Existe alguma chance da Realeza Brasileira voltar a ter voz nos assuntos do país?

em 1993 teve o plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do Brasil. Com tanta corrupção e altos impostos, uma monarquia seria melhor para o Brasil ?

Total de votos

Forma de governo[5]
Regime Votos  % dos votos
Yes República 44.266.608 66,0
No Monarquia 6.843.196 10,2
Votos em branco 7.030.815 10,5
Votos nulos 8.869.790 13,2
Total 67.010.409 100
Abstenção 23.265.770
(25,7% do eleitorado)
Sistema de governo[5]
Sistema Votos  % dos votos
Yes Presidencialismo 37.156.884 55,4
No Parlamentarismo 16.518.028 24,6
Votos em branco 3.467.181 5,2
Votos nulos 9.868.316 14,7
Total 67.010.409 100
Abstenção 23.246.143
(25,7% do eleitorado)

Tags: Brasil, Império

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Respostas a este tópico

Boa noite pessoal .

Os comentários do Celso Cocinba sao meus ,porque nao fiz a saída quando ele esteve com o meu PC e eu continuei a escrever pensando que tudo estava bem .

Espero que agora esteja o nome correto .

Cumprimentos

Cara amiga Amanda,

o problema do Brasil, não está diretamente ligada à forma de governo. O historicismo Brasileiro é muito complexo, veja bem, desde o seculo XV, foram enviados para cá, dentre outros, pessoas consideradas periculosas para viver na sociedade portuguesa, o Brasil viveu do século XVI a XIX sob um intenso pacto colonial, não havia governo no Brasil. O Brasil passou de monarquia (para não dizer Tirania) para oligarquia onde permaneceu até 1929. O primeiro presidente que de fato trabalhou pelo povo, foi Getúlio (que entrou por um golpe militar), ainda que esse trabalho tenha sido de tirar com uma mão e dar com a outra. Sucessivos golpes militares foram dados até que em 1988 houve a primeira eleição de fato. Neste meio tempo, entre 64 e 84 o Regime militar tomou grandes fortunas junto ao FMI elevando nossa Dívida Externa de maneira assombrosa, a década de 90 foi toda ela economicamente para controlar o rombo criado pelos governos militares. E agora, no seculo XXI estamos nascendo politicamente. Já, existem países na Europa, que seu nascimento se deu a mais 2000 anos. Por tanto, volto a dizer, nosso problema não é a forma de governo, estamos colhendo uma herança de nosso próprio historicismo. A questão é: "O que fazer hoje, pois, a melhora virá no amanhã. Ainda que não a vejamos. 

@Marcelo Leonardo: sua visão da história brasileira, chamando a monarquia de "tirania" e Vargas, esse sim o primeiro tirano que o Brasil teve desde a independência, de "primeiro presidente que trabalhou pelo povo",  é totalmente equivocada.

Marcelo,

por favor, não me interprete mal. Não gostei da forma como Vargas conduziu o poder que detinha em mãos. Não foi esse o interesse que eu tinha de passar. Acredito que tenha ele elaborado grandes feitos pelo Brasil, dentro do quesito industrialização. Mas, tenho certeza que assim como em qualquer Governo militar ele também agiu com excesso de força e coerção. A minha ideia quando respondi a questão da nobre colega foi de tentar passar a noção que o problema do Brasil não está ligado diretamente à forma de governo (muito embora também não concorde com a democracia, acho que isso é uma mera ilusão). Se assim  fosse seria muito simples de resolver. "O buraco é mais embaixo", o caso é complexo. Tentei ilustrar o quanto o historicismo brasileiro está arraigado em nossas mazelas. Não quis defender este ou aquele, até por que, não creio que o Brasil tenha tido nenhum bom chefe de Estado desde a sua "invenção". FHC, talvez tenha sido um "projeto" de bom chefe de Governo, mas dizer que ele mereça algo, também está longe de ser real. Quando comparei as oligarquias e tiranias do Brasil, bem como essa própria demagogia em que vivemos, tratei de mesclar junto de minha linha de raciocínio, não somente o movimento histórico, mas também, o Sociológico e filosófico. Dentro do cientificismo político, democracia é uma ilusão, e monarquia algo que deve permanecer no passado. Dahl, tem uma ideia bastante interessante para forma de governo, chama-se "poliarquia", acho muito legal mesclá-la com algumas formas de governo existentes hoje na Suécia e em outros países europeus.

Cara Amanda,

Confesso que curto muito a questão da Monarquia e gostaria de viver em uma....PORÉM...

