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Enquete História

Ditadura Vargas (1937-1945) ou Ditadura Militar (1964-1985): em qual regime houve maior censura?

Ditadura Vargas (1937-1945)
Ditadura Militar (1964-1985)


Na enquete passada...

perguntamos aos professores que fazem parte do Café História o que mais lhes incomodavam dentro de sala de aula: desinteresse, indisciplina, estrutura da escola, violência, gestor pedagógico ou material didático. Com mais da metade dos votos, o desinteresse foi escolhido como o grande vilão. Abaixo, seguem os resultados:

Desinteresse: 51,57%
Indisciplina: 23,43%
Estrutura da Escola: 8,46%
Violência: 8,07%
Gestor Pedagógico: 5,71%

Material Didático: 2,76%

TOTAL DE VOTOS: 508

O desinteresse dos alunos é o principal fator para a evasão escolar no país, afirmou, em 2007, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, com 45% dos entrevistados, um resultado bem próximo dos dados gerados pela enquete do Café História. Na época, O coordenador da pesquisa, economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e PhD pela Princeton University, afirmou que o atual modelo de escola no Brasil não tem gerado interesse suficiente nos alunos.

A seu ver, há necessidade de um conteúdo pedagógico mais identificado com a realidade dos jovens e também mais eficiente do ponto de vista do mercado de trabalho, com ênfase nas escolas técnicas. Além da promoção de uma maior conscientização de pais e gestores públicos sobre a importância da Educação. E você o que acha sobre essa questão? Como mudar?

Fórum

João Correia de A. Neto

Seminário Ferrer & Guardia - A Escola Moderna e a Pedagogia Libertária 2 respostas 

Iniciado por João Correia de A. Neto. Última resposta de João Correia de A. Neto 6 horas atrás .

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República 120 anos de Proclamaçâo 2 respostas 

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José Leandro

COMO É QUE VAMOS DE LEITURAS? 5 respostas 

Iniciado por José Leandro. Última resposta de José Leandro 13 horas atrás .

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Iniciado por André Gustavo Bezerra Sabino. Última resposta de Silvaniza Maria Vieira Ferrer 20 horas atrás .

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A bíblia pode ser considerada um livro histórico? 28 respostas 

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Passado pouco tempo daquele episódio eclodiu o movimento político-militar-tecnocrático de 1964 e Serra assistiu encoberto pelo público ao incêndio da sede da UNE, no RJ, ateado por radicais de direita. Mas nada fez além de olhar. Dai homiziou-se a...
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Através desse grupo estudaremos todas as reliões e procuraremos entender o por que de muitas coisas.
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José Henrique Bueno atualizaram seus perfis
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4 horas atrás
Pedimos divulgacao para dois concursos públicos para Prof. Adjunto, nas áreas de História Medieval e História da América Latina do Departamento de História da UNIRIO. As inscrições estarão abertas até 26 de dezembro de 2009. Segue o link do Edita...
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Pat G. Duck atualizaram seus perfis
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José Leandro adicionou 5 postagens ao blog
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"Meu verso é a minha consolação. Meu verso é a minha cachaça. Todo mundo tem sua cachaça." Carlos D. A“Quando o Brasil criar juízo e se tornar uma potência mundial, será a cachaça, e não o uísque, a bebida do planeta” jur.Heráclito F. S.
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Olá José, muito grato pelo cartaz. O seminário foi um sucesso. As celebrações e seminários aconteceram em várias partes do Brasil. A prática/filosofia libertária segue viva. Grande abraço. João
6 horas atrás
6 horas atrás
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Hugo Leonnardo Cassimiro História é o tempo irreversível que torna a matéria perecível: inclusive a fina matéria humana.
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Parabéns pela comunidade !
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A História Cultural dá um colorido a nossa profissão, tbm nao deixando de lado as outras linhas de nossa história, foi tbm o que me despertou interesse á pesquisa, vou abordar cultura indigena e educação no meu trabalho de conclusão de curso, se a...
8 horas atrás
 

Miscelânea Café História

Mini-Cursos em Semana de História da Unirio

Entre os dias 23 e 26 de novembro, acontece na Universidade Federal do Estado Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) a IV Semana de História da instituiçãp. Em sua quarta edição, o evento se caracteriza, mais uma vez, pela qualidade de seus temas e pela organização. Neste ano, o título da semana é: "Identidades Perspectivas".

