Como você avalia a divulgação da História e das Ciências Humanas, hoje, no Brasil ?

Trata-se de um caminho bem pavimentado ?

Que conflitos e tensões a questão envolve?

Quais são os principais atores deste campo?

Tags: educação, ensino

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Respostas a este tópico

O caminho para a divulgação da História e das Ciências Humanas está por se construir. Alguns passos estão sendo dados,muitas publicações ligadas à Ciências Humanas surgiram nos últimos anos, mas com acesso restrito. A internet tornou-se uma alternativa. A acadêmia ainda está muito distante do grande público
Existe uma damanda, a cada dia mais pessoas se interessam por temas ligadoa a área das Ciências Humanas.
Um das iniciativas louváveis na divulgação da História foi a realização da Primeira Olimpíada Nacional em História do Brasil. Tive oportunidade de participar como professor orientador e percebi como foi estimulante para os alunos participantes os desafios lançados pela Olimpíada. Percebi que as escolas regulares e a acadêmia se aproximaram neste evento.
Quanto aos atores, são vários, a iniciativa pública e privada, mídia, escola, enfim... a sociedade.
Espero ter contribuído para o diálogo sobre este terma.
Abraço.
Boa tarde, Licínio!

Suas palavras contribuíram muito para o debate! Concordo com você. A divulgação da história e das ciências humanas ainda está em plena construção. Ao contrário do que acontece com as ciêcias exatas e biológicas, não temos tanta tradição no campo da popularização de pesquisas.

Felizmente, historiadores e cientistas sociais estão rompendo as barreiras da divulgação. Exemplo disso é a Olimpíada de HIstória, coordenada pela Unicamp, como você mesmo pontuou, e de projetos como a Revista de História da Biblioteca Nacional. Os blogs estão contribuíndo já há algum tempo e o desejo é que os historiadores estejam cada vez mais se aproximando dos colegas dos meios de comunicação, mas que esta aproximação seja feita com autonomia e compreensão mútua.

Acho que essa espera toda tem uma razão: por um longo tempo as ciências humanas foram desprezadas enquanto ciência. Isso, de uma maneira bem particular, começa a mudar agora...

abs!
Caro Bruno:

Como vc acabou de participar de um amplo debate sobre este tema, estamos esperando suas palavras sobre o que lá ouviu, certo?

Bola prá frente!

Um abraço.
Olá, James!

É o que estou tentando fazer com este tópico. Escutar um pouco os colegas de Café e ir, aos poucos, trazendo o que discuti no encontro de divulgação de história. Digamos, por ora, que um dos consensos foi: historiadores e jornalistas precisam se aproximar ainda mais. Nas ciência exatas, essa aproximação é tensa, mas recorrente. Em nossa área, ainda há muito o que construir.
Meu caro BRUNO LEAL,

Não vivo do passado vivo do presente, o meu povo estão sendo morto e se não tenho oportunidade na tua comunidade de trazer a luz esta barbaridade nada tenho a COMENTAR.

Desejo-lhe sucesso nos teus passados e que os teus futuros não sejam passados mas verdadeiramente presente.

O Planeta terra está ruindo mas não querem DEBATER A REALIDADE, preferem ficar no passado ou de enfrentar o PRESENTE!

Os conflitos do passado são passado e não me interessa, o que me importa saber quem e quem no passado e fechar os meus olhos para as realidades do presente.

O MEU POVO ESTÃO SENDO MASSACRADO PELO BRASIL, PARAGUAY, ARGENTINA, URUGUAY, ETC.
MAS ALERTO-LHE PARA QUE ACORDE ANTES QUE SEJA TARDE!

Tenha um FELIZ NATAL COM OS TEUS PASSADOS meu caro BRUNO LEAL!
Perdoe a sinceridade!

He i:

Tupã Ñembo a gueraviju

Momaitei
Caro Tupã,

Confesso que tenho dificuldades para entender o sentido de sua mensagem.O Café História é uma rede social voltada para historiadores e apreciadores da história. Logicamente, nossas discussões giram em torno do passado. Ninguém aqui vive no passado. Nós trabalhamos com o passado, no presente. Quando as pessoas se associam à rede, sabem que aqui estão sendo discutidos temas históricos.Portanto, me parece totalmente ilógico que alguém que pertença a uma rede social sobre história reclame de fóruns que discutam o passado.

