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Permalink Responder até Bruno Leal em 3 abril 2012 at 18:37
Renata, excelente questão.
Eu não trabalho muito com Educação de Jovens e Adultos. Porém, do pouco que conheço, entendo que o principal desafio nesta área é criar metodologias, materiais didáticos e abordagens específicas para adultos. Trabalhar com adultos é muito diferente de trabalhar com crianças. São tantas questões...Coloco um exemplo: utilizar um material que é desenvolvido para o Ensino Fundamental em uma turma de EJA pode infantilizar o aluno adulto, diminuir a sua auto-estima. Isso sem falar nos processos cognitivos diferentes entre os dois tipos de alunos. É isso. Espero ter colaborado. Abraço!
Permalink Responder até RENATA ARAÚJO MACHADO em 6 abril 2012 at 15:29
Olá , Bruno!!!
Primeiro gostaria de agradecer a participação no fórum. Sua contribuição é importante.
Quanto ao material didático utilizado com a EJA, gostaria de pontuar algumas questões. Minha escola já trabalha com material específico desde o ano passado. Recebemos do MEC a Coleção VIVER, APRENDER..., da Editora Global, com os conteúdos adequados a uma linguagem voltada para esse público. No entanto, alguns dos meus colegas questionam a forma como o conteúdo é tratado pelo material. Acham-no insuficiente e na realidade é mesmo, mas nada que nos impeça de complementá-lo com aquilo que julgamos essencial à aprendizagem, concorda?
Voltando ao fórum, estamos reelaborando o plano de intervenção da nossa escola e precisamos de um plano de ação para combater a evasão na EJA. Por isso tive a ideia de postar o fórum na esperança de que alguém pudesse colaborar com alguma experiência que esteja funcionando. Hoje, a causa mais evidente da evasão onde trabalho é a diferença na faixa etária dos alunos que atendemos. Muitos são adultos e até idosos, que acabam desistindo no meio do caminho porque não aceitam a rebeldia e a indisciplina de alguns jovens defasados que não levam nada a sério, entende? Esses jovens por sua vez, desistem um pouco mais tarde, quando percebem que, em função de sua indisciplina, já perderam a possibilidade de serem aprovados, então deixam de frequentar as aulas e só retornam no período letivo seguinte. O ciclo recomeça!!!
Ficamos perdidos porque perdemos não só os alunos desinteressados, mas também aqueles que se esforçam para concluir os estudos porque não puderam fazê-lo em dado momento de suas vidas.
As medidas disciplinares também já estão sendo revistas, mas trata-se de uma situação delicadíssima porque também não podemos, simplesmente, excluir do processo de ensino-aprendizagem aqueles que não se interessam. Isso não seria justo, assim como os demais alunos não consideram justo trabalhar o dia todo ir para a escola à noite ficar à mercê do comportamento inadequado e do vocabulário de baixo calão dos alunos mais novos. Ou seja, estamos diante de um impasse.
Quem puder ajudar... fique à vontade!
Uma abraço!!!
Profª Renata
Permalink Responder até Márcio Tozani Coelho em 9 abril 2012 at 9:34
Olá Renata,
Não tenho o que reclamar do material didático, como você disse, faço complementos. A questão de jovens desinteressados junto com adultos comprometidos na verdade é um problema, e acho que deve ser revisto. Outro ponto e a questão do horário, 18h10min, é cedo para quem tem uma jornada de 8 horas diária(19h entrada, com 3 aulas, poderia ser estudado). O que sinto mais falta é estrutura física nas escolas para realizar um trabalho prático com meus alunos da EJA, laboratório de informática, salas de vídeos, laboratório de ciências, tinha que ser prioridades para alunos da EJA, aja visto que o ano letivo é semestral, o tempo é curto e eles mereceriam mais essa disponibilidade de recursos. Abraço!
Permalink Responder até Bruno Leal em 9 abril 2012 at 9:57
Márcio, muito interessante a sua colaboração.
Fiquei com uma questão e mente: você acha que a questão da estrutura pesa mais para as turmas de EJA do que para outras turmas?
Permalink Responder até Márcio Tozani Coelho em 10 abril 2012 at 11:19
Com certaza não! Mas a EJA e bimestral, o ano letivo é curto, então se um trabalho planejado com algum recurso que depende de um laboratório ou um video, poderia ser priorizado para o aluno da EJA, simplesmente pelo fato do curto ano letivo. A estrutura pesa para todas as turmas. Mas a maioria dos alunos da EJA principalmente os interessados só tem o memento da aula, para buscar e adquirir um melhor aprendizado.
Um abraço Bruno!
Permalink Responder até RENATA ARAÚJO MACHADO em 11 abril 2012 at 9:15
Bom dia, Márcio!
Bom vê-lo por aqui!
Como mencionou a questão do horário, gostaria de lembrar que já há uma movimentação para a reorganização do mesmo. Contudo, a iniciativa ainda esbarra numa série de questões que também precisam ser revistas. Três horas/aulas diárias significam redução na carga horária do aluno da EJA, que já tem o seu conteúdo comprometido em função do ano letivo ser semestral. O que nos leva a outra questão: O que deve ser prioridade? A disponibilidade de horário dos alunos ou a grade curricular?
A segunda também teria que ser revista, caso o horário fosse de fato reorganizado dessa forma, certo?
Um abraço!!!
Permalink Responder até Márcio Tozani Coelho em 12 abril 2012 at 9:43
Acredito Renata, que em uma turma comprometida e madura, com recursos disponiveis, consigo trabalhar na minha grade bastante coisa. Agora, quem tem as primeiras aula em turma de EJA, encontra dificuldade de dar andamento na matéria, trabalha-se com um pequeno grupo nas primeiras aulas, ai sim a grade fica comprometida. Então eu acho, que devria ser bem elaborado a questão do horario.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 12 abril 2012 at 14:39
O mais grave problema, além do desestímulo, é a figura (em alguns estados) do professor substituto, que não tem moral para lançar ou tirar nota dos alunos, e está ali na sala de aula como um “estepe”, cujo tempo de vida útil é breve...
Permalink Responder até Bruno Leal em 14 abril 2012 at 11:03
Carlos, mas será que o substituto é realmente o culpado?
Acho injusto. Os professores substitutos possuem a mesma responsabilidade e zelo que qualquer outro professor.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 14 abril 2012 at 12:35
Não, pelo contrário. O culpado é o Estado, por criar a figura do substituto e não lhe dar poderes para atuar em classe. Os professores substitutos possuem a mesma responsabilidade e zelo que qualquer outro professor., sim, mas recebem R$6,99 por hora/aula para o ensino fundamental e R$7.01 por hora/aula para o ensino médio...Isto é justo?
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 14 abril 2012 at 15:56
Em tempo: não fui claro, mas que é professor sabe que o professor substituto não tem o poder de lançar notas em trabalhos ou provas, nem é considerada a folha de chamada quando ele vai substituir o titular, pois esse dia é lançado oficialmente como se o titular não tivesse ministrado aulas, mas para efeito de fiscalização lança-se aula como se o titular tivesse ministrado, mas de fato quem vai lá é o substituto.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 14 abril 2012 at 15:56
Ainda mais grave é o abuso para com o substituto, pois muitos professores faltam sem justificativas, bastando acordar com a direção (já ministrei aulas substituindo uma professora que estava operada, convalescendo, quando telefonei da escola para seu celular para saber qual matéria estava trabalhando em classe, para dar continuidade ao seu trabalho, ela atendeu dizendo para ligar depois pois estava no supermercado)
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