Tags: 1530, Brasil, até, holandês, povoamento
A mim me parece que a premissa é falsa desde o início porque toda a América (norte, centro e sul) era habitada, portanto povoada, por diversas nações indígenas, cada uma em um diverso momento de desenvolvimento tecnológico.
O tipo de colonização foi, do ponto de vista dos povos originários, irrelevante, visto que quase todos foram dizimados, principalmente aqueles de menor aporte tecnológico (indios do norte e do sul das Américas).
Todavia, se se pretende saber sobre a construções de novas nações após a conquista do território e o afastamento forçado dos seus primitivos proprietários, aí o entendimento é outro, e a resposta à questão vai depender daquilo que a pessoa que questiona entende por nação. Apesar do Brasil ter sido colonizado por exploração conseguiu construir um "projeto" de nação que, apesar de preconceituoso e racista é muito mais inclusivo do que a nação construida a partir da colonização de povoamento. Os EUA são uma nação que se pretende madura mas é inconclusiva e o Brasil ainda é um projeto de nação. A questão é mais ideológica do que objetiva.
A afirmação de que o Brasil tem uma sociedade mais "inclusiva" que os Estados Unidos é absurda. A sociedade norte-americana é desigual comparada aos países da Europa Ocidental, Austrália ou Canadá, mas é muito menos desigual que o Brasil.
Permalink Responder até June Chiari em 13 julho 2011 at 17:45
Permalink Responder até José Neto Vieira Damasceno em 13 julho 2011 at 18:23
Olá Simone, tudo bem?
Eu penso que o Brasil desde o seu início foi "configurado" como um lugar essencialmente de exploração, diferentemente das colônias do norte da América que desde seu início serviu de "recanto" para alguns povos europeus que procuravam na verdade uma nova vida em novas terras...Talvez as coisas seriam bem diferentes se a nossa nação não tivesse sido estruturada como uma enorme "máquina de moer gente para gerar riquezas"...
Por isso, penso que o Brasil só ainda não deu certo porque na verdade começou errado!!!
Permalink Responder até Victor Hugo dos Santos e Silva em 14 julho 2011 at 10:48
Seria tudo diferente. Acho que poderíamos ser um país "RICO". Nossa natureza seria muito mais rica. O pau-brasil não estria praticamente acabado. A nossa estrutura seria outra. É meio complexo fala sobre isso.
Será que falaríamos essa língua?
E a mesigenação?
Os índios poderiam está mais concentrados?
Permalink Responder até Carlos moacir Costa Serpa em 14 julho 2011 at 15:25
Boa tarde! Sem dúvida teríamos um povo bem mais politizado, conhecedor de seus direitos e deveres. Um desenvolvimento tecnológico te ultima geração, com índices de analfabetismo quase zero, mão de obra local de qualidade, e um futuro melhor para nossas futuras gerações.
Permalink Responder até Andréia Martins em 14 julho 2011 at 21:05
Permalink Responder até June Chiari em 17 outubro 2012 at 15:37
Excelente tua resposta! Adorei. Era exatamente isso tudo o que você disse, que estava em minha mente quando li sobre a exploraçãoe não povoamento. Muito bem lembrado a questão dos EUA que também teve suas terras exploradas como o Brasil, porém o norte não era de interesse dos novos colonizadores, ou exploradores!A sua colocação em relação a falta de conhecimento por parte dos ingleses em produzir colônias bem sucessidas como Portugual. E também a questão do conceito de colônia e lucro caminharem juntos, devido o mercantilismo o expansionismo da época, que tornava inevitável a exploração.Vemos que no incio do descobrimento, a coroa portuguesa, também não tinha interesse nenhum em colonizar, estavam a procura de metais, de ouro e o brasil veio a calhar!
Permalink Responder até Victor Hugo dos Santos e Silva em 15 julho 2011 at 11:46
Permalink Responder até Guilherme de Melo Sarmento Filho em 5 agosto 2011 at 18:36
Sinceramente Simone Lessa, acho uma crítica enraizada no senso comum, e gostaria de referir aqui o livro do Sergio Buarque de Hollanda "Raízes do Brasil". Como gosta de afirmar meu mestre, o professor Cesar Ornellas, "nem tanto a terra nem tanto ao mar"... Primeiramente a existência de uma estrutura de exploração comercial das riquezas naturais fazia parte da própria lógica do mercantilismo e foi posta em prática por todas as nações europeias, inclusive nos EUA, onde somente foi amenizada nas colônias do norte por questões estratégicas, como por exemplo o fato da região apresentar clima parecido com a da sua metrópole, trazendo como consequência o desinteresse em produzir o mesmo tipo de produto, para não criar concorrência. Em segundo lugar, o fato da exploração em si não significa inexistência de povoamento, muito pelo contrário, em diversas ocasiões foi mesmo estratégia para a manutenção do domínio régio, e no caso especifico de Portugal, como sugere o próprio Sergio Buarque, ou até mesmo Darcy Ribeiro, mas interessante no sentido de que, obviamente além da violência da dizimação por doenças e guerras "justas", uma miscigenação - bem ao gosto da mentalidade naturalista portuguesa da época e que pode ser vista também como uma violência dependendo do ponto de vista -, que não somente aculturou como também integrou os povos invadidos - indígenas e africanos -, ao sistema cultural dos invasores, influenciando por outro lado esse mesmo sistema invasor enormemente até ao ponto do que viemos depois a identificar como sendo genuinamente brasileiro, que é essa salada de fruta gostosa toda. Diferentemente, por exemplo, do que se configurou nos EUA, onde, além da exploração, o povoamento se fez com características de segregação racial. No Brasil colonial, residiram não somente comerciantes falidos ou bandidos como pretende o senso comum, mas toda uma variedade que ia desde o negro africano, o índio e o caboclo e mameluco, ao reinol português, nobre de sangue, e os luso-brasileiros, "homens bons", principais da terra que detinham o poder local e que podiam ser tanto brancos como miscigenados. Não podemos nos esquecer que essa gente toda, ao longo do cotidiano, criou sentimento de pertença com a terra, numa apropriação do lugar que, se se considerava parte integrante do império português, ao menos era o "seu" pedaço de império português e aqui foi que quiseram desenvolver suas famílias e construir suas riquezas.
Quando o Brasil se tornou independente, tinha mais de 3 milhões de habitantes, dos quais 1/3 eram brancos europeus. Quase toda população indígena original tinha sido "de facto" substituída por europeus e escravos negros ou se miscigenado com esses dois últimos grupos. Afirmar, portanto, que o Brasil não foi "povoado" durante o período colonial por grupos que não eram nativos do país é um absurdo histórico e demográfico.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

