Como, quando e por que se juntaram o Antigo e Novo testamento para formarem a bíblia?

O mais conhecido livro de orientação moral do Ocidente, a bíblia, tem na sua história um mistério. A união de duas obras diferentes, o Antigo e o Novo testamento, ainda carece de esclarecimento. O judaísmo não acabou e responde por si mesmo, entretanto, o Novo Testamento é tido como continuação do Antigo.  Retórica não é história.

Tags: bíblia, cristianismo, religião, testamento

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Respostas a este tópico

A palavra "cânon" significa vara ou régua, o que seria um padrão ou uma regra.


Para os cristãos o vocábulo passou a ter sentido para se referir a uma lista de livros inspirados por Deus que a Igreja pasosu a reconhecer como Escrituras com autoridade divina.


Pode-se dizer que na época de Jesus, os judeus já tinham categorizado a Bíblia hebraica em três partes: (i) a Torá, que seriam os cinco primeiros livros do AT da Bíblia cristã; (ii) os Profetas que se dividem em Profetas Anteriores (a sequência narrativa de Josué a 2Reis) e Profetas Posteriores (Isaías, Jeremias, Ezequiel e os 12 "profetas menores" que formavam o "Livro dos Doze" agrupados num único rolo); e (iii) os Escritos que consistiam em grande parte em documentos cuja aceitação pelos rabinos possa ter ocorrido justamente no século I da era cristã, compreendendo os demais livros que fazem parte do AT da Bíblia protestante e divergiam da Septuaginda que incluía os deuterocanônicos.


O cânon definido pelos judeus do século I foi aceito pelos cristãos já que Jesus e os escritores do Novo testamento referiam-se a uma grande variedade de livros do AT como tendo autoridade divina, tendo em vista as citações do NT do tipo "Está escrito" ou "Diz o Senhor".


Um dos primeiros cristãos a analisar o cânon judaico foi Melito, o Bispo de Sardes, por volta do no 170, endo ele elaborado uma lista idêntica aos 24 livros selecionados pelos rabinos judeus que ele chamava de "livros da antiga aliança", conforme ensina Eusébio em História Eclesiástica 4.26.13-14, citado no brilhante artigo escrito por Stephen Travis e Mark Elliott. chamado Uma lista aprovada - o "canon" das Escrituras.
Apenas um breve aditamento, deve-se observar que, após a Reforma Protestante, alguns dos livros deuterocanônicos que eram encontrados na Septuaginda, passaram a fazer parte da Bíblia usada pelos católicos. Isto ocorreu no Concílio de Trento, entre os anos 1545 a 1563 - o Decretum de libris sacris et de traditionibus recipiendis (DH 1501). Incluíram os livros de Tobias, Macabeus I e II, Judite, adições em Ester, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque e adições em Daniel. Os protestantes ficaram com apenas com os livros que compõem o cânon da Bíblia hebraica. Só que isto já seria uma outra discussão que talvez não tenha a ver com o propósito do tópico iniciado pelo autor.
Mais um ponto que considero relevante para ser colocado aqui, embora possa ser do conhecimento de muitos. Quando Jerônimo fez a tradução da Bíblia para o latim - a Vulgata - ele excluiu os livros que eram encontrados apenas na Septuaginta chamando-os de "apócrifos" (em grego significa oculto ou escondido). Contudo, o catolicismo ocidental acrescentou os apócrifos em latim à Vulgata como fazendo parte da Escritura canônica, até que Lutero, quando traduziu a Bíblia para o alemão colocou os deuterocanônicos numa seção separada depois do AT.


Todavia, conforme já mencionei na primeira resposta de ontem, de acordo com Eusébio, havia no cristianismo do século II, através de Melito, o reconhecimento dos 24 livros do cânone judaico para o Antigo Testamento, idênticos aos 39 livros do AT na Bíblia protestante. Só que a maioria dos cristãos era de origem gentílica e utilizavam o grego comum, de modo que a Septuaginta era muito utilizada na Igreja.


A rejeição dos livros adicionais da Septuaginta pelos judeus no século I estava relacionada à necessidade de se preservar a identidade do judaísmo tendo em vista a destruição de Jerusalém ocorrida no ano 70 pelas tropas de Tito, o que era defendido pelos fariseus. O próprio Josefo parecia expressar o pensamento de rabinos da época que consideravam que as profecias teriam durado apenas de Moisés até Esdras (Contra Apião 1:40-41). Logo, os líderes judeus preferiram fechar o cânone da Tanak (as Escrituras hebraicas) nos 24 livros.


