A - Lei Áurea - se deu em um momento delicado, em que a ordem pública estava ameaçada e o Império estava perdendo o controle da situação. As fugas de escravos nas fazendas aumentavam, nas cidades crescia o movimento abolicionista e a pressão exercida pela revolução industrial Inglesa. Então veio a abolição, uma vez extinto o cativeiro, não havia mais motivos para lutas e a ordem foi restabelecida. Foi garantido ao escravo somente a liberdade, então ele passou a ser visto pela sociedade como indisciplinado e se transformou em um trabalhador desqualificado, descriminado e sem posses.
Permalink Responder até João Paulo Xavier Teixeira em 26 abril 2012 at 12:06
Acho que o motivo mais forte foi a Inglaterra, que já vinha pressionando o Brasil a anos. Em 1827 o governo brasileiro assina um tratado com a Inglaterra, comprometendo-se a acabar com o tráfico negreiro em três anos, em troca reconhece a independência do Brasil, em 1845 a Inglaterra aprova o Bill Aberdeen e na segunda metade do século XIX com a revolução industrial a pressão aumenta e a abolição acontece.
Permalink Responder até fernando da cunha canto filho em 26 abril 2012 at 19:06
Ao menos em São Paulo o movimento Caifás atuou de forma eficaz para desbaratar a economia escravocrata.Houve também o crescimento da imigração, o assassinato do delegado de polícia de itapira Joaquim Firmino, que se recusava a prender escravos fugidos, foi um momento forte de comoção abolicionista, enfim houve variados motivos que resultaram na extinção da escravidão.
Permalink Responder até bruno da silva francisco em 26 abril 2012 at 20:43
O principal motivo foi a luta dos escravos. Ficar falando de outros motivos é querer contar uma historia eurocêntrica.
Permalink Responder até cesar augusto em 28 julho 2012 at 14:28
Certo, mas tem como não citar a Europa em alguns processo? Podemos negá-la apenas por um motivo de etnocentrismo?
Permalink Responder até bruno da silva francisco em 1 janeiro 2013 at 19:49
cesar augusto....
existem varias formas de se contar a "historia" e eu prefiro conta-la pelo viés negro.. e não ficar com a historia da bondade do "homem branco" que liberta os escravos...
é uma questão de opção e é sempre possivel fugir de uma história eurocentrica, quando estamos falando de situaçoes que nao estao acontecendo na europa.
abracos
@Hélio: como discutido em outro fórum, quando a Lei Áurea foi assinada, os escravos representavam apenas 5 % da população brasileira (versus 30 % em 1822). Em comparação, nos Estados Unidos, quando começou a guerra civil, os escravos ainda eram 12,5 % da população, muito embora os EUA tenham recebido muito menos escravos que o Brasil e tivessem abolido o tráfico negreiro em 1807 , i.e, 43 anos antes do Brasil.
Em outras palavras, a Lei Áurea apenas oficializou o desaparecimento de uma instituição, a escravidão, que já estava destinada a desaparecer naturalmente seja porque se tornara antieconômica comparada ao trabalho livre, seja por causa das pressões externas e internas pela abolição.
Permalink Responder até Maria da graça duarte em 28 julho 2012 at 21:40
Concordo com sua resposta Hélio. A escravidão estava praticamente extinta no Brasil e só resistia pelo simples fato dos fazendeiros estarem uma indenização por parte do governo para alforriar os 5% dos escravos restantes.
Além da industrialização da Inglaterra que exigia novos mercados consumidores ( e precisa do trabalhador assalariado que possui algum poder de compra) não podemos deixar de elencar a discussão que corria paralela a esse processo: Quem era o povo brasileiro? Descendentes de índios e escravos negros? Era algo que a elite brasileira jamais aceitaria. Tanto que trataram logo de providenciar a vinda de imigrantes europeus com o intuito de branquear a população. Isso fica bem claro, pois na incipiente industria que surgia no país, a mão de obra principal era de imigrantes e não dos ex-escravos.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 26 dezembro 2012 at 9:40
Foi o primeiro desemprego em massa no Brasil, e no lugar de usar esta mao de obra já existente, buscaram no exterior novamente os trabalhadores para o inicio da era republicana. Foram os africanos, os europeus, como hoje se busca também atrair os estrangeiros no lugar de priorizar a população nativa. Sabemos que a quantidade de estrangeiros no Brasil é crescente, como aliás é tradição aqui, valorizar mais o que vem de fora.
