Entre 1870 e 1930 tivemos um grande crescimento das teorias racistas que pregavam o cruzamento inter-racial como forma de resolver o problema de um país negro e mestiço. Essa ideologia do 'branqueamento' foi apoiada pelo governo do presidente Getúlio Vargas, em 1945, com a introdução de uma lei de imigração que enfatizava a necessidade de desenvolver características mais 'convenientes' da ascendência européia brasileira.

Os brasileiros dessa época assumiam a sua identidade nacional ou sentiam-se mais atraídos por outra nacionalidade?

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Respostas a este tópico

Boa tarde, Mário!
Seu questionamento é bastante complexo.
A idéia de "embranquecer" o Brasil foi muito bem arquitetada e muito bem implantada no imaginário da sociedade brasileira, que diga-se de passagem, sempre teve como "padrão cultural" as referências da elite dominante. Ou seja, a manutenção dos padrões eurocêntricos na cultura construída no Brasil pós abolição foi determinante para que os brasileiros da época em questão, se sentissem mais atraídos pela idéia de se tornar parte, ou de fazer de seus descendentes parte de outra nacionalidade, ou próximo disso. A ideologia do 'branqueamento' foi viabilizada por uma série de outras ideologias etnocêntricas.
Toda a trajetória da população negra no Brasil foi conduzida pela ótica dominante, logo, não foi difícil para para as elites etnocêntricas iludirem os descendentes dos negros fazendo-os acreditar que "embranquecendo" teriam maior aceitação no meio social. Isso chega a ser cruel! Pemitir que essas teorias racistas fossem utilizadas como uma espécie de "tratamento a longo prazo" para negros e descendentes. Eu me sinto envergonhada quando penso que existiram pessoas aqui capazes de compartilhar tamanho absurdo.
Essas teorias só serviram para lançar as bases do racismo atual, praticado com maior intensidade contra os grupos que trazem fenótipos negróides mais marcantes. Os que se aproximam mais do fenótipo caucasóide, já não sofrem preconceito com expressividade.
E ainda dizem que não existe racismo no Brasil!
Boa tarde, Luís!
Fico feliz que discorde do meu ponto de vista. Afinal, qual seria o propósito de uma discussão onde todos tenham a mesma perspectiva?
No entanto, fiquei intrigada com algumas de suas afirmações. O que o faz pensar que que "a sociedade brasileira atual é bastante anti-europeia e até diria anti-branca"? Ou que, os brasileiros brancos sofrem preconceito maior que os brasileiros negros? Você vive no Brasil?
E, é claro que, racismo existe em todo lugar! E que envolve diversas etnias! Mas para nós, brasileiros, é natural discutir a temática antirracista negra com maior ênfase, já que os impasses construídos ao longo da história, a fizeram mais presente em nosso cotidiano.
Meu caro Luís Saraiva, como vai o amigo?
Vejamos alguns aspectos importantes. O velho estilo brasileiro de crer cegamente que "se é importado é bom", as teorias raciais chegaram da Europa ao Brasil, com algum atraso. Mas fizeram aqui, um enorme sucesso, mesmo quando lá na Europa, já começavam a ser desacreditadas, criticadas. Mas aqui, a 'elite pensante' entusiasmou-se com a ideologia da superioridade branca. Isso era um problema para o Brasil, país mestiço e negro, o que desagradava a elite, cujo desejo era vender para o exterior a imagem de um país branco, tal e qual a Europa. O grande problema era que o Brasil, por volta de 1872, segundo o censo da época, indicava que 55% da população era negra; e mais, que a 'elite pensante' enriqueceu com o trabalho escravo. Como explicar isso?
Era preciso inventar um outro Brasil, um Brasil branco, que construísse uma nação "respeitável", apagando um seguimento demográfico negro.
Estimular a miscigenação foi o que fizeram os cientistas e políticos de então, com a intensificação da imigração européia para cá. Julgavam que em algumas décadas, a população ia "branqueando...branqueando..." . Construir o projeto de uma nação 'respeitável' alimentou a ideologia do branqueamento.
Lilian Schwarcz mostra em seu livro ("O espetáculo das raças: cientistas, instituições e a questão racial no Brasil - 1870/1930. Companhia das Letras, SP, 1993), que os cientistas daquela época não possuíam os requisitos intelectuais necessários para debater com a elite européia, e nada mais faziam do que repetir afirmações que não combinavam com a realidade do nosso país. Coisa que, diga-se de passagem, é vezo antigo nos círculos intelectuais brasileiros, embora hoje nem tanto, apesar de uma minoria, já ganhamos uma independência maior na compreensão dos nossos problemas, e usamos os nossos instrumentos 'patropi' para analisá-los. Ela acrescenta que os nossos cientistas eram muito 'criativos', embora de uma criatividade de origem duvidosa. Nossos intelectuais da época eram o reflexo do pensamento europeu, "não tinham espírito crítico", afirmavam estudiosos americanos da mesma época, observando como essa 'elite' absorvia as teorias racistas da época.
De qualquer modo, como em todas as épocas da nossa história, inclusive a contemporânea, podemos observar que as manobras políticas para alcançar determinados fins, não importando os meios, vêm colocadas em outro plano, no caso, a campanha imigrantista apresentava-se como necessária para alcançar dois objetivos: valorização do imigrante branco; e convencer a elite do país de que o progresso somente seria alcançado se fossem importados imigrantes brancos.
Célia Azevedo, uma estudiosa desse período da nossa história ("Onda negra medo branco: o negro no imaginário das elites - século XIX". Paz e Terra, 1987.), mostra-nos que nos anos seguintes a Assembléia recebeu vários projetos em que se avaliavam os "tipos ideais" de trabalhadores. Asiáticos, chineses, africanos, foram considerados inferiores ou incapazes.
O "nobre" deputado Bento de Paula Souza, discursava: "Nós queremos os americanos como paulistas novos, como paulistas adotivos, homens prestimosos, que escolham a província como sua nova pátria, e queremos alemães como trabalhadores, como homens produtivos, e que venham aqui habitar. Tanto uns como outros, os receberemos com o mesmo entusiasmo".
Intelectuais e filhos de fazendeiros que estudaram na Europa não esconderam a sua simpatia e entusiasmo pelas idéias racistas em moda no continente europeu. A nação deveria ser formada com o "sangue" superior dos europeus.
Como vai meu amigo Luis Saraiva.
Há dois enunciados, que eu diria conceituais, que afirmam, formam e organizam o eixo da sua exposição:

1. “as idéias racistas sempre foram bastante residuais na Europa, nunca fizeram tanto sucesso, como muitos pensam...”

2. “ é normal que por questões de segurança as elites governantes dos finais do século XIX e início do século XX quisesse povoar e aumentar a população branca no Brasil, promovendo a imigração européia (o que a meu ver foi muito bem feito (...)”

Há uma terceira afirmação interessante: “(O Brasil (...) recebeu maior número de escravos africanos, isso somando à população de ameríndios (...) Portugal foi incapaz de povoar suficientemente com portugueses o imenso território brasileiro (devido a uma população pequena).”

Quanto à questão da ocupação do território brasileiro por portugueses, que você enuncia por impraticável, devido à pequena população portuguesa e o extenso território a ser povoado, essa estratégia de colonização nunca fez parte dos planos de Portugal, exatamente a diferença que houve entre as colonizações portuguesa e inglesa.

Portugal implementou uma colonização de “exploração”, e não de “povoamento”, como no caso praticou a Inglaterra.

Quanto às “idéias racistas residuais” na Europa, podemos afirmar, abandonando às origens “das diferenças naturais” que as idéias aristotélicas e platônicas (Quinto Livro da República), justificavam os “predestinados por natureza”; e que por economia de exposição, vamos dar um pulo, e passar para o século XIX, quando a fórmula do racismo ressurge na Europa em 1859, com o biólogo C.Darwin publicando sua famosa obra, “A origem das espécies”. Essa obra desenvolveu a teoria da “seleção natural”: sobrevivem e dominam os espécimes mais fortes.

Dessa teoria, o pensador francês Joseph-Auguste Gobineau, o alemão Richard Wagner e o inglês Houston Stewart Chamberlain, usaram a “seleção natural”, dentre outros argumentos, para explicar a sociedade humana. Concluindo que os “fortes” eram herdeiros de certas ‘características’ que o tornavam superiores e predestinados a ‘dominantes’.

Diferenças de tipo físico, que determinavam a classificação dos seres humanos, deram origem rapidamente, a diferenças intelectuais e morais, fazendo nascer à idéia de raça. Nascia, assim, a fórmula básica de RAÇA:

 Portadores de pele escura (os negros e os não-europeus) seriam raças inferiores;
 Portadores de pele alva (brancos) seriam raças superiores.

Justificava-se assim, a exploração e o domínio colonial do europeu sobre os demais povos. Desvantagens políticas, sociais, culturais e econômicas foram incorporadas às desigualdades “inatas” entre os homens. O termo “inato”, tão presente no vocabulário dos xenófobos, explica tudo: alguns grupos nascem predestinados à dominação e à exploração.

Ainda é interessante observar que não houve atenção dos formuladores de políticas racistas – digo políticas, e não idéias – que os próprios europeus apresentavam em suas diversidades culturais e inclusive de tipos físicos, como os alpinos, os eslavos, os mediterrâneos e os latinos.

Essas idéias deram origem a uma sociedade denominada Sociedade de Educação Eugênica, em 1908, em Londres, fundada pelo inglês F. Dalton, que defendia a pureza racial, a chamada eugenia.
Posteriormente, outros homens sombriamente famosos, defenderam teses e formularam teorias sobre essa matéria: Alfred Rosenberg publicou em 1930 o livro MITO DO SÉCULO XX, e Adolf Hitler, em 1934 o livro MINHA LUTA.

Entre os resultados práticos dessas idéias, colhidos pela história da humanidade, tivemos o Holocausto, na Alemanha nazista, e na África do Sul, o “Apartheid”, criando políticas de Estado autenticamente xenófobas.
Cabe ainda mencionar o recente conflito genocida étnico-religioso: Sérvia, Bósnia-Herzegovina.
Quanto à “Apartheid”, podemos dar alguns simples exemplos, entre tantos que explicam a barbárie de políticas racistas:

 10 milhões de pessoas, negras em sua maioria, aos quais falta água potável e de uso em residências; mas há 750 mil piscinas nas residências de brancos – uma para cada duas famílias brancas.
 14% dos habitantes detêm 90% das terras, e também 90% da economia formal.
 Com relação à educação universitária, com formação superior: 84% são brancos, e apenas 7,5% são negros
 50% dos negros estão desempregados, e apenas 3% de brancos.

Podemos então definir o que seja a ideologia xenofóbica: a defesa de idéias que procura explicar a hierarquia necessária, entre os diversos grupos humanos, classificando-os em raças superiores e raças inferiores.

Mais interessante ainda é observar que a ideologia racista nasceu no momento exato em que os europeus precisavam de políticas expansionistas e colonialistas, que justificassem a exploração de “povos diferentes”.

É pelo exposto que não acredito em “idéias residuais” na Europa, berço das modernas teorias xenófobas que ainda perduram, ou que as “elites governantes” tenham se preocupado com “questões de segurança”.
Como vai meu amigo Luís.
Notei que você era português, pelo uso do infinitivo, coisa pouco comum na língua portuguesa falada e escrita no Brasil.
Admiro, inicialmente, a sua contundente franqueza, ao expor seus arrazoados e conceitos. Admiro pessoas francas, que não temem a transparência dos seus pensamentos e da sua visão de mundo. Admiro, sobretudo, porque sabemos com quem estamos falando, e não precisamos de eufemismos e hipocrisias. "Olho no olho", como se diz. Vou responder aos seus pontos-de-vista, com a serenidade e a seriedade que qualquer discussão filosófica e sociológica exige. Como devo estar fora o dia de hoje, colocarei apenas um post, que já está pronto, e voltarei a sua proposição, amanhã, para respondê-la, nos conceitos que expressam a integridade do seu texto. Um abraço.
Caro Luís Saraiva.
Como disse, a sua contundente franqueza na exposição de suas idéias, relidas com mais calma, não me permite qualquer comentário, nem mesmo discutir os pontos básicos de suas afirmações. Por quê?
Porque é um texto panfletário. Uma incitação, ou melhor, um esforço para justificar o que há de pior na sociedade européia. Não há coerência nas suas afirmações, e muitas delas são contraditórias. Algumas até absurdas, e acredito referindo-se ao que escrevi, em resposta a sua discordância. O que me leva a pensar, que nada entendeu do que tentei expor.
Pretendia discutir, ponto por ponto, a sua “dissertação racista”, mas conclui que não é possível. Não é possível porque é um amontoado de asneiras.
Quanto ao trabalho, que você agressivamente diz que é “uma palavra que os brasileiros desconhecem”, além de uma referência desrespeitosa a Nelson Mandela, posso afirmar que, apesar da herança colonial que Portugal plantou no meu país, com sua leva de criminosos, deserdados, exilados, aleijados e uma “nobreza alcoviteira, luxuriosa e preguiçosa, e outros membros indesejáveis da sociedade portuguesa na época, que o brasileiro é um dos povos mais laboriosos e empreendedores do mundo.
É um país que não renega imigrantes de todas as partes do mundo, sendo que portugueses adoram emigrar para o Brasil, uma terra de gente alegre e mestiça, com muito orgulho de suas raízes africanas; um povo que ajudou e contribuiu para a construção de um país que se tornou a sua pátria. Um país jovem, distante dos cânones e preconceitos de sociedades européias decadentes.
Abaixo, destaco, entre os muitos disparates do seu texto, algumas “jóias” do pensamento de um português, católico, para quem a Europa pertence aos “brancos”.
Preciosos exemplos:
1. “as raças não surgiram por meras conveniências políticas, mas sim fruto da evolução e adaptação da espécie humana.”
2. “ Europa sempre foi a terra do homem branco e assim deve continuar a ser.”
3. “a política do apartheid foi uma das melhores coisas que aconteceu à África do Sul.”
4. “(trabalho é uma palavra que muitos brasileiros que adoram o terrorista do Nelson Mandela não conhecem).”
5. “E se por acaso os brancos tem um nível de vida superior aos negros (o que é uma grande mentira) foi porque trabalharam arduamente para isso.”
6. “Olhe meu caro, acho que se deveria informar melhor, porque a política de 'desenvolvimento em separado'(ou apartheid) defendida com toda a legitimidade pelo governo sul-africano até ao final dos anos 80, apesar das injustas sanções internacionais, não era um sistema racista, pelo contrário até beneficiou bastante os índigenas africanos”
