Olá a todas e todos desse site. Gostaria de compartilhar com todos vocês, minha indignação, pela postura do MEC de adotar para as escolas públicas do Brasil, o livro de Monteiro Lobato, Caçadas de Pedrinho. O livro é sexista, eugenista e racistas. Aliás o nosso Lobato tinha ligações muito estreitas com líderes da KU KUS KLAN. Portanto seu livro não foi nada ingénuo para a época. Ele realmente sabia o que estava escrevendo e estava literalmente expressando seu racismo pelo negro brasileiro.

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Pelamordedeus!!!! De novo isso?

Uns tempos atras uma tal de famosa sei lá quem, doutora em sabe-se lá o que la da UNB  já se saiu com esta "pérola"!!!

Se é assim então  nós os ateus vamos exigir que proibam a Bíblia já que nela nós os ateus e os quase nós os  adoradores de lucifer, somos tratados indignamente!!! Fala sério!!!

Se formos chafurdar no passado lieterário deste País vai sobrar uns poucos livros que não sejam racistas, pelo menos na opinião dos atuais " politicamente corretos"!!!

Imaginem só  os marcianos quereno processar a gente por causa de Guerra de Mundos? ou a associação de defesa da baleias querendo  que recolham Moby Dick?

A maldade esta nos olhos de quem lê!!!!

Fala sério!!!

A tua resposta é muito despectiva como para iniciar uma discussão séria ("uma tal famosa sei lá quem", "doutora em sabe-se lá"). O primeiro seria saber quem é a "famosa" e doutora em que para avaliar suas colocações.

Mas mesmo assim, convenhamos: tu tens ração. Vão sobrar uns poucos livros que não sejam racistas.

E isso é assim porque o Brasil foi e é um pais racista, e não adianta levar as coisas ao absurdo para negar o reclamo e a denuncia. Gostaria de te sugerir a leitura de "O Presidente Negro" de Monteiro Lobato.Procura ler com teus olhos bondosos e fora de toda correção política. Ve se consegues!

U. Cortazzo

LEGAL AMIGO, VOU COMPRAR PRA LER SIM E SE TIVERES E PUDERES ME MANDAR EM PDF, EU TE AGRADECO.

eU SEI. nA VERDADE EU QUERIA ERA QUE AS PESSOAS FOSSEM BUSCA O LIVRO, POIS DAI LENDO PERCEBERIAM QUE RERALMENTE O LIVRO É TOTALMENTE PRECONCEITUOSO E RACISTA, DO INÍCIO AO FIM. DE QUALQUER JEITO OBRIGADO PELO TOQUE VOU POSTAR UM ARTIGO MAIS ESTRUTURADO, BELEZA

Brancaleone, sugiro que nem sequer tente por essa sua idéia em prática, sobre a Bíblia, porque

são mais os cristãos do que os ateus como você.

Acabarias logo com a boca cheia de formigas...

DOCUMENTO
Na condição de educador há 22 anos, militante do movimento negro e, muitas vezes, atacado racialmente pela pedagogia Behaviorista dentro das escolas, gostaria de fazer algumas reflexões acerca do Livro “As caçadas de Pedrinho, de autoria de Monteiro Lobato. Por sugestões e parecer da professora Nilma Gomes, o livro deveria ser vetado, para a distribuição nas escolas públicas do Brasil por conter manifestações racistas.
Lamentavelmente, o veto já foi derrubado e, mais uma vez, o jornal A folha de São Paulo, um dos veículos de comunicação mais conservador e retrógrado do Brasil distorceu em suas matérias a palavra veto.
Veto e censura, assim como ensino e aprendizagem são bastante diferentes. Mesmo assim vale apena colocar mais farinha no pirão e não deixar essa discussão encerrar de forma abrupta, sem um entendimento das pessoas em relação às razões do estudo minucioso feito pela referida professora para embasar sua sugestão.
Aqueles que se manifestaram contra o veto, argumentam que ele foi antidemocrático, porém não podemos esquecer o que afirma Antônio Cândido: “A literatura não é inofensiva”.
Já o eminente professor Antônio Sampaio Dória em sua obra A literatura em Foco, diz o seguinte: “Mas é razoável esperar que a literatura, que é arte, possa resolver uma questão não estética? Livros devem ser escritos em benefício de uma causa?”
Acredito que quando temos a oportunidade de escolher uma literatura de formação, precisamos escolher muito minuciosamente.
Pode até parecer um discurso antidemocrático, atrasado e militante, porém duvido que alguém em estado de sanidade dê a seus filhos e filhas um livreto com referência e insinuações nazistas. Tem??. Tudo isso por conta da liberdade de expressão. Então porque o teor racista não pode ser questionado e discutido de forma mais conseqüente e democrática?
Não estou querendo me arrogar a determinar o que as pessoas podem e devem ler a partir de minha ótica pessoal. Montagne afirma que “só os loucos têm certeza absoluta em sua opinião”. Portanto, creio que liberdade, democracia e livre arbítrio são essenciais.
Porém nossa discussão, nesse momento, é sobre escola pública, local onde constantemente alunos negros de todas as idades sofrem com a baixa auto-estima e auto-imagem negativa.
Podemos até não querer admitir, mas a realidade é que a cor negra é associada a coisas ruins vide expressões como A COISA TÁ PRETA, BOI DA CARA PRETA PEGA ESSA CRIANÇA QUE TEM MEDO DE CARETA. Já a cor branca sempre vem associada à pureza, à paz e até às virtudes celestiais. Essas idéias são, sem dúvida, transferidas ao homem.
Princesas e príncipes, loiros, de olhos claros, na maioria das vezes são as referências infantis ao bem. É ou não é??!!!
Há pouco, assisti ao desenho/filme BARBIE, transmitido pela Rede Globo de televisão. O modelo era o mesmo de quando eu era criança e, olha que isso já faz algumas décadas, rsrsr!!!! No filme o pássaro que traz mau agouro é preto. Parece coincidência??!!!
Indiscutivelmente, todos os indicadores sociais e inclusive as pesquisas apontam que nossa sociedade é impregnada de racismo, muitas vezes camuflado, mas em muitas das vezes é escancarado. Faço, aqui, algumas propostas para que possamos perceber nossa prática cotidiana onde está guardado nosso racismo. Vamos lá!
- Quando escolhermos um banco no ônibus pra sentar prestemos atenção onde o faremos, se ao lado de um(a) negro(a) ou ao lado de outros.
- Quando virmos um homem negro se aproximando de um veículo, sintamos se nossa pulsão não se altera com a perspectiva de que possa ser um assalto.
- E no mercado, observemos que logo que entra o negro, geralmente é alvo dos seguranças. Lembremos do caso do Mercado Carrefour, ano passado na grande São Paulo...
Muitas das mazelas de nosso país são criticadas por muitos e estão exatamente ligadas à nossa falta de coragem de assumir o que somos.
Quem teria coragem de assumir que, quando criança, já maltratou ou já desprezou uma criança negra. Quem? Quem? Você já imaginou que vexame seria admitir que esse tipo de pensamento ainda ronda a sua e muitas outras cabeças. Pode ser paranóia minha.
Caros colegas, estudantes e futuros professores é sabido que o racismo se manifesta e se perpetua de diversas maneiras e por diversos mecanismos internos e externos. A literatura não está imune, com certeza.
Vamos refletir o seguinte: Se uma mulher adulta ler SÃO BERNADO, de Graciliano Ramos, poderá ter condições de dialogar com a personagem Madalena e questionar a si própria sobre a opressão que vive, num mundo dominado pelo homem. Porém, será que esse mesmo preparo pode ser colocado no ombro da criança, para questionar?
E será que quem defendeu o veto estava efetivamente preocupado com essa discussão na obra de Monteiro Lobato? Será que alguma criança perguntaria por que a Tia Anastásia tem contornos físicos grosseiros e a Dona Benta é a vovó delicada?? E mais ainda: será que alguma criança branca irá querer trocar de avó, no caso Dona Benta por Tia Anastásia? Notemos a diferença de tratamento entre as duas, a primeira, uma Dona, a segunda, a Tia... um tanto desqualificado, não???!!!
Li a cartilha do sítio do Pica - pau Amarelo e assisti na televisão por anos. Nesse sentido acho que não me cabe, aqui, querer refutar o valor dos conteúdos imaginativos e criativos de suas histórias, pois elas serviram de matiz para vários escritores contemporâneos de literatura infantil. Diversos deles prezam pelo respeito às diferenças.
Mas é aqui que acredito estar o grande dilema. Será que a criança está preparada para ler tais referências e passar inócua por elas??!!
Imagine você, o professor ler com as meninas e meninos, a polêmica passagem em que o escritor compara a personagem Tia Anastásia “TREPANDO” EM ÁVORES COMO UMA MACACA. Daí o magnífico professor diz: “Olha crianças, está escrito aqui, mas vocês não devem falar isso aos seus coleguinhas negros, pois não é politicamente correto”. A meu ver, nem as crianças brancas aceitariam essa sugestão e, muito menos, as crianças negras deixariam de se sentirem mal ao serem focalizadas dessa forma.
E se o professor não faz nenhum comentário à passagem, será mesmo que a idéia não será reproduzida? Se na hora do recreio as crianças, ao brincarem de se pendurar em alguma coisa, não associarão à menina negra, à Tia Anastácia? Se associarem à menina branca, acreditam mesmo que a comparação seria a mesma?
Vale à pena conferir o vídeo "quero ser negro" no Youtube, que tem feito um enorme sucesso, trata-se de um garotinho muito fofo que passa lama no seu corpo e diz que cansou de ser branco. A opinião geral é de que é uma gracinha, por se tratar de uma criança que quebra o senso comum. Dessa forma, o desejo comum é querer ser branco então? Macunaíma continua atual!!!
Caras(os) universitárias(os), os racistas desse país, o jornal A Folha de São Paulo e Monteiro Lobato que me desculpem, mas não conheço ninguém que queira ser comparado a macacos, a maioria das pessoas prefere se parecer com leão, borboletas, gatos, gaivotas... Ninguém quer ter a sua imagem associada à coisa feia, dita primitiva, mesmo que se diga que o macaco é bonitinho!!!

