Num país onde a discriminação é econômica e não racial, atribuir a certos grupos étnicos privilégios especiais é uma forma adequada de eliminar-se o preconceito?
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Permalink Responder até Brancaleone em 15 outubro 2012 at 19:37
É mais ou menos por aí Jaime.
Permalink Responder até Brancaleone em 15 outubro 2012 at 21:52
Embora com plena ciência e consciência das questões sociais e econômicas que atingem determinados grupos étnicos e todas as circunstâncias históricas a eles afeitas, minha posição com relação a cotas raciais decorre dum exemplo simples mas tremendamente eficiente...
Zéquinha e Joãozinho moram na mesma comunidade, tem a mesma idade, a renda familiar de ambos é semelhante. Ambos estudaram na mesma escola municipal, depois no mesmo colégio estadual, sempre com notas parecidas. Ambos conseguiram fazer um cursinho pré vestibular gratuito em alguma Ong da comunidade. Ambos prestaram vestibular na mesma universidade e como de hábito, atingiram escores parecidos. Zéquinha entrou para a universidade graças a alguns artifícios étnicos-legais e o Joaõzinho embora tenha obtido um escore praticamente idêntico, ficou de fora...
Na opinião do Joãozinho, não existe argumentação racial, étnica ou social que justifique tamanha divergência de tratamento...
Permalink Responder até Carlos em 15 outubro 2012 at 22:27
Não. Cotas são uma armadilha para aumentar o estigma de inferioridade dos negros, mulatos e afins. Sou mulato, e sou contra isso. Prefiro a reprovação em um concurso ou vestibular a que obter uma aprovação reservada e específica semelhante a um deficiente.
Defender os sistemas de cotas na universidade, os negros caíram em uma tosca armadilha. Podem hoje ter facilidades na obtenção de um diploma. Mas quem, amanhã, irá contratar os serviços de profissional que entrou na universidade pela porta dos fundos?
A estigmatização não começa no mercado de trabalho, mas dentro da própria sala de aula na Faculdade. Uma vez, conversando com uma amiga sobre o tema aqui na internet, ela confirmou minha suposição e citou um caso de um estudante que entrou na faculdade via cotas e dentro da sala, durante o curso tinha dificuldades para se integrar e ser aceito em um grupo de trabalho devido à sua origem seletiva de admissão. Era muito comum o mesmo ser convidada para baladas, farras e atividades amistosas em comum, mas na hora de estudar e integrar um grupo de trabalho, a exclusão era notória. "Não, ele veio pelas cotas" - Diziam os mais diversos tipos de estudante, e quase sempre o mesmo ficava isolado e só por último, por piedade e hipocrisia era acolhido em algum grupo.
Negros, assim como estudantes de escolas públicas não precisam de cotas, reservas ou o que seja em universidades e concursos, ambos precisam de educação ( escolas, centros técnicos e profissionais ), cultura ( bibliotecas boas) de qualidade. Negros, em especial não precisam de cotas, de reservas ou qualquer manifestação institucional de piedade hipócrita. Nós negros, precisamos apenas de uma coisa: Verdade. Precisamos saber de fato o que se passou por aqui com os nossos ancestrais nos mais de 350 anos de escravidão, onde estão seus restos mortais, como morreram ou foram mortos, quem os matou e o porquê; precismos conhecer suas línguas, etnias, regiões e tanto os seus captores quanto os seus mercadores e seus documentos acerca de nossos ancestrais. Precisamos dos dados que propositalmente foram ocultados para estes, processemos e cruzemos com as dos remanescentes ( sacerdotes, intelectuais, descendentes de autoridades etc ) de nossa cultura e juntar aos arquivos tanto dos ex-proprietários de escravos quanto os de Estado e do Clero e os do outro lado do oceano , para finalmente de forma prudente e honesta possamos construir informações e tentar montar esse triste e doloroso quebra-cabeça.
Enfim, Cotas, assim como as política de auto-afirmação da estima negra ( de inspiração americana) , são armadilhas tosca que só vão estigmatizar o complexo de inferioridade já forte e duro do negro e intensificar ainda mais já o grande e inconfessável racismo da sociedade por este "privilégio" disfarçado de benefício histórico.
Permalink Responder até Brancaleone em 16 outubro 2012 at 0:05
Carlos!!
Voce não é negro ou mulato nem eu sou polaco-alemão-com uma pitada de "bugre". Somos brasileiros e como tais, temos os mesmo direitos. É isso ai.
