Tags: aprendizagem, ensino
Permalink Responder até Luis Marcelo Santos em 16 setembro 2009 at 11:18
Permalink Responder até oazinguito ferreira da s. filho em 18 julho 2012 at 17:16
Nossa escola, na atualidade necessita fazer frente a uma série de propostas avaliativas, tanto no âmbito nacional como no internacional, que interferem sobremaneira tanto na formação como no exercício dos professores. Assim, estes se preparam muito mais para ministrar um "conteudismo" explicitamente exercido pelos currículos impostos e se alienam diante da proposta de obtenção de um conhecimento plenamente definido.
Recentemente os governos estaduais tendo por leme sua falacia educacional perante os sistemas avaliativos, estabeleceram o cenário dos "conteúdos curriculares mínimos" e criaram seus próprios sistemas avaliativos, sendo copiados por alguns municípios dentro de suas proposições minimas para exercício curricular no fundamental. Mas os mesmos privilegiam "monstros disciplinares" onde não existem continuidades em seus programas e estabelecendo um quadro extremamente paupérrimo de compreensão conceitual dos elementos a serem apreendidos, neste caso, os conceitos são os mais atingidos principalmente por não se considerarem os ciclos das propostas narrativas como elementos básicos para compreensão.
Devemos retornar aos estudos iniciais desenvolvidos nos anos 80 com Bittencourt e Cia. e avaliarmos a presença tanto dos contextos ideológicos nos currículos assim como posteriormente a pressão exercida pelos Estados na formulação dos mesmos, para refazer nosso trajeto e procurarmos oferecer pesquisa, saber, conhecimento, aos nossos educandos.
Atendendo a sua questão, aponto que sempre as últimas temáticas a serem apresentadas nos programas é que são as mais prejudicadas, isto no caso de professores que cumprem à risca seus conteúdos programáticos. A cada bimestre um ciclo é atingido tornando o conteúdo "capenga'. Um exemplo clássico, seria o do cenário contemporâneo do século XXI, assim como o cenário histórico da sociedade brasileira da Era FHC em diante. Considero que também existem condições temporais de exercícios das aulas diferenciados entre os estabelecimentos públicos e particulares. Sacrifício maior é constatado no caso de professores que estabelecem um plano histórico tendo por base o plano cultural, a história do tempo-presente, entre outros.
Permalink Responder até Luis Marcelo Santos em 20 julho 2012 at 12:41
Oazinguito: ótima observação quanto ao estudo da chamada contemporaneidade que apesar de ser tão rico, afinal o estamos vivendo e diante da oportundiade de sermos também atuantes, em geral os professores tem dificuldade de tempo para abarcá-lo. Ainda mais no Ensino Médio, onde pelo menos no estado do Paraná, a grade curricular reserva apenas duas aulas semanais para a nossa disciplina.
Nisso me encorajo para um desabafo de que, infelizmente, muitos professores, tem dificuldade de avançar com seu conteúdo por causa de um atrelamento ao livro didático, entre outras considerações que valem a pena serem discutidas. Pois dependendo do professor, ele irá seguir passo a passo o livro didático, independente de quanto tempo leve esse processo, de modo que, quando estudante, no final do hoje ensino fundamental, estudamos apenas até a 2a. Guerra Mundial, por exemplo.
Permalink Responder até jessica gadelha morais em 17 setembro 2012 at 13:25
Diferentemente da matemática,da física e química ,a historia não tem uma finalidade pratica,ou seja, imediata.Isto tem levado os alunos a dispensar menos atenção para essa disciplina,considerando-a como algo decorativo e como algo que não traz contribuições significativas para suas vidas.Um importante passo para desconstruir esse posicionamento dos alunos frente a historia, é justamente de "superar" o conteúdo em si por si, o professor deve buscar relacionar a historia presente nos livros com a realidade social desses alunos.A meu ver no fim das contas não é o conteudo do curriculo de historia que sai prejudicado,mas o proprio aluno.É nesse aspecto que o professor deve estar atento.
Permalink Responder até Semíramis libonati em 27 janeiro 2013 at 23:17
Os últimos do conteúdo programático. Por quê? Sempre iniciamos um ano com a ideia dos 200 dias letivos, fazemos planejamentos, mas, no decorrer de cada dia, vão surgindo os fatores, tais como o tempo das aulas, 45 minutos, e se forem horários casados, até que há um bom proveito, mas se há a fragmentação, então ocorre que, primeiro temos que impor uma ordem em sala de aula, há conteúdos que exigem uma exposição maior, às vezes temos que explicar duas até três vezes a mesma coisa, mas de forma diferenciada para que haja uma compreensão maior, daí, nosso olhar está para o processo histórico e os temas que vêm primeiro, geralmente, fundamentam e auxiliam na sedimentação filosófica dos posteriores, exemplo: como compreender as revoluções do século XVIII, sem analisar primeiro a Inglaterra e o movimento do Iluminismo? E, infelizmente, acaba sendo difícil cumprir um cronograma, além do que os planejamentos são falhos e muitas vezes são arquivados e nem cobrados por supervisores e coordenadores. No Ensino Médio, a dificuldade ainda é maior, haja vista o calendário de provas do ENEM e outros processos seletivos que começam e o professor (rede pública, principalmente) tenta avançar, mas certamente, vai deixando suas lacunas e falhas. A uma luta árdua essa.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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