Curiosamente os Rolos do Mar Morto (de 150 a.C até 68 d.C) contêm cópias ou fragmentos de todos os livros da Bíblia judaica, exceto o livro de Ester, o que acaba servindo de argumento pelos teólogos judeus e protestantes.


Apenas para que todos os participantes e interessados no debate possam melhor compreender, os 24 livros do cânone judaico equivalem em conteúdo ao cânone do Antigo Testamento da Bíblia protestante. É que alguns livros da Bíblia hebraica estão divididos em mais de um na Bíblia cristã. Assim, deixo a seguinte informação consultiva que ajudará aos debatedores:


Torá (lei ou instrução): consiste nos cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.


Neviim (profetas): divide-se em duas partes: (i) os Profetas Anteriores que contém os livros de Josué, Juízes, 1 e 2Samuel e 1 e 2Reis; (ii) os Profetas Posteriores que é composto pelos profetas maiores (Isaías, Jeremias e Ezequiel) e dos profetas menores (Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageus, Zacarias e Malaquias).


Ketuvim (escritos): Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, 1 e 2Crônicas.


A respeito dos deuterocanônicos, gostaria de citar aqui trechos do artigo "A Bíblia Hebraica" de Dan Cohn-Sherbok:


"Durante o período do Segundo Templo (depois da volta do exílio da Babilônia), os judeus escreveram vários livros em hebraico, aramaico e grego, mas que não foram incluídos na lista oficial ou cânon das Escrituras. No entanto, estes textos conquistaram status oficial na Igreja Católica Romana e nas igrejas ortodoxas orientais. Conhecidos como livros deuterocanônicos ou apócrifos, eles tiveram considerável impacto sobre o pensamento cristão. O mais substancial desses livros se chama A Sabedoria de Jesus, filho de Siraque (também conhecido como Sirácida ou Eclesiástico). Entre outras obras se incluem: a Sabedoria de Salomão, 1 e 2Macabeus, Tobias e Judite. Outras obras literárias do Segundo Templo são conhecidas como os pseudepígrafos. Entre estes livros não-canônicos se encontram o Testamento dos Doze Patriarcas, 1 e 2Enoque e Jubileus.


Finalmente, vale esclarecer que nem todos os livros da Septuaginta encontram-se no cânon católico romano, mas são aceitos pelas igrejas ortodoxas: 1Esdras, A Oração de Manassés, Salmo 151, 3 e 4Macabeus.
Caro Rodrigo,

Às suas informações sobre a formação do AT e que um dos primeiros cristãos a analisar o cânon judaico foi Melito, o Bispo de Sardes, por volta do ano 170, podemos acrescentar que os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas foram reunidos com o de João e com as cartas de Paulo para se tornarem o NT, num processo que ocorreu ao longo de 200 anos, de cerca de 160 a 360. Pode-se concluir que foi mais ou menos na mesma época, entre 160 e 170, que a preocupação com a nova direção da Humanidade começou a ganhar forma. Seria nesse período que a bíblia cristã começou a ser esboçada.
A formação do cânon do NT é muito mais complexa do que a do AT, pois foram muito maiores as discussões dentro da Igreja sobre quais livros seriam de inspiração divina, embora hoje católicos (romanos e ortodoxos) e protestantes concordem quanto às 27 obras que, atualmente, constam nas suas respectivas Bíblias, sendo a única exceção, salvo engano, a igreja etíope, cujo cânon do NT tem 39 livros...


Contrariando a ordem do cânon cristão, não seriam os 4 Evangelhos os livros mais antigos do NT, mas sim as Epístolas de Paulo. Supõe-se que o apóstolo tenha escrito muito mais cartas, dentre as quais a maioria certamente se perdeu. Contudo, só existem 13 de autoria atribuídas expressamente a Paulo, sendo que muitos teólogos sustentam a tese de que a Epístola aos Hebreus também tenha sido escrita por ele.