7. “A colonização Europeia de África NUNCA se baseou na ideia de que os povos africanos eram racialmente inferiores aos europeus, mas antes que socialmente e em termos de civilização eram menos desenvolvidos que nós europeus, portanto a colonização de África por parte dos Europeus e o consequente processo de civilização dos indígenas africanos foi antes demais uma obra bastante humanista,”
8. “E na verdade essas teorias racistas que surgiram na que se tentavam basear na Ciência da época, nunca tiveram grande apoio quer popular quer da intelectualidade europeia da época, como lhe afirmei a única excepção foi o regime nazi alemão que teve a curta duração de 12 anos (e que convenhamos não foi assim tão mau como alguns idiotas querem fazer crer)”
9. “E se existe de facto um aumento do racismo, xenofobia e movimentos nazis na Europa, a meu ver, é uma reacção mais ou menos legítima dos indígenas europeus à autêntica invasão e colonização da Europa por alieanígenas africanos, latino-americanos e asiáticos.”
Amigo, Mário!
Os trechos que destacou são, nada mais, do que a prova de que, infeliz e lamentavelmente, ainda existem pessoas que se dedicam a perpetuar a utópica mentalidade de sua própria superioridade étnica. Os argumentos explorados pelo, caríssimo colega Luís Saraiva, são realmente ofensivos e não posso deixar de concordar com você, quando diz que não é possível discutir tais afirmações absurdas e contraditórias, uma vez que ele se mostrou "ser o que é e o quanto se orgulha de o ser".
Tratemos então, caro amigo Mário, de nos dedicar às discussões que acrescentarão algo, realmente, relevante aos nossos propósitos.
Um grande abraço!
Boa tarde, Luís!
Somente me dei ao trabalho de respondê-lo, para dar-lhe ciência de que li seu comentário. Mas como disse, vou me dedicar às discussões que sejam relevantes para mim. Não há nenhum propósito em trocar ofensas, ainda que diplomaticamente, em nenhuma discussão, portanto...
Defenda seus pontos de vista como quiser. Esse direito é legítimo.
Até nunca!
O problema, meu caro Luís, é que você está na contramão da História. E não bastasse essa colisão frontal com as mudanças em andamento no planeta, inovar nomenclaturas do tipo "nativismo racialista ou racialismo" ou "nacionalismo identitário", não escapa a definição conceitual de xenofobia, aliás, afirmado a cada momento no seu texto.
Outro pequeno pormenor: não se tratou de enviar para o Brasil Colônia, "pobre e ricos, trabalhadores e preguiçosos, deserdados e nobres, homens do clero ou simples aventureiros". O que a história registra é o expurgo de criminosos, aleijados e vadios de toda ordem da sociedade portuguesa para a Colônia.
O que Portugal implantou no Brasil foi uma colônia de exploração e saque.
Outro pormenor um pouco maior: não se trata de negar a contribuição européia à Colônia, mas direcionar a discussão para o campos da segregação racial, apontando a forte presença xenofóbica européia, mentora dos modernos conceitos raciais, com exceções, é claro!
E afirmar que a contribuição dos negros na edificação de um país e de uma cultura, não implica em negar a participação da cultura européia, tanto assim que a nossa língua é um fato ilustrativo do processo de colonização, inevitável!
Mas não há como negar, até por uma questão de números e miscigenação, que a presença do negro apagou bastante a cultura colonial branca, resultando num povo colorido, musical, apimentado, um povo verdadeiramente "patropi"!
Caros Senhores (as),

Não sei onde se encaixa, numa discussão sobre a ideologia do branqueamento no Brasil, a acusação de que o povo brasileiro não gosta de trabalhar. Parece-me que aí não há nada de lógico e racional, qualidades que o ofensor se atribui, mas sim um propósito menor, que é o de provocar, o de tumultuar, coisa que vem fazendo há muito tempo.
Mas, afinal, no que exatamente ele se baseia para fazer tão esdrúxula afirmação? Vive no Brasil? Mesmo que vivesse, tem ideia do quanto o Brasil é vasto e diferenciado? Que aquilo que se aponta como característico da Bahia pode ser totalmente ausente no Paraná e vice-versa? De que Brasil ele fala? De que base concreta parte o nosso parlapatão para chegar à sua insofismável conclusão?
Vamos ver se a sua acusação se sustenta. Analisemos alguns dados econômicos: o IBGE acaba de divulgar que a taxa de desemprego no país, agora em agosto de 2010, foi de 6,7%, com um recuo de 1,8% em relação a agosto de 2009 (8,1%), a menor taxa de desemprego no Brasil desde que esta começou a ser medida. Para o renomado economista e demógrafo português, Luís Saraiva, a persistência dessa taxa de desemprego deve-se muito mais à ojeriza do brasileiro ao trabalho do que a qualquer outro motivo. Ainda no mês passado, nossa população ocupada era de 22,1 milhões de pessoas (10,2 milhões com carteira assinada), contra uma população desocupada de 1,6 milhão. O rendimento médio obtido por essa massa de trabalhadores foi de R$1.472,10.
Pois bem, há dois anos atrás, 2008, com um contingente menor de trabalhadores, o Brasil gerou um PIB de 2 trilhões de dólares, tornando-se a 10ª maior economia do mundo (entre os BRICs, só fica atrás da China). Ainda em 2008 nossa dívida pública era equivalente a 38% do PIB, ante 50% em 2003. Em 2005 o país quitou sua dívida com o FMI e, posteriormente, lhe emprestou dinheiro, passando de devedor a credor internacional. Em 2008, obteve o tão aguardado grau de investimento, privilégio de um número restrito de países.
Só exponho esses poucos dados para poder questionar o Sr. Luís Saraiva, como pode a riqueza de uma nação ser gerada sem trabalho ou sem apreço pelo trabalho, excetuando-se, evidentemente, o caso de Portugal, do século XVIII?
Caro Fernando.
Diante de tanta baboseira proferida pelo ilustre parlapatão português, como já disse anteriormente, nada se salva que valha a pena discutir-se. Chamar o povo brasileiro de preguiçoso, já demonstra o descaminho que tão bem soube conduzir a polêmica do tema, escafedendo-se pela porta dos fundos.
Não acredito que a realidade dos números que você apresenta possa ser compreendida pelo parlapatão, já que fica mais do que evidente a sua "simpatia" pelo povo desse fantástico Brasil.

b

sim m algumas considerações se entrar no site o FMI (ingles) em portugues não tem nada a respeito. veremos que a Divida não foi paga e sim a atualização dos juros. a tal divisão da renda foi feita  com a divisão da renda da classe media .a classe que manda(elite)  continua com suas regalias  e não sendo penalizada pelo imposto. O brasil ainda pega  dinheiro la fora.quem paga as fundações e o dinheiro do banco mundial como as CEFET , FAtece faetc o dinheiro vem de la. e alguns programas educativos do govenro federal recebm dinheiro do banco mundial e do Bird.   tb  as tais obras de infraestrutura parte do dinheiro vem de la. tb a politica inustrail brasileiro e confusa não ha valorização da industrai nacional o custo brasiul e o mais alto do mundo.e tão alto que firmas  fazem projetos aqui e montam na china  vendendo as maquinbas para o brasil. as montadoras compram "lixo " na fora e  colocam nos carros produzidos aqui. as universidades publicas estão co mesquipamentos deatualizados, so ha  dinheiro para a copa e olimpidas não para o pasi mas para erionquecer meia duzia de empresarios da construção . monte belo um otro crime quando nop brasil temos energias de vento e sol o ano todo sem que se precise destruir a amzonia .todos sabem so o governo que não sabe que  Monte belo e tecnicamente  inviavel e ficara parada na seca.  sim opais vai bm ma não e para nos e simnpara a velha elite colonial que niunca pedru o poder nesse pais. outor exemplo e como foi feitra a nosa independencia em gabinetes coma elite  ao contrarik d eoutors paises que tiveram a coragem de colocar o invasor para fora a blça.aqui o que foi feito fizeram uma negociata com o pais . em que d.Joao VI virou defensor perpetuop do brasil .sera que na epoca daindpencia ameircana o rei jorge III virou defensor perpetuo dos EUA e teve que pagar uma suposta divida com os ingleses omprometendo as rendas da alfandega.

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