Como lidar com a questão do bullying escolar? Você já presenciou situações de bullying?

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Tags: bullying, educação, ensino, escola

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Infelizmente como ainda temos o desprazer de presenciar tamanha ignorancia, contudo, cabe-nos semear de grão a grão para que possamos transformar o modo de ver o outro em nossos alunos.

Em pleno século 21, vimos que o principal problema que a educação brasileira é sobre algo uma prática muito antiga, mas que só agora ganhou uma forte dimensão por influencia das campanhas de combate, o negócio é dificil, mas não impossivel. Existe pessoas que lidam com bullying de diferentes maneiras, há os que ignoram os apelidos que recebem e nem ligam, levam numa boa e há os que se incomodam e carregam isso para sempre. Eu sei disso do que estou falando, porque faço parte do segundo caso, sofri os mais diferentes tipos, desde do fato de eu ser gordo, desde minha dificuldade de interação social, até mesmo o fato de eu ter ficado num nivel escolar atrasado com relação a minha idade, teve quando estive repetente na Primeira Série do Ensino Infantil, que um grupinho de coleguinhas chegou para mim e me perguntou quantos anos eu tinha, e quando eu respondi que tinha 10, eles vieram com o comentário de dizer que na idade em que eu estava eu ficaria velho e não terminaria a Primeira Série nunca. Mas depois de passados muito tempo desse episódio tá aqui eu já terminei o meu ensino universitário, coisa que eu acho que a maioria desses meus coleguinhas não devem nem ter chegado a isso. Vez por outra eu sofro algumas pertubações quando lembro de uma vez que foi usando cinto na minha calça jeans, um colega me enchia o saco chamando-me de cintinha de águia. Eu confesso que em muitas dessas situações eu não contava para ninguém, nem mesmo para os meus pais, porque eu tinha uma mania de querer mostrar valentia, na agressão fisica ou mesmo verbal, e vez por outra eu carrego umas lembranças daquelas situações, isso porque eu tinha medo de sofrer represálias dos colegas, um medo psicologico, que aos poucos eu vou tentando superar.

O antropologo Roberto Damata fala muito sobre o que ele chama de individualismo e que é responsável nao so pelo bullyng mas por crimes causados pelo isolamento que o homem se impos nos ultimos tempos. Pode parecer mas uma teoriachamada"de esquerda" mas tem tudo pra ser algo típico de uma sociedade altamente competitiva e pouco cooperativa.

O bullying é um fenômeno onde as agressões físicas, as ameaças, os insultos, os apelidos, os constrangimentos, e por vezes o terror, são as armas utilizadas pelos agressores para inibirem as vítimas, de modo que essas se sintam acuadas diante de todo um repertório de atos e de visões preconceituosos que os tornam reféns de conflitos constantes, com a imposição do uso da força física, que não apenas os machucam fisicamente e psicologicamente, mas que podem deixar marcas profundas na sua psique, com conseqüências para a vida adulta.

Em virtude disso e de outros aspectos, o modo como lidar com o bullying escolar é uma soma de um conjunto de fatores que envolvem não só o corpo escolar, mas a familia e a própria comunidade que está em torno desta e do Estado. Pois mesmo sendo um ato ocorrido, nesse caso, no âmbito escolar, trata-se de um reflexo da própria sociedade. Tudo o que ocorre fora da escola, se reflete dentro do seio escolar, tendo em vista que ela é uma instituição que está aberta às influências de fora.

É inevitável que conflitos existam, mas o caso se torna sério, na medida em que muitos acreditam se tratar de "briguinha de criança". Longe de ser isso. Muitas pessoas sofrem amargamente os insultos, as agressões, os constrangimentos diários.

Para lidarmos com essa situação, devemos levar em conta como é a familia dos agressores e agredidos, a comunidade da qual fazem parte, e observar se as pessoas que lidam com os estudantes são pessoas capacitadas para exercerem as funções pedagógicas.

Em tempos de escola, percebia a ausência do preparo de muitos funcionários para auxiliarmos no seio escolar, e a mesma na qual estudava era do setor público. Muitas as cenas que presenciei: apelidos jocosos insistentes, intimidações, chegando até a agressões físicas. Lembro de um fato que vi : um  menino foi levado à força ao banheiro, e o agressor o colocou de ponta cabeça dentro da privada. Nós, os espectadores, horrorizados, temíamos sermos as próximas vítimas. E isso não era denunciado, nem tão pouco visto pelo corpo funcionário. E sabíamos que o agressor tinha uma família desestruturada, com o pai preso.

Percebemos que apenas com esse caso nos fornece uma emergência do fenômeno bullying, e que necessita de uma maior atenção da própria escola, da família, da comunidade e do próprio Estado.

Não é brincadeira de criança, é caso sério!

 

Infelismente ja vi muitas situações constrangendoras na escola. Acredito que o mais interessante a fazer é as escolas e os profissionais responsaveis encarar a situação como um problema e procurar a solução conjuntamente. Não esquecendo que o problema é de todos.

Entendo que até no trabalho, em lares onde exista família numerosa, ou na vizinhança de nossa casa, sempre haverá casos de algum indivíduo agressivo, prepotente a ponto de achar-se melhor que os outros. Imaginemos  nós adultos, crianças indefesas à mercê de "colegas" mal educados em sua família, levando para escola suas agressividades vindas de  maus exemplos de pais ou responsáveis. Como reagir? Os professores e diretores de escola precisam reagir com muita sabedoria, porque tudo deve ser resolvido com muita calma e firmeza de ações, os pais devem educar o máximo seus filhos, principalmente com bons exemplos e os agressores com algum tipo de "castigo" para que veja o que fez, reflita e pare com as agressões.Doi muito este tipo de agressão chamada buyllying.Também não é hoje que se vê, mas somente agora estamos reagindo, por isso ainda é cedo para termos bons resultados.Um abraço aos amigos, Feliz Natal e um Ano Novo  Venturoso.

Boa tarde!

Infelizmente lidei com um aluno do 4º ano E.F., que praticou bullyng durante este ano letivo (2011). Foi muito complicado pois ele não aceitou mudar suas atitudes e a família não dá importância para seus atos inadequados.

Tem que ter muito "jogo de cintura", com quem pratica e com quem é ofendido. A escola até tentava dar um apoio, mas o medo de perder um aluno, fazia com que os donos da escola não dessem tanta importância para a situação. Nunca tinha lidado com uma aluno como este que citei, ele é totalmente preconceituoso, com negros, obesos, classes sociais inferiores a dele, etc.

Linda

       Todos as formas de exclusão resultam  incapacidades no lidar com as diferenças em que   modos de atuar sejam pessoais, familiares ou religiosos são expostos. Há doentes sociais (homofobia, machismo, xenofobia e plutocracia ) e os doentes psicológicos (sociopatas, psicoticos e borderlines). Sabemos que crianças podem ser cruéis e adolescentes cínicos e adultos hipocritas - quando a normalidade rompe a imperfeição humana. Está na condicionante da síndrome do pequeno poder, ou seja, o prazer de cada pessoa  ver o sofrimento do outro como meio de estabelecer um vínculo com suas próprias fragilidades. Atacar o  fraco é sempre uma forma de ocultar a nossa falha ou desejo de estar na notoriedade. Participar da dor, medo e angústia fortalece a agressividade e a omissão. Genocídio e massacres começam por ver o outro como não humano, mas alguém que impede o desenvolvimento do que se considera o certo e o justo.

          Neste sentido a pedagogia da autonomia de Paulo Freire pode nos ajudar - educação para não esperar a proteção, mas se proteger. Criar habilidades em que a diferença possa ter força para reação sem a necessidade contínua da intervenção do profissional de ensino. Buscar na mediação do conflito explicar que o agressor é vítima de uma família desestruturada resultado de uma cadeia de violências contínuas e negligência pode criar uma sinenergia capaz de que os pais juntos possam rever suas posturas comportamentais. O melhor é transformar os problemas em soluções partilhadas entre famílias, pais e professores. O jogo de cintura é ser claro e objetivo reduzindo as versões. Outro aspecto tornar o ato um espaço de expor a situação; não as pessoas. Regras claras e  no início do ano letivo dinâmicas integralizadoras que mostrem o que os contratos pedagógicos entre professores, pais e alunos podem realizar ambientes saudáveis e justos para todos. Dando um momento para construção de responsabilidades partilhadas que fazem um compromisso maior na instituição de ensino reduzindo os conflitos destrutivos. Tudo é simples dito na teoria, que só faz sentido ao longo de uma prática constante e dialogada entre os diversos atores sociais nesse palco intenso chamado escola.  

Boa noite, Linda Lis

Tudo fica mais complicado quando não existe o envolvimento pleno da escola diante do desinteresse dos pais. Penso que nesse caso o preconceito desse criança venha de casa. O papel da escola é delicado porém dever ser firme certo dos seus deveres como instituição educacional. Difícil, discutir com clientes prepotentes e moralistas. Quanto aos pais da criança bulinada,ouve alguma reclamação desses pais frente a escola? Uma discussão quanto ao sofrimento desses jovens? A escola deve ser inclusiva! e não exclusiva para poucos! Seja honesta... No ano que passou, você teve que driblar toda a situação, abafar muita coisa, inclusive os teus sentimentos, para não ofender os clientes e assim, manter seu emprego. Nós professores, na sua maioria também somos vitimas... a educação no Brasil está na corda bamba. Eu, que me formei por amor, me mantenho em sala com muita dor... Mas, certa que dos 35 alunos em sala ao menos 3 seguirão em frente e serão prestativos a nossa sociedade.

Ótimas contribuições. Acho que temos aqui um repertório riquíssimo de situações e experiências. Vamos continuar com o debate sempre que puder. 


Dentro de alguns dias o Brasil volta às aulas...  Crianças de várias idades estão ansiosas para o regresso, pais principalmente. Os professores, aqueles que gostam de sua profissão também já se preparam. Para alguns alunos, só a ideia de voltar ao tormento do cotidiano escolar paresse ser um pesadelo, provocado pelos colegas e ignorado por alguns profissionais da educação. 

O bullying para mim é um ensaio de maldade para a maior idade. Temos muitos adultos que praticam essa violência.  Minha escola é municipal e discute o tema com as crianças, adota politicas que favorecem uma reeducação. Mas, na maioria das vezes vira piada. Promovemos palestras, oficinas, caixa de denuncia, reunião com os pais, participação do conselho tutelar...  Como professora de História, sinto em dizer que a maldade fortalece os covardes, a prática do bullying atinge a alma dos oprimidos, não permitindo que se ergam. Apenas, com a ajuda da escola  o olhar atento dos pais  e principalmente a inibição moral da sociedade poderá diminuir esse abuso. Já que por fim, é impossível. A crueldade humana esta registrada nas linhas da Bíblia Sagrada, nos registros dos historiadores. A crueldade assim como a bondade é humana. Basta saber por qual delas vamos lutar!

      O mal é a incapacidade de fazer um bom uso do livre arbítrio. Assim não há pessoas más, contudo temos ambientes estimuladores de violência capazes de potencializar a crueldade que está em todos nós. As diferenças podem ser saudáveis, geradoras de mudanças e aprendizagens significativas. Dessa forma onde há um controle excessivo de ações esconde-se uma opressão invisível e um ódio contido por regras não vividas, mas expostas de modo superficial e pouco inclusivo. Violar é parte do sentido humano por escolhas. Desejo não falado vai ter o espaço da ação. Não expressar e um meio de criar perversos, ou seja, pessoas que vivem na periferia de versões sobre determinada realidade.  A subversão é um ato de coragem buscando a mudança dos costumes pelo contestação contínua das experiências. O espaço em que os educandos possam testemunhar o preconceito é agir sem a intervenção direta dos profissionais de aprendizagem. Pode ser um indicativo de um bom trabalho. Não deve existir a omissão ou um olhar distante e indiferente diante do bullying, mas mecanismo de participação de todos frente a situações. Pode dar a impressão que todos esses eventos resultam em pouco ou nada. Mas a visibilidade cria o debate, portanto sai do plano do oculto. Ganha representação e meio de diálogo. Uma forma de combater a atitudes excludentes é criar oficinas mostrando os papéis de todos na direção, professores e alunos. A imitação é o simulacro colocando vítima e algoz no mesmo plano um alimenta o prazer do outro, assim no humor podemos com respeito falando das situações e não de pessoas criar reflexões coletivas e produções de textos multimodais sobre o tema. Sabendo que toda a geração que vem, nasce tão cegamente ávida por realizar quanto a que sai pelas portas da escola com o muito ou pouco que seus olhos aprenderam.

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