Permalink Responder até Juvenal Santana em 3 julho 2010 at 17:03
Permalink Responder até PAULO FÉLIX em 22 agosto 2012 at 18:18
O feudalismo se formou lenta e gradativamente nos reinos bárbaros se consolidando no século X, com o feudalismo em crise no séc. XIII (crescimento demográfico europeu) as cruzadas foi uma válvula de escape, se os motivos das cruzadas não fossem as invasões dos Turcos em Jerusalém, seria qualquer um que estive no caminho.
Permalink Responder até Estevan F. M. Raya de Oliveira em 22 agosto 2012 at 20:26
Certamente, mas não para a formação somente, mas sim para a consolidação. Embora muitos tenham uma idéia errada de que o feudalismo foi um sistema muito fechado em si que se desenvolveu apenas por causa da sociedade da época, as invasões dos povos do Oriente contribuíram e muito para uma idéia beligerante em todo o território e para que os feudos e principados fechassem e se fragmentassem ou se anexassem, além de envolver uma retração do comércio. Arthur Wheatcroft menciona muito em seu livro Infiéis em como o Ocidente se preocupava com os muçulmanos a ponto da economia e política serem ditados pela ameaça deles adentrarem o território. E não podemos esquecer dos tartáros, dos mongóis e khazares que estavam todos às portas da Europa.
Permalink Responder até Tenner Inauhiny em 22 agosto 2012 at 22:46
Esqueci onde li esta frase: sem Maomé é impossível compreender Carlos Magno. Mas o islamismo é um dos fatores que contribuem para a formação do feudalismo com certeza. Possivelmente e não apenas por isto, mas dentro de uma perspectiva econômica (a dificuldade de transito pelo mediterrâneo) influiu no aumento da ruralização da Europa Oriental, além de uma mudança de relevância (a região mais ao norte e central se transformando em área mais importante economicamente falando).
Permalink Responder até Manuel Coelho Rodrigues em 23 agosto 2012 at 6:45
A expansão islâmica em quase toda a região em volta do Mediterrâneo, avançando inclusive sobre o sul da Europa (saqueando a península Itálica e avançando sobre a península Ibérica), contribuiu para o processo de ruralização da Europa, e portanto para a formação do feudalismo. O domínio muçulmano acentuou o enfraquecimento do poder central dos reinos germânicos, a retração do comércio europeu com o Oriente (o bloqueio do mar Mediterrâneo e das estradas, o uso da moeda enfraqueceu) e a fuga da população litorânea para o campo se dedicando à agricultura de subsistência.
A sociedade feudal era composta por três estamentos, três grupos sociais com status fixo: o clero (os oratores), a nobreza (os bellatores, isto é, que lutam) e os camponeses (os laboratores, que trabalham):
O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.
A nobreza (também chamados de senhores feudais) principal função guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).
Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa, presos à terra e explorados em sua força de trabalho. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, assim como entre nobres e reis, juravam-lhe fidelidade e trabalho.
O Islamismo
Permalink Responder até Paulo Otávio Paula Coelho em 23 agosto 2012 at 9:53
Penso que os "problemas" com relação ao feudalismo foram sendo conjecturados de forma interna. No íntimo da vida europeia da época. A verdade é que em todos os impérios que passaram por um processo de invasão e dissociação nem todos emergiram no processo de ruralização.Enquanto a Europa vivia seus dias de medievo, o Oriente ainda compartilhava de um extremo "desenvolvimento", principalmente intelectual.
Sobre a contribuição sabemos que parte dos nossos hábitos provem da ocupação árabe na parte ibérica da Europa. Sendo assim, nos mesmo ainda temos um pouco dessa contribuição.
Permalink Responder até Marcus Dimitri Pontes de Oliveir em 23 agosto 2012 at 10:39
Veja, estrutura de governo trata-se de controle. O feudalismo é uma política de governo descentralizada uma vez que o poder é distribuído entre senhores feudais e um governo central enfraquecido. Se o rei (ou imperador) pudesse, ele simplesmente iria exercer o controle absoluto sobre suas terras, sem dividi-la com diversas outras pessoas ambicionando tomar o seu lugar. O motivo do poder central não conseguir exercer poder absoluto naquela época é digno de debate, mas tem a ver principalmente com aumento da densidade populacional das regiões, atraso na comunicação de reinos grandes e ameaças externas constantes.
O islamismo ajudou a fomentar o sistema feudal na Europa no sentido que oferecia ameaça militar aos velhos reinos que, não conseguindo responder adequadamente as ameaças com um poder central, tiveram que aceitar a divisão de poder para seu própria segurança. Por outro lado não foi fundamental para isso, já que a própria ameaça interna já faziam os reinos se descentralizarem. Vide o reino visigodo que cobria a Espanha e Parte da França antes da conquista da Hispânia pelo califado de Umayyad.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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