Como lidar com a questão do bullying escolar? Você já presenciou situações de bullying?

Participe dando a sua opinião.

Tags: bullying, educação, ensino, escola

Exibições: 2159

Responder esta

Respostas a este tópico

O bullying não resulta em sofrimento quando a reação do educador é imediata e capaz de gerar uma transferência em que tanto o agressor e a vitíma possam perceber os seus papéis complementares. O que demais encolhe-se fica numa postura tímida diante da vida. Sua sensibilidade diante das circunstâncias é sempre uma fragilidade que deve ser explorada e massacrada para alimentar o prazer mórbido da maioria por ver cenas de humilhação, atitudes excludentes e violências de ações fisícas ou simbólicas. O agressor é o resultado de um ambiente familiar destrutivo e incapaz de gerar ações solidárias e respeitosas. Geralmente em situações de conflitos tudo é resolvido de modo violento, passional com discursos ofensivos e que deixam marcas emocionais. Os jovens mais ousados passam a entender que para ter o respeito é aliviar suas tensões deve ser arrogante e ciníco para ganhar o respeito da maioria por meio do medo e da violência. O problema que vejo é que os bonzinhos podem reagir oriundos de famílias supostamente equilibradas. Controle excessivo de emoções pode levar a explosão de raiva e incapacidade de lidar com perdas, frustrações e limites.  O caso em S. Caetano em SP, e o indicativo que a mente humana é uma caixa de surpresa. Os mais quietos e obedientes ao ponto da subserviência são capazes de atos de loucura. Boas notas e educação não são sinôminos de capacidade de autocontrole e discernimento. Estes são construídos com situações limites em que os conflitos são expostos e as raivas podem ser expressas em palavras. Quando o educando é por demais correto e contido. Um sinal de alerta deve ser acesso. Porque deve ter-se um espaço para que os conflitos possam vir a tona. Caso sejam reprimidos no nascedouro por atos de contenção contínua criam uma predisposição a fantasia pela solução imediata. Ou seja, uma bronca que um aluno bagunceiro suporta. O que é muito reservado e bom exemplo pode não aguentar pois o erro é algo que não existe e seu universo. Portanto não consegue interpretar sinais simples de severidade que são compreendidos como reprovação é  ofensa enorme. Todas as possivéis respostas para essa situação de toda a legião Psi - psicológos, psiquiatras, psicopedagogos e outros serão sempre conjecturas sobre algo em que a solução para essa pergunta está encerrada num corpo sem vida de um garoto de 10 anos.   
É sempre uma situação difícil,já sofri quando estudante e agora enquanto professora já presenciei algumas vezes, procuro não jogar toda a responsabilidade na direção ou na familia, procuro orientar meus alunos do grande mal que ele pode causar com esse tipo de agressão, conversar é sempre o melhor caminho!!!
Penso que a atitudes importantes nestes casos de bullying que está se tornando costumerio nas escolas do Brasil, tanto violência entre os proprios alunos e entre alunos e professores, o comum nestes casos é  aa atuação apenas da policia e a escola não cria uma discussão sobre o assunto, penso que o ideal do nucleo e dos professores seria o enfretamento do problemas, não podemos fungir dos fatos que estão acontecendo, não podemos nos prender em nossos medos, furgir das situações. Então num primeiro momento devemos confrontar os envolvidos na caso, o agresso e o agredido, caro que a policia e os orgãos competentes devem assim dentro de sua juridição e a escola faz a sua ação pedagogica, conversar com o aluno, criação de formações, debates e discussões é o caminho ideial para o termino ou amenização destes problemas , que acho que está aumentado por que temos uma cultura de não enfretar e dsicutir os problemas achamos melhor colocar debaixo do tapete.
esta questão esta envolvida principalmente nos conflitos familiares que os alunos trazem de casa,isto filtra principalmente na rede publica  na escola recebe e nao possui instrumentos para domer esta rebeldia este e problema que as autoridades figuem não existir

A grande questão é responsabilizar ou como responsabilizar.

Uma brincadeira ou piada é impossível de ser controlada. Porém, o Bullyng é agressão diferente, pensada e com intuitos claros que extrapolam a simples brincadeira.

 

Eu, como professor, por mais que seja recriminado por isso, acredito sim em medidas firmes e exemplares contra o bullyng. Advertência chamando os pais desde a primeira vez, afastamento do aluno (Mas sendo enviado trabalhos e deveres escolares) e mesmo transferência de unidade explicitando a ele o motivo. Essa de que "crianças" não sabem o que fazem é conversa demagógica de psicólogos.

O bullying ganhou grandes proporções tornou-se algo "comum" ja passei por ele quando criança me sentia me excluìda por meus coleguinhas de classes, vejo  ainda que apesar de todas as campanhas contra esse ato que tanto assola jovens crianças até mesmo adultos ,tem se muito a trabalhar para conscientizar nossas crianças que isso e uma discriminação que deve ser aniquilada.

  Não  posso concordar com  educadores brasileiros que pensam estar na América do Norte e insistem em 

  discutir temas antigos como se fossem novos, só que travestidos  com termos ingleses. Por favor senhores

   respeitem o trabalho dos nossos lexigógrafos, é por nossas crianças que estas pessoas trabalham. Paremos 

   com esta coisa de inserir termos estrangeiros em nossas conversas, principalmente em discussões que  te-

   nham  enfoque pedagógico, afinal nossa língua mãe é muito mais rica. "Birra, Rixa , Pinima, Pinimba......

Bullying? Palavra triste nos dias atuais, mas da qual não podemos e não devemos fugir.Entendo que bullying deve ser tratado primeiramente em família, onde os pais devem aprimorar a vida com bons hábitos para que dali a criança saia para a vida externa com boa educação e personalidade forte, sabendo respeitar-se e respeitar os outros, sejam eles quem forem; a segunda parte deve ser a interna de cada escola, os diretores devem manter a escola "limpa" de precoceitos, participar do  recreio das crianças de forma a demonstrar que todos são iguais e incentivar a participação de todos,igualmente nas salas de aula cada professor deve ter o seu papel realçando a necessidade de cada um respeitar o seu colega.Ao menor sinal de bullying as pessoas envolvidas devem ser chamadas e tomadas as providências necessárias, tanto com o agressor, quanto com a vítima, visando eliminar o rancor que pode permenecer e depois trazer graves consequências.Não é preciso falar que depois de ocorrida a tragédia, nadaa mais adianta.O bullying é triste e vamos acabar com essa tragédia brasileira.Resta-me observar que bullying é antigo, eu mesmo já o sofri nos idos de 1960.

Infelizmente como ainda temos o desprazer de presenciar tamanha ignorancia, contudo, cabe-nos semear de grão a grão para que possamos transformar o modo de ver o outro em nossos alunos.

Em pleno século 21, vimos que o principal problema que a educação brasileira é sobre algo uma prática muito antiga, mas que só agora ganhou uma forte dimensão por influencia das campanhas de combate, o negócio é dificil, mas não impossivel. Existe pessoas que lidam com bullying de diferentes maneiras, há os que ignoram os apelidos que recebem e nem ligam, levam numa boa e há os que se incomodam e carregam isso para sempre. Eu sei disso do que estou falando, porque faço parte do segundo caso, sofri os mais diferentes tipos, desde do fato de eu ser gordo, desde minha dificuldade de interação social, até mesmo o fato de eu ter ficado num nivel escolar atrasado com relação a minha idade, teve quando estive repetente na Primeira Série do Ensino Infantil, que um grupinho de coleguinhas chegou para mim e me perguntou quantos anos eu tinha, e quando eu respondi que tinha 10, eles vieram com o comentário de dizer que na idade em que eu estava eu ficaria velho e não terminaria a Primeira Série nunca. Mas depois de passados muito tempo desse episódio tá aqui eu já terminei o meu ensino universitário, coisa que eu acho que a maioria desses meus coleguinhas não devem nem ter chegado a isso. Vez por outra eu sofro algumas pertubações quando lembro de uma vez que foi usando cinto na minha calça jeans, um colega me enchia o saco chamando-me de cintinha de águia. Eu confesso que em muitas dessas situações eu não contava para ninguém, nem mesmo para os meus pais, porque eu tinha uma mania de querer mostrar valentia, na agressão fisica ou mesmo verbal, e vez por outra eu carrego umas lembranças daquelas situações, isso porque eu tinha medo de sofrer represálias dos colegas, um medo psicologico, que aos poucos eu vou tentando superar.

O antropologo Roberto Damata fala muito sobre o que ele chama de individualismo e que é responsável nao so pelo bullyng mas por crimes causados pelo isolamento que o homem se impos nos ultimos tempos. Pode parecer mas uma teoriachamada"de esquerda" mas tem tudo pra ser algo típico de uma sociedade altamente competitiva e pouco cooperativa.

O bullying é um fenômeno onde as agressões físicas, as ameaças, os insultos, os apelidos, os constrangimentos, e por vezes o terror, são as armas utilizadas pelos agressores para inibirem as vítimas, de modo que essas se sintam acuadas diante de todo um repertório de atos e de visões preconceituosos que os tornam reféns de conflitos constantes, com a imposição do uso da força física, que não apenas os machucam fisicamente e psicologicamente, mas que podem deixar marcas profundas na sua psique, com conseqüências para a vida adulta.

Em virtude disso e de outros aspectos, o modo como lidar com o bullying escolar é uma soma de um conjunto de fatores que envolvem não só o corpo escolar, mas a familia e a própria comunidade que está em torno desta e do Estado. Pois mesmo sendo um ato ocorrido, nesse caso, no âmbito escolar, trata-se de um reflexo da própria sociedade. Tudo o que ocorre fora da escola, se reflete dentro do seio escolar, tendo em vista que ela é uma instituição que está aberta às influências de fora.

É inevitável que conflitos existam, mas o caso se torna sério, na medida em que muitos acreditam se tratar de "briguinha de criança". Longe de ser isso. Muitas pessoas sofrem amargamente os insultos, as agressões, os constrangimentos diários.

Para lidarmos com essa situação, devemos levar em conta como é a familia dos agressores e agredidos, a comunidade da qual fazem parte, e observar se as pessoas que lidam com os estudantes são pessoas capacitadas para exercerem as funções pedagógicas.

Em tempos de escola, percebia a ausência do preparo de muitos funcionários para auxiliarmos no seio escolar, e a mesma na qual estudava era do setor público. Muitas as cenas que presenciei: apelidos jocosos insistentes, intimidações, chegando até a agressões físicas. Lembro de um fato que vi : um  menino foi levado à força ao banheiro, e o agressor o colocou de ponta cabeça dentro da privada. Nós, os espectadores, horrorizados, temíamos sermos as próximas vítimas. E isso não era denunciado, nem tão pouco visto pelo corpo funcionário. E sabíamos que o agressor tinha uma família desestruturada, com o pai preso.

Percebemos que apenas com esse caso nos fornece uma emergência do fenômeno bullying, e que necessita de uma maior atenção da própria escola, da família, da comunidade e do próprio Estado.

Não é brincadeira de criança, é caso sério!

 

RSS

Links Patrocinados

EVENTO EM DESTAQUE

café história acadêmico

FIFA: Na última semana, o escândalo envolvendo a FIFA, entidade máxima do futebol, ganhou o noticiário internacional. Neste sentido, o Café História sugere a leitura da tese de doutoado de Sérgio Settani Giglio, da USP, intitulada "COI x FIFA: a história política do futebol nos jogos olímpicos". Esta tese, segundo o autor, trata da constituição do campo esportivo (BOURDIEU, 1983) do futebol nos Jogos Olímpicos. Clique aqui para conferir. 

bibliografia comentada

Cine História

Crimes Ocultos

Está em cartaz nos cinemas brasileiros o filme “Crimes Ocultos”, do diretor Daniel Espinosa ( “Protegendo o Inimigo”). O filme, que é uma produção entre Estados Unidos, República Tcheca, Reino Unido e Romênia, traz no elenco nomes como Tom Hardy e Gary Oldman.  

Sinopse: Durante o governo stalinista na União Europeia, um oficial da segurança ouve falar de um país onde o número de assassinatos de crianças é muito alto, a ponto de se considerar a existência de um serial killer. O Estado não quer saber do caso, que pode ter conexões com altos funcionários do governo, e exila o oficial para que ele não possa prosseguir com a análise dos fatos. No entanto, este homem obstinado decide chamar a sua esposa para investigarem o caso por conta própria.

Parceiros


Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2015   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }