História, origem e crenças das principais religiões
Desde os primórdios, os homens acreditavam que os fenômenos naturais, como por exemplo, as trevas, o calor, o frio, a vida e a morte, eram controlados por deuses e espíritos.
Segundo suas crenças, esses espíritos eram capazes de habitar as rochas, as árvores ou os rios, sendo que cada um deles possuía uma função diferente do outro. Os crédulos acreditavam receber sua benevolência por meio de oferendas, como: canções, danças, sacrifícios e magia.
Ao analisarmos a história das civilizações antigas, como as do Egito, China, Grécia e Roma, percebemos que estas eram politeístas, ou seja, possuíam vários deuses, que, em sua grande maioria, eram temidos por seus adoradores, que sempre se esforçavam para não os ofender ou irritar.
Sacerdotes, especialmente treinados para interpretar a vontade divina, ensinavam ao povo como viver conforme a vontade dos deuses e também como homenageá-los. Esta atividade permitia que os sacerdotes obtivessem um grande poder.
Grande parte das religiões acredita numa existência após a morte, onde os bons são recompensados e os maus punidos. Este é o motivo que fazia com que os egípcios embalsamassem os corpos dos faraós.
Já nos funerais do homem primitivo, assim como os de chefes de tribos escandinavas, existia a demonstração de crença numa outra existência.
A idéia de uma força superior às demais, como o deus Sol, a deusa Lua, Zeus ou Odin, formou uma fé comum a muitos povos; contudo, foram os hebreus (e depois os judeus) que introduziram a crença num único Ser Supremo (Iaveh), criador de todo o Universo.
Posteriormente surgiu o Cristianismo, onde a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo,(?) Filho de Deus(?), conforme se encontra escrito no Novo Testamento, o homem conhece o evangelho. A religião cristã baseia-se no amor ao próximo.
As religiões orientais são em grande parte bem antigas e seguidas por inúmeros povos, entretanto, uma mesma religião toma rumos diferentes de acordo com o país e costumes de seus fiéis.
Sendo assim, certamente a Ciência e a arqueologia vão subjugar a religião, e você o que acha?
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Permalink Responder até Brancaleone em 5 julho 2012 at 20:59
Pois olha que eu posso afirmar que não acredito em divindades e pronto. Não tem nenhum fundamento filosófico (sou meio niilista tambem...), nada imanencente, nada nietzcheniano nem kantiano.Mencken foi um excelente ateu sem ser mau humorado ou raivoso e comungo com muitas das idéias dele. Do mesmo modo que um sujeito acredita e pronto (chamam isso de fé...) eu não acredito e pronto.
Vi coisas demais no mundo, muitas coisas ruins, horríveis até (não comigo felizmente), quase sempre acontecendo com pessoas crédulas e fiéis a este ou aquele deus e que não obstante, viviam em meio a abjeta pobreza, submetidas a violencias físicas e mentais.
Trabalhei em Angola, Moçambique, Congo, Indonésia e onde mais houvesse madeira a ser explorada e pode acreditar que na maioria destes lugares nenhum deus jamais esteve - pelo menos para crianças de 2, 6 ou 12 anos, exploradas, prostituidas, violentadas e quase sempre famintas e isso para me ater a estas únicas desgraças.
Não preciso de nenhum filósofo ateu e de nenhum agnóstico para basear meu ateismo. A realidade é mais que suficiente. Nenhum 'paraiso' ao lado de nenhum deus compensa uma vida terrena desgraçadamente sofrida. Nenhum criador é tão mau ou tão indiferente ao ponto de submeter suas criaturas à danação em vida, pouco importando o nome que se dê a este criador.
Não se trata de raiva já que desgraceiras maiores jamais me atingiram. Simplesmente jamais vi presenças divinas em lugar nenhum do mundo, muito pelo contrário.
Tambem é muito cômodo para qualquer divindade atribuir culpa às criaturas. O tal do "livre arbítrio" e seus similares em outras religiões facilitam a vida de qualquer deus, muito embora eu não consiga atinar onde está o livre arbítrio de uma criança de 8 anos que é violentada e morta ou que morre lentamente de inanição. O livre arbítrio e seus sucedâneos é apenas um artifício, uma manobra cujo objetivo é fazer dos deuses sujeitos legais, bacanas e eficientes diante dos fiéis, por mais que estes sofram as piores violências.