Na programação, além das palestras e da apresentação de trabalhos, o destaque vai para os mini-cursos, que acontecem em três dias: 24/11, 25/11 e 26/11, 8h-10h. No total, são sete mini-curso, sobre os mais variados temas, mas que guardam em comum o diálogo com a questão da identidade: Império Romano, Cultura Indígena, Brasil Império e Cidadanias. Bruno Leal, criador e coordenador do Café História, está ministrando um desses cursos:

"Introdução aos Estudos do Holocausto - Representação e Memória do Holocausto na Europa do Pós-Guerra"

As inscrições online já se encerraram, mas é possível fazer a inscrição no dia do evento. Os ouvintes pagam uma taxa única de dez reais e recebem certificado.

Mais informações sobre o evento podem ser conferidas no blog do evento:

http://www.semanadehistoriadaunirio.blogspot.com/


120 de República

No último domingo, a República brasileira completou 120 anos de história. Desde o distante 15 de novembro de 1889, foram 33 presidentes e tempo o suficiente para todo tipo de emoção: revoltas, golpes, ditaduras, censuras e movimentos sociais. Nos últimas décadas, desenvolveu-se a noção de cidadania, direitos humanos, participação política, de justiça e, principalmente a noção de que todos os brasileiros podem participar do destino do país, apesar de todos os problemas estruturais e também de conjectura.

Parte importante dessa história é contada pelo belo “Museu da República”, no Rio de Janeiro, lugar de memória que não pode deixar de ser visitado pelos moradores da Cidade Maravilhosa e de constar no roteiro de visita a cidade e se interessa por história. O Museu o antigo Palácio Nova Friburgo (no Império), depois Palácio do Catete (na República), que durante 63 anos foi o coração do Poder Executivo no Brasil. Foi inaugurado em 15 de novembro de 1960, após a transferência da capital para Brasília.

O Museu da República tem compromissos com a preservação, a pesquisa e a comunicação da história republicana através dos diversos testemunhos que abriga, aí incluído o próprio Palácio, mas também tem compromissos de propor reflexões sobre o que acontece nos dias atuais. Sua missão hoje é contribuir para o desenvolvimento sócio-cultural do país, visando à valorização da dignidade humana, à universalidade do acesso e o respeito à diversidade cultural. O Museu da República é antes de tudo espaço de cidadania.

Para visitar o site do museu ou procurar mais informações sobre o mesmo, clique no link abaixo e proclame a sua República.

http://www.museudarepublica.org.br


O MURO E A HISTÓRIA

Tal como ocorreu ano passado, 2009 tem sido um ano rico em efemérides históricas: o aniversário de morte de Euclides da Cunha (100 anos), os oitenta anos da crise econômica de 1929, os quarenta anos da chegada do homem à Lua e os trinta anos da Anistia. Não faltaram datas ou ocasiões para celebrar a passagem do tempo e seus acontecimentos. Mas parece que novembro ainda estava guardando a maior efeméride de todas: os vinte anos do Muro de Berlim.

O "muro da vergonha" como também era conhecido entre os alemães do lado ocidental começou a ser construído em 13 de agosto de 1961 com ódio, arame farpado e muito concreto. O objetivo principal: evitar a fuga em massa dos habitantes da banda oriental para o vizinho capitalista. O que parecia uma solução irracional tornou-se um símbolo da Guerra Fria, durando 28 anos.

O Muro de Berlim começou a ser destruído em 9 de novembro de 1989. Era o início do colapso comunista iniciado no final dos anos 1970. Desgastados, as autoridades comunistas alemães cederam à pressão popular e internacional. Após a queda do muro, os países comunistas caíram um a um, mostrando o fracasso de um sonho e a frustração de muitas gerações. O momento foi marcante para quem vivia os acontecimentos. O repórter Silvio Boccanera, por exemplo, que na época trabalhava para o Jornal Nacional, da Rede Globo, usou as seguintes palavras em matéria que foi ao ar no dia da queda do muro: "Poucas vezes é possível testemunhar um acontecimento e ter certeza que a história com H maiúsculo está sendo escrita diante de seus próprios olhos. Este é certamente um desses momentos. Em ritmo de batucada, de alegria, na beira do muro de Berlim, as pessoas estão aqui comemorando a queda do Muro de Berlim". (clique aqui para ver essa reportagem)

Casal atravessa a passagem entre as Alemanhas ocidental e oriental.

