Tags: Colonização, colônias, metrópole
Permalink Responder até Brancaleone em 19 dezembro 2012 at 16:09
Absolutamente NÃO!!!
Indenizar excolônias? Fala sério.
E os "colonos" deveriam então indenizar póstumamente milhões de nativos mortos? Afinal as tais "colõnias" só passaram a existir depois dos "colonos" terem escravizado e/ou trucidado os nativos!!!..
E as antigas colônias - hoje nações - têm mais é uma baita inveja das antigas metrópoles por não terem a quem explorar...
Deveriamos nós ir até Portugal e arrancar de lá todo o ouro que daqui levaram? ou ir a Londres e trazer de volta milhares de metros cúbicos de boa madeira de Pinheiro do Paraná??
Podem parar com esse papo.
Permalink Responder até RENATA ARAÚJO MACHADO em 19 dezembro 2012 at 17:30
Renata e Brancaleone:
Fala-se muito que os europeus deveriam indenizar os países africanos pela escravidão. Obviamente, não teria havido o comércio transatlântico de escravos sem os europeus já que, afinal, eram eles que compravam os escravos na África, transportavam-nos para a América e os vendiam no mercado americano. Por outro lado, entretanto, no auge do tráfico negreiro, i.e. entre o século XVII e o início do século XIX, os estados africanos (ou, pelo menos, a maioria deles) não eram colônias europeias no sentido próprio do termo. Por mais desumano e imoral que fosse, o tráfico negreiro era na época um "negócio" do qual os europeus e os chefes/reis locais africanos eram na verdade "sócios" já que, em geral, eram os próprios africanos que apreendiam e vendiam membros de tribos/estados rivais como escravos. Na realidade, a economia de muitos estados africanos nesse período era majoritariamente baseada no comércio de escravos (seu principal "produto de exportação"). Se alguma indenização nesse caso é devida então, seria à famílias americanas formadas por descendentes de escravos e certamente não aos atuais países africanos propriamente ditos.
Uma questão diferente é se os europeus deveriam indenizar os países africanos pela colonização comercial de exploração tardia, i.e. do fim do século XIX e início do século XX, que não teve nada a ver com a escravidão (que, na época, já era ilegal na Europa e nas suas colônias). De novo, a questão é controversa, pois, por mais negativos que possam ter sido os efeitos dessa colonização no longo prazo, ela significou também investimentos em formação de capital, infraestrutura, transportes, tecnologia, etc. que levaram a economia africana a um patamar de produção superior àquele anterior à era colonial.
No caso das ex-colônias americanas por outro lado, a ideia de os europeus indenizarem países como os EUA e o Canadá e, eu acrescentaria, Argentina, Brasil, Uruguai e similares me parece uma proposta totalmente estapafúrdia já que, na realidade, esses países são hoje em grande medida extensões da Europa sob outras formas. Se alguém tem que ser indenizado nesse caso seriam os poucos descendentes dos povos nativos desses países que foram dizimados para dar lugar a outras populações transplantadas da Europa e da África.
Permalink Responder até Professor Americanista! em 23 dezembro 2012 at 11:49
Seria justo uma indenização, mas no caso americano, seria impossível pagar!!
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 23 dezembro 2012 at 16:38
Boa noite,Rafael
Eu acho que até nao era má ideia ,porque assim Portugal podia receber das ex-colónias o pagamento das cidades que por lá construiu e nao foi indemenizado por nada,houve uma pequena excecao em mocambique ,com a barragem de Cahora Bassa em que o governo mocambicano aceitou pagar a barragem,parece que pagou alguma coisa,mas ficou lá tudo,cidades lindas e modernas,muito mais que Lisboa ,a Capital do Império.
Tenta que assim seja ,porque dava uma grande ajuda com a crise que está ,as colónias pagarem aos colonizadores as benfeitorias que que eles lá deixaram.
Feliz Natal
Permalink Responder até Marcello de Albuquerque Maranhão em 23 dezembro 2012 at 13:15
Acho que todos já estamos cansados de saber que relações entre nações não se guiam por éticas - que variam de cultura a cultura, e desconfio mesmo que o conceito de 'Ética' seja em si restrito a um número finito de culturas - ou princípios morais. Relações entre estados soberanos se guaim por conveniências políticas.
Não foi diferente no exemplo citado - o qual já vinha pensando antes de escrever - a propalada 'indenização colonial' nada mais foi do que um acerto realizado entre diversos interesses nas duas pontas do acordo.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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