Como explicar a origem das inquisições do cristianismo, das "guerras santas", dos atentados terroristas e de tantos outros conflitos violentos praticados em nome da religião?
Seria a religião violenta?
Ou será que a sua violência histórica não foi motivada, por exemplo, pelo interesse dos governantes e das classes dominantes?
Tags:
Permalink Responder até Brancaleone em 12 maio 2011 at 21:36
As guerras são apenas uma forma violenta de política. Assim sendo, a religião e a exploração da fé são igualmente meios de fazer-se política.
As religiões sempre foram, estão sendo e continuarão a serem utilizadas como instrumentos de controle da população - basta ver quantos senadores e deputados são da "bancada evangélica".
As religiões constituem um meio mais rápido e mais lucrativo de dominação de mentes.
Nas inquisições, os bens dos condenados eram tomados pela igreja...
Os atentados terroristas são praticados por imbecis que interpretam de maneira errada o Alcorão, convenientemente manipulados por líderes que usam a religião.
Religiões não são violentas. Os que a usam de forma errada as fazem assim.
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 13 maio 2011 at 10:51
"As religiões sempre foram, estão sendo e continuarão a serem utilizadas como instrumentos de controle da população"
Olá, amigo! Concordo que a religião possa servir de instrumento para tais fins. Mas será que ela também não serve para promover a paz e mobilizar o homem para construir um mundo mais justo?
Será que não seríamos capazes de organizar uma igreja que, ao invés de eleger deputados corruptos, não mobiliza o povo para protestar contra as desigualdades e os absurdos praticados pelos governantes?
Boa tarde!
"Será que não seríamos capazes de organizar..................etc......"
Amigo, se fossemos capazes de organizar uma tal igreja (não se fala de religião!), não sería porque não precisavamos mais dela? Nem de religiões?
Afinal as religiões, no sentido de crenças no sobrehumano,foram criadas pelo ser humano para acalmar seus medos, mas as igrejas têm função política de controle social na relação de uma dominação.Só podemos confundir religião com igreja se estivermos falando de religiões monoteístas, que têm o domínio absoluto da verdade (judaísmo, cristianismo e islamismo), traduzido pelas igrejas. É no entrelaçamento do absoluto com o político que está a raíz das guerras.
Abraços
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 13 maio 2011 at 16:38
Olá Maria Amélia!
Mas quando se fala em Igreja (grego Ekklesia) estamos nos referindo a algo com finalidade política mesmo e aí eu concordo com o Ivani quando ele afirma que "não há como separar política de religião ou, mais precisamente, das culturas religiosas".
A Ekklesia foi importada pelos autores dos evangelhos e dos textos do Novo Testamento de um termo grego de expressão secular digamos assim. Tratava-se de uma assembléia popular existente desde os tempos de Sólon.
Mas será que hoje em dia têm predominado igrejas de verdade? Ou não seriam só "igrejas"?
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 15 julho 2011 at 15:18
Boa tarde Brancaleone.Os terroristas interpretam direito o Alcorao ;eles só fazem o que lá está escrito e mais nao fazem ,porque nao podem ,porque nós nao deixamos .
É a única religiao em que as pessoas sao obrigadas a pertencerem a ela ,sob perigo de morte .
Eu próprio por estar a escrever isto se me descobrem matam-me, julgando estar a fazer a vontade de Deus .
Cumprimentos
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 13 maio 2011 at 10:57
Concodo que haja esta subserviência das religiões aos governantes e às elites. Mas será que as religiões também não poderiam propor a construção do Paraíso na Terra?
As ideias sobre "raízes biológicas" da religião parecem interessantes, como se houvesse no ser humano um "gene religioso", o que pode significar a leitura que a consciência humana faz do univedrso e da Vida, desde os tempos mais remotos. Acredita-se, por exemplo que o Homem de Neandertal já fazia ritos funerais.
Olá Rodrigo, obrigado pela participação.
Entendo que não há como separar política de religião ou, mais precisamente, das culturas religiosas (judaísmo, cristianismo e islamismo). Os três casos funcionam como políticas religiosas e a violência é uma decorrência da intolerância de quem se julga mais certo por estar cumprindo a vontade de Deus.
Abraços
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 13 maio 2011 at 10:47
Fala, Ivani!
Coloquei este tema em discussão devido à sua grande relevância para o momento atual e também para o estudo da História, uma vez que isto tem a ver com a construção de uma sociedade mais justa.
É possível que a violência seja também algo intrínseco às religiões ou às culturas religiosas?
Penso que a religião em si não busca isto porque seu objetivo é a pacificação do coração do homem. E, neste sentido, tanto o judaísmo, quanto o cristianismo e o islamismo buscam a paz. Veja, pois, os cumprimentos: "shalon", "paz do Senhor" e "salamaleico".
Por outro lado, há nas religiões e em seus textos sagrados palavras que podem ser mal interpretadas e usadas para promover guerras.
Gostei muito de poder discutir este assunto, que aliás estou estudando.
Obrigada pela oportunidade
Permalink Responder até Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz em 23 maio 2011 at 11:31
Olá, Israel.
Lendo o que colocou neste e no outro comentário, posso perceber que você soube diferenciar o proposito construtito e edificante da religião do seu uso como instrumento de dominação e violência.
Sendo assim, suponho que venha a concordar com a segunda parte de minha última pergunta formulada acima no sentido de que a violência religiosa seria movida pelos interesses dos governantes e das classes dominantes.
Abraços.
Olá a todos,
A grande pergunta a ser feita é: Foi Deus que criou a religião (ou as religiões)?
As várias religiões existentes são divergentes entre sí, demonstrando assim uma
falta de unidade em torno daquilo que se propõe a falar: Deus.
Em uma certa ocasião, após os atentados terroristas aos EUA no 11 de setembro,
eu lia uma reportagem na qual vários especialistas apresentavam suas opiniões
sobre aquele episódio. Muitos alí apresentavam possíveis soluções para que o
mundo pudesse ser um lugar mais seguro para se viver. Dentre as várias opiniões,
a que me chamou a atenção foi a do cientista evolucionista Richard Dawkins, quando
ele diz que o mundo seria um lugar melhor se não existisse religiões.
Ora, evidentemente as religiões foram e continuam sendo ao longo da história a causa
de muitas guerras e confitos entre povos, no entanto, não se pode ter a certeza de que,
se as religiões deixassem de existir o mundo passaria a ser um lugar melhor.
Talvez o homem carregue em seu gen o DNA da discórdia, da ambição e do egoísmo,
e isso não depende da existência ou não da religião, pois faz parte da natureza humana
usar armas ilícitas em busca de sua realizações pessoais.
Abraço a todos.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