É por ter essa magnitude histórica que o Café História separou alguns especiais que os meios de comunicação preparam para lembrar os vinte anos do Muro de Berlim. Abaixo seguem alguns sites que indicamos. E não deixe de participar também do novo fórum do Café:

Que lembranças você tem da queda do Muro Berlim? Onde você estava e o que sentiu, pensou ou desejou?


Especial Deutsche Welle (português)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2063310,00.html

Especial Globo Online (português)
http://oglobo.globo.com/mundo/murodeberlim/

Especial TIME (inglês)
http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1631828,00.html

Conversa Cappuccino - Entrevistas

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Café Expresso Notícias

Historiadora encontra mapas em Roma e Madrid sobre a costa de Cascais

A historiadora e arqueóloga Margarida Magalhães Ramalho descobriu em Madrid e Roma mapas do século XVI que revelam informações, até agora desconhecidas, sobre as fortificações da costa de Cascais durante o período filipino em Portugal(1580-1640).

A referência das fortificações de Cascais nestes mapas, no período que antecede a invasão espanhola comandada pelo duque de Alba, "reflete a importância estratégica que terá tido na defesa de Lisboa", adiantou à Lusa Margarida Ramalho.

Há mais de 20 anos a estudar as fortificações cascalenses, a historiadora encontrou nos arquivos espanhóis da Casa dos Duques de Alba e num arquivo militar italiano na cidade de Roma, duas plantas cartográficas anônimas, do século XVI, até agora desconhecidas.

Fonte: LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Protestos de Leipzig anteciparam derrubada do Muro de Berlim

Iniciado dentro de uma igreja na cidade de Leipzig, situada na Alemanha do Leste, o movimento "Sem Violência", estimulado pela Igreja Evangélica e pelo Novo Fórum, ganhou as ruas da cidade. A movimentação das massas um mês antes do dia 9 de novembro de 1989 é o tema da terceira reportagem da série especial sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim que o Terra publica ao longo desta semana.

Na noite de 9 de outubro, um mês antes do Muro de Berlim vir abaixo, 70 mil manifestantes tomaram as ruas daquela cidade entoando slogans contra o regime e gritando "Stasi raus", exigindo o fim da Stasi, a polícia política do governo comunista da Alemanha Oriental. Ninguém até aquele momento poderia imaginar que estava em andamento a implosão do regime de Herich Honecker, bem como o fim da Guerra Fria.

Naquela noite, aproveitando-se da visível corrosão do comunismo no Leste europeu, a Nikolaikirche, a Igreja de São Nicolau, estava apinhada de gente para mais um ato de protesto. Do órgão o som saía elevado, majestoso, envolvente. A nave toda retumbava com os acordes solenes de uma fuga de Bach. Belíssima.

A multidão em silêncio respeitoso ocupara todos os bancos, enquanto os mais jovens estiravam-se pelo chão mesmo. Quem, naquele momento, poderia supor que as harmônicas notas daquele grande gênio da música universal serviriam para derrubar o vergonhoso muro que, bem longe de Leipzig, separava a cidade de Berlim desde 1961?

Fronteiras abertas

Naquele verão de 1989, a Europa, espantada, assistiu a uma estranha migração. Milhares de alemães orientais dirigiram-se para a Hungria, e quando se viu, amontoaram-se em frente ao prédio da legação da Alemanha Ocidental em Budapeste. Eles souberam que o regime comunista magiar abrira oficialmente sua fronteira com a Áustria em maio de 1989.

Um caminho para o Oeste da Europa estava aberto e eles queriam aproveitar aquela oportunidade extraordinária. Imploravam para que a embaixada alemã ocidental os acolhessem atrás de vistos que os permitissem viajar para fora do Bloco do Leste. Os diplomatas da República Federal tiveram que ceder. Que entrassem. Depois se veria o que era possível fazer naquelas circunstâncias.

Ao penetrarem no recinto, mal sabiam eles, estavam inviabilizando o muro e destruindo um dos pilares do regime comunista de Herich Honecker. Finalmente, depois de muita pressão e negociação, eles receberam, em setembro, autorização das autoridades comunistas húngaras para poderem sair. Pouco tempo depois, a mesma cena repetiu-se em Praga, onde as lideranças checas deixaram que alemães orientais, que estavam na embaixada alemã ocidental, saíssem num trem fechado em direção à Alemanha Ocidental.