O registro mais antigo sobre a reunião das epístolas paulinas é o de Marcião, conforme lecionam Stephen Travis e Mark Elliott na obra citada anteriormente:


"O herege Marcião nos informa que antes de sua época (cerca de 140 d.C.) já havia uma coleção fixa das dez cartas principais de Paulo. Por volta do ano 200 havia coleções que também incluíam 1 e 2Timóteo e Tito. Os autores cristãos deste período os citavam freqüentemente como tendo a autoridade das Escrituras. Embora houvesse dúvidas freqüentes sobre a autoria da carta aos Hebreus, já em 200 d.C. cristãos egípcios a incluíam em sua coleção de cartas de Paulo. Mas ela só teve maior aceitação na igreja ocidental a partir do quarto século." (grifou-se)


Sobre os Evangelhos, o trabalho de canonização precisava enfrentar as diferentes perspectivas sobre a história de Jesus, o que sempre conflitou com a existência de uma única mensagem que fosse coerente. Porém, a Igreja acabou aceitando a convivência de uma diferença restrita a apenas 4 Evangelhos, apesar destas biografias não concordarem entre si, o que, particularmente, considero como uma das maiores belezas dessas quatro crônicas sobre a pessoa de Jesus. De acordo com Justino, lá pelo ano de 150, quando os cristãos reuniam-se eram lidas as "memórias" dos apóstolos (Apologia 1.66).


Devido à semelhança que guardavam, os Evangelhos sinópticos, isto é, os de Mateus, Marcos e Lucas, foram aceitos com mais facilidade do que o de João, uma vez que este foi também usado pelos gnósticos para justificarem a versão que tinham sobre o cristianismo.


Irineu, por volta do ano 200, já aceitava os 4 Evangelhos, comparando-o com a existência de "quatro ventos" e de "quatro cantos da terra" (Contra heresias 3.11.8).


Contudo, uma pergunta polêmica e pertubadora pode ser trazida ao debate: Por que os cristãos, ao final, incluíram somente estes 4 Evangelhos no cânon do NT?


Sabe-se que alguns documentos hoje considerados apócrifos chegaram a ser bastante usados nas igrejas orientais como é o caso do Evangelho de Pedro e do Evangelho dos Egípcios até caírem em desuso porque começaram a ver conflitos com a tradição que estava sendo formada na Igreja e encontravam semelhanças com pontos teológicos defendidos pelo gnosticismo.


As maiores polêmicas dos livros atuais do NT, todavia, recaíram sobre as epístolas universais de Tiago, 2Pedro, 2 e 3João e Judas, de modo que a primeira menção encontrada à existência de 7 Cartas Católicas (outro sinônimo para as epístolas universais) só é feita no começo do século IV por Eusébio. Mas é claro que as divergências permaneceram por muitos séculos dentro da Igreja. Tanto é que Lutero não aceitava a Epístola de Tiago porque via conflitos desta com a doutrina paulina de salvação pela fé exposta com maior abrangência em Romanos. Felizmente os luteranos de hoje já não têm mais esta dúvida.


Atos dos Apóstolos não chegou a ser citado por autores cristãos anteriores a Justino, mas foi reconhecido pela Igreja em torno do ano 200, ao passo que o Apocalipse demorou a ser aceito no Oriente como Escritura.


Pode-se afirmar que a Igreja demorou uns 3 séculos para começar a formalizar quais os livros que seriam os oficiais do NT, digamos assim. Nos tempos de Eusébio, pelo menos os 4 Evangelhos, Atos, as cartas paulinas, a Epístola aos Hebreus, 1João e 1Pedro já não sofriam mais restrição na Igreja de um modo geral, bem como o Apocalipse no Ocidente. Eram contestados não só Tiago, Judas, 2Pedro, 2 e 3João, como também Atos de Paulo, o Pastor de Hermas, o Apocalipse de Pedro, a Carta de Barnabé e o Didaquê. Quanto aos Evangelhos de Pedro, de Tomé e de Matias, bem como os Atos de André e de João já se encontravam firmemente rejeitados nesta época.


Finalmente, na Páscoa de 367, Atanásio apresentou sua lista contendo os 27 livros inspirados no NT e coincidindo com o cânon atualmente utilizado nas Bíblias católica e protestante. Tal lista foi primeiramente aprovada no Oriente e, anos depois, no Ocidente, em 405, por uma declaração do papa.


Meu palpite sobre o principal motivo pelo qual vários livros foram rejeitados pela Igreja deveria ser por causa do grande risco de heresias que surgiam naqueles tempos. Alguns evangelhos não guardavam nenhuma coerência com a pessoa de Jesus. Assim, certamente não faria sentido canonizar um livro que mostrasse, por exemplo, o menino Jesus matando e ressuscitando passarinhos. Uns mostram um Cristo mundano, enquanto outros não mencionam a natureza humana de Jesus, sem as limitações e os sentimentos humanos.
Apenas um aditamento, quero dizer que deixei na mensagem anterior de mencionar as descobertas arqueológicas sobre os Evangelhos. O papiro Rylands é o fragmento mais antigo do manuscrito do Evangelho de João e data aproximadamente do ano 125. Tal achado contém partes dos versos 31 a 33 do capítulo 18 do Evangelho segundo João, havendo atrás linhas dos versos 37 e 38. Ou seja, trata-se, provavelmente, da primeira metade do século II.
Depois de ter tentado responder o "quando" e o "como" de sua questão, com toda humildade debato agora o porquê de se ter na Bíblia cristã o Antigo Testamento.


