Atenção, pessoal: não estou me referindo a fontes históricas. Estou me referindo às obras produzidas pelos historiadores.
Por exemplo: ninguém duvida que o livro "O Trato dos Viventes", de Luiz Felipe Alencastro, é uma obra (importante) da historiografia brasileira. Mas e se Alencastro tivesse produzido um filme sobre o mesmo tema do livro: escravidão. Isso seria uma obra historiográfica?
Participe, colabore, discuta!
Tags: teoria
Permalink Responder até Luiz Alexandre Andrade em 21 novembro 2010 at 14:49
Permalink Responder até Nayara Lago em 28 novembro 2010 at 23:39
Permalink Responder até Nayara Lago em 29 novembro 2010 at 10:46
Permalink Responder até Jane Rosana Cassol em 19 dezembro 2010 at 21:22
Amigos
Sabemos que hoje em dia muitos aspectos da história são interpretados diferentemente de como eram a 30, 40 anos atrás, pois novas formas de fontes estão sendo incorporadas à análise dos fatos passados. Devo acrescentar que conclusões diferentes são feitas por historiadores diversos pq como é sabido o estudo de cada um é influenciado pela própria vivência, pela forma como cada um entende o mundo e pela escolha dessas fontes. Entendo tbm que tais obras não se apresentam “falando por si sós”, há a necessidade da interpretação dos estudiosos, que conhecendo previamente o assunto se utilizam delas para observar melhor, com mais suportes o tema escolhido. Acrescentando maior legitimidade a um determinado estudo, pesquisa e perspectivas diferenciadas.
Por exemplo, uma fotografia de um casamento no século 19, podemos nela observar vários aspectos culturais do momento, a moda, o penteado, o uso ou não de bigode, de barba, a quantidade de padrinhos, a formalidade etc etc. Numa pintura urbana podemos observar o tipo de os meios de transporte, a arborização, a arquitetura dos prédios etc... Um monumento urbano pode revelar a preocupação dos governantes da época em homenagear esse ou aquele personagem, etc.
Dessa maneira considerar o “não escrito” como obra histórica só acrescenta ao trabalho do historiador possibilidades novas e surpreendentes, pois creio que o conhecimento histórico esta em constante modificação ao longo dos tempos, cada instante histórico nos apresenta entendimentos novos sobre os fatos passados. O próprio acréscimo do “não escrito”, do “não dito”como coadjuvante do “escrito” é um sinal dessas mudanças.
PS. Agora me bateu uma dúvida. Obra é a mesma coisa que fonte? Na questão levantada por Bruno entendo que tais obras não escritas são sinônimo de fontes históricas. Ou fonte histórica não é a mesma coisa que obra???Admitida como fonte ela passa a ser obra?ou é ao contrário?
A Mona Lisa, por exemplo, é uma obra de arte e é uma fonte histórica que possibilita inúmeras interpretações do passado.
Permalink Responder até Jane Rosana Cassol em 24 dezembro 2010 at 15:20
Toda obra é uma fonte histórica?
Nem toda fonte é uma obra?
Historiográfico é tudo aquilo que tem natureza narrativa , tudo que busca expressar através da linguagem um enredo realmente acontecido.
É evidente que as fontes escritas são fontes privilegiadas de estudo mas não são as únicas.A consciencia histórica nasceu antes como memória transmitida de forma oral.
Permalink Responder até Vinicius Alves Cardoso em 23 dezembro 2010 at 14:29
Bruno,
Eu acredito que sim. O audiovisual pode ser considerada também uma obra historiografica. Aqui no Piauí temos uma professora, Dr.ª Áurea Paz Pinheiro, que faz um dialogo entre a escrita e o audiovisual.
Ela pesquisou alguns cultos religiosos aqui no Piauí e a partir dessa pesquisa produziu documentario ssobre os mesmos. E só depois ela também produziu um livro falando sobre esses cultos. E esses documentarios produzidos por elas servem como referencia bibliograficas para várias monografias de final de curso aqui na UFPI.
Acho que nós não devemos nos restringir somente e só a escrita. O audiovisual, video ou fotografias, podem nos dizer muito também.
Abraço.
Permalink Responder até Eduardo Sena em 25 dezembro 2010 at 7:18
Sabemos que é escrito(ou reportado de outra forma) o que convém.Sabemos que não existe verdade.
As pessoas,comumente, procuram uma atualidade agradável.Nem ligam para os ¨comos¨e ¨porquês, e,muito menos,para a situação do vizinho. Há que se ter muito bom-senso pois,sabemos que quem conta um conto aumenta um ponto.
O relato sempre é mais iteressante que o fato(Sena).
Olá Caro Sena, bom dia.
Um Feliz Natal para ti e tua família.
Este teu comentário ao tópico, é a perspectiva do Mito.
Um abraço.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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