Aberta a represa, o muro não tinha mais função. Dali em diante quem desejasse abandonar a Alemanha comunista bastava cumprir um roteiro triangular: sair de Berlim oriental, ou de qualquer outra cidade do Leste da Alemanha, alcançar Budapeste, e dali tomar um trem em direção à Áustria ou à Alemanha Ocidental.

Revolução pacífica

Em Dresden, deu-se uma batalha campal nas cercanias da parada dos trens entre a polícia e o povo, mas em Leipzig a manifestação assumiu um outro contorno. Estimulados pela música de Bach, milhares de pessoas foram para as ruas. Naquele dia 9 de outubro de 1989, deu-se o princípio da contagem regressiva que em apenas trinta dias depois pôs o Muro de Berlim no chão.

Setenta mil pessoas gritavam Wir wollen raus!, Nós queremos sair!, reclamando por seu direito de viajar, enquanto uma outra parte da multidão respondia Wir bleiben hier! Nós ficaremos aqui, no sentido que desejavam permanecer na Alemanha Oriental lutando para reformar o regime comunista de cima a baixo. Em seguida, todos juntos entoavam o refrão Wir sind das Volk! Nós somos o povo!

Apavorados com o vulto do protesto, as lideranças comunistas da Alemanha Oriental, a RDA, sondaram o dirigente soviético Mikhail Gorbachev da possibilidade de utilizar-se tropas e tanques soviéticos e alemães orientais para sufocar um possível levante popular anticomunista. Gorbachev dissuadiu-os.

Não havia mais clima na Europa, depois que ele mesmo dera início às reformas da Glasnost e da Perestroika, para voltar atrás. Era impossível repetir-se uma ação blindada como ocorrera em Berlim em 1953 e em Praga em 1968. Que os camaradas alemães encontrassem uma outra solução que não fosse apelar para a repressão. Que tentassem recuperar a confiança dos cidadãos, que fizessem as reformas com o povo alemão do Leste e não contra ele. Mas àquela altura bem pouco poderia ser feito.

Apesar do ambiente festivo que ainda marcaria as celebrações do 40º
aniversário da fundação da República Democrática Alemã (1949-1989), tudo estava perdido para os comunistas. Na noite do dia 9 de novembro de 1989, apenas um mês depois da manifestação de massa de Leipzig, por volta das 22h, uma multidão pacífica marchou em direção aos pontos de passagem que havia no Muro de Berlim querendo ir para o outro lado.

Os guardas da fronteira, sem saber o que fazer não tiveram remédio senão em levantar as cancelas e deixar o povo passar. Enquanto as duas Alemanhas se reunificavam, a Guerra Fria terminava.

Fonte: Terra

Estudo mostra custo elevado da reunificação da Alemanha

Enquanto a Alemanha se prepara para celebrar o aniversário de 20 anos da queda do Muro de Berlim, um novo estudo afirma que cerca de 1,3 trilhão de euros foram transferidos do lado ocidental para a reconstrução do leste, publicou um jornal neste sábado.

O relatório divulgado pelo instituto de pesquisa IWH mostra que as transferências líquidas da região ocidental para a oriental -um valor equivalente a mais da metade da produção econômica total da Alemanha em 2008- "aumentou significativamente" na última década, disse o semanal Welt am Sonntag.

O país comemora na segunda-feira o 20o aniversário da queda do Muro de Berlim. Nas comemorações, cerca de mil blocos de dominós coloridos que estão sendo montados neste sábado serão derrubados por cerca de 1,5 quilômetro que acompanhará o trajeto original da barreira erguida durante a Guerra Fria.

A chanceler alemã, Angela Merkel, se reunirá com líderes mundiais do passado e do presente para celebrar o evento histórico.

Além de outros, o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, e o premiê britânico, Gordon Brown, farão discursos.

O estudo não publicado do IWH foi originalmente comissionado pelo governo em 2006, mas o Ministério de Finanças alemão retirou sua assinatura do projeto por conta de divergências de opinião sobre como os números foram calculados, informou o jornal.

Fonte: Globo Online

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Galeria Café

ARTISTA: Simone Martini (Siena, 1284 — Avinhão, 1344) foi um pintor italiano nascido em Siena. Foi uma das maiores figuras do Trecento e grande mestre da escola sienesa.

Ele foi uma grande figura no desenvolvimento da arte italiana e influenciou grandemente aquilo que veio a se chamar gótico internacional. Acredita-se que Martini era um aluno de Duccio, o maior pintor de Siena naquele tempo. Seu cunhado era o artista Lippo Memmi. Sua obras também tiveram influência do escultor Giovanni Pisano. Pouco se sabe sobre a vida de Martini. Ele morreu enquanto estava a serviço da Corte de Avinhão, em 1344.

Entre suas primeiras obras está a Maestà, de 1315, no Palazzo Pubblico de Siena.A arte de Martini se deve muito às iluminuras francesas, que tinham sido trazidas para Siena no século XIV pela Via Francigena, um rota de peregrinos do norte da Europa para Roma.

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Café com prosa

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O LEITOR

BERNHARD SCHLINK

Por Bruno Leal

Não raro, a literatura, mesmo a de ficção, tem o poder de melhor problematizar o passado do que a própria escrita da história. A afirmação é bastante forte (e também polêmica), mas, no fundo, bastante verdadeira. O caso de "O Leitor" (The Reader), de Bernhard Schinlk, é um bom exemplo.

Na ainda destroçada Alemanha dos anos 1950, o adolescente Michael Berg conhece Hannah, mulher vinte anos mais velha, com quem inicia um caso amoroso. A relação dos dois é marcada pela descoberta do sexo, do mundo da literatura e por diversos mistérios. Michael e Hannah parecem viver apenas o presente. O passado fica no passado. Certo dia, Hannah deixa Michael sem nenhuma pista sobre o seu paradeiro. Michael sofre, consegue tocar sua vida, mas sempre se pergunta se havia feito alguma coisa errado. Teria ele traído a confiança sua amada?

Anos depois, os dois se reencontram, mas em um contexto muito diferente. Ele, como estudante de Direito que acompanha um julgamento sobre crimes de guerra. Ela, no banco dos réus, acusada de atrocidades em um campo de concentração nazista. Hannah parece não se defender corretamente. Omite informações, perde oportunidades para atenuar sua sentença. Pouco a pouco Michael descobre o motivo: Hannah guarda um grande segredo, do qual Michael tomara contato anos antes, mesmo sem se dar conta.

A partir daí, Michael passa a ser atormentado por diversas questões: deve ele contar para o juiz o que sabe, mesmo correndo o risco de trair a confiança de Hannah, que parece querer manter o sigilo? Como conciliar o seu amor por Hannah com o fato de ela ter sido guarda de prisão em um tempo tão tenebroso da história?

"O Leitor" é um livro de múltiplas camadas e nuances. Na Alemanha e em outros países onde o livro foi traduzido, sua leitura chegou a causar mal-estar, já que fora equivocadamente lido como uma defesa de uma criminosa nazista. Na verdade, o livro não é nada disso, mas sim uma obra complexa sobre amor, vergonha, piedade e, sobretudo, as feridas de uma geração, a ambivalência e os medos dos seres-humanos. O livro de Schlink escapa do lugar-comum de obras sobre o Holocausto. Ao invés de culpa - coletiva ou condenações, os personagens não justificam seus erros, mas os reconhecem e, com base neles, estabelecem relações tensas e conflituosas, algo que está muito mais próxima de nossa realidade.

Escrito com grande sensibilidade e estética fina, "O Leitor" ganhou uma adaptação também muito boa para o cinema. Acompanhar Michael é uma missão solitária, mas não melancólica. É uma vida que busca libertação, que busca compreender o outro e a si mesmo, uma luta pelo direito de viver.

Em certo momento do livro, ao refletir sobre a própria geração, Michael (no fundo, Schlink) afirma para si mesmo: "Não devemos ter a pretensão de compreender o que e incompreensível, não temos o direto de comparar o que é incomparável, não temos o direito de investigar, porque quem investiga, mesmo sem colocar nas perguntas as atrocidades, faz delas objeto da comunicação, não as tomando algo diante do que só se pode emudecer, horrorizado, envergonhado e culpado.".

Páginas: 239

Preço encontrado: R$ 29,00

Editora: Record


Café com Prosa – Arquivo

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Boa leitura!

Mensagens de blog

José Leandro

LEITURAS: UM CLÁSSICO RUSSO

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 12:54

José Leandro

MINIMALISMOS



«Aquele que instaura uma ditadura e não mata Bruto, ou aquele que funda uma república e não mata os filhos de Bruto, não reinará por muito tempo.» MAQUIAVEL., Discursos

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 11:34

José Leandro

"ENCANTO RADICAL"

«Meu mestre, meu mestre, perdido tão cedo! Revejo-o na sombra que sou em mim, na memória que conservo do que sou de motyo...» Álvaro de Campos

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 11:21

José Leandro

CLARICE LISPECTOR



Hoje no Público:

Haia Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, em 1920, no seio de uma família judaica, mas foi ainda bebé para o Brasil. Em Maceió, o pai muda-lhe o nome para Clarice. Em 1943 acaba o curso de direito, obtém a carteira profissional de jornalista e a nacionalidade brasileira, casa com um… Continuar

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 10:01

Mário Maestri

Por que não canto o Hino Nacional

Correio da Cidadania - Via Política

Por que não canto o Hino Nacional

Escrito por Mario Maestri
15-Nov-2009

No início do século 19, os soldados franceses enviados por Bonaparte para vergar a barbárie e restabelecer a civilização na parte francesa da ilha de Santo Domingos, futuro Haiti, escutavam, ao longe, assustados e perplexos, o ressoar da canção querida que seus oficiais lhes proibiam cantar. Eram os negros insurrectos que, entoando a Marselhesa, surgiam da profundeza da noite par… Continuar

Postado por Mário Maestri em 20 novembro 2009 às 7:30

MARIA SALETE CORRÊA CARVALHO

UM DIA PARA TER CONSCIÊNCIA

16/11/2009
ESPAÇO ABERTO - Um dia para ter consciência
'Ter consciência negra significa que ser negro é também fazer parte da sociedade em igual condição'

MARIA SALETE CORRÊA CARVALHO é professora pesquisadora com mestrado em Psicopedagogia.

Comemoramos no dia 20 de novembro o dia da Consciência Negra. A data escolhida pelo Movimento Negro contrapõem-se ao 13 de maio, dia da ''Abolição da escravatura''. É uma homenagem a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, que faleceu nesse dia. A guerra do… Continuar

Postado por MARIA SALETE CORRÊA CARVALHO em 20 novembro 2009 às 6:30

José Leandro

CLÁSSICOS DE SEMPRE

Euclides (na ortografia original: Euclydes) Rodrigues Pimenta da Cunha (Cantagalo, 20 de janeiro de 1866 — Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1909) foi um escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo e engenheiro brasileiro.



Fonte:Wikipédia.

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 5:43

James Emanuel de Albuquerque

REFLEXÕES SOBRE SOCIEDADE E CULTURA (164)

Gustave Le Bon
Em
As Opiniões e as Crenças.



“Crença e conhecimento constituem dois modos de atividade mental muito distintos e de origem muito diferentes.

A primeira é uma intuição inconsciente provada por certas causas independentes da nossa vontade; a segunda representa uma aquisição consciente, edificada por métodos exclusivamente racionais, tais como a experiência e a observação.

Foi somente numa época adiantada da sua história que a humanidade, imersa no mundo da crença,… Continuar

Postado por James Emanuel de Albuquerque em 20 novembro 2009 às 5:30

José Leandro

BARTHES, INÉDITO.

"Diário de luto", um inédito de Roland Barthes, é lançado em português



Diário de Luto, que reúne os escritos inéditos do francês Roland Barthes após a morte da mãe, é publicado esta semana pelas Edições 70. A obra, Journal du Deuil no original, foi editada em final de Fevereiro com chancela das Éditions Seuil… Continuar

Postado por José Leandro em 20 novembro 2009 às 5:19

Celso Lungaretti

Luta por Battisti passa para outra fase

Vamos esclarecer o que realmente se passou na terceira sessão de julgamento do pedido italiano de extradição de Cesare Battisti.

Como era de esperar-se, alinhou-se com os linchadores o fundador do bloco, o presidente do STF Gilmar Mendes, sem cuja tendenciosidade o caso estