Em sua opinião, qual o sentido da abolição da escravatura no Brasil?

Este fórum de debate tem como objetivo conhecer todas as opiniões possíveis a respeito dos motivos que culminaram na abolição da escravidão no Brasil. Tendo como texto base o capítulo 8 "Da escravidão ao trabalho livre" da seguinte bibliografia:

COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999.

O referido capítulo esta disponível para consulta no E-book da Google no endereço abaixo: 

http://migre.me/1SQMO 

Este fórum é uma iniciativa dos alunos Adan, Gustavo, Henrique, Josiane, Jullyana, Karen, Larissa, Letícia, Luciana e Rodrigo do grupo de estudos da unidade temática de "Comunicação, Educação e Tecnologias" do Ciclo Comum da UFTM (Universidade Federal do Triangulo Mineiro, Campus Uberaba-MG), sob Orientação da Prof. Dra. Iolanda Rodrigues Nunes. 

Bom estudo a todos!

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Respostas a este tópico

Oi, Rodrigo. Vou ver a entrevista. Obrigado pela dica. 

Não duvido que você ainda escute esse tipo de coisa em sala de aula. Não sou marxista. Mas também não sou anti-marxista. Acho que somos livres para escolhermos nossos espectro ideológico. Porém, em termos historiográficos, muitas chaves marxistas foram superadas. Você pode pegar livros didáticos e a produção acadêmica. Vai ver que a história social possui a hegemonia. Os próprios centros de estudos marxistas, embora longe de ter a força que tinham no passado, passaram por reformulações, se modernizaram. 

E?...
Não teria sido mais coerente ou objetivo perguntar o que a motivou ou quais foram as consequências da citada abolição? .... Pergunta estranha....

 A elite brasileira sempre foi racista, conservadora, machista, autoritária e anti-democrática. Mais podre e fedorenta impossível. http://historiasbrasil.com.br/naoexistemra%C3%A7as.html 

Olá! Não fui até o capítulo referido pelo grupo de estudo. A questão da escravidão no Brasil ocorrida entreos  séculos XV-XIX, relaciona-se ao modelo econômico das metrópoles européias inseridas na prática mercantilista que impôs uma mão de obra cara (o trabalhador escarvo era caro) por razões determinadas pelo tipo de produção agrícola e mineral. A monocultura exigia uma grande quantidade de trabalhadores e esses trabalhadores representavam lucros aos que estavam a frente do tráfico negreiro, tanto particulares como o Estado. Isto posto, retornemos a questão.Motivos? Muitos e variados. As leis que combatiam o tráfico, a Eusébio de Queirós de 1850, deu início à transição do tipo de trabalhador, haja vista que abriu a porta para a opção mais econômica que era a substituição do escravo pelo imigrante europeu nas lavouras de café. Então, temos um primeiro motivo: a mão-de-obra escrava tornou-se muito cara. Havia a pressão liberal, quando a liberdade esbarrava nas portas das senzalas, motivo que levou ao abolicionismo, a ideologia da modernidade era o liberalismo, nesse tempo, no Brasil, não se pensava em ideologias esquerdizantes porque o capitalismo nem havia se consolidado na terra tupiniquim, segundo motivo. A pressão dos ingleses, não uma pressão humanista, mas uma pressão baseada no interesse em manter os africanos na África como mão -de-obra para o imperialismo inglês na África, não era bem vista a migração forçada pelo tráfico porque a mesma foi responsável pela diminuição drástica da população africana, aos ingleses, era importante ter trabalhadores em suas obras de infraestrutura e na extração de matéria prima. Terceiro motivo. A pressão católica sobre a regente Isabel, católica fervorosa. Quarto motivo. A presença de escravos no lugar dos filhos dos fazendeiros na Guerra do Paraguai fez com que o Exército brasileiro passasse a lutar pelo fim da escravidão, Quinto motivo. O interesse republicano dos cafeicultores do Oeste Paulista que viam na escravidão como atraso econômico, portanto, defensores do trabalho livre, já que suas fazendas já usavam imigrantes. Por fim, o Brasil estava atrás de outras nações, a ótica européia sobre a escravidão ainda praticada aqui, era negativa, chamavam o Brasil de país selvagem e ultrapassado. Para concluir, havia crise demais, opiniões contrárias e a favor da escravidão, republicanos que associavam escravidão à monarquia e forçaram o Estado. Muitas mobilizações e lutas abolicionistas, o medo branco, os movimentos dos Caifazes que acolhiam escravos nos quilombos, principalmente em Jabaquara, mostravam que o Brasil não comungava mais com a ordem escravocrata. Espero ter contribuído em alguma coisa. Obrigada.

Olá,

Disparada a opinião mais sensata, acredito.

A familia imperial sempre foi contra a escravidão desde 1822, porem a sociedade brasileira ja era escravocrata a mais de 300 anos. Dom pedro I escrevia com pseudonimo em jornais contra a escravidão. No segundo reinado a libertação dos escravos veio de pouco em pouco para evitar uma guerra civil contra os escravocratas como ocorreu nos EUA na guerra de secessão. Lei do sexagenario, lei do venytre livre e lei aurea. Entretanto a princesa regente Isabel não parou só na libertação dos escravos; era apenas o primeiro estágio; viriam ainda o assentamento para esses escravos libertos e o voto feminino. Os escravocratas foram contra a lei aurea que deram um golpe de estado no império em 1889 declarando o brasil uma república. Na época os escravocratas queriam indenização pela lei aurea. A república veio e deixou os escravos libertos as minguas. Alias a corrupção começou a ser sem freio a partir do dia 15/11/1889. Viva o império do Brasil. Abaixo a república. http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=1115336

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