Ruanda, 1994 - A Organização das Nações Unidas deveria ter interferido no conflito?

Em 1994, por questões políticas e diplomáticas, a Organização das Nações Unidas (ONU), não interferiu militarmente em Ruanda, onde por ocasião de uma guerra civil devastadora matava milhares de pessoas.

A ONU errou? Ela deve interferir militarmente em questões envolvendo política interna dos países ou deve respeitar outras saídas?

Tags: 1994, Genocídio, ONU, Ruanda

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Respostas a este tópico

Eu assisti o filme q retrata esse episódio triste da nossa história , aliás , mais um .Sob meu ponto de vista , creio que ela errou sim !. Pois ela não foi criada , para promover , ou pelo menso tentar promover a paz ?!.A conclusão q no momento posso tirar , é a sua relação bilateral ,e de certa forma faz parte de um sistema cruel , que nós também vivemos e conhecemos, ou seja o fator principal para as decisões tomadas e posteriormante ações foi o interesse do exploradores daquele país, daquela região !.
Olá Valério !

Inclusive recentemente assisti um filme pela ótica do comandante das forças da ONU, muito triste acredito que houve omissão do secretário geral da ONU.

P.S - Acredito que vc assistiu "Hotel Ruanda"
A ONU deve respeitar a política interna dos países em conflito, mas a partir do momento em que comece uma guerra, ela tem sim que interferir para que a população não sofra.
Eu axo mais é q tem q morre essas pessoas !!! Pq pense...
Ja tem muitas pessoas nesse mundo
isso é apenas controle natural de população. Eu penso e afirmo é q as pessoas não deveriam interferir na vida nem na morte das outras, isso enfraquece a raça humana.
Um exemplo é o cachorro, q tbm é um animal. Qdo um filhote de cachorro nasce fraco, a cadela não trata ele como um coitadinho, nem da remédinhos pra ele "sobreviver". Ela age racionalmente ao contrário dos Humanos q agem emotivamente. Ela mata o filhote para q ele não enfraqueça a raça toda.
Por esse motivo afirmo q a ONU não presta pra nada... Só para atrapalhar a seleção natural da raça !!
Caro Jhonatan,

Estou na dúvida: devo ficar preocupado pelo fato de existir uma pessoa com tal mentalidade ou relaxar, pois ela só pode estar falando isso para provocar alguém?

Se você foi sincero no que disse - espero que não - peço que repense muito a sua maneira de julgar o mundo e as coisas. Seu pensamento não fica devendo em nada aos adeptos do Nazismo. Sugiro que você leia "A Origem das Espécies", de Charles Darwin, antes de pensar que sabe o que é seleção natural.

E mais: o Café História não irá ignorar qualquer forma de preconceito ou apologia ao Nazismo, como parece propor a definição de seu perfil. Se isso acontecer, medidas mais drásticas poderão ser tomadas, como o contato com o Ministério Público. Peço que você se lembre da lei abaixo:

LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997.

Altera os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e acrescenta parágrafo ao art. 140 do Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional."

"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:

I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;

II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.

§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido."

Atenciosamente,

Bruno Leal
Café História
Ignorando a estultice sobre "seleção natural", acho bastante delicado a intervenção da ONU em política interna.

A ONU não interviu em Ruanda não apenas por questões políticas e diplomáticas, mas também por questões econômicas. O conflito entre tutsis e hutus era de grande interesse entre investidores americanos, franceses e belgas. Ambos os lados foram armados, desde os anos 70, por investidores estrangeiros. O silêncio das Nações Unidas sobre o tema é vergonhoso e qualquer tentativa de intervenção em Ruanda no meio da guerra civil serviria para comprovar o óbvio: que enquanto entidade, ela não tem nenhum poder preventivo sobre genocídios e massacres enquanto ela não tiver autonomia diante dos países membros do conselho de segurança.

É válido ressaltar, dentro dessa lógica, o papel intervencionista da ONU na questão do Congo nos anos 60, prejudicando os partidários de Patrice Lumumba e se aproximando de grupos separatistas, ferindo a autonomia da recém-criada República Democrática do Congo. Defendendo os interesses do bloco ocidental, o papel da ONU foi desastrado e acabou impulsionando uma das ditaduras mais violentas do continente africano, personalizada na figura de Mobutu.
Concordo com você, Fernando. A atuação da ONU, seja em qualquer país, responde mais aos interesses econômicos dos países que a controlam do que qualquer preocupação com a vida e segurança das pessoas.

Mesmo em situações como a do Iraque? Nem na forma de sanções?

Deveria sim intervir, como também no Kosovo e em outros casos. Mas a ONU não vem cumprindo seu papel e no contexto atual nem deveria mais existir! os EUA e seus aliados ditam onde e quando devem intervirem, opondo seus interesses ao sofrimento dos povos!.
Essa questão realmente é complicada!
Mas antes de mais nada, temos que entender que a ONU não tem somente o Conselho de Segurança como orgão, apesar de ser o principal deles e realmente o mais falho. A antiga Liga das Nações foi substituida pela ONU exatamente para impedir sua "falência" e acredito que conseguiu isso, pois organizações como a Unesco, a Unicef que fazem parte do Conselho Econômico e Social tem credibilidade e cumprem seu papel. Então a ONU não deve "desaparecer", o que deve ser questinado é a estrutura do Conselho de Segurança e o direito de veto das grandes potências o que acaba tirando sua credibilidade de organização mundial.

Quanto à Ruanda, o próprio Paul Rusesabagina (um sobrevivente do genocídio que inspirou o filme "Hotel Ruanda") pode nos responder essa questão quando ele diz que "o pior erro da ONU foi nos manter confiantes de que eles estariam lá, que iriam nos ajudar (...) Por conta disso muitas pessoas acabaram voltando (...) se amontoaram em igrejas e escolas sob a proteção da ONU (...) Mas quando 15 soldados belgas foram mortos, retiraram as tropas de paz de lá (...) nesse caso a ONU até facilitou o trabalho dos assassinos, concentrando milhares de vítimas no mesmo local."
A omissão da ONU em Ruanda,em minha opinião foi errônea e conivente com os fatos ocorridos.Acredito que a ONU tambem lucrou com o sangue dos irmãos mortos aos milhares.É indiscutivel que outros países ganharam muito dinheiro com o genocídio. A escravidão não acabou,ela continua. O opressor escravisa negros em busca de diamantes e outras pedras preciosas,interassados em terras e arma as tribos para que se matem. Por aqui,a falsa abolição fez alguns estragos.
Mas sobre a ONU,não acredito no seu pseudo propósito. Mas se ela funcionasse como deveria,teria sim que intervir nos conflitos militares e civis,quando há vidas inocentes em risco de morte.Paz à todos os povos.
A ONU errou. Mas o mais grave nao foi o facto de a ONU errar, pois isso mais cedo ou mais tarde aconteceria. O mais grave e o facto de a estrutura da ONU nao se adaptar a realialidade do Mundo de hoje em especial o conselho permanente da ONU onde 5 paises podem vetar qualquer resolucao. Isto faz com que a ONU tenha uma influencia tremenda de poucos sobre muitos. Se a China nao fosse um dos 5 membros permanentes poderiamos dizer que 4 governos que representam 10% da populacao tem poder de veto sobre qualquer resolucao. Isto cria uma inercia na ONU e impede a ONU de ter um papel mais activo onde poderia ter uma posicao de mediadora de conflitos ou mesmo antecipar potenciais conflitos, enfim ter um peso positivo num Mundo melhor para todos.

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