Permalink Responder até Carlos em 16 outubro 2012 at 4:59
Nunca vi italianos, franceses, espanhóis, portugueses e romenos aqui no Brasil reunidos apenas para celebrar o seu grupo linguístico, o latino; nem vi russos, poloneses, thecos, eslovacos, sérvios e croatas unidos em comunhão apenas pelo grupo linguístico eslavo e tampouco vi americanos, holandeses, ingleses e alemães comungarem apenas o germânico. Ou mesmo árabes e israelitas comemorarem o semita, ou então vietnamitas, japoneses e sul-coreanos celebrarem a família altaica. Talvez a única exceção seja o chinês. Todos celebram seus descendentes, seus Estados e pátrias natais e se julgam e são tratados como parte deles. Hinos, culturas, estéticas, comportamentos, credos enfim, todo um conjunto de práticas e hábitos coletivos de seus ancestrais direta ou indiretamente influenciam suas vidas. Mas com o negro, não. Seu gentílico pátrio, seus valores, cultura, instituições, língua, códigos etc sumiram. Foram queimados e exonerados da realidade - e da história. A única coisa que lembra o negro contemporâneo a África e sua negritude é o espelho. Sim, o reflexo do espelho que lhe mostra sua pele escura, seu cabelo crespo (isso quando não está alisado ou raspado) seu nariz largo e sua anatomia robusta e truculenta. A ideia de vê um dia negros e mulatos comuns reunidos em debate acerca de seus descendentes Ibo, Iourbá, Suahili e discutindo a introdução do ensino público das línguas nigero-congolesa é mais que improvável, beira o impossível. Mesmo com mais de 50% dos brasileiros se identificando como preto, pardo ou afrodescendente. Não entendo como pode existir orgulho onde não há verdade. Só mesmo sendo hipocrisia, deboche e desespero por parte dos declarantes. Inversamente proporcional à fictícia constatação de orgulho negro, são os profundos, vibrantes e inconfessáveis racismo e auto-racismo existentes respectivamente em significativas parcelas de brancos e negros.
Neste Brasil, império da ignorância e dos simulacros dos piores hábitos e comportamentos sociopolíticos do dito primeiro mundo ainda é muito comum negros e mulatos se sentirem inferiores a brancos, amarelos e indígenas e silenciosamente não desejarem apenas seus padrões de vida, como também suas peles. Coitados, não sabem – por serem preguiçosos ou por não terem tido acesso a dados e informação – que seu corpo e seu metabolismo foram os que mais se desenvolveram e melhor se adaptaram às condições mais duras e rígidas deste nosso planeta terra. Sua pele evoluiu mais que as outras e se tornou uma verdadeira armadura biológica que lhe permitiu fixar-se em uma geografia cujo clima, o ecossistema e as coordenadas impuseram a extinção daqueles seus ancestrais que apenas despelaram e não desenvolveram tanto seus melanócitos e sua produção de melanina para filtrar a forte radiação solar oriunda dos raios perpendiculares, como também não desenvolveram uma pele espessa e forte para resistir ao frio extremo noturno característicos das regiões intertropicais . Além do mais, na luta tanto pela vida, tanto em combates inter-raciais e intrarraciais e contra o restante da fauna, quanto pela sobrevivência, através da coleta, da caça e da pesca, as constantes escoriações oriundas das pejas e destas práticas forjaram-lhe uma regeneratividade orgânica acima da média além de maior resistência fenotípica dermatológica aos efeitos dos desgastes cronológicos. Enfim, a superioridade biológica se fez nos rincões da pré-história, a inferioridade é um conceito e estado contemporâneos.
Mas voltemos a questão derivada do tópico: Verdade e Orgulho.
Brancaleone reveja o que você escreveu: Voce não é negro ou mulato nem eu sou polaco-alemão-com uma pitada de "bugre". Somos brasileiros e como tais, temos os mesmo direitos. É isso ai.
Não, não é assim. Sou mulato, fruto da mestiçagem de mãe branca com pai negro. Tanto os ancestrais de minha mãe quanto os de meu pai possuem histórias, valores, instituições, línguas, organizações, leis e territórios. Só que suas divulgações e ensinamentos nunca foram disseminados de forma justa. Um lado conseguiu subjugar física e materialmente o outro impor seus valores. Assim, os valores dos subjugados de legal passaram a ser criminosos e foram rebaixados à condição de marginal, tal como os seus ex-portadores e adeptos.