Somos humanos. Animais como tantos outros bichinhos que vagam pelo planeta (todos sem fé nenhuma...) e estamos sujeitos a acasos bons ou maus, situações ruins e boas. Não existe nada de divino nisso. É apenas vida.
A ciência conseguiu um avanço recente no campo da física.
O Senhor se posiciona corretamente sobre o assunto, embora eu não entenda muito sobre física e, será sempre um prazer continuar acompanhando esse tema.Abraços.
Permalink Responder até Brancaleone em 11 julho 2012 at 7:03
Questões semânticas de somenos importância.
Por niilista me entendo como um sujeito que não esta nem aí para as filosofagens da vida, sejam elas de quais tipos forem.
Não substituo a fé por arrogante intelectualagem filosófica.
A vida que levo me é divertida, feliz (com percalços e tritezas, mas é a vida!!!) e não precisa de um "sentido", "um objetivo" e nem preciso me sentir "parte dum plano divino ou cosmico" para dar razão a minha existência. Nasci, cresci, reproduzi e tô vivendo e relativamente feliz.
Não sou arrogante ao ponto de me considerar "uma peça na máquina cósmica ou divina". Aliás, acho que o cosmos não está nem aí para minha existência.
Mas sou ateu bonzinho. Aqui em casa minha esposa e minhas filhas são católicas e eu não as influencio em nada. Tive dificuldade em batizar a mais nova já que o padre local praticamente exigiu minha "conversão" e só consegui batizar quando veio o outro padre, o Wilson, que aliás joga truco como uma habilidade impressionante só que sem palavrões é claro...
Permalink Responder até Brancaleone em 13 julho 2012 at 21:29
Ok.
Pedirei a minha mãe cerveja caseira e ao Seu Virdo lá de Adrianópolis um pote de boa cachaça de "cana catarina"...
Faço uma carne de onça para acompanhar, no mais puro estilo epicurista!!!
Abraços.
Olá Marcos e todos.
Gostei do seu tema, pois adoro essas discussões. Parabéns.
Para começar: acaso alguém aqui conhece alguma religião com dificuldades com a ciência senão o cristianismo? Eu não conheço. Considero a questão entre ciência e religião como falsa, porque ela só existe com o cristianismo. Por quê? Porque no passado os cristãos tentaram alterar o funcionamento do pensamento humano e até hoje a ciência não aceita suas “justificativas” para isto. Ciência é uma palavra latina e significa “conhecimento”. Religião alguma se valeu mais do conhecimento acumulado do que o cristianismo para se impor.
Os cristãos conceberam que se a crença baseada nas experiências coletivas e individuais instituía a noção de realidade, a realidade poderia ser transformada por uma crença imaginária voltada ao sistema sensitivo e imposta às gerações consecutivas. Com o tempo ninguém mais se lembraria de como tudo começou - como sugeriu Platão - e rejeitaria a possibilidade da emersão de tal consciência para proteger o costume.
O crescente poder político do cristianismo (essa conversa de responsabilizar Constantino é besteira pura) levou-o a absurdos como o de Kosma Indikopelustes, monge cristão de Alexandria, que baseado nos quatro pontos cardeais afirmou que a Terra era plana e quadrada, como a cara dele. O absurdo de subjugar a história continua, com o meio acadêmico premiando a mediocridade obsequiosa a cultura dominante que tenta boicotar manifestações favoráveis a pesquisas sobre a origem do cristianismo fora do NT.
Por fim, acredito que o problema seja o cristianismo e não a religião. Ele vai se enforcar com a própria corda.
Permalink Responder até Brancaleone em 23 agosto 2012 at 20:50
Ivani.
Pesquise por ai a quantas anda o radicalismo dos muçulmanos e seus arraigamentos a certos princípios.
Em certos lugares onde imigração muçulmana é maior eles já não aceitam que "ocidentais" passeiem com cães pelas ruas e mulheres ocidentalmente vestidas são chamadas de "vadias"...
Ou seja o cristianismo pode até saer contra a ciência mas os muçulmanos extremistas são contra o ocidente
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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