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Bruno Leal

Sobre a enquete atual: o que você acha da obrigatoriedade de certos conteúdos no ensino de história?

Na atual enquete do Café História, perguntamos o que os colegas acham sobre o ensino obrigatório da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.

Aqui é o espaço para expressar ainda mais o que você pensa sobre a questão!

Tags: cultura, ensino, escola, historia

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Respostas a este tópico

Há meu ver, não era nem para ser obrigatório. E sim espontâneo.
Como historiadores sabemos que nosso ensino de História tem fortes tendências eurocêntricas.(ISSO É FATO)
Está na hora ou melhor passando da hora de inserir a questão histórica indigena e da afrodescendencia brasileira.
Mostrando principalmente a visão dos participantes sem dar ênfase a quem venceu ou quem perdeu.
Fazendo um estudo diferenciado.

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Eu diria que é de fato uma pena que centenas de milhares de crianças completem o ciclo escolar todos os anos e saiam da escola com tantas deficiências no que diz respeito a conhecimento do mundo em que elas vivem e da história do mesmo.
No entanto, convenhamos que não é apenas a respeito da história afro-brasileira ou indígena que se note esta ocorrência. De fato, pode-se afirmar que, dentre as questões ou tópicos negligenciados, estes dois tenham uma relevância político-social maior que outros. Porém, a formação de cidadãos em 2008 que desconheçam as mais básicas premissas do islamismo e judaísmo, apenas para citar um exemplo, também me parece alarmante.
Sempre haverá critérios. É uma prerrogativa da proposta de um ensino minimamente homogêneo. Acredito que a preocupação com as culturas indígena e africana devem figurar entre os temas a serem ensinados em algum momento da formação escolar. Quando e em qual intensidade estes temas seriam cobrados eu deixo para os planejadores da educação nacional.
Apenas gostaria de ressaltar que há outros temas negligenciados e que de fato a quantidade de conteúdos a ser dada é vastíssimo, talvez implicando mais cortes e generalizações do que talvez se desejasse.
Talvez a melhor forma de abordar temas como as religiões supracitadas ou mesmo as culturas indígena e africana fosse apresentá-las nas séries iniciais (6ª e 7ª), de forma "mastigada" e acessível, justamente por ser um período de grande absorção e no qual, creio, tais temas teriam impactos formativos mais significativos.
Dever-se-ia também estudar a adequação de certos temas às aulas de geografia. Enquanto não julgo professores de geografia qualificados para dar aula sobre a história da cultura afro-brasileira, certamente uma preocupação com a mesma na atualidade poderia retirar uma considerável parcela da "carga" (sem qualquer sentido negativo) envolvida na apresentação dos temas em debate.

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Boa noite, acho que eté demorou de acontecer temos o compromiso e obrigação de criar estas provocações pois sem elas nunca vamos saber verdadeiramente os fatos e acontecimentos que formaram o nosso pais, não podemos ser imbecis de deixar para tras todos os valores de nossos antepassados indigenas e africanos e repassar aos nossos estudantes os grandes valores deixados por nossos ancestrais e antepassados dessas duas raizes. Nego D'ajuda.

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Defendo a idéia de que qto mais conteúdos os alunos puderem estudar durante o período escolar, muito melhor, só não sei como isso será possível, se a cada ano diminui a carga horária de História. Em algumas escolas, os alunos só têm UM período semanal. Chegará o momento em que apenas os títulos dos conteúdos serão apresentados.
O mais surpreendente é que os novos conteúdos não surgem como proposta, mas como OBRIGATORIEDADE. O órgão normativo que obriga o acréscimo de conteúdos é o mesmo que reduz a carga horária. Resta-nos esperar que nos sugiram tbm a fómula milagrosa de como proceder a tal absurdo.

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Não acredito que seja o conteúdo o mais importante aqui.
Assim estaremos reproduzindo educação ao invés de produzir.
Queremos alunos pensantes que saibam expressar sua opinião, mas como vamos fazer isso se estamos preocupados com o conteúdo a ser passado?
Em história é preciso pensar, não somos a história p ficarmos parados, nós a somos porque a construimos.
Se o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas é obrigatório que seja, se não o é, basta inserí-lo discretamente a ponto de fazer alguns alunos perceberem o que existe além.
Temos q encarar o fato q não damos aula p historiadores e tampouco para alunos q amam História, então vamos cair na real. O aluno tem q pensar, mais reflexão e não conteúdo.

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Não sou Historiador nem Professor. Apenas um grande curtidor de História e de outros códigos. Minha atividade profissional é outra.
Deixarei meu testemunho na condição de mero observador. E curtidor, insisto.
Concordo em gênero, número e grau com o caro amigo Rodrigo Maia. Percebo que urgências há. A questão dos assim chamados afro-descendentes e a indígena.
Contudo, necessário lembrar que a Antropologia há muito sustenta que somos todos afro-descendentes. O Homem originou-se no Continente Africano.
Raças? Não existem. Apenas uma: a Raça Humana, independente da cor da pele e de características outras.
Necessário contemplar a face multifacetada de todas as tradições culturais e manifestações específicas de cada grupo humano. Sejam os aborígenes da Austrália ou os quirguizes, povo da Ásia central. A Quirguízia, ex-república soviética, tem suas fronteiras junto à China, ao Cazaquistão, ao Uzbequistão e ao Tajiquistão. Conheces o modus vivendi de lá, sua literatura, etc? Por acaso são menos importantes do que as civilizações pré-colombianas?
Recuando ainda mais: sua importância seria maior ou menor do que a dos Impérios luminosos negros anteriores ao advento do antigo Egito sob a égide dos faraós, que sobrevivem no inconsciente coletivo?
Meu questionamento remete às descobertas das grutas de Tassíli Náger, no Egito. A partir daí, Cheikh Anta Diop (nascido no Senegal em 29.12.23, morto na sua terra natal em 07.02.86), um dos mais proeminentes historiadores africanos do período de luta anti-colonial formula suas teses.
Aos 23 anos, viajou para Paris, onde prosseguiu os estudos avançados na especialidade de Física. Após quase uma década, o cientista e investigador africano doutorou-se em Letras, tendo publicado, em 1960, dois trabalhos com os títulos "A Unidade Cultural da África Preta" e "A Unidade Pré-colonial da África Preta".
De 1950 a 1953, ocupou o cargo de secretário-geral do Rassemblement Democratique African (RDA) e ajudou a estabelecer o primeiro e o segundo Congresso do Mundo de Escritores Pretos e de Artistas Presos, em Paris, em 1956 e 1959, respectivamente.
Que a historiadora Renata Argemiro perdoe-me a pretensão. Discordo de seu ponto de vista: "mostrar principalmente a visão dos participantes sem dar ênfase a quem venceu ou a quem perdeu".
No meu entender, parafraseando-a, já passou da hora de reescrever a História do ponto de vista dos Vencidos.

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Estranho para mim, brasileira, que a história de duas raças formadoras da nossa sociedade só agora venha a fazer parte do curriculo escolar e isso por ter sido determinada a sua obrigatoriedade. Um atraso secular não acham????

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Desde que nos entendemos por seres humanos e estudantes, somos obrigados a assimilar o etnocentrismo europeu. Então por que tanto se questiona a assimilação da cultura de quem contribuiu de forma bem mais assídua na construção de nossa história? E a cultura indígena é de suma importância para nós. Pois não vamos esquecer de nossos usos e costumes que por vezes se aproximam desta cultura, pois mais que tentemos nos distanciar, através da tecnologia, dela.
Pela leitura de outras respostas, há uma espécie de consenso em relação a não obrigatoriedade do ensino sobre as culturas indígena e africana. Então o estudo das outras culturas que pertencem a regiões mais desenvolvidas, segundo a economia não deveriam ter ser prioridades nos livros de história ou geografia.

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O governo tem aberto espaço para novas aŕeas de saber serem trabalhadas em sala, mas fica a questão: oferece também estrutura, capacitação, etc?

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Acho necessário conhecermos nossa orígem, nossa história,a formação do povo brasileiro.
só não gosto muito é do termo "obrigatoriedade". Porém há um fato que sempre pensei quanto aos índios e negros, tão responsáveis por essa formação, quanto os europeus. Apesar de serem povos tratados com preconceito, na construção de nossa nação.
Desde o princío da escrita da história do brasil, já foram deixados de lado, acho difícil serem valorizados agora, a ponto virar assunto obrigatório, tratado com seriedade e respeito.

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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