Como profissional e ainda sabendo das características da mesma, não creio que nosso país tenha uma estrutura ideológica para tal regime. Sinceramente creio que em tudo na história tem seu tempo certo de ocorrer, com seu início, auge e fim. Compreendemos que o presidencialismo tem trazido para nosso país muitos problemas de corrupção resultando na grande desigualdade social em que vivemos! Porém a essência do realmente se trata de um PRESIDENCIALISMO DEMOCRÁTICO não é o que vivemos, a nossa práxis política é diferente da teoria, se a mesma fosse considerada como é estaríamos hipoteticamente num lugar melhor. Nossa família real não tem estrutura para governar um pais grande com enorme mistura cultural e este fator também influencia na grande diversidade de partidos que temos com visões diferentes. 

Considerando aqui a teoria do grande cientista político, Antônio Gramisc, sobre blocos históricos, nosso país passa constantemente por transformações politicas, primeiro temos o seguinte cenário: As oligarquias são as que disputam o poder executivo, o EXÉRCITO entra como juiz desse jogo político e o povo é a dinamização para se controlar eles. Trazendo agora, George Rudé, aqueles que tem noção de "classe social" podem exigir seus direitos, mas muitos mal refletem acerca disto, gerando o analfabetismo funcional ou pior a ALIENAÇÃO, com a mecanização do cérebro. 

Tendo em vista tudo isto, creio que o parlamentarismo poderia ser experimentado para ver se soluciona, vejo que a família real poderia exercer sim um papel no poder executivo, não como ponto principal, mas dando respaldo aos pensamentos mais modernos e sociais. Não necessitamos de um regime Absolutista se isso ocorrer o Brasil vai retroceder em seu crescimento...portanto devemos sim pensar na possibilidade de uso da Família Real em nosso cenário político, mas isso deve ser uma transformação cuidadosa....

Caros Senhores (as),

Trata-se de uma questão desnecessária, extravagante. Em nosso quadro político, alguém está reivindicando o retorno da monarquia? Existe algum movimento social ou político direcionado nesse sentido? Vá lá, como todas as bizarrices são possíveis, não descarto a existência de algum partido monarquista brasileiro, mas isso é puro devaneio de quem não tem mais o que fazer, sem qualquer consonância com a realidade.

A solução da crise política que o país atravessa certamente não passa por estas especulações exóticas, mas sim a respeito do que, de fato, atravanca o desenvolvimento de um programa de governo consciente. Creio que seja importante que se dê ao poder executivo as condições de fazer aquilo para o qual foi eleito: governar. No panorama atual, o executivo é refém do Congresso Nacional, o que o obriga, inelutavelmente, a construir uma base de apoio parlamentar. Levando em conta que a maioria dos partidos brasileiros não é ideológica, mas sim fisiológica, muitos estão dispostos a oferecer apoio em troca de nomeações para cargos-chave. É a partir dessas posições que os indicados nomeados podem intermediar recursos ilícitos para os caixas dos seus partidos. Imaginem, por exemplo, um ministério como o dos Transportes, quantos bilhões de reais transitam por esta pasta em contratos com empreiteiras? Aí está o foco de interesse de muitos partidos. Não é sintomático que o PMDB, o maior partido do país, não tenha um projeto de chegada ao poder? Numa eleição presidencial se coligou ao PSDB, já na seguinte se coligou com o PT, ao sabor das pesquisas eleitorais. Para o PMDB o importante é poder chantagear o presidente, obrigando-o a aceitar suas demandas. São estas as questões que a sociedade brasileira tem que corrigir, ajudando o presidente a se livrar do jugo que os inúmeros lobbies representados no Congresso Nacional tentam lhe impor.

O q. vc. prefere para o País?

Caro amigo Vilton,

Vou colocar algumas situações que acho bastante interessantes sobre a questão da nobre colega. Em primeiro lugar quero deixar claro que não acredito em democracia. Na minha concepção, democracia é sinônimo de utopia ou de demagogia. Veja bem, se somos diferentes em nossos anseios, ainda que com objetivos semelhantes, mas nossas vontades e métodos são diferentes, não haverá uma forma de atingirmos aquilo que Rousseau chamara de "Bem comum" e a democracia se funda nos pilares deste utópico pensamento.

Maquiavel retrata e acredito que o faça com muita assertividade que "O homem só não é pior em atos e moral, por falta de oportunidade".  Este pensamento nos leva a concluir que a Monarquia e a Aristocracia também seria a passagem ao caos, onde semente encontraríamos repressão e desgraça. Se o ser humano não fosse tão egoísta, acredito que a aristocracia seria a melhor das formas de governo. Mas, ainda não serve.

Robert Dahl, cientista político norte americano, Trabalha com uma ideia de forma de governo chamada "Poliarquia". Acredito que esta forma de governo é muito interessante e seria de grande valia sua aplicabilidade no Brasil.

Pesquise a respeito que talvez você compartilhe comigo as mesmas ideias.

Um grande abraço.

Se quiser saber mais:

http://www.mundialistas.com.br/blog/?p=1968

Saudações!