Fons, Bakongos, Ovimbundo, Tyos, Iorubás, Hauças e Quíloas quando aqui chegaram foram respectivamente chamados de Mina-Jejê, Congos, Benguelas, Monjolos, Nagôs, Malês e Quíloas. Estes últimos, parecem ter sucumbido, enquanto os primeiros foram dispersados, desaculturados e aculturados ao gosto de seus senhores. Mas suas línguas - Fongbé (Língua guíneo-sudanesa do grupo ebúrnio), Quincongo, Umbundo e iorubá – remanescem juntas aos sacerdotes e praticantes de suas religiões em todo o território brasileiro e mesmo fora, como expressão de fé e como reserva de cultura e verdade honesta de nossos ancestrais. Mesmo assim, até hoje, em pleno século XXI os mesmos legisladores que propõe Cotas em vestibulares e concursos como meio de inclusão e inserção de elementos em uma sociedade que silenciosa, inconfessável e organicamente os rejeita, não reconhecem juridicamente os territórios de seus terreiros e tampouco a dignidade de seus sacerdotes e sacerdotisas, pois estes há gerações repassam aos seus a mesma cultura e os mesmos valores que alicerçaram a resistência a mais de 350 anos de servidão, truculência, estupros, assassinatos e outros crimes que há mais de um século todo um complô esconde e quer banir de vez da História, a verdade sobre a escravidão.
Já que o Branqueamento parcialmente falhou por desconhecer as leis da hereditariedade, mas triunfou nos aspectos culturais, religiosos e pessoais. Já que a nossa hipocrisia não nos deixa fazer como a Índia, o Senegal e a Jamaica em que os governos legalizaram o acesso a cremes, sabonetes e géis cosméticos específicos para clarear a pele dos “afrodescendentes” e que já tem feito o maior sucesso entre as populações locais, então nós brasileiros, vamos partir para o Plano B: Cotas e Reservas em Universidades e Concursos para recrudescer a longo prazo o silencioso e inconfessável ódio branco aos negros e seus benefícios jurídicos demagógicos e sorrateiros e assim isentar o Estado de suas responsabilidades pela discriminação, preconceito e crimes da sociedade brasileira e enraizar o estigma de que o negro existe apenas pra ser justamente odiado por todos.
Negros e mulatos acordem! Em vez de inclusão social, inserção no mercado de trabalho e benefícios educativos, materiais, financeiros, ou seja, lá o que for, exijam o Direito à Verdade, ao resgate da história de seus ancestrais e a identidade de seus algozes. Não se iludam com perspectivas exógenas institucionais, busquem o passado; os seus orgulhos, suas identidades e valores. Sem isso vocês continuarão a ser o que são hoje e o que os seus ancestrais odiariam ser: Nada. Peças manipuláveis e cambiáveis de um joguinho mequetrefe de interesses caprichosos de pequenos grupos em evidência.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 16 outubro 2012 at 6:21
A pergunta já é tendenciosa, afirmando que a discriminação no Brasil é economica. Se fosse assim eu seria também contra as cotas para afrodescendentes. Caso a maioria dos ricos fossem a mesma maioria étnica do país, ela seria sim econômica. Mas não é este o caso. No entanto, ninguém que eu saiba afirmou que as cotas irão emilinar o preconceito. A pergunta, além de tendenciosa, foi mal formulada. O racismo dificilmente deverá deixar de existir, medidas afirmativas servem para inspirar mudanças, nada além.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 16 outubro 2012 at 6:50
Já existe a cota dos brancos, as suas rendas familiares que não foram fruto dos seus trabalhos, pois a maioria dos ricos são brancos. Para quem discorde destas minhas frases, tentem lembrar quantas vezes foram atendidos em hospitais por médicos negros?
