Como lidar com a questão do bullying escolar? Você já presenciou situações de bullying?

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Tags: bullying, educação, ensino, escola

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Políticas anti - bullying nas escolas diminuem a incidência de suicídios entre jovens homossexuais ...

Pesquisa postada a respeito. Confira!

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/politicas-antibullying-nas

O BULLYING COMEÇA EM CASA.

No livro "Bullying - mentes perigosas nas escolas" (Rio de Janeiro: Editora Fontanar, 2010), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva analisa o perfil dos bullies, ou seja, dos agressores que cometem Bullying.

Na entrevista a seguir, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, ela revê o início dos estudos acerca desse problema crescente no mundo todo e lembra que o marco se deu em 1982, quando o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola”.

A médica explica que não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido.  

indica.

Ana Beatriz Barbosa Silva é médica com pós-graduação em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com especialização em Medicina do Comportamento pela Universidade de Chicago (EUA).

É professora nas Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU) e membro da Academia de Ciências de Nova York.

CONFIRA A ENTREVISTA:

IHU On-Line – Quando se começou a estudar o Bullying?

 

Ana Beatriz Barbosa Silva – O Bullying escolar ocorre desde que existe a instituição de ensino.

Porém, a partir das décadas de 1970 e 1980, passou a ser objeto de estudos científicos nos países escandinavos, em função da violência existente entre estudantes e suas consequências no âmbito escolar.

No final de 1982, o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola.

Nesta época, Dan Olweus [1], pesquisador norueguês, iniciou um grande estudo, envolvendo alunos de vários níveis escolares, pais e professores.

IHU On-Line – Se o Bullying é algo que acontece há muito tempo, por que só agora tomou as dimensões que tem hoje?

Ana Beatriz Barbosa Silva – O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos.

Vivemos em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais.

Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites.

Os pais passaram a ser permissivos em excesso, e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos.

As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos.

Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores.

A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes.

É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável.

Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica que, por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação.

IHU On-Line – Qual é o perfil das “mentes perigosas” que existem nas escolas?

Ana Beatriz Barbosa Silva – Na escola, os agressores (ou bullies) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos.

Perturbam e intimidam, por meio de violência física ou psicológica.

Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes.

Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados.

Divertem-se à custa do sofrimento alheio.

Já no ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares.

São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade.

Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram.

Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro que não possuíam.

Muitos agressores mentem, de forma convincente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.

IHU On-Line - E geralmente qual é o perfil das vítimas?

Ana Beatriz Barbosa Silva – As vítimas típicas são os alunos que apresentam pouca habilidade de socialização.

Em geral são tímidas ou reservadas, e não conseguem reagir aos comportamentos provocadores e agressivos dirigidos contra elas.

Normalmente, são mais frágeis fisicamente ou apresentam algo que as destaca da maioria dos alunos:

são gordinhas ou magras demais, altas ou baixas demais;

usam óculos;

são “caxias”, deficientes físicos; apresentam sardas ou manchas na pele, orelhas ou nariz um pouco mais destacados; usam roupas fora de moda;

são de raça, credo, condição socioeconômica ou orientação sexual diferentes... Enfim, qualquer coisa que fuja ao padrão imposto por um determinado grupo pode deflagrar o processo de escolha da vítima do Bullying.

Os motivos (sempre injustificáveis) são os mais banais possíveis.

Normalmente, essas crianças ou adolescentes “estampam” facilmente as suas inseguranças na forma de extrema sensibilidade, passividade, submissão, falta de coordenação motora, baixa autoestima, ansiedade excessiva, dificuldades de se expressar.

Por apresentarem dificuldades significativas de se impor ao grupo, tanto física quanto verbalmente, tornam-se alvos fáceis e comuns dos ofensores.

IHU On-Line - Você afirma que as escolas públicas sabem lidar melhor com o Bullying do que as instituições particulares. Por quê?

Ana Beatriz Barbosa Silva – Na verdade, o Bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de agressão.

Por incrível que pareça, os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o Bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Secretaria de Educação etc.).

Já nas escolas particulares, os casos tendem a ser abafados, uma vez que eles podem representar um “aspecto negativo” na boa imagem da instituição privada de ensino.

IHU On-Line - O que move uma criança a cometer Bullying?

Ana Beatriz Barbosa Silva – Primeiramente, precisamos identificar que tipo de agressor ele é, uma vez que existem causas diferenciadas.

A maioria se comporta assim por nítida falta de limites em seus processos de educação.

Por ausência de um modelo educacional que associe autorrealização pessoal com atitudes socialmente produtivas e solidárias.

Este modelo faz com que os jovens busquem atitudes egoístas e maldosas, já que isso lhes confere poder e status.

O agressor pode estar vivenciando momentos de dificuldades circunstanciais, como doenças na família, separação dos pais ou até mesmo por estar sofrendo Bullying também.

Nesses casos, a violência praticada pelo jovem trata-se de um fato novo em seu modo de agir e de se relacionar com as pessoas que, geralmente, é passageiro.

Uma minoria se comporta assim por apresentar a transgressão pessoal como base estrutural de sua personalidade.

Neste caso, falta-lhe o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia.

Trata-se de jovens que apresentam transtorno da conduta e são perversos por natureza.

Eles apresentam desde muito cedo tendências psicopáticas, e se divertem com o sofrimento do outro.

IHU On-Line - O problema do Bullying começa em casa?

Ana Beatriz Barbosa Silva – Sim, sem dúvida.

Para que os filhos possam ser mais empáticos e agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro rever o que ocorre dentro de casa.

Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores.

O exemplo dentro de casa é fundamental.

O ensinamento de ética, solidariedade e altruísmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.

IHU On-Line - O "mundo virtual" é uma ferramenta do Bullying?

Ana Beatriz Barbosa SilvaO ciberbullying ou Bullying virtual é uma das formas mais agressivas de Bullying.

Os ataques ocorrem através de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, Internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos).

Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável.

O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas, e expõe a vítima ao escárnio público.

Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato e, sem qualquer constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível.

Notas:
[1] Dan Olweus é considerado o pioneiro em pesquisas sobre Bullying no mundo. Criou o Olweus Bullying Prevention Program, um programa de prevenção ao Bullying que é referência mundial.

Fonte: Unisinos

Este problema ñ é novo! Ele sempre existiu e creio q pelo menos todos já passaram por alguma cituação deste tipo na escola. Porém, de uns tempos para cá, esse assunto se tornou "publico" e ganhou mais destaque em nossos noticiários.

Acredito que só com bastante conversa que podemos resolver este problema. Conversa dos alunos com a escola, conversa da escola com os pais e sobretudo a conversa entre pais e filhos. Entedendo que este problema chegou a tal cituação hoje em nossas escolas devido a falta de conversa entre os grupos acima mencionados; devindo ainda a extrema exposição da violencia em nossa sociedade e também da perda de valores fundamentais, que alguns de nossos jovens "esquecem  ao entrar na escola".   

Mente perigosa

(Sobre o massacre de Realengo, Perfil do Agressor. Tentando entender.)

“Ele sofreu bullying nessa escola e voltou lá anos depois.

O bullying alimentou a esquizofrenia.

Ele preparou tudo de forma minuciosa por anos.

Comprou armas, aprendeu a atirar, esperou a comemoração dos 40 anos da escola porque sabia que ex-alunos dariam palestras e poderia entrar facilmente”, diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, autora do livro ‘Bullying - Mentes perigosas nas Escolas’.

A especialista afirma ainda que o teor da carta de Wellington indica que ele sofreu abuso sexual.

Em um trecho, ele escreveu nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão.

“Isso é muito característico de quem sofreu abuso. Pode ter sido desde insinuações — porque um garoto com predisposição à esquizofrenia é esquisito e pode ter sido confundido com gay — até um estupro.

A psiquiatra acredita que, na realidade paralela em que Wellington vivia, ele precisava livrar as crianças de sofrer bullying.

“Ele já estava doente há muito tempo”.

Concordo com os colegas abaixo,bullying não é de hoje que acontece,eu mesmo sofri quando estudante,mas sobrevivi.Mas há situações em que a escola deve intervir fazer o seu papel,mas a maior parte cabe a familia.Mas como se muitas familias estão despedaçadas e alheios a isso?
Esse assunto do Bullying não é contemporãneo, ele sempre existiu, a prova disso são as personalidades citadadas no livro da Ana Beatriz  Barbosa Silva, "BULYING", onde conta como cada uma sofra alvo de chacotas e gozações dos colegas valentões em seus tempos de escola, como por exemplo  cineasta Steven Spielberg, por conta de suas raizes judaícas, o ator Tom Cruise por ser dislexo entre outros. E recentemente o presidente americano Barack Obama declarou que nos tempos de escola também sofria bulying, por ser negro, ter umas orelhas em forma de macaco e por conta do nome. E por falar em nome, eu conheço um cara que o nome dele é Florisvaldo, mas o chamam de Valdo, ele também foi vítima de bulying nos tempos de escola, onde era zombado por florzinha. Eu também sofri por ser gordinho, por ser muito timido, ingênuo,  e sempre aparecer vestido de forma diferente dos outros.

Enquanto professora estou a semana dentro de sala de Fundamental e Médio, infelizmente presencio cenas lamentáveis de fabrico de esteriótipos, que ganham forma mediante a banalização e normalização de determinadas práticas do professor ao aluno, do aluno ao aluno, do aluno ao professor, causadoras de mal-estares que demonstram a fragilidade humana na ausência de muita sensibilidades-presenças de tantas outras!

Entretanto qlq visão genaralizante e pessimista só tende a piorar a situação, pq ajuda a normalizar e se espriguiça mediante o não adianta mais, bulling é uma prática geral, irreversível e extremamente negativa...

Retire de muitos ditos novos caminhos, devenvolva novas situações e boas histórias a partir disso, use-o contra o próprio feitiçeiro, sem culpados, sem vexamento...

Talvez estejamos no momento mesmo propício a uma mudança benéfica, reciclemos o negativo em nome do positivismo que permeia o ato de lecionar e aprender...

Rafaella, bom dia. Essa foi uma das melhores colocações que já vi por aqui. Sempre tive a opinião que o problema maior está em quem pratica e não naquela pessoa que é vítima, pois por incrivel que pareça esse tipo de situação cria mecanismos de defesa incriveis e estimula objetivos a curto, medio e longo prazo. Falo naturalmente de crianças ou jovens ou mesmo idosos que são atacados. Ninguém fala aqui, mas sofrer com o maldito "BULYING", na terceira idade é pior ainda, pois você ouve obviedades, é alvo de tiros certeiros e fica pior se você contra atacar. É uma covardia o desrespeito de jovens hoje. Portanto, quando fui jovem, reagi a todas essas atitudes numa boa, pois sempre tive uma personalidade e um carater muito forte e no meu caso a minha unica fraqueza era a nítida inferioridade no poder aquisitivo. Acho que esses ataques por parte de alunos ou de quem quer que seja não podem ferir qualquer tipo de hierarquia pois ai as consequencias são terriveis e a punição tem que ser imediata e a pessoa tem que ser enquadrada e excluida. Mas... as consequencias podem ser terriveis para o grupo que ficou e os exemplos se espalham em todo território norte americano e outros lugares do mundo e agora aqui no Brasil, o caso mais recente, REalengo. Portanto, há que se pensar muito em qualquer tipo de reação.

A hierarquia familiar então, as marcas ficam para sempre e na maior parte dos casos, os pais inadvertidamente ou inocentemente ou até mesmo deliberadamente praticam essa ação covarde discriminando um filho em relação a outro. E as razões são várias onde realmente cabe a inclusão do termo preconceito, no verdadeiro sentido da palavra, e normalmente muitas situações se invertem e muitas verdades vem à tona, provocando remorsos e arrependimentos.


Luiz, obrigada pela leitura atensiosa dada a algumas das minhas indagações sobre o tema... Acrescento aqui, como vejo proveitosa e interessante sua discussão também!

Pegando a questão extrema do Realengo, temos que por indiscutivelmente na pauta do dia essa discussão, retirando o jogo da "BOLA É DO OUTRO", entendendo assim o jogo de culpabilizações que passam desenfreadas sempre para mão do outro, só contribuindo para que as pessoas lavem as mãos, não se percebam como peça-chave de um processo efetivo de re-educação constante...

devemos estar constantemente com a bola em jogo, mantendo discussões que como salientei acima fujam de um pessimismo que só freia o processo educativo!

Em outras palavras, no chão-da-sala-de-aula, no chão-da-sala-dos-professores, encontramos professores extrememente descontentes e pessimistas sobre o alunado que tem, a escola que trabalha, o desinteresse do "OUTRO", novamente lá vai se montando um novo jogo de "culpa" . Despensemos isso, cobremos melhoras dos responsáveis, mas tomemos também nosso papel de reponsabilidade nisso tudo! Se "eu" continuar a jogar pro meu alunado que ele é aquele "indesejado", o "não-perfeito" que não sabe seu papel; estarei insistindo em modelos pré-estabelecidos que em nada acrescentam, apenas se somam a lista imensurável de "bulling" que já existe em todo lugar e a todo tempo.

A questão que coloco é, como enquanto educadores podemos contribuir para um agência potencializadora das qualidades na diversidade? tomando por um olhar positivo-crítico que perceba que o multiculturalismo é bem vindo e elastece nossa flexibilidade para trabalhar!

Peguemos os estério-tipos de "beleza" que tentam pormenaizar as "gordas" e façamos uma leitura histórica de como os padrões de beleza vem tomando muitas formas e não é estanque, que na Idade Média a mulher-magra não era interessante e vice-versa, ou seja, problematizemos de forma criativa e positiva questões que podem desmanchar certos preconceitos por uma produção multiplas de saberes sensíveis a uma educação de bem-estar!

 

Paula, obrigada pelas palavras, mais de fato são poucas as pessoas que se assumem como pontos fundamentais desse processo pró minimização de estério-tipos.  Por um ponto já colocam os matemáticos, passam várias retas, logo, temos que estar constantemente atravessados, abertos a novas atividades e saberes...

Isso não é impedidor, mesmo se colocando como ser movente e atravessado, de termos de várias formas, questões como essa de bulling como uma pauta constante, que busque seguir o curso das intensas e profundas mudanças que temos vivenciado nos dias atuais.

O olhar fechado, muitas vezes saudosista de um tempo que construímos como perfeito, só prejudica a forma de dar-nos a ser na diversidade "real" de humanos não-perfeitos, isso mesmo que somos, pessoas da incompletude, pessoas que necessitam ESTAR na corrente, sentir-se dependente dos irmãos, dos alunos, dos "estranhos", e talvez assim, só talvez, reconheçamos o melhor no outro, e conquistemos os "outros" para reconhecerem nossas potencialidades tb, forte abrço, junte-se a corrente que ela deixa de ser solitária...

            O bullying sempre é um processo em que há diferença está como motivo de chacota para o outro que esconde sua fragilidade em agressividade desse modo ele pode ao longo do processo humilhar, provocar, excluir e ridicularizar para assim ter a força. Contudo, o papel do profissional de ensino deve ser de ajuda com afeto profissional - entendendo como atenção, lucidez, respeito e regras. Que devem ser claras para impedir que ocorra na sala de aula. Mas se tudo impedir possui um aspecto negativo. Não vamos saber para fazer uma intervenção significativa na situação. O que não pode acontecer e a vítima ser possa como a fragilizada deve-se criar mecanismos para fortalecer emocionalmente a pessoa de modo reduzir o trauma frente a violência simbólica perpretada pelo assediador.

              Vou relatar um fato interessante ocorrido nos anos 70 que só tive consciência da situação depois de um longo tempo. Buscando fazer o que é chamado um ensaio de ego-história. Há sala de aula de minha época numa escola estadual de SP - capital - zona leste, mais precisamente no ano de 1976, meninas e meninos deviam sentar juntos. A sala era dividida por cor os mais claros e portanto com melhores condições econômicas ficam nas fileiras próximas  à professora. Os demais com roupas gastas ou doadas ficam em direção da porta. Sou o que denominam de pardo e devia sentar do lado de uma garota parda. Contudo o número de alunas era maior do que alunos. Colocaram-me ao lado de uma garota branca. O que um garoto disse foi o seguinte: Professora, ele é negro! e a professora com a voz meiga e gentil respondeu. O pai dele é policial. Ele pode.  O problema não é o que como acontece, mas de forma é visto pelos outros. Os que omitem sua opinião temem ser alvos. Percebi a situação de racismo e exclusão que inclusora como disse Bourdieu. Depois de voltar ao tempo como os olhos de hoje. A pergunta me afetou. Não!!! Porque a minha família teve sempre uma auto-estima elevada e os problemas de bullying ou racismo eram tratados de modo velado ou com idas as festas das quermesses do bairro sempre colocando a frente o papel de meu pai. Sei que a condição de policial do chefe da família abria portas e diminui ou reduziu o preconceito. Mas ele está lá. Para meninas mais independentes, negros, pobres, imigrantes, obesos, magros, com óculos, o que estão fora do padrão de beleza e etc.

                   Combater as exclusões mantendo um equilíbrio entre o humor e as ações em que a fragilidade do outro é o motivo do riso. Pois se não evitar os traumas crescem e acabam levando a redução do papel social de cada cidadão. Diversidade sem adversários. Alegria e bom humor sem rir do outro, mas com as situações de todos dessa maneira vamos ser ao longo da vida e fora dos muros da escola mais solidários e menos solitários.

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