Entre as muitas mudanças que a Igreja Católica aportou ao Ocidente, algumas permanecem, como o celibato, uma das principais instiuições da Igreja.
As muitas e recentes denúncias de abuso sexual cometido por padres contra crianças e adolescentes, colocou a histórica instituição do celibato na Igreja Católica, em discussão. A interpretação de um versículo (Mateus, 19,12) do Evangelho de São Mateus, escrito entre os anos de 80 e 90 ("Porque há eunucos que assim nasceram do ventre de mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.), suspeita-se que passou a ser interpretada como um chamado à vida celibatária. A instituição do celibato parte da visão pejorativa do corpo e dos desejos da carne).
O celibato é recorrente em várias religiões ancestrais, mas a Igreja Católica, entre os maiores credos do planeta é a única que hoje prevê a castidade absoluta para seus sacerdotes. Em meio a esbórnia sexual de papas e sacerdotes, A Reforma Protestante levou a Igreja a buscar uma reforma moral. O Concílio de Trento (de 1545 a 1563), que assinalou a Contra-Reforma, reafirmou o celibato como uma obrigação sacerdotal.
Qual a sua opinião sobre o celibato sacerdotal, observando-se a história da Igreja? E é possível estabelecer uma relação entre os crimes de pedofilia praticados por sacerdotes e o celibato?
Tags:
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 23 julho 2011 at 13:46
Boa tarde Mário .O celibato é contra a lei da natureza ,devemos usar os nossos meios reprodutores para isso mesmo ,quem nao o fizer quebra a lei da continuidade da família ,e nao é mais possivel fazer a sua genealogia .
O celibato foi introduzido na católica pelo Papa Gregório em 1074 .Portanto até esta data eram casados .
Pelo andar das coisas nao tarda muito que tenham que comecar a casar outra vez pelos motivos conhecidos .
Cumprimentos
Permalink Responder até Marciele Cavalcante da Silva em 22 setembro 2011 at 2:34
Segundo os escritos de Martinho Lutero...que tinha por base os escritos do apostolo Paulo...não caberia a nem um papa ou qualquer autoridade Religiosa a obrigatoriedade do celibato...mais sim ao próprio individuo...se o mesmo sentisse uma capacidade humana e espiritual para se manter como celibatário...e não tendo essa capacidade é melhor que se case...
Na minha opinião acho que caberia a própria pessoa a livre escolha...se senti bem sendo um celibatário que seja... se não, que case...
Em relação a pedofilia acho que vai mais pela questão da índole da pessoa do que ele ser um celibatário...
Permalink Responder até Elesandro Mendonça Souza em 22 setembro 2011 at 11:32
Permalink Responder até mario americo de moura filho em 22 setembro 2011 at 13:54
Boa tarde Elesandro.
O diálogo não ofende, acrescenta nova visão a partir do indivíduo. Sua intervenção apenas soma e será sempre bemvinda. Como está dito no texto, o Concílio de Trento reafirmou o celibato como uma obrigação sacerdotal. Como a vocação, o celibato é também o cumprimento da vocação sacerdotal. A disciplina que manteve a perenidade da Igreja Católica Apostólica Romana, não obriga ao celibato, mas o pressupõe como o caminho para a vida de recolhimento. Um segundo aspecto importante a ser considerado, é o relativo aos desejos do corpo e o sentido de pecado que inspirou, não apenas a Igreja, mas várias outras instituições de caráter sagrado. O cilício como purgação dos pecados, ainda que em pensamentos, foi uma prática da Igreja. A confissão, também uma forma mais amena de catarse, e que perdura até aos nossos dias, é o caminho do alivio do pecador. A obrigação do celibato apenas formaliza as normas da Intituição; na verdade, a vida celibatária do sacerdote deve ser vista sob o ângulo da verdadeira vocação, da verdadeira Fé cristã.
Um abraço cordial.
Permalink Responder até Luis Marcelo Santos em 11 julho 2012 at 10:25
Creio que pode ser interessante vermos que o celibato é um dogma presente não só no catolicismo, visto que nas religiões cristãs ortodoxas o mesmo é condição obrigatória aos seus bispos (ainda que não obrigatório aos padres). No caso, a questão do celibato encontra também justificativa por parte de seus defensores não apenas nessa passagem do Evangelho de Mateus, como também na carta de Paulo, o 1o. Coríntios 7, havendo outros trechos igualmente pertinentes:
"É bom para um homem não ter relações sexuais com uma mulher." Mas, devido à tentação de imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." (versículos 1-2); "Eu desejo que todos sejam como eu sou. Mas cada um tem o seu próprio dom de Deus, um de uma espécie e uma de outro. Para os solteiros e as viúvas digo que é bom para eles permanecer como eu sou. Mas se eles não podem exercer auto-controle, devem casar. Por isso é melhor casar do que queimar com paixão."
Nas demais religiões cristãs (evangélicos, mórmons, testemunhas de Jeová, etc.) o sexo é perfeitamente aceitável, assim como nas religiões muçulmanas e judaicas. Todavia, o sexo sempre foi um tema controverso na religiosidade do Homem. Mesmo religiões não cristãs, como o budismo apresentam certa simpatia ao celibato de seus monges. Assim como na antiga religião romana haviam as Vestais, sacerdotisas virgens.
Nisso, a questão do celibato passa principalmente por um tabu quanto à sexualidade, em que o Homem sente medo do sexo pelo fato de ser comum nas religiões a ideia de que o sexo é algo profano (ou seja, desse mundo material, imperfeito, que queremos negá-lo) em contraste com o sagrado, além da visão igualmente comum de que qualquer modo de sacrifício aproxima ainda mais o Homem de Deus, sendo que a privação do sexo, desse modo, se faz também uma forma de sacrifício.
Logo, todo esse exposto serve não para justificar ou combater o celibato, mas sim para se entender o porque da resistência para com o fim do mesmo, apesar de todas as suas contradições que se apontem.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

