamente não entender o princípio acima e insistir em participar ativamente dos negócios do governo, muitas vezes favorecendo um partido em detrimento de outro, inclusive demitindo governos com apoio majoritário na Câmara, como o ministério do supracitado Zacarias de Góis em 1868, e substituindo-os por governos minoritários a quem o imperador concedia na sequência uma dissolução do Parlamento seguida necessariamente por eleições que eram geralmente vencidas por métodos fraudulentos.
É importante ressaltar porém que, mesmo na Grã-Bretanha, a consolidação do parlamentarismo e de um sistema democrático de governo dentro de uma constituição monárquica foi um processo histórico longo que só foi completado no século XX e, ainda hoje, permanece em evolução (vide o atual debate sobre a reforma da Câmara dos Lordes). No Brasil, não há nenhum motivo para duvidar de que o sistema do 2o Reinado também evoluiria eventualmente para um modelo semelhante ao que se vê hoje nas monarquias democráticas modernas da Europa e da Commonwealth. Essa evolução natural entretanto foi abruptamente interrompida pelo golpe militar que levou à proclamação da República.
Permalink Responder até Brancaleone em 12 agosto 2012 at 15:18
Bom, depois que eu assisti Parque dos Dinossauros e considerando que talvez a genética possa chegar até a história, até que pode ser possível voltarmos ao século 19...
Mas é bom pensar que todos aqueles casamentos consanguineos enre os nobres costumam engendrar doidos...
Permalink Responder até Antonio Cancela em 27 dezembro 2012 at 10:30
NÃO, por em quanto não, se fosse uma Monarquia Parlamentar talvez seria bacana...ao menos séria legal para turismo no país...De qualquer forma depois que uma Monarquia se acaba em um país depois de tantos anos, dificilmente volta.
Abraço
Permalink Responder até Semíramis libonati em 7 janeiro 2013 at 10:47
Não! A monarquia no Brasil já foi uma polêmica no contexto americano desde 1822. O Brasil foi o único país a adotar a monarquia após a independência em toda a América. E entre 1822 e 1889, houve diversas revoltas que lutavam não só pelo separatismo, como também pela república, até mesmo ainda no século XVIII, no período colonial, como a Conjuração Mineira e Baiana, além da Revolta Liberal em Pernambuco em 1817. O Plebiscito de 1993, só veio ratificar algo que corresponde à soberania popular.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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