Concordei com quase tudo o que está no texto introdutório deste tópico. A primeira frase pareceu-me dar a ideia de que em algum momento o imperio portugues tinha o controle sobre o Brasil, quando na verdade, como é citado na frase seguinte, em muitos momentos a Inglaterra é quem mandava! Ou então, a Holanda, principalmente com os seus banqueiros! Ou o periodo entre 1580-1640, quando Portugal foi dominado por Espanha! O citado império no texto do tópico, não controlava nem a si próprio, a sua população carcerária foi colocada na sua nova colônia para repovoá-la, que muitas vezes se aliava aos indígenas não aceitando submissão facilmente!
Eu diria que nunca houve ordem pública e o império jamais teve controle da situação.
Outro ponto que poderia ser questionado é este "Então veio a abolição, uma vez extinto o cativeiro", pois ainda há o que muitos chamam de escravidão pelo Brasil.
Tentando responder a pergunta, as principais causas da abolição da escravatura no Brasil ter ocorrido da forma como ela aconteceu, foi (1)fazer de cima antes que fosse feito pelos de baixo. Tanto que há estudos que apontam para a preferencia dos libertos pela monarquia a republica! (2)Somada a pressão internacional!
Permalink Responder até Semíramis libonati em 26 dezembro 2012 at 19:08
O trabalho escravo foi introduzido no Brasil e em outras colônias para fundamentar as necessidades econômicas do mercantilismo, então, seria lógico que, ao passar a ser uma nação independente e a fazer parte de uma ordem econômica capitalista, o Brasil deveria ter,de maneira dominante, uma força de trabalho também livre e assalariada, mas sabemos que aqui os acontecimentos são às avessas. Importantes movimentos sociais fizeram parte desta emancipação. Lembremos de Zumbi dos Palmares e de todos os negros, mulatos e "brancos" protagonistas de lutas sociais já citadas em outras respostas, e que ao longo da história colonial e imperial fizeram pressão contra essa condição de escravidão, que em qualquer período tem que ser considerada uma chaga social. No século XVIII, há a Conjuração Baiana, que idealizava não só a liberdade dos escravos,mas como também o fim do racismo. Porém, é necessário enfatizar que, apesar de tudo,a abolição foi lenta e gradual. o Brasil foi inserido no modo de produção mundial capitalista desde os anos trinta do século XIX, através da produção cafeeira. Foi em fazendas de café do Oeste Paulista que a mão-de-obra livre imigrante italiana começou a ser introduzida e isso devido a Lei Eusébio de Queirós de 1850, que proibira o tráfico negreiro e alavancou de maneira jurídica o processo abolicionista. A transição do trabalho escravo para o livre e assalariado na segunda metade do século XIX,já era uma realidade. Seguem-se as leis do Ventre Livre ( Lei Rio Branco) e a Lei dos Sexagenários (Saraiva Cotegipe) que eram paliativas e amparavam mais os fazendeiros do que o trabalhador escravo. A partir das fugas constantes para os quilombos, do Medo Branco (medo das revoltas de escravos), aumento da imigração estimulada pelas necessidades da lavoura, e o próprio discurso republicano e da modernidade, temos a Lei Áurea. O grande problema veio depois, a ausência de políticas públicas que valorizasse o ex-trabalhador escravo, transformando o 13 de maio de 1888 em um dia interminável. Portanto, não há um motivo único,mas todo um conjunto de situações que eram parte do ambiente histórico brasileiro.
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
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