Arquivo Conversa Cappuccino | Rui Afonso

Conversa sobre um homem bom

O Café História conversou com o escritor português Rui Afonso, autor de “Um Homem Bom”, biografia de Aristides de Sousa Mendes. Cônsul na cidade francesa de Bordeaux, Sousa Mendes ignorou as determinações do governo de Salazar e emitiu vistos que ajudaram milhares de refugiados a escaparem com vida da opressão nazista em 1940. O ato de heroísmo, porém, teve um preço caro. Sousa Mendes foi afastado do serviço ativo e morreu, nos anos 1950, profissionalmente desonrado e afogado em dívidas. Somente décadas mais tarde sua importância foi reconhecida pelo governo português. Na entrevista ao Café História, Rui Afonso, que vive em Toronto, no Canadá, explica como começou o seu interesse por Sousa Mendes, discute a questão dos refugiados ajudados pelo diplomata e fala sobre os seus próximos trabalhos.

Rui Afonso estudou literatura inglesa e francesa, além de Pedagogia na Universidade de Toronto. Também estudou português na Universidade de Lisboa e russo na Universidade de Estado e no Instituto Pouchkine, em Moscou. É autor de “Injustiça: O Caso Sousa Mendes” e “Um Homem Bom”. Seus artigos tem sido publicado nos Estados Unidos, Canadá, França e Portugal. Em breve, também em tradução holandesa na Bélgica flamenga.

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CAFÉ HISTÓRIA: Caro Rui Afonso, é um prazer recebe-lo na rede. Obrigado por aceitar nosso convite. O senhor é o nosso primeiro entrevistado estrangeiro nesses quatro anos no ar, o que nos dá muita satisfação, sobretudo por ter nascido em Portugal, país irmão e terra de muitos de nossos leitores. Mas comecemos o nosso papo...

“Um Homem Bom”, publicado em 2011 no Brasil pela Casa da Palavra e pela Leya, recebeu uma série de elogios da crítica especializada, não apenas por sua prosa fluida, mas por uma exaustiva pesquisa histórica. Como surgiu o seu interesse por Aristides de Sousa Mendes? E qual a diferença fundamental entre este “Um Homem Bom” e o seu primeiro livro sobre o tema, “Injustiça – O Caso Sousa Mendes” ?

RUI AFONSO: Aristides de Sousa Mendes foi homenageado pelas comunidades portuguesa e israelita em Toronto, Canadá, em novembro de 1986. Naquela altura, escrevi um artigo em inglês pelo Toronto Star, jornal da cidade onde vivo, e outro em francês, pelo La Pressede Montreal, baseado em uma entrevista com um filho de Sousa Mendes, Luís Filipe. Falando com o Luís Filipe, fiquei impressionado com a injustiça de que tinha sido vítima o seu pai e, depois de entrevistar nos Estados Unidos vários refugiados israelitas ajudados por Sousa Mendes, decidi passar um ano em Portugal para pesquisar e escrever um livro sobre o caso.

Em Portugal, consegui ter acesso ao processo disciplinar de Sousa Mendes, o que nenhum pesquisador tinha conseguido até aquele momento. Escrevi um livro, Injustiça: O Caso Sousa Mendes (1990) denunciando a injustiça que tinha sido perpetrada e criticando também a persistência em Portugal de certas mentalidades salazaristas e antidemocráticas, mesmo depois da revolução democrática de 1974. Injustiçaé um livro político que trata do direito administrativo e estuda em pormenor o processo disciplinar instaurado contra Sousa Mendes.

O ano que passei em Portugal para escrever esse livro tornou-se dois anos e acabei por escrever também uma biografia completa, Um Homem Bom, primeira edição de 1995, completamente revista e aumentada em 2009 e 2010 em Portugal, e em 2011 no Brasil. Com cada nova edição do livro, acrescentei elementos novos. Estamos sempre a descobrir outros aspetos desta história complicada.

CAFÉ HISTÓRIA: Sousa Mendes desobedeceu uma série de instruções do governo português naquele ano de 1940. Ele emitiu vistos a refugiados que não tinham passagens pagas ou vistos para outros países, o que havia sido proibido pela Circular N. 23 do MRE. Para tornar o processo mais rápido, abreviou seu nome nos documentos, emitiu os vistos em papéis não oficiais e trabalhou horas seguidas em regime de plantão, varando a madrugada. Emitiu também vistos fora do consulado (como em hotéis e carros), para desafetos de Salazar e inimigos de Hitler. Chegou até mesmo a emitir passaportes falsos. Tudo estava valendo para ajudar os refugiados. Como podemos explicar essa atitude heroica de Sousa Mendes? A situação de caos e desespero em Bordeaux foi o principal motivo? Ou esta decisão foi o ápice de uma discordância política de Mendes em relação ao governo de Salazar?

RUI AFONSO: Como muitos conservadores católicos e monárquicos, a atitude de Sousa Mendes para com o regime de Salazar era complexa. Ele não gostava de Salazar por razões pessoais, ligadas ao afastamento do seu irmão César do posto de Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1933. Mas receava, no início, que as alternativas a Salazar podiam ser piores do que o ditador.

A discordância política de Sousa Mendes em relação ao regime de Salazar cresceu com o início da Segunda Guerra Mundial e, depois da guerra, era uma atitude abertamente democrática e anti-salazarista.

Na biografia Um Homem Bom, dou uma dúzia de razões pela atuação de Sousa Mendes. Penso que a emoção—a compaixão-- e a religião foram fatores importantes.

Posso acrescentar mais uns motivos possíveis sobre as quais estou a trabalhar neste momento. Não se pode esquecer que Sousa Mendes tinha passado 10 anos como cônsul geral de Portugal em Antuérpia. Viveu muitos anos na cidade flamenga de Lovaina. Era também acreditado ao Luxemburgo, onde tinha passado férias com a família. Muitas das pessoas que pediram a sua ajuda eram belgas de Antuérpia, entre eles muitos judeus que trabalhavam na indústria dos diamantes.

Entre os homens políticos com quem Sousa Mendes teve contato nesses dias encontrava-se o ministro belga da saúde pública, Marcel-Henri Jaspar, que tinha a responsabilidade dos refugiados belgas, que, de certo modo, acabou por abandonar. Antes de partir para Londres, Jaspar deixou o seu automóvel de serviço com Sousa Mendes, como me contou o seu filho Pedro Nuno. Impossível pensar que Jaspar, que tinha mulher judia, não interveio em favor dos refugiados perante Sousa Mendes.

Também deve ter feito a mesma coisa o Ministro da Justiça luxemburguês Victor Bodson, que já tinha salvado uma centena de judeus alemães permitindo a sua entrada clandestina no Luxemburgo e que depois também foi julgado “Justo” por Israel. Segundo a Enciclopédia dos Justosdo Yad Vashem, pelo menos um refugiado, Jean Schneider, atribuiu a Bodson o fato de muitos judeus luxemburgueses poderem atingir Portugal. Sem o visto de Sousa Mendes isso teria sido impossível.

Como ele me contou, Otto de Habsburgo também interveio pelos refugiados austríacos. Não esquecemos que Sousa Mendes era monárquico e que os Habsburgos estavam ligados à família real portuguesa e à família da grã-duquesa do Luxemburgo, que era filha de princesa portuguesa. As pressões sobre Sousa Mendes—pressões humanitárias, religiosas, pessoais, e mesmo políticas—foram muitas.

CAFÉ HISTÓRIA: Desde fins de 1938, o governo português já havia introduzido restrições aos vistos para os judeus que quisessem entrar em Portugal. No entanto, a Constituição portuguesa em vigor – criada pelo próprio regime salazarista – proibia a discriminação religiosa. Como explicar historicamente essa contradição?

RUI AFONSO: A Constituição da União Soviética também garantia de maneira bastante progressista os direitos dos seus cidadãos. O problema é que a proteção desses direitos só existia no papel. A mesma coisa pode-se dizer dos direitos garantidos pela Constituição do Estado Novo.

CAFÉ HISTÓRIA: Aristides de Sousa Mendes foi o único diplomata português a arriscar-se passando vistos ou houve algum outro diplomata ou membro do governo português (no exterior ou mesmo em Portugal) que também acabou se arriscando por refugiados?

RUI AFONSO: O vice-cônsul honorário em Bayonne Vieira Braga ajudou Sousa Mendes na concessão de vistos. Houve outros diplomatas portugueses que agiram também e sua atuação é bem descrito no excelente livro de Avraham Milgram, Portugal, Salazar e os Judeus; trata-se de José Luís Archer e António Alves, em Paris, e de Sampaio Garrido e Alberto Carlos de Liz-Teixeira Branquinho, em Budapeste.

CAFÉ HISTÓRIA: A distribuição de vistos realizada por Sousa Mendes tirou muitas pessoas do caminho dos nazistas. Se Sousa Mendes não tivesse feito isso, que destinos poderiam ter essas pessoas? De uma forma geral, quem fazia parte deste grupo de refugiados? Pelo que o senhor indica, eram pessoas ricas e pobres, pais de famílias como outros quaisquer e homens notáveis. Como explicar essa enorme heterogeneidade?

RUI AFONSO: Quando comecei as minhas pesquisas nos anos 80, eu estava mais convencido do que hoje da diversidade de refugiados ajudados. Mas depois de muitos anos de investigação tenho chegado à conclusão que a maioria dos refugiados ajudados eram pessoas com meios. Claro que pessoas como o rabino polaco Chaim Kruger, homem relativamente pobre, eram pessoas de meios muito mais modestos do que os milionários e aristocratas que também receberam vistos. Havia homens de negócio, industriais, muita gente que trabalhava na indústria dos diamantes na Antuérpia, atores de cinema, pianistas, pintores, intelectuais, banqueiros etc. Para ter passaporte e para viajar era preciso na altura meios financeiros. É talvez sempre o caso...

Não há dúvida nenhuma sobre a sorte que atendia muitos se não recebiam vistos. No meu livro dou um exemplo de refugiado cujo visto foi recusado por Salazar antes da tomada de decisão de Sousa Mendes, o engenheiro Hugo Wessely. Pereceu durante o Holocausto.

CAFÉ HISTÓRIA: Muitos refugiados ajudados por Sousa Mendes acabaram imigrando para o Brasil. O senhor se recorda de alguma personalidade (da política, da cultura ou das artes em geral) cuja chegada ao Brasil tenha se dado pela colaboração do cônsul português em Bordeaux?

RUI AFONSO: O grande poeta polaco Julian Tuwim e a sua esposa, Stefania, receberam vistos de Sousa Mendes. Tuwim foi membro do movimento literário polaco Skamander.

Até agora não tenho conseguido prová-lo, mas penso que outro membro do grupo, o poeta polaco Jan Lechón, também recebeu visto de Sousa Mendes. Como Tuwim, Lechón passou pelo Brasil antes de ir para os Estados Unidos.

Tuwim recebeu o seu visto para o Brasil em Lisboa do poeta e diplomata Olegário Mariano. Foi provavelmente também o caso com Jan Lechón.

CAFÉ HISTÓRIA: Dar vistos para todos os refugiados foi uma decisão tomada de forma bastante consciente por Sousa Mendes. Ele sabia mais ou menos os riscos que corria. No entanto, as punições parecem ter sido muito mais severas e irreversíveis do que o esperado. Teria Sousa Mendes subestimado a violência da punição que o esperava? Seria o regime de Salazar era mais agressivo e inapelável do que ele julgava?

RUI AFONSO: Ao contrário, penso que Sousa Mendes não tinha nenhuma ilusão sobre a natureza implacável e vingativo do ditador português para com qualquer funcionário que desobedecia.

CAFÉ HISTÓRIA: Salazar poderia ter se utilizado do heroísmo de Sousa Mendes em favor de seu governo, transformando o cônsul de Bordeaux em uma figura emblemática de seu governo. Mas ele não o fez. Ele apenas se apropriou dos elogios feitos a “política receptiva” de Portugal aos refugiados. Por que ele não foi mais longe nesta apropriação?

RUI AFONSO: Salazar apropriou a si mesmo e ao seu regime os atos de Sousa Mendes. Ele ou o seu regime fez desaparecer muita da documentação sobre o que verdadeiramente aconteceu.

CAFÉ HISTÓRIA: Por falar em Brasil, Sousa Mendes atuou como diplomata no país. Como foi esse período de sua vida? O senhor poderia falar um pouco sobre a relação dele com o Brasil?

RUI AFONSO: Sousa Mendes foi cônsul na Curitiba brevemente em 1918. Monárquico, foi colocado na disponibilidade esse ano por ser visto como hostil ao regime republicano vigente em Portugal. Havia uma grande clivagem na sociedade portuguesa da época entre monárquicos e republicanos. Sousa Mendes escondia mal o que realmente pensava e sentia, e houve problemas de careira por causa disso.

CAFÉ HISTÓRIA: Em “Um Homem Bom”, pelo menos na versão brasileira, não há nenhuma imagem. Não há uma única foto de Sousa Mendes, de seus familiares, dos refugiados ou de quaisquer outros atores históricos que aparecem no texto. Por que o senhor não utilizou imagens no livro? Não houve autorização?

RUI AFONSO: É uma pergunta a fazer à editora. A ausência de fotos na edição brasileira surpreendeu-me assim como a omissão que o livro foi traduzido do inglês pelo tradutor português António Pescada.

CAFÉ HISTÓRIA: Alguns historiadores brasileiros consideram o Estado Novo de Getúlio Vargas um governo antissemita. É evidente que o Estado Novo contava com muitos indivíduos antissemitas em seus quadros. No entanto, é sempre muito problemático (ou mesmo equivocado) considerar toda a estrutura governamental desta forma. No que se refere ao governo Salazar, esse tipo de leitura também acontece? O senhor diria que o governo de Salazar foi realmente antissemita ou essa classificação também pode ser complicada?

RUI AFONSO: Deixo a outros estudiosos a tarefa de resolver o problema de saber em que grau o regime salazarista era antissemita. Faltam os estudos especializados para dizer algo de inteligente sobre este assunto. A política de refugiados do regime era claramente antissemita, como era em quase todo o mundo ocidental na altura. Nenhum país queria refugiados judeus. Os polacos e os apátridas eram os mais indesejáveis.

Vou lhe contar uma história de um judeu polaco. Em 1939, o cidadão português Samuel Schwarz pediu a Salazar o direito para o seu irmão polaco Aleksander emigrar a Portugal. Samuel Schwarz era uma pessoa importante na comunidade israelita de Lisboa, grande engenheiro como o seu irmão. Samuel era rico, casado com uma filha de banqueiro de Odessa. Salazar disse não ao pedido. Mais tarde Sousa Mendes concedeu vistos a Aleksander e a membros da sua família.

Salazar não queria judeus. De modo geral, não queria estrangeiros ou imigrantes. O judeu representava ideias “avançadas” e Salazar não queria nada disso.

Como Milgram já o demonstrou, certos dirigentes da polícia política de Salazar, como a capitão Paulo Cumano, que dirigia os serviços da fronteira, eram abertamente antissemitas. Dalguma maneira os judeus eram muito poucos em Portugal e Salazar não queria ver isso mudar.

CAFÉ HISTÓRIA: Após a sua morte membros da família de Sousa Mendes buscaram de todas as formas honrar a memória do pai divulgando a sua história. Na década de 1960, os esforços tinham sido quase todos em vão. Um dos filhos de Mendes, Sebastião, chegou a ouvir de um jornalista americano: “é uma pena que tenha sido há tanto tempo”. Vinte anos depois, esse cenário muda e a memória de Sousa Mendes, sobretudo nos Estados Unidos e Israel, se torna conhecida e o cônsul recebe uma série de homenagens póstumas. Como explicar essa mudança de postura? De que forma essa mudança pode estar relacionada a uma mudança da “consciência histórica” sobre o holocausto?

RUI AFONSO: A nossa consciência histórica do Holocausto tem mudado no sentido que hoje em dia fala-se nem só das atrocidades nazis mas também da política de portas fechadas dos países não subjugados pelos nazis.

Talvez a nossa fascinação com Sousa Mendes, que é ainda mais forte em Portugal e na Europa do que nos Estados Unidos e no Canadá, vem menos da consciência do Holocausto do que da necessidade em que os cidadãos da Europa se encontram de proteger os direitos humanos de todos, incluindo, de novo, os refugiados ou imigrantes na Europa. Esses direitos humanos estão de novo sob ataque.

CAFÉ HISTÓRIA: Em suas reflexões sobre a Europa e os europeus, o historiador britânico Tony Judt disse que “o reconhecimento do Holocausto é o nosso ingresso para a Europa”. Por isso, tantos monumentos, memoriais, museus, discursos públicos de reconhecimento de culpa, entre outros esforços memorialísticos, são atualmente erguidos no velho continente. Para Judt, tudo isso seria uma tentativa de pôr um ponto final num capítulo doloroso no passado europeu e seguir adiante, sobretudo para aqueles que desejam se sentir “europeus plenos no início do século XXI”. O reconhecimento de Sousa Mendes pelo governo português – algo que demorou bastante para acontecer, mais do que nos EUA e Israel, por exemplo – pode ser lido dentro desta perspectiva? Em que sentido, o reconhecimento da memória de Sousa Mendes pode fazer parte de um projeto politico europeu mais amplo no tocante ao passado e ao futuro?

RUI AFONSO: Penso que a popularidade de Sousa Mendes entre os portugueses hoje em dia é um sinal da maturidade da democracia portuguesa. Somos um país verdadeiramente democrático e europeu. A história de Sousa Mendes puxa-nos nesse sentido. O que mais une a Europa é a nossa luta pelos direitos humanos, luta para qual precisamos de heróis emblemáticos. Aristides de Sousa Mendes é um desses heróis.

CAFÉ HISTÓRIA: Rui Afonso, chegamos ao fim de nossa conversa. Foi um prazer recebe-lo aqui para esse café virtual. Muito obrigado pela atenção e pelas respostas. Para encerrar, a nossa última pergunta é: o senhor está preparando algum outro livro? Possui alguma visita agendada ao Brasil?

RUI AFONSO: Escrevi um livro sobre Jorge Amado que ainda não foi publicado, Jorge Amado e os caminhos do exílio. Penso voltar brevemente ao Brasil por causa disso. E simplesmente porque gosto do país e tenho amigos aí.


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Comentário de Flavio Collares em 6 novembro 2012 às 18:45

Li o livro. Muito bom. Mas também temos o nosso Schindler - embaixador Souza Dantas cuja biografia foi lançada há uns tres anos se não me engano. Souza Dantas, à semelhança de seu colega português, foi igualmente perseguido no governo Vargas, o qual era notoriamente pró regimes nazi-facistas. O nosso embaixador tem seu nome inscrito na ¨avenida dos justos¨ em Israel, junto a outros bemfeitores da Humanidade.

Comentário de Maria Luiza Teixeira Vasconcelos em 28 setembro 2012 às 10:33

Conheço um de seus netos, Aristides Sousa Mendes e Diana Sousa Mendes, uma de suas bisnetas. A família toda fez o impossível para que Sousa Mendes fosse reintegrado no serviço diplomático. O que aconteceu apenas na década de 1980. Coisas da falta de memória portuguesa. Como as nossas brasileiras.

Nas minhas aulas a presença de Sousa Mendes foi constante. 

Estou em São Paulo há um ano mas moro em Portugal, no Alto Alentejo, na antiga vila de Marvão.

Obrigada pela entrevista.

Maria Luiza

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