Como lidar com a questão do bullying escolar? Você já presenciou situações de bullying?

Participe dando a sua opinião.

Tags: bullying, educação, ensino, escola

Exibições: 1316

Responder esta

Respostas a este tópico

somente à direção?????

Gabriel ,

Concordo com você na parte em que todos de uma foram ou de outra sofremos bullin,entretanto discordo da sua afirmação que somente a Direção escolar deve prevenir essa situação .Acredito que a prevenção perpassa por toda a instituição e inicia-se na sala de aula com os professores uma vez que são eles que estão diretamente na sala de aula e podem observar o comportamento de seus alunos e assim sinalizar a direção,a familia do que pratica e do que sofre o Bulling além  intercalar o esse assunto ao cotidiano de forma interdisciplinar.

Espero que reveja essa questão um abraço ,

Simone 

 

Simone, comungo com tuas colocações quando dá visibilidade a questão de forma bem mais ampla que um único espaço da escola!

A escola antes de mais nada é GENTE, sem as "gentes" que a compunha, nem escola seria, e sendo isso, ela também é uma comunidade de idéias e tribos, que não devem ser tidas como espaços de guetificação, mais espaços de diálogos diversos, de diversos saberes e potencialidades!

Seja Bulling ou qualquer outra questão, a escola tem que ser re-pensada no todo, e não como a metáfora do "mosaico" de encaixe superficial separado por argamassa, mas, por uma leitura de vida hibrida onde as partes do todo se dissolvem entre si, tomando responsabilidades em comum a esse todo!

 

Concordo com você e insisto, culpar direção, ou professores, ou alunos, ou merendeiras, ou vendedora de doces, ou porteiro... É apenas disfocar uma responsabilidade para as mãos de um ou outro, que mesmo que quizesse não comportaria o cenário escolar, seus anseios, problemas ou soluções sozinho!

 

Devemos permanecer atentos, por uma sensibiliadade aberta a negociações que possibilite espaço a todos os transeuntes que são "as gentes", a própria escola...

prezado gabriel, o bullying não se reserva a escola, esta espalhado por toda lado e com diversas facetas, todos nós devemos estar atentos afim de inibir tais comportamentos.

O chamado "bullyng" não ocorre de hoje. Por que tanto alvoroço? O problema é realmente sério e merece atenção, mas é algo a ser discutido com a sociedade. Creio que será impossível impedir o "bullyng" se a educação não vier de casa. A escola pode apenas punir, mas a punição é o suficiente? Não estaremos desta forma apenas tratando do fim ao invés de impedirmos o começo.
Existem muitos pais que desejam terceirizar a educação dos seus filhos e imputam à escola esta tarefa.
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velha, não se desviará dele." Aos pais cabe a principal parte na tarefa de impedir que seus filhos tornem-se delinquentes!
Respondendo ao Patrick quando diz "A escola pode apenas punir"(cabendo aos pais a educação?).Pois discordo completamente, a educação, os valores civicos e não só, cabe tanto aos pais em casa, como na Escola. Esta não serve só para punir. Isto porque hoje, infelizmente na nossa sociedade os pais cada vez têm menos tempo para estar com os filhos, então há que compartilhar a educação, por isso a educação será partilhada entre os pais e a escola.São coisas muito pequeninas que se podem fazer(falo sempre do que assisto em Portugal).Há professores competentes e outros que são uma desgraça, como exemplo para os seus alunos.Começa logo pela falta de respeito, acho estranhissimo o á vontade demonstrado entre alunos e professores(quase naquela do tu para aqui,tu para acolá),há que manter a distancia que tem que haver forçosamente entre uns e outros, e ela não existe.............podem dizer-me que estou desactualizada, por ter mais de 50 anos e pertencer a uma geração onde havia essa distancia.Sim falávamos com os professores, mas havia aquele respeito,era o meu professor!!!! Impossivel pensar que alguma vez um aluno batia num professor, como hoje sucede tantas vezes por aqui, e olhem que havia alunos terriveis........mas bater num professor? Mandar um professor aquela parte? Portanto o bulliyng não me admira nada se a educação básica está tão mal. Como dizia a minha avó:- "Respeito é uma coisa muito bonita!".....................e já agora vou ser politicamente incorrecta, que vai contra todos os manuais actuais da educação das crianças...........é que uma boa palmada não faz mal a ninguem, e há muitos meninos que precisam disso em casa! Eu e outras mães assim procedemos, meus pais fizeram o mesmo e olhem que não fiquei traumatizada por isso.
Eu discordo, tenho 15 anos de idade, sou um exemplo de cidadão e aluno, vestibulando de direito, nunca sofri nem pratiquei bullying, e fui educado sem precisar sofrer a mínima agressão! O bullying está mais ligado à afetividade familiar do que escolar; se um aluno já se matricula delinquente no colégio, não importa a relação respeitosa que o aparelho de ensino implique, o aluno ainda assim será um delinquente.
É isso ai Sandro! Apenas 15 anos e já responde com a mais total coerência! É cultural. As famílias acham "moderno" delegar às instituições de ensino a obrigação de educar seus filhos. Claro que essas instituições têm uma certa responsabilidade em "ajudar na educação". Mas, é isso. As coisas começam e terminam é em casa mesmo. Não adianta reclamar, discordar ou achar isso e aquilo. Quem quer delegar a outros a obrigação de educar são pais relapsos, que não cresceram. Aqueles que têm o péssimo hábito de achar que tudo é obrigação dos outros. Se o filho transgride, buscam culpar alguém, a televisão, a escola, os colegas, mas não olham para dentro de sí mesmos. Educação é de berço, como já dizia meu velho pai. Começa em casa, termina em casa. Existem pais que "compram" seus filhos com presentes, dinheiro, mas não os educam. São os formadores de delinquentes. E, depois, culpam o mundo. Parabéns Sandro. Você é um que com certeza fará a diferença em nossa sociedade.
Realmente, eu também penso como o Sandro. Penso que o aluno que pratica o Bullying tem uma má formação familiar, vê dentro de casa situações e atos que não deveria ver. E na minha opinião não cabe nem a escola "punir" o aluno, penso que a escola deve entrar em contato com os pais para os pais resolverem o problema em sua origem, se preciso for, procurar ajuda de psicólogos ou algo do tipo.

Quando estava no ensino fundamental, sempre fui motivo de piadas na sala, pois sempre fui gordo ( e detesto pessoas que "aliviam" chamando de "gordinho", "fofinho"... não, sou gordo mesmo), mas nunca senti a necessidade de revidar, sempre tive consciência que os alunos que viviam fazendo piada de mim que eram as verdadeiras piadas da escola. Hoje me sinto muito realizado, estou cursando História numa universidade federal, e ainda tenho certo contato com aqueles alunos que se achavam super engraçados, eles não estão fazendo piada da mensalidade que estão pagando nos cursinhos ou nas faculdades que cursam.

Bom, finalizando... o bullying é um problema muito sério, educadores e família tem que se unir para acabar com esse problema cada vez mais comum dentro das escola. Não é por que está cada vez mais comum, que tem que ser considerado aceitável. E pais, eduquem seus filhos, os professores já tem conteúdo o bastante para passar para eles, não dá pra ficar atrasando conteúdo para dar aula de boas maneiras e respeito ao próximo.

É difícil acreditar que você nunca tenha participado, por que mesmo você não sofrendo e muito menos praticando bullying, com certeza já presenciou. E ser platéia e silenciar também caracteriza bullying.

Por isso acredito que de alguma forma todos nós sofremos ou praticamos bullying.

Diz o velho ditado: "ciscada de galinha não mata pinto". Daí umas boas palmadas podem resolver sim e determinar naquele momento "o quem manda aqui sou eu". Na idade infantil, em muitos casos a conversa, o chamado diálogo que pregam os morderninhos, não funciona. Eu também "venho de longe" e realmente há momentos em que você impede uma criança de repetir várias tentativas de enfiar um dedo na tomada (por exemplo) no tapa e fazendo ela entender que ali, naqueles dois buraquinhos não se pode mesmo definitivamente enfiar os dedos. E olha que antes eu havia chegado ao extremo de fazer uma demonstração, provocando um curto circuito na tomada e mesmo assim esse terrorismo ao vivo, não funcionou. É claro que não se deve bater sem saber como (um tapinha ardido funciona sim) e evidentemente espancar, bater na cabeça ou num local onde o osso pode fraturar é crime e obviamente não será um tapinha por amor e sim por instabilidade emocional.  O Sandro Lucena, pode até dizer que não sofreu esse tipo de agressão em casa. Até posso acreditar, mas será uma excessão e pode ser que ele tenha levado sim, uns tapinhas quando criança, mas apagou, não ficou trauma, porque ele absorveu como educativo. Toda criança repreendida dessa forma, sabe entender e absorver esse tipo de coisas. Eu fui um deles, apanhei muito e jamais odiei meus pais por isso e jamais agredi pessoas gratuitamente. Isso pode ser também do proprio carater de cada um. Pode ser genético até e muitos podem agora querer jogar pedras em mim por essa afirmação, dizendo que somos frutos do meio, etc. Nem tanto. Conheço um ditado antigo dos mais certos: "Pau que nasce torto, morre torto". Não há pois quem o conserte, nem pai, tampouco professores. Vou postar oportunamente no meu blog aqui, o texto que já publiquei em alguns blogs, sobre esse assunto.

concordo Patrick. A educação, conforme a Carta Magna de 1988, é dever do Estado e esse é composto pelos cidadãos, as intituições e as leis que lhes regulamenta. Para entender isso só com educação como prioridade, com META DO ESTADO!!!!! Chega de programas eleitoreiros, tapa buracos e tal...

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

Links Patrocinados

Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }