Qual a origem e as característica do Povo Bantu, maioria escrava no Brasil ?

A maioria dos negros escravos que vieram para o Brasil (pelo menos no começo) eram do povo Bantu, angolanos, congos, etc.
Os portugueses preferiam o povo Bantu por serem na maioria das vezes um povo pacífico, eram agricultores, pescadores e tambem trabalhavam com a metalurgia. Sendo assim mais facil de se dominar.
Dizem que os indios basileiros eram fracos para o trabalho escravo, uma grande mentira !
Observem: Os indios quando presos para se tornarem escravos, fugiam facimente e até preferiam morrer tentando, pois na verdade tudo aqui era o "quintal de sua casa".
Agora os negros não, eles eram trazidos para outro lado do mundo, numa terra estrangeira. Os membros de sua família eram separados, indo cada um para um estado diferente. Melhor dizendo, era arrancada sua identidade, ficava sozinho em um mundo totalmente estranho e sem nenhum membro da família e com negros de outras tribos falando dialetos diferentes.
Ai sim um escravo pacifico, submisso.

Exibições: 7495

Responder esta

Respostas a este tópico

Concordo com você que era mais fácil trazer para o Brasil um povo que não conhecia nada de nossas terras, mais em relação à passividade é contestável, tivemos revoltas importantíssimas do povo negro em nosso país, gerando estratégias de desorganização como a implantação de sociedades civis com fins pacificadores dentro de igrejas, no Ceará pode encontrar na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos uma estrutura de reis e rainhas, estrutura que futuramente através de batuques foram formadoras de maracatus e congadas.
A presença do povo banto foi marcante em nosso estado, tivemos um fluxo e refluxo muito grande, pois tínhamos entrepostos com Pernambuco e Maranhão, isso gerou um numero expansivo de quilombos, são catalogados 84 no Ceará, em sua maioria povo que se considera de origem banto.
Pesquisadores como o Babalorixá Cleudo de Oxum, Hilário e Armando Leão estão mapeando a religiosidade e reescrevendo esta história , pois já se sabe que o terreiro de origem bato, Terreiro de Viva Deus do Calunga, estabeleceu-se no bairro da Messejana por volta de 1960 , isso redireciona a data oficial do candomblé no Ceará.
Saudações.
Gostaria muito de ter contato com pessoas que soubessem sobre a cultura Bantu, principalmente, se forem ligadas ao Candomblé.
Acesse no Orkut a comunidade Antropologia da Africa e vc tera muitas informoções sobre Histroria Africa ok
Gostaria incialmente de colocar uma curiosidade: A escravidão negra também foi estimulada pelos ganhos que os traficantes de escravos ligados às autoridades coloniais obtinham, por isso reprimindo a escravidão indigena. Tanto que a escravidão indigena que é retomada durante a ocupação holandesa das colonias portuguesas na Africa, no perido da União Ibérica, volta a ser reprimida com o restabelecimento da antiga ordem após a independencia de Portugal e a devolução de Angola pelos holandeses.
Luiz, na verdade o banto ao qual vc se refere, tem a ver com um tronco linguistico que se manteve entre vários povos da Àfrica principalmente devido às conquistas qua ocorreram em praticamente todo o território subsaariano pelo povo que professava tal lingua... procure por tronco linguistico, acho que vc vai conseguir mais alguma coisa, ok?
Abração

Você consegue ler a respeito no livro de Flávio dos Santos Gomes, "História de quilombos". Dá uma conferida: http://books.google.com.br/books?id=zBJhorv5iDsC&pg=PA211&d...

Concordo com Leno Farias sobre na contestação que faz no que se refere a passividade do negro cativo. Muitos desses grupos quando trazidos para o Brasil já estavam em condições de escravizados em sua terra. E essa pseudo-resignação diante a escravidão traduzia-se em revoltas, fugas e, até mesmo, em suicídios em massa. Ver "Da África ao Brasil: itinerários históricos da cultura negra" (Adriana Campos e Gilvan Ventura). 

Boa lembrança, Márcia!

RSS

Links Patrocinados

EVENTO EM DESTAQUE

Cine História

Uma promessa

Está em cartaz nos cinemas brasileiros o filme franco-belga "Uma promessa", de Patrice Leconte. 

Sinopse: Alemanha, 1912.  Um jovem diplomata (Richard Madden) ingressa no serviço administrativo de uma usina siderúrgica. Por conta do seu bom trabalho, seu patrão (Alan Rickman) o contrata para o posto de secretário particular. Conforme os dias passam, ele conhece e se aproxima da esposa (Rebecca Hall) do chefe, apaixonando-se perdidamente por ela. Ele recebe a missão de ir ao México repentinamente e, ao anunciar sua partida, a mulher entra em desespero, realizando que ambos se amam. Sendo assim, fazem uma promessa de amor: um dia ele irá retornar e os dois finalmente ficarão juntos.

café história acadêmico

Arte: Leia, na íntegra e gratuitamente, o livro “A Era de Caravaggio.

Parceiros


Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

Atenção!

O Café História respeita a opinião de todos nos mais diversos espaços da rede. Reserva-se, no entanto, o direito de suspender textos de teor ofensivo, agressivo ou que sustente preconceitos de qualquer ordem, que promovam a violência ou que estejam em desacordo com o bom senso e as leis brasileiras. Da mesma forma, o Café História poderá suspender membros que publiquem este tipo de conteúdo. Se identificar algum conteúdo ofensivo ou comportamentos inadequados, por favor notifique-nos: cafehistoria@gmail.com

© 2014   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }