Quais as diferenças entre os jovens de 2008 e aqueles de 1968? O que os difere em termos culturais, sociais e políticos? Crítica ao presente e saudosismo do passado. Nesse debate tudo se mistura e se confunde.

E você, o que pensa sobre a questão?

Tags: 1968

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os jovens de 2008 são extremamente acomodados , simplesmente não se preocupam com a situação da sociedade em que vivem, jogam a culpa para os outros e dizem q quem tem que resolver os problemas não são eles, totalmente diferente daqueles estudantes que tomaram para si a responsabilidade de fazer uma sociedade melhor em 1968. infelizmente acho q esse espirito de 68 está apagado nos dias atuais, hoje só se apontam as dificuldades mas ninguem faz nada para mudar.
espero ter contribuido, abraços!
Acabo de ler uma reportagem do Zuenir sobre esse assunto e me parece que ele esta lançando um livro sobre o mesmo. Ele diz que o jovem de hoje e sua relação com o consumismo dita novas posturas e regras sobre esse tema abordado pelo Bruno. Naquela época a influência da década de sessenta foi fundamental para aquela geração, e o ano de 68, no mundo e principalmente em Paris guarda na História uma visão de mundo bem diferente da experimentada pelos jovens atuais, aqui no Brasil e em Paris também. Nossa sociedade tem poucos cidadãos com uma visão crítica mais ampla, Zuenir acerta quando toca na relação do homem contemporâneo com a sociedade consumista e desvinculada dos acontecimentos. Grande parte do povo brasileiro é apolítico e isso nos torna mais apáticos em relação à aqueles homens da década de sessenta do século passado. O que vocês acham?
Arnon,

O que fizemos de Nós e O ano que não terminou são referências! Excelente literatura. Dá para ter uma visão mais ampla do que 1968 representou. Quarenta anos se passaram. Eu nasci em 69, minha geração é a "coca-cola" rsrsrs... Eu penso que não há comparações a serem feitas. Qual o legado da geração de 1968? O que ela nos deixou de positivo? Na minha opinião eles abriram as portas e o mundo nunca mais foi o mesmo!

A de 2008 o que deixará? PS2, msn, sms, AVATAR?
Em 1968 as pessoas morriam. Ditaduras extremamente opressoras.
O que acontece hoje em dia nem se compara àqueles tempos.
As atitudes têm que ser outras.
É importante prestar atenção para o fato de os jovens de 1968 terem passado seus poucos anos de vida na "Era de Ouro" da economia mundial, o que nem de longe acontece hoje em dia! Aliás espera-se um novo crash em poucos anos! Mas voltando ao assunto, esses jovens tinham espírito contestador e tempo para isto, o que em nosso tempo está fora do alcance dos contestadores de nossa época que tem que lutar em busca de emprego para um futuro melhor! Não deixamos de ter jovens críticos, assim como nós que estamos aqui neste momento debatendo e procurando respostas, porém as mudanças na sociedade foram significativas o bastante para impedir que tomemos as universidades com cartazes e etc... Por mudanças sociais significativas! O que aconteceu na Unb não parece nem de longa com 68, cada um que estava lá, estava por por sentimento de causa própria. Eram estudantes que queriam prestação de contas sobre o dinheiro gasto pela universidade que poderia tê-los ajudado de algum modo!
Espero ter contribuido, ou então ter expressado corretamente minha humilde opinião!
O que nos difere é a presença de uma disciplina: FILOSOFIA. Esta "fábrica de comunistas" foi extinta como matéria para o que conhecemos como 2° grau. Era esta matéria que fazia o pessoal criticar o mundo a sua volta. Parte da sociedade sempre foi hedonista e terceirizou seu raciocínio por simples comodismo.
Hoje com a velocidade da Informação chega-se a uma sensação de saturação por parte dos jovens em questão a visão politica e social, sendo que na maioria das vezes que ouve mudanças verdadeiramente significativas em nosso país foi quando nos deixamos nos submeter a estas autoridades que muitas vezes não reconhecem a força que um jovem tem em construir idéias construtivas que podem ajudar a mudar um País.
Essa é uma questão subjetiva. A meu ver não é possível conceituar ou definir com exatidão essa e aquela juventude, isto é, os jovens das duas épocas. As pessoas, jovens ou não, sempre fazem parte do contexto aos quais estão inseridos. Em 1968 a juventude emergia de toda uma efervescência de novas ideias, na política, na música, nos movimentos sociais e estudantis que passavam por um cerceamento brutal aplicado pelo regime militar. Eram jovens estimulados por ideias de liberdade e justiça. Jovens que acreditavam que "quem sabe faz a hora".
Em 2008, os jovens são resultado de um processo de globalização em todos os níveis de vivências sociais. E de toda uma massificação de conceitos sobre política e socidade. São jovens oriundos de uma geração decepcionada e frustrada em suas mais profundas teorias e credos. Eu diria em síntese que os jovens de 68 representavam a esperança de uma sociedade mais justa e os de 2008 representam o ceticismo de uma sociedade desigual, violenta e desesperançada. No entanto, em 2008, os jovens que pensam, têm mais maturidade. Considero no entanto, que em todas as épocas a juventude é sem dúvida " O Motor da História".( Lauro de Oliveira Lima, pedagogo.) E necessário que haja um comprometimento das cabeças pensantes desse país com uma pedagogia e metodologia que faça a juventude despertar para as suas potencialidades de encontrar os caminhos que a população precisa abrir para um processo de renovação, de reciclagem.
Essa é uma questão subjetiva. A meu ver não é possível conceituar ou definir com exatidão essa e aquela juventude, isto é, os jovens das duas épocas. As pessoas, jovens ou não, sempre fazem parte do contexto aos quais estão inseridos. Em 1968 a juventude emergia de toda uma efervescência de novas ideias, na política, na música, nos movimentos sociais e estudantis que passavam por um cerceamento brutal aplicado pelo regime militar. Eram jovens estimulados por ideias de liberdade e justiça. Jovens que acreditavam que "quem sabe faz a hora".
Em 2008, os jovens são resultado de um processo de globalização em todos os níveis de vivências sociais. E de toda uma massificação de conceitos sobre política e socidade. São jovens oriundos de uma geração decepcionada e frustrada em suas mais profundas teorias e credos. Eu diria em síntese que os jovens de 68 representavam a esperança de uma sociedade mais justa e os de 2008 representam o ceticismo de uma sociedade desigual, violenta e desesperançada. No entanto, em 2008, os jovens que pensam, têm mais maturidade. Considero no entanto, que em todas as épocas a juventude é sem dúvida " O Motor da História".( Lauro de Oliveira Lima, pedagogo.) E necessário que haja um comprometimento das cabeças pensantes desse país com uma pedagogia e metodologia que faça a juventude despertar para as suas potencialidades de encontrar os caminhos que a população precisa abrir para um processo de renovação, de reciclagem.