Para o apóstolo Paulo, a tutela da Torá foi um "aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé" (Epístola aos Gálatas 3:24).


Philip Yancey, um dos mais expressivos cristãos libertários da atualidade, em seu livro "Decepcionado com Deus", faz uma bela descrição do significado da história bíblica do ponto de vista do cristianismo:


"No princípio Deus, um Espírito, criou o vasto mundo da matéria. Dentre todas as notáveis obras de Deus, somente os seres humanos possuíam uma semelhança com ele que podia chamar de "imagem de Deus". Foi, ao mesmo tempo, uma grande dádiva e um grande peso essa imagem de Deus. O homem e a mulher eram seres espirituais, e podiam, então, relacionar-se contínua e diretamente com Deus. Mas, dentre todas as espécies, somente os humanos tinham a liberdade de se rebelar contra ele. Rebelaram-se de fato, e alguma coisa morreu dentro de Adão e Eva naquele dia fatídico. Seus corpos continuaram a viver por muitos anos, mas seus espíritos perderam a comunhão livre e aberta com Deus. A Bíblia fala dos esforços de Deus em restaurar aquele espírito caído. Ele agiu com certas famílias: primeiro com a família de Adão, depois com a de Noé, e finalmente com a família de Abraão, o centro da atenção da maior parte do Antigo Testamento. Algumas vezes, a Bíblia retrata a Deus como um pai criando um filho, algumas vezes como um amante numa busca ardente, mas sempre o apresenta num esforço por "romper as linhas inimigas" e chegar até os seres humanos com o intuito de restaurar o que se perdera. Com poucas exceções de destaque, o Antigo Testamento relata fracassos. Mas o Novo Testamento tem início com uma ação radical da parte de Deus: uma "invasão", o nascimento de Jesus. Jesus representou um início totalmente novo. "O segundo Adão" - assim é chamado o líder de uma nova espécie. Foi ele quem finalmente aniquilou as barreiras e tornou possível uma trégua entre Deus e a humanidade. Depois que Jesus foi embora, no Pentecostes o Espírito do próprio Deus desceu e encheu os seres humanos. Assim, finalmente restaurou-se seu espírito caído. Mais do que passear num jardim com os seres humanos, agora Deus vivia dentro deles."


Sem o Antigo Testamento, não teria sentido o nascimento e a obra de Jesus. No deserto do Sinai, foi celebrado um verdadeiro contrato entre Deus e os israelitas, os quais teriam uma vida abençoada, próspera, segura e saudável se cumprissem os 613 mandamentos dados por Moisés. Porém, o povo falhou na observância desses preceitos da Torá, o que é verificado não só na época de Moisés como no decorrer da história dos israelitas, os quais tornaram-se adoradores de falsos deuses quando tomaram posse da terra de Canaã. Então Jesus, morrendo no lugar daqueles que estavam debaixo da maldição da lei pelo descumprimento dos preceitos da Torá, resgatou judeus e gentios com o seu sacrifício na cruz, possibilitando que toda a humanidade recebesse a benção prometida a Abração, com a finalidade de todo homem crente tornar-se o templo da habitação do Espírito de Deus.
Olá Marcos, tenho lido suas publicações, gostaria que soubesse que as considero fruto de verdadeira convicção de sua fé, sempre bem elaborados e ponderados.

Marcos, pense por um segundo apenas, você citou Gl 3:24, Paulo de Tarso, ele nunca alegou ser representante dos Judeus e está fazendo uma releitura do significa da Torá, a partir daí considera-se que ela seja "antiga", mas antiga para quem? A Torá é também um produto cultural. Penso que não faz sentido afirmar que tal legado é "ultrapassado", se a Torá e a cultura judaica foram revogados, até hoje me pergunto por quem e para que, imagine a cultura brasileira, a indú e a americana, deveriam ser revogadas, aliás o quanto antes. Abraço Marcos
olà,a sua explicacao històrica da biblia è interessante ,mas o comentàrio do PHILIP YANCEY ,è no minimo para esquecer ,pelo pouco que li, de notàvel nao tem nada è um rol de erros sem fim que nem como literatura devia constar ,vou sò comentar o primeiro porque o resto nem merece ,DEUS nao è um espirito, DEUS è um HOMEM .senao nao poderia ser o PAI de JESUS CRISTO .quando as escrituras se referem ao espirito de DEUS estao a referir-se ao ESPIRITO SANTO ;e para terminar ,genesis ,e facamos o homem à nossa imagem e semelhanca .um abraco
Mais uma questão a ser considerada neste debate já que o fato de um livro pertencer a canon das Escrituras deve-se ao reconhecimento da inspiração divina.