Permalink Responder até Carlos em 16 outubro 2012 at 7:05
O Estado quando quer estigmatizar um grupo ou apagar alguns vestígios de seus crimes, não inventa meios: Cria alguns benefícios (armadilha), a vítima os adere e pronto. Resolve dois problemas de uma vez: Consolida e petrifica o estigma que ele mesmo criou e agora se diz disposto a acabar e ainda vai esconder suas próprias responsabilidades sob as cinzas do cadáver do que hoje ainda é moribundo. Hoje, os negros, mulatos e descendentes sofrem com a exclusão social e profissional, tanto por racismo convencional quanto por despreparo, inaptidão técnica. E se caírem nesta de Cotas e Reservas, e aderirem em massa ou mesmo individualmente a este engodo, só vão aumentar e recrudescer o ódio ignorante que a maioria da sociedade brasileira inconfessável, velada e religiosamente lhe nutre. Como disse acima: Ao defender os sistemas de cotas na universidade, os negros caíram em uma tosca armadilha. Podem hoje ter facilidades na obtenção de um diploma. Mas quem, amanhã, irá contratar os serviços de profissional que entrou na universidade pela porta dos fundos? E é justamente isso que o Estado busca hoje obter amanhã: Isenção de responsabilidade pelo aumento e recrudescimento do racismo por parte da maioria da sociedade brasileira pelos “benefícios” legais concedidos aos inúteis, ineficazes negros que teimam em se inserirem e se incluírem onde são orgânica e secretamente rejeitados: A sociedade brasileira. Assim, quando conseguir o ódio social genuíno, o Estado terá conseguido encobrir suas cinzas sobre os restos de suas vítimas e alegar que tentou, que fez o que estava dentro de suas possibilidades, mas como agora todos sabem, a sociedade brasileira é avessa à negritude. Sua integração se deu mais por força de leis e campanhas publicitárias do que por espontânea vontade da maioria. No cenário futuro, a educação será semelhante a do presente: Fraca, demagoga e suscetível aos dogmas das vertentes políticas no Governo.
A atual Política de Cotas e Reservas é uma armadilha bem mais sofisticada do que pensamos, pois fará progredir o racismo virtual e cultural: Mostrará no futuro um negro diferente do negro do passado ( resistente, valente, valoroso, prezado por sua força e trabalho e resignado à servidão, à condição de escravo ), do presente ( odiado, socialmente excluso e profissionalmente incapaz ), odiado, auto-odiador e inepto a qualquer prática honesta e eficaz, digno de pena que faz da vida uma luta incansável para se livrar de sua própria essência e penetrar justamente onde mais lhe odeiam e desprezam: A sociedade.
Os benefícios obtidos com os privilégios oriundos das Cotas e Reservas raciais só irão iniciar o término de um processo há muito iniciado: o Branqueamento social. Pois quando os beneficiários de tais políticas começarem a prosperar de alguma forma os frutos de seus esforços e dos Políticos que os propuseram, tanto o ciúme, a inveja, e o sentimento de injustiça do branco comum irão sagrar e naturalizar o ódio sócio-racial contra o negro, pois este de injustiçado passará a condição de privilegiado.
Cotas e Reservas não promovem a inclusão social do negro, mulato e descendente na sociedade e sim projetam sua repulsa futura por atuarem como compressão forçada que injeta seus beneficiários em uma atmosfera que historicamente lhe é hostil e após a violação de suas vontades terá o pretexto que precisa para justificar e exprimir em um futuro próximo, seu ódio como legítimo e fruto de injusta violação de vontade própria através de imposição Institucional do Estado.
Negros não precisam de aceitação cultural, de inclusão social e inserção econômica. E tampouco devem lutar para se integrar a mesma sociedade que massacrou, prostituiu e estuprou seus ancestrais com o aval da Lei e o amparo do Estado. Negros precisam apenas de uma coisa: Verdade. Pois através desta, poderão refletir seu passado e decidir se o deixam, se o resgatam, se o aderem e se transformam dentro de seus moldes, enfim, só através da verdade do passado os negros poderão ter bases sólidas e honestas para se construírem e assim deixarem de ser modelados aos gostos das épocas. Precisam de Verdade, pois esta os trará orgulho e vergonha, que por sua vez alicerçarão sua reflexão. Mas como estes não interessam ao Estado e tampouco à sociedade brasileira, é necessário criar engodos para distraí-los de sua realidade e das ações pretéritas de seus algozes.
Enfim, eu poderia passar horas escrevendo acerca das consequências desse tipo de Política e ação, mas vou apenas lembrar um episódio da vida nacional para exemplificar a quem esse tipo de coisa interessa: Em 1996, as obras de reforma em uma casa a cerca de 500 metros do local onde foi encontrado o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, foram a chave para a descoberta do espaço conhecido como Cemitério dos Pretos Novos. Nele, os negros que não resistiam ao deslocamento entre a África e o Brasil, no período colonial, eram queimados, seus ossos eram quebrados e depois enterrados em covas coletivas. Ainda é impossível determinar o número de pessoas enterradas no local, mas estima-se que cerca de 30.000 ossadas estejam por lá. Um cemitério de escravos com esse número de ossadas já espanta, mas muito mais assustador é a indagação a respeito de quantos outros cemitérios de escravos iguais ao Pretos Novos carioca existem por este Brasil e quantas corpos foram enterrados como indigentes e jazem em segredo, no silêncio do crime dos seus algozes. 1? 2? 3? 4? Enfim, quantos milhões de escravos indigentes jazem ocultos por este Brasil nosso continental?