Essa é uma questão subjetiva. A meu ver não é possível conceituar ou definir com exatidão essa e aquela juventude, isto é, os jovens das duas épocas. As pessoas, jovens ou não, sempre fazem parte do contexto aos quais estão inseridos. Em 1968 a juventude emergia de toda uma efervescência de novas ideias, na política, na música, nos movimentos sociais e estudantis que passavam por um cerceamento brutal aplicado pelo regime militar. Eram jovens estimulados por ideias de liberdade e justiça. Jovens que acreditavam que "quem sabe faz a hora".
Em 2008, os jovens são resultado de um processo de globalização em todos os níveis de vivências sociais. E de toda uma massificação de conceitos sobre política e socidade. São jovens oriundos de uma geração decepcionada e frustrada em suas mais profundas teorias e credos. Eu diria em síntese que os jovens de 68 representavam a esperança de uma sociedade mais justa e os de 2008 representam o ceticismo de uma sociedade desigual, violenta e desesperançada. No entanto, em 2008, os jovens que pensam, têm mais maturidade. Considero no entanto, que em todas as épocas a juventude é sem dúvida " O Motor da História".( Lauro de Oliveira Lima, pedagogo.) E necessário que haja um comprometimento das cabeças pensantes desse país com uma pedagogia e metodologia que faça a juventude despertar para as suas potencialidades de encontrar os caminhos que a população precisa abrir para um processo de renovação, de reciclagem.


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Oi Maria, concordo com você, no que tange à desesperança e falta de motivação!
Também acredito que um dos fatores que tenha contribuído foi a falta de consolidação dos jovens e, com isso, ausência de união. Conseqüentemente, prejudica o patriotismo (como todos sabem, só visto nas finais da Copa ou quando é para declarar Imposto de Renda - "patriotismo-ruim", onde todos se unem para criticar o país, na minha opinião hehe).
Um dos maiores golpes indiretos nos ensinos universitários é a descontinuidade de turmas. Não me recordo a bibliografia onde se afirma tal fato, mas os períodos das faculdades duram a cada 6 meses para que as turmas acabem se misturando, o que enfraquece a aproximação. Esta medida foi tomada exatamente para isto, de forma que não houvesse uma força estudantil unida (ok, eu sei que existem exceções. De qq maneira não é a maioria das vezes).
Concordo com a Maria Moura quando faz menção ao problema de comparar duas gerações acolhidas, cada uma, por um processo histórico (cultural, político, econômico...) diferente. As gerações de 68 ou 2008 lidaram e lidam respectivamente com situações completamente diferentes. No que diz respeito à nossa contemporaneidade podemos afirmar que o capitalismo e seu principal sub-produto, a globalização, redefinem atitudes modelando o caráter das novas gerações sempre baseando-se em algumas premissas impostas por esse regime economico. Cito duas características importantes para a formulação de caráter em nossa atualidade: o crescimento demográfico, que inflige numa luta constante e pessoal por um espaço ou pela própria sobrevivência, e o que meu colega Radamés sintetiza como "a escravização do tempo pelo capitalismo". Somente nos atendo ao que nos é apresentado diante dos olhos, hoje, já é possivel identificar a diferença entre a geração de 2008 e qualquer outra.
Uma das maiores diferenças está no hábito da leitura nos jovens de 1968. A crença na possibilidade de mudanças, o anarquismo, a conciencia política, a combatibilidade tão falada, só foram possíveis devido o conhecimento estraido dos livros e foletins. Boa parte da diferença de objetivos dos jovens de 2008 para os de 1968 se dá pela forma em que recebem e absorvem as informações. Os jovens de 2008 vivem uma conjuntura mundial bem diferente, porém muitos dos problemas de 1968 ainda permanecem.

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