Se você deseja um espaço para realizar protestos, promover manifestos ou discutir situações do dia-a-dia, sugiro que promova ações dentro deste espectro. Sou muito sensível ao autoritarismo contra a seu povo. Mas a proposta do Café História é outra.

Ainda assim, o Café História oferece o espaço dos blogs para que os membros tenham total autonomia e liberdade para discutirem o que bem desejarem.

Atenciosamente

Bruno Leal
Grato pela resposta meu caro companheiro Bruno Leal.

Mas volto a insistir que temos que olhar o passado para não cometermos loucura no presente.

O que está acontecendo é uma loucura muito RUIM, e o Brasil pagará muito caro por isso.

Estou somente comunicando, bem aventurado os que tens ouvidos para ouvir este aviso!

Ha evete

Tupã Oporaiva

Marandu ha maranduka
Gente, topei hoje com este artigo em espanhol, no "La Nacion" (Arg).

Muito pertinente para nosso discussão.

abs!
Como acesso o artigo?
[]ão.
Opa! Esqueci de postar. Segue o artigo nesse link: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1214137
Infelizmente não pude acompanhar, como gostaria, as discussões sobre o tema, nem sobre a Olimpíada de História, porque precisei fazer uma artroscopia no joelho esquerdo e estou de molho há dois meses. Nesse sentido, quase não pude acessar o notebook. De qualquer maneira, prá quem "sua" nesta seara, é sempre bom saber que outros estão atrás de caminhos novos.
Prá quem está em sala de aula (e poucos podemos nos dar o luxo de não estarmos), o caminho continua tortuoso e complicado. Basta só de início pensarmos o número de horas/aula semanais da disciplina: duas!!!! Vc vê o aluno uma única vez por semana! Passar um filme legal, que possa ter a ver com o conteúdo programático (outra discussão sem fim!!), nem pensar, só se for em capítulos!! Fico na maior angústia, porque só recomendo, "vejam esse", "leiam aquele artigo do jornal", e...?
Muitos colegas não entendem o porquê da minha predileção pelo Ensino Médio. Falam que era legal eu estar numa faculdade, que é outra coisa e coisa e tal. Concordo em vários pontos e, como diria um aluno meu "disconcordo" em outros vários. Já tive essa experiência em Macaé, numa faculdade de Pedagogia, trabalhando com História do Trabalho e Metodologia da História. Só que, faculdade particular é aquilo, vc pode dar sorte, como eu dei, receber legal e direitinho, como pode ser uma tremenda furada. Universidade pública, que me desculpem os colegas, é uma "panelinha de brigadeiro", tem que ter "quem indique" ou vc corre o risco de ficar reprovada em PROVA AULA, com 6,7 de média, apesar de ter tido excelente nota na prova escrita e já estar no "mercado de trabalho" há tempos, tendo que ver um menino da graduação ser aprovado!! Enfim, não me dediquei a buscar esse espaço e preferi garantir a base: tenho muito orgulho de ter vários alunos que acabaram por optar por História, na faculdade.
Mas, já fugi muito ao tema: entendo que divulgar História continua sendo uma pedreira, que te exige dedicação forte e uma paixão capaz de ser transmitida em curto prazo. Saber pegar um jornal e ligar passado e presente, interessando o jovem, fazendo com que teu aluno se apaixone e veja o significado daquilo, fugindo do discurso do "puxa, mas ficou reprovado em História, que é decoreba?" Alô, quem decorou as preposições, fórmulas de Química, Física, Matemática e outras coisas mais, que nem dão para o ser humano normal deduzir? Enfim, é uma batalha!
Prá terminar, essa semana li, no Globo, uma coluna do Nélson Motta, falando entre outras coisas, sobre a "novidade" de que muitos dos grandes traficantes de escravos eram negros!! É o tal distanciamento que o colega Licínio falou e que, acredito muito nisso, cabe a nós, os abaixo do nível superior (abaixo, por favor, sem complexos ou comparações) ir brigando com os livros didáticos, torcendo prá quem tem cacife publicar algo acessível, enfim, ajudar a pavimentar esse caminho, ainda de calçamento "pé de moleque" (com hífen? Sei lá!!).
Desculpem se me alonguei, é assim, no falar que nem louca que eu tento fazer a minha parte!!

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