As ferramentas midiáticas e tecnólogicas atuais são prejudiciais a formação identitária do sujeito social?

A cada dia que passa nos cercamos mais e mais de tecnologia por todos os lados, a internet e as redes sociais passaram a ser ferramentas quase que indispensáveis aos seres humanos. No mundo atual onde a relação por meios digitais esta, por muitas vezes, tomando o lugar da aproximação física, onde as redes sociais trouxeram a espetacularização do particular e a invasão da vida cotidiana, onde o usuário é quem traz ou gera a noticia veiculada, onde ele próprio pode se tornar o objeto imaginário que quiser. Em que "lugar" podemos nos posicionar, para formar uma identidade do sujeito social, livre das fantasias das mídias e redes sociais, sem deixar de utilizar esse meio? Essas ferramentas prejudicam a formação do sujeito social dos mais jovens?

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Respostas a este tópico

Tema interessante, pena ninguém ter respondido ainda. Deixe-me tentar...

Sem entrar em grandes complicações, parece que a internet é uma ferramenta. Oferece oportunidades para as empresas engambelarem as pessoas, mas também chances de enriquecer a identidade com elementos vindos de fora e que de outra forma não se tornariam conhecidos. É mais ou menos como o mundo físico, com menos barreiras de distância e mais velocidade.

Quanto ao aspecto de fantasia nas redes sociais... não me agrada muito também (isso e a superexposição, entre outros problemas), mas o outro lado da moeda é que isso existe desde sempre nas relações cara-a-cara. Não é invenção do Facebook a pessoa ter dezenas e dezenas de "amigos" mas ninguém com quem contar quando surge um problema importante.

Bão né...

Tem umas pessoinhas que levam uma vidinha tão miseravelzinha, tão sem gracinha e absolutamente inúteis que só mesmo criando "personalidades virtuais" para darem o mínimo de razão às suas existenciazinhas dispensáveis.

A internet e as tais redes sociais - aliás eu não tenho feicibuqui...- com raras exeções (café história é uma delas) são apenas uma vitrinezinha onde muita gente aparece, achando que a popularidade virtual serve pra alguma coisa.

De uma forma mais séria, as pessoas estão de certa forma solitárias na multidão e pertencer a algum feicibuqui, orkuti ou tuiter da vida as faz pensar que  fazem parte de alguma tribo, bando ou horda.

A despeito do que dizem os filósofos e religiosos, somos animais. Animais que vivem em bandos e aqueles que se sentem sem bando acabam por achar "bandos virtuais", o que é um paliativo ruim e viciante.

A personalidade do animal individual dilui-se no bando ou grupo e quando este grupo é "virtual" a personalidade do bicho (leia-se huamano) acaba por ser tambem virtual.

Os fracos caem nessa, sempre...

Acho importante destacar que, pouco tempo atrás, no surgimento dos meios de comunicação de massa - e a cada surgimento de nova tecnologia - existem novas dúvidas quanto à influência dos meios na educação e na formação da identidade, mas muitas discussões giram em torno de evitar ou não o contato com tais mídias. O que me parece, no entanto, é que o contato com tais mídias torna-se inevitável - e não falo em um sentido apocalíptico. Também acho bacana destacar que as novas mídias, como a internet, no lugar de provocar uma anulação das identidades locais no mundo globalizado, têm contribuído para realçar diferenças e resgatar valores, conhecimentos, tradições culturais e história... Portanto, ainda que se tenha diversas críticas aos meios de comunicação de massa e novas tecnologias, acho que elas têm demonstrado que analisá-las e se aprofundar nelas demanda o reconhecimento da complexidade que elas trazem consigo, bem como o contraste do impacto de forma e conteúdo (junto, separados e misturados). ;)

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