No final do século XIX, um filólogo e matemático judeu, Dr. Ivan Panin, descobriu um critério científico para verificar a inspiração divina nos livros da Bíblia em que, substituindo cada letra hebraica no AT pelo seu número equivalente, observa-se a repetição do 7 e seus múltiplos. E ao repetir o teste com os textos gregos do NT, foram encontradas as mesmas características, de modo que ele deixou de ser ateu e se toprnou um cristão evangelista.


A respeito do "teste dos 7", há um ótimo texto que encontrei na internet que em parte transcrevo da sua fonte:


http://www.luzparavida.net/curiosidades_numero7.html


Lemos em Génesis 1:1 "No Princípio, criou Deus os céus e a Terra". Esta afirmação foi escrita há cerca de 3.500 anos, numa frase, em Hebraico, que tem SETE palavras. SETE é o número de Deus. Aquilo que Deus faz, a favor do homem, traduz-se, inúmeras vezes, na Bíblia pelo número sete. O SETE representa aquilo que está completo, a plenitude, o que é perfeito, aquilo que Deus faz a que nada falta e nada se lhe pode acrescentar.


Analisando a Bíblia e o número sete, podemos chegar à conclusão que a Bíblia é de facto divinamente inspirada. Deus concedeu aos homens, o Velho Testamento em Hebraico, e o Novo Testamento em Grego, que são as línguas originais da Bíblia. Curiosamente (e isto não acontece em qualquer outro livro!, nem em qualquer outra peça cultural), as duas línguas em que a Bíblia foi escrita não têm símbolos separados para representar os algarismos como 1, 2, 3, etc. Em vez de um sistema numérico, como o nosso, a primeira letra, tanto do alfabeto grego como do hebraico, representa também o 1, a segunda, o 2, a terceira, o 3, etc. Estas são as únicas duas línguas da terra que têm este sistema (existiu também o aramaico - também uma outra língua em que foram escritos alguns extractos de livros da Bíblia, no original, mas essa língua já deixou de existir como língua corrente). Sabemos que o latim também usa em parte este sistema, mas é muito reduzido (número 1 = I, número 10=X, número 50=L, etc.). Todavia, reitero, no grego e no hebraico, cada letra representa um número.


Tomemos então uma página da Bíblia (basta uma página - qualquer que seja, pois a Bíblia no seu conjunto é toda composta pelo número sete). Se olharmos para ela, de uma maneira, veremos letras e palavras, frases e parágrafos, ideias devidamente verbalizadas. Mas se olharmos de outra forma, veremos algarismos, números, expressões numéricas, valores numéricos que revelam desígnios numéricos complexos e maravilhosos.


Ora, é impossível ao homem que possa escrever hebraico ou grego (e note-se que a Bíblia foi escrita por 40 pessoas diferentes, desde pastores, chefes, guerreiros, pescadores, profetas e reis, e ao longo de mais de um milénio), dizia, um homem mesmo que saiba essas duas línguas não pode imitar a arquitectura da Bíblia, constituída no seu todo por sete ou múltiplos de sete, que mais uma vez repito, só se encontra na Bíblia.



Seria mera coincidência? Mas David Jones dá a seguinte explicação:


"A probabilidade de apenas 12 das muitas características existentes aparecerem em uma passagem de tamanho moderado é de uma em diversos milhões, por isso a possibilidade de ter acontecido ao acaso é nula."
olà, a biblia foi escrita por 72 pessoas 6 de cada tribo de israel e comecou a ser feito esse trabalho em 287 a.c.que tomou o nome de septuaginta ,e demorou cerca de 150 anos para ser concluida
Não podemos nos esquecer que a LXX é apenas uma tradução grega dos textos originais do AT: hebraico e aramaico. Foi, sem dúvida, a versão utilizada pelos escritores do NT. Já o Texto Massorético, os manuscritos do Mar Morto e a Versão Siríaca parecem estar mais próximos das versões mais antigas das Escrituras hebraicas.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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