Bibliografia:
Livro: O preconceito e foco
Edições Paulinas
Autor: Antônio Sampaio Dória
Livro: Ensino/aprendizagem
Texto: Dra. Prof. Alair dos Anjos Miranda
Livro: Diversidade Cultural Brasileira
Editora: Casa de Rui Barbosa
Autor: Secreta. Da Identidade e da Diversidade
Secretaria de políticas Culturais
Povo de Aruanda

Oi Otacilio!

Gostaria de saber as fontes onde se comprova a ligação de Monteiro Lobato com o Ku Kus Klan.

Agradeço muito!

U. Cortazzo

Monteiro Lobato, Machado de Assis, Jorge Amado, suas cores, seus cheiros, seus cantares, suas danças, suas raizes, entre outros motivos, causam inveja aos incompetentes, só isso.
Vou buscar a uma entrevista de Aguinaldo Silva, escritor brasileiro, dada à revista Veja, a seguinte sentença:
” Eu acho que ser politicamente correto é ser hipócrita. As coisas tem nome, e o nome das coisas é aquele que sempre foi. Você não pode dizer que um anão é um cidadão verticalmente prejudicado, Não; um anão é um anão, entendeu?”
DOCUMENTO
Na condição de educador há 22 anos, militante do movimento negro e, muitas vezes, atacado racialmente pela pedagogia Behaviorista dentro das escolas, gostaria de fazer algumas reflexões acerca do Livro “As caçadas de Pedrinho, de autoria de Monteiro Lobato. Por sugestões e parecer da professora Nilma Gomes, o livro deveria ser vetado, para a distribuição nas escolas públicas do Brasil por conter manifestações racistas.
Lamentavelmente, o veto já foi derrubado e, mais uma vez, o jornal A folha de São Paulo, um dos veículos de comunicação mais conservador e retrógrado do Brasil distorceu em suas matérias a palavra veto.
Veto e censura, assim como ensino e aprendizagem são bastante diferentes. Mesmo assim vale apena colocar mais farinha no pirão e não deixar essa discussão encerrar de forma abrupta, sem um entendimento das pessoas em relação às razões do estudo minucioso feito pela referida professora para embasar sua sugestão.
Aqueles que se manifestaram contra o veto, argumentam que ele foi antidemocrático, porém não podemos esquecer o que afirma Antônio Cândido: “A literatura não é inofensiva”.
Já o eminente professor Antônio Sampaio Dória em sua obra A literatura em Foco, diz o seguinte: “Mas é razoável esperar que a literatura, que é arte, possa resolver uma questão não estética? Livros devem ser escritos em benefício de uma causa?”
Acredito que quando temos a oportunidade de escolher uma literatura de formação, precisamos escolher muito minuciosamente.
Pode até parecer um discurso antidemocrático, atrasado e militante, porém duvido que alguém em estado de sanidade dê a seus filhos e filhas um livreto com referência e insinuações nazistas. Tem??. Tudo isso por conta da liberdade de expressão. Então porque o teor racista não pode ser questionado e discutido de forma mais conseqüente e democrática?
Não estou querendo me arrogar a determinar o que as pessoas podem e devem ler a partir de minha ótica pessoal. Montagne afirma que “só os loucos têm certeza absoluta em sua opinião”. Portanto, creio que liberdade, democracia e livre arbítrio são essenciais.
Porém nossa discussão, nesse momento, é sobre escola pública, local onde constantemente alunos negros de todas as idades sofrem com a baixa auto-estima e auto-imagem negativa.
Podemos até não querer admitir, mas a realidade é que a cor negra é associada a coisas ruins vide expressões como A COISA TÁ PRETA, BOI DA CARA PRETA PEGA ESSA CRIANÇA QUE TEM MEDO DE CARETA. Já a cor branca sempre vem associada à pureza, à paz e até às virtudes celestiais. Essas idéias são, sem dúvida, transferidas ao homem.
Princesas e príncipes, loiros, de olhos claros, na maioria das vezes são as referências infantis ao bem. É ou não é??!!!
Há pouco, assisti ao desenho/filme BARBIE, transmitido pela Rede Globo de televisão. O modelo era o mesmo de quando eu era criança e, olha que isso já faz algumas décadas, rsrsr!!!! No filme o pássaro que traz mau agouro é preto. Parece coincidência??!!!
Indiscutivelmente, todos os indicadores sociais e inclusive as pesquisas apontam que nossa sociedade é impregnada de racismo, muitas vezes camuflado, mas em muitas das vezes é escancarado. Faço, aqui, algumas propostas para que possamos perceber nossa prática cotidiana onde está guardado nosso racismo. Vamos lá!
- Quando escolhermos um banco no ônibus pra sentar prestemos atenção onde o faremos, se ao lado de um(a) negro(a) ou ao lado de outros.
- Quando virmos um homem negro se aproximando de um veículo, sintamos se nossa pulsão não se altera com a perspectiva de que possa ser um assalto.
- E no mercado, observemos que logo que entra o negro, geralmente é alvo dos seguranças. Lembremos do caso do Mercado Carrefour, ano passado na grande São Paulo...
Muitas das mazelas de nosso país são criticadas por muitos e estão exatamente ligadas à nossa falta de coragem de assumir o que somos.
Quem teria coragem de assumir que, quando criança, já maltratou ou já desprezou uma criança negra. Quem? Quem? Você já imaginou que vexame seria admitir que esse tipo de pensamento ainda ronda a sua e muitas outras cabeças. Pode ser paranóia minha.
Caros colegas, estudantes e futuros professores é sabido que o racismo se manifesta e se perpetua de diversas maneiras e por diversos mecanismos internos e externos. A literatura não está imune, com certeza.
Vamos refletir o seguinte: Se uma mulher adulta ler SÃO BERNADO, de Graciliano Ramos, poderá ter condições de dialogar com a personagem Madalena e questionar a si própria sobre a opressão que vive, num mundo dominado pelo homem. Porém, será que esse mesmo preparo pode ser colocado no ombro da criança, para questionar?
E será que quem defendeu o veto estava efetivamente preocupado com essa discussão na obra de Monteiro Lobato? Será que alguma criança perguntaria por que a Tia Anastásia tem contornos físicos grosseiros e a Dona Benta é a vovó delicada?? E mais ainda: será que alguma criança branca irá querer trocar de avó, no caso Dona Benta por Tia Anastásia? Notemos a diferença de tratamento entre as duas, a primeira, uma Dona, a segunda, a Tia... um tanto desqualificado, não???!!!
Li a cartilha do sítio do Pica - pau Amarelo e assisti na televisão por anos. Nesse sentido acho que não me cabe, aqui, querer refutar o valor dos conteúdos imaginativos e criativos de suas histórias, pois elas serviram de matiz para vários escritores contemporâneos de literatura infantil. Diversos deles prezam pelo respeito às diferenças.
Mas é aqui que acredito estar o grande dilema. Será que a criança está preparada para ler tais referências e passar inócua por elas??!!
Imagine você, o professor ler com as meninas e meninos, a polêmica passagem em que o escritor compara a personagem Tia Anastásia “TREPANDO” EM ÁVORES COMO UMA MACACA. Daí o magnífico professor diz: “Olha crianças, está escrito aqui, mas vocês não devem falar isso aos seus coleguinhas negros, pois não é politicamente correto”. A meu ver, nem as crianças brancas aceitariam essa sugestão e, muito menos, as crianças negras deixariam de se sentirem mal ao serem focalizadas dessa forma.
E se o professor não faz nenhum comentário à passagem, será mesmo que a idéia não será reproduzida? Se na hora do recreio as crianças, ao brincarem de se pendurar em alguma coisa, não associarão à menina negra, à Tia Anastácia? Se associarem à menina branca, acreditam mesmo que a comparação seria a mesma?
Vale à pena conferir o vídeo "quero ser negro" no Youtube, que tem feito um enorme sucesso, trata-se de um garotinho muito fofo que passa lama no seu corpo e diz que cansou de ser branco. A opinião geral é de que é uma gracinha, por se tratar de uma criança que quebra o senso comum. Dessa forma, o desejo comum é querer ser branco então? Macunaíma continua atual!!!
Caras(os) universitárias(os), os racistas desse país, o jornal A Folha de São Paulo e Monteiro Lobato que me desculpem, mas não conheço ninguém que queira ser comparado a macacos, a maioria das pessoas prefere se parecer com leão, borboletas, gatos, gaivotas... Ninguém quer ter a sua imagem associada à coisa feia, dita primitiva, mesmo que se diga que o macaco é bonitinho!!!

Bibliografia:
Livro: O preconceito e foco
Edições Paulinas
Autor: Antônio Sampaio Dória
Livro: Ensino/aprendizagem
Texto: Dra. Prof. Alair dos Anjos Miranda
Livro: Diversidade Cultural Brasileira
Editora: Casa de Rui Barbosa
Autor: Secreta. Da Identidade e da Diversidade
Secretaria de políticas Culturais
Povo de Aruanda

Mas que passagens do livro você considera tão ofensiva assim, Otacílio.

Acho que trazendo aspectos mais concretos, nosso debate pode ser mais produtivo. 

Olá, Bruno.

Acho que posso dar um exemplo de Caçadas de Pedrinho:

“Sim, era o único jeito – e Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros." (LOBATO, 2009, p. 39)

Certamente, qualquer leitura dessas passagens para quem tem um mínimo conhecimento sobre as teorias eugênicas e sobre a ligação (e as declarações) de Lobato a Renato Kehl, o maior divulgador da teoria no Brasil, poderia ser uma leitura ingênua.

Em uma das cartas enviadas a Kehl, Lobato, falando de seu único romance (O presidente negro), diz:

Renato, Tu és o pai da eugenia no Brasil e a ti devia eu dedicar meu Choque, grito de guerra pró-eugenia. Vejo que errei não te pondo lá no frontispício, mas perdoai a este estropeado amigo. [...] Precisamos lançar, vulgarizar essas ideias. A humanidade precisa de uma coisa só: poda. É como a vinha. Lobato. (LOBATO apud DIWAN, 2007, p. 106)

As declarações falam por si só.

Considerar essa ligação do escritor com os principios eugênicos e enxergar a figura do negro em sua obra a partir de uma perspectiva totalmente distinta.

Rafael Fúculo

Complementanto.

Fragmentos das correspondências entre Monteiro Lobato e o higienista Arthur Neiva foram publicados na revista Bravo!, em maio de 2011, e reforçaram a discussão sobre o posicionamento racista do escritor. Em uma delas, Lobato declara a impossibilidade de um futuro promissor para um país que continua aceitando a mestiçagem. Além de criticar a mestiçagem em si, declara que a mestiçagem com o negro é ainda mais "problemática":

"País de mestiços onde branco não tem força para organizar uma Kux-Klan é país perdido para altos destinos. [...] Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa desta ordem, que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos livres da peste da imprensa carioca – mulatinho fazendo jogo de galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva." (LOBATO apud NIGRI, 2010, p. 26)

Rafael Fúculo

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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