É isso que assombra e que se pretende continuar a esquecer..
Para mais informações acesse www.oantievangelico.blogspot.com
Prezados,
O povo afrodescendente brasileiro é a maioria numérica do Brasil. Será que a etnia branca quer em pleno século XXI manter o sistema escravocrata de racismo e apartheid vigente? Caso a resposta seja afirmativa então nada mais resta chorarmos por um futuro brilhante que o Brasil poderia ter, mas não terá! Não existe nenhuma nação desenvolvida no mundo ocidental que tenha tido uma contradição de uma minoria numérica manter uma supremacia racial. Sempre que isso ocorreu o resultado sempre foi uma guerra e uma divisão. Será que nós brasileiros queremos viver divididos e formarmos diversos Brasis? Será que o sonho dos colonizadores portugueses de construirem uma nação integrada se desfará após tantas dificuldades que já passamos?
As cotas raciais e ações afirmativas são ações de paz e sem elas o Brasil será dividido e provavelmente com uma guerra racial de proporções bíblicas. Vamos orar para que o governo brasileiro tenha visão de longo prazo e não atenda os interesses de uma supremacia branca cruel e construamos um Brasil Multiétnico Cristão.
Quem tiver interesse de participar dessa nossa luta, contate-nos: anlofee@hotmail.com. Estamos organizando e legalizando o PDTE - Partido de Todas Etnias. Em 2014 pretendemos disputar a Presidência do Brasil e lutar pela construção do Brasil Multiétnico Cristão e derrubar, democraticamente e pacificamente, o Brasil do apartheid, racismo e corrupção.
Angelo Fernandes
Candidato Afrodescendente Cristão a Presidente do Brasil Unido em 2014
Presidente do Brasil Multiétnico Cristão
Presidente do PDTE - Partido de Todas Etnias
Pastor Presidente da Igreja Missionária Pentecostal Universal de Cristo
Servo de Nosso Senhor JESUS CRISTO
Ministério DEUS PROVERÁ
Permalink Responder até Professor Americanista! em 17 outubro 2012 at 6:51
Angelo Fernandes: explique-nos sobre o sonho portugues de construírem aqui uma nção integrada, relacionando com as práticas deles aqui em relação aos nativos e aos africanos?
Prezado Rafael,
Você conhece o conselho dado por Azeredo Coutinho ao futuro Rei Dom João VI quando da fuga da família real para o Brasil? Este é um dos documentos que prova que os portugueses queriam construir um Império em que o Brasil seria o centro. Fora isto olhe para o Brasil. Além de ser o centro dos países de lingua portuguesa foi o único que manteve a sua integridade territorial. Isto não seria possível se não estivesse no inconsciente dessa futura nação que conhecemos como Brasil na sua construção social. Afinal de contas porque você acha que o povo afrodescendente brasileiro tem suportando toda a humilhação e até hoje tem se mantido pacífico? Na realidade é o povo afrodescendente brasileiro o único que pode dizer que é brasileiro porque quer. A etnia branca nunca teve compromisso com o Brasil e a indígena foi praticamente massacrada pela etnia branca. O único povo que deseja ser brasileiro multiétnico cristão sem qualquer sombra de dúvida ou hesitação é o povo afrodescendente brasileiro. Até porque somos os únicos que podemos responder a Cristo: para onde iríamos SENHOR se só temos a ti e esta Terra que vós nos deste. O Brasil para nós afrodescendentes é a Terra prometida pelo SENHOR JESUS CRISTO e que nós vamos conquistar, com ou sem a etnia branca.
Se você tiver mais dúvidas e/ou quiser nos conhecer melhor para colaborar com nossa luta contra o Brasil do apartheid, racismo e corrupção contate-nos:anlofee@hotmail.com.
Angelo Fernandes
Candidato Afrodescendente Cristão a Presidente do Brasil Unido em 2014
Presidente do Brasil Multiétnico Cristão
Presidente do PDTE - Partido de Todas Etnias
Pastor Presidente da Igreja Missionária Pentecostal Universal de Cristo
Servo de Nosso Senhor JESUS CRISTO
Ministério DEUS PROVERÁ
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Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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