Interessante pergunta! Infelizmente existe uma lacuna de tempo que não nos permite visualizar o que foi o governo do nosso segundo Imperador, D. Pedro II, desculpem, não é redundância o título acompanha o seu nome mesmo após a morte. Considero um desrespeito chamarem a estação de metrô de Pedro II, pois ele perdeu a coroa, mas não a majestade.

Bom, quanto a questão de uma forma governo como a realeza, existem pontos que sumiram de nossa tradição, como o caso da aristocracia e o último "lord" brasileiro conhecido, seria o Conde Francisco Scarpa, discussões a parte.

Agora, se mo permitem divagar, um imperador. Sim, imperador, como D. Pedro II, preparado desde o berço para exercer o poder e com sua visão de futuro teria um grande impacto em nossa sociedade, com certeza seria um dos primeiros a ter perfil no Facebook, tornaria o Twitter uma forma de divulgar os planos do governo e estaria sempre com um I-phone ou I-pad a mão. Não permitiria o embargo sofrido pela informática no Brasil nos inícios dos anos 80 e estaria engajado em procurar sempre pelas últimas novidades pela Internet. Pena que o seu pecado foi não ter formado um sucessor em tempo hábil e esticar um governo por tanto tempo, mais de 50 anos.

Parabéns pela escolha do tema!

Boa tarde,Angelino

Aqui em Munique tem a Dom Pedrostrasse e numa estacao de Metro tambem tem umas inscricoes que explicam quem foi o Kaiser Dom Pedro .

Cumprimentos

Boa tarde,Marcelo

Nao concordo de que o Hitler tenha feito algo de bom ,porque deixou atrás dele um rasto de destruicao ,que ainda ninguém conseguiu.

Apesar das diferencas sociais que existem no Brasil ,isso nao é impedimento para continuar a crescer mais do que a média dos países  no mundo ,mas cresce e tem poder para isso ,sem que tenha que acelerar muito o passo ,enquanto que os outros teem que importar quase tudo o que consomem e transformam .

O caso da alemanha ,nao tem os  metais que precisa para produzir os milhoes de máquinas que produz ,mas o Brasil,tem isso e muito mais .

È uma questao de tempo (nao muito ),porque é um desenvolvimento sustentado pela "prata da casa" (ouro)rsrsrs.

Um abraco    

Boa Tarde, Colegas:

Voltando a esta questão, olhando o documento do movimento pro-monarquia contido no link indicado pelo colega   Emannuel Reichert, achei a proposta deste movimento perigosa e que pode num futuro (caso a monarquia seja ré-implantada) suscitar perseguição religiosa (algo que o Brasil já teve no passado justamente no período imperial), pois o atual pretendente e sucessor na linha do trono se diz um defensor do Catolicismo. Como ficaria então? Ao que parece ele inclusive deixa claro nas entrelinhas que é um defensor de se implantar o Catolicismo como religião oficial (como era no período imperial) e não é de se admirar, pois, pelo que sei todos os Países que possuem regime de monarquia têm uma religião oficial (católica, anglicana ou protestante) e o Chefe de Estado (rei ou rainha) é também chefe da religião! Logo, nosso País deixaria de ser um Estado laico e teríamos mais intromissões de questões religiosas nos assuntos da nação e, intromissões estas de acordo com a ótica do Catolicismo Romano! Como ficaria isto num País multicultural, multi-racial e com diferentes expressões religiosas? Isto sem falar que o Brasil atualmente mesmo sendo laico já existe briga religiosa bem acirrada entre as diferentes manifestações religiosas, que dirá se fosse colocado uma religião oficial como a Católica que, como sabemos, é altamente repressora e responsável pela inquisição em tempos passados pelo mundo???????? Se este movimento pro-monarquia quer voltar ao poder é melhor repensar suas idéias e práticas e, principalmente manter algumas premissas do Estado Laico tais como a liberdade religiosa e de culto e não adotar religião oficial...A História mundial mostra que, com raras exceções, todo regime (monarquia ou república) que adota uma religião oficial termina manifestando repressões sociais, políticas, religiosas, etc., a exemplo das repúblicas islâmicas atuais as quais mesmo sendo repúblicas adotam o islamismo como religião oficial e haja repressão no povo...Acho que os nossos antepassados que lutaram pela ampla liberdade (em todos os sentidos, inclusive religiosa) estão se revirando nos túmulos com esta proposta bizarra e nossos futuros brasileiros(as) não merecem um retrocesso como este! Além do mais, como ficaria a participação popular na escolha dos seus governantes e o sistema eleitoral brasileiro? Eles não falam nada a respeito! Portanto, mais uma vez digo, se este movimento pro-monarquia pretende conversar com os(as) Brasileiros(as) sobre o tema, é melhor mudar algumas de suas idéias e propostas e atualizá-las à moda brasileira como eles dizem que querem fazer (implantar uma monarquia à moda brasileira) mas, de fato não mostram em suas propostas...Isto é muito perigoso e este filme nós já vimos e podemos relembrar visitando a História mundial e brasileira de períodos passados...

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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