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Bruno Leal

Quais as principais dificuldades de um(a) professor(a) de história em sala de aula ?

Falta de atenção, conteúdo, desinteresse, avaliação, conteúdo, presença, etc...Qual o principal problema enfrentado atualmente pelos professores no ensino de história? Vale para todos: do ensino fundamental ao universitário.

Foto: sala de aula na época Vitoriana

Tags: ensino, história, professores

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Respostas a este tópico

vc está certo, mas ai há um projeto meu com um amigo que sabe criar sites que é o de criar com o intuito de dá aulas de História pela internet, um exemplo é um ex-professor meu de ensino médio que tem um site em que ele dá aulas de Física.Imagino que o ser professor de História é mais complicado no nosso país porque a população não sabe sua verdadeira História.

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Lucas pode até ser, penso que essa palavra dependente seja muito forte nesse contexto, seria como Matemática e Física um bom aluno de Matemática na maioria das vezes é um bom aluno em Física.O povo brasileiro não gosta de ler, isso acarreta a uma não compreensão mais detalhada das coisas é por isso que a TV toma conta do universo brasileiro, especificamente a Rede Globo, existe também na televisão alguns bons programas como o Roda Viva só que o horário em que se passa é ruim na TV Cultura.A grande questão que estamos falando é de como ensinar (eu ainda vou entrar na Universidade) a alunos que tem esses defeitos de não ler, não compreender gráficos e etc, de que a formação dessa sociedade que ele conhece é através dessa História que nós contamos. É ultilizar algumas músicas que falem de problemas sociais que também são históricos e isso vai fazer o aluno entender.

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Acho que a grande dificuldade é fazer os alunos se interessarem pela história, pois as escolas mesmo não estão dando o valor que a história deveria ter.
Ano passado (2007) eu tinha 3 aulas semanais de história por turma, este ano a direção da escola diminuiu para 2 aulas semanais e colocou espanhol e artes no currículo escolar.
O próprio professor fica desmotivado em levar algo interessante aos alunos e o ensino de história passa a ser uma disciplina quase insignificante para eles.

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Estimado Colega Hermínio, sou professor de história e supervisor. Sobre mudanças na base curricular a própria LDBN determina que as matérias tenham período semilares ou seja uma base curricular justa. Para que isto aconteça você terá que discordar da Direção escolar e bater pé que as matérias exatas podem e devem ceder um período para espanhol, artes, filosofia, sociologia. Agora vc tem que saber que depende muito mais de vcs do que da Direção. Em minha escola onde sou supervisor todas matérias tem 3 períodos e exatas 4, desta forma não fica injusto. Agora elas passarão para 3 pois implantamos filosofia e sociologia como determina LDBN.
Sou professor de sala tb e brigo muito, quando o aluno não tem condições não aprovo e imponho que História é importante tanto quanto as outras matérias e diga-se de passagem passaram a me respeitar. Não deixe de lutar pelos seus ideais, mas terás que ler constantemente a LDBN e ECA, digamos que seja nossa Bíblia.

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A "disciplina e a falta de interesse" são os problemas mais encontrados na atualidade de nossa escola. Mas quando falamos de História acredito ser mais complicado, pois os alunos tem em mente aquele velho pensamento de que História fala do passado, de datas, que é preciso decorar e não entender, deixando a sensação de que os alnos não fazem parte da História. Então como amo minha profissão luto para que esta realidade ainda mude.

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Acho que todos vocês tem razão no que falam... Eu trabalho com História na rede pública a 3 anos. Acho que além do que colocaram, ainda encontramos muitas coisas erradas. Como a familia deixar para a escola o papel de educadora moral fazendo com que a escola deixando muitas vezes de produzir conhecimento; de alguns professores que se ausenta da labuta do trabalho difícil que é ser professor. Do Estado, principalmente, que não é presente na hora que precisa e que ainda implanta em nossa educação ideologias externas que não encaixam em nossas realidades escolares.
Uma dificuldade de se trabalhar história hoje, também está ligado a um processo de mudança mental em que nossa sociedade está passando atualmente e nós professores não temos nem idéia dessa mudança. Poderia falar muitas coisas aqui mas vou deixar para vocês. Postem suas idéias e comentários. Vamos lá quem sabe assim conseguiremos melhorar nossa educação.

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Eu insisto, a chave para uma melhoria na educação brasileira, não apenas na disciplina isolada de História, é a leitura. Ou os alunos passam a ler, tarefa essa não isenta da responsabilidade dos professores e também dos familiares, ou o Brasil termina de colocar as esporas.

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Como afirmei malungo, a falta de leitura tb é um erro da educação brasileira, mas não é tudo, tem muita coisa envolvida. A leitura é parte, mas não o todo a respeito do problema da educação brasileira... Tem uma política que quer o aluno "burro" se é podemos usar este termo... que quer tb o professor "burro"... ou melhor, um ser não crítico... que não sabe ler como vc disse...
Não acho que a leitura seja a chave-mestra para a melhoria da educação, ela é sim um ponto que precisa ser mudado e urgente. Acho mesmo, que a chave-mestra, e que precisa ser mudado, a priori são as políticas públicas de educação. Essa sim mudando; muda-se tudo inclusive e principalmente a leitura.
Ah!!! Postem respostas para continuarmos o debate.... quem sabe assim cheguemos a um veridito!!!!

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Olá Alfredo, Isto também aconteceu com nós. Também diminuiram a carga horária de história para acrescentar filosofia e outras. No entanto as disciplinas de matemática e ciencias tiveram suas cargas horárias ampliadas. Matemática para cinco períodos semanais e ciências de 3 para 4 períodos. Puro discriminação e desvalorização da disciplina e dos profissionais formados, concursados e pós-graduados. tudo em nome da demagogia eleitoreira das diretoras de escolas.

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Gosto muito do ponto em que o Alfredo tocou. É preciso políticas públicas de qualidade para a educação no Brasil. Isso significa dinheiro para: construção e reconstrução de escolas, compra de materiais, bolsas de inciação científica e desenvolvimento de projetos, formação continuada dos docentes, equipamentos de laboratório, salários bons para professores e escola em tempo integral. Em raros casos, temos casos de sucesso sem dinheiro. Infelizmene a coisa é assim.

Paralelo a isso, vem a questão inerente a nossa disciplia. É preciso ser mais exigente na formação do profissional de história. As faculdades precisam ser centros de excelencia em ensino e pesquisa para que possam replicar esta excelência com os jovens e crianças. É preciso que o professor também tenha maior conhecimento das questões que envolvem a educação, como avaliação, currículo, ambientes de aprendizagem...enfim, é chegada a hora de encerrar a relação de autoritarismo entre professor e aluno. Falamos tanto em colaboração que é preciso levar isso para a sala de aula. Muitos professores já mudaram suas posturas. Muitos outros estão começando a fazer isso. Vamos conseguindo aos poucos, espero.

Em relação a leitura, acho que ela é fundamental, mas não necessária. Quem disse que é preciso ler muito para ser um bom cidadão, crítico e reflexivo? Nem sempre. Isso depende de muitas variáveis. É claro que a leitura é uma grande chance para que isso aconteça, mas não é a única. Além do mais, discordo com a Tairone em duas coisas: não é verdade dizer que o brasileiro lê pouco. Brasileiro lê MUITO. O Afinal de contas, como explicar o verdadeiro fenômeno editorial da literatura de auto-ajuda, religiosa e dos jornais populares, que nunca venderam tanto? Nunca vi no metrô tantos leitores como agora. problema é a qualidade do que lê. A maior parte das pessoas não progride em termos de qualidade, não se interessando pro outras questões. Mas acho também que isso é uma outra grande questão.

Meu outro ponto de discordância é: é preciso tentar parar de disseminar teorias conspiracionistas de que " a globo controla". É inegável que a emissora do Roberto Marinho teve participação em diversas questões da vida do nosso país, mas não existe essa coisa toda. É preciso parar de nos escondermos por trás dos erros do "outro". Quantas vezes na vida vocês já ouviram frase que começam com "não é interessante para ___________que o povo seja instruído". É preciso que consolidemos nossas críticas em novos argumentos, mais consistentes e constutivos.

Um ponto tarazido pelo Hermínio é muito importante: cada vez mais o professor de História possui menos tempo em detrimento de outras disciplinas. Isso mostra que as maiores relações de poder não provém de instituições como a mídia, mas dentro do próprio universo escolar. Algumas disciplinas ainda se acham hegemônicas dentro da escola. Isso sim produz a corrosão do humanismo no currículo. É preciso lutar para que todas as disciplinas tenham o mesmo peso.

Bom...é o que penso.

O debate está ótimo, colegas!

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Falou e disse... estou contigo e não abro Bruno...
É isso mesmo que envolve as políticas públicas. Precisamos é de dinheiro na educação, ou melhor, precisamos que a porcentagem reservada para educação dos impostos arrecadados, ou seja, os 25% dos impostos, seja realmente investido na educação. O que vemos não é isso. Vemos muito desvio de verbas. Infelizmente.

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Olá Bruno, quando voce falou sobre a diminuição das aulas de História, lembrei-me da notícia que recebi ontem do secretario da escola em que trabalho. A inclusão das disciplinas de Filosofia e Sociologia na grade do 3o ano do ensino médio, vai fazer com que a disciplina de História se reduza à 1(uma!!!!!!) aula por semana. Não sei se isso será apenas aqui no Estado de São Paulo, mas com certeza muitos outros Estados irão se inspirar nisso também. Assim fica difícil buscar valorização maior à nossa disciplina junto aos alunos e colegas de trabalho. Por essas e outras é que muitas vezes me sinto desmotivada...

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ADEUS, MENINOS

França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que freqüenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2ª Guerra Mundial.

Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos e ainda o padre responsável pelo colégio.

O filme explora um situação limite sob a ótica da universo a criança, como fizeram outros ótimos filmes, como os recentes "A Culpa é do Fidel" e "Machuca". Com uma direção segura de Louis Malle, o fracês "Adeus, Meninos" (Au Revoir les Enfants, 1987) é um filme antes de tudo humanista, que mostra o drama de uma populção civil que sofreu os males de uma guerra mundial implacável, sobretudo, dentro do contexto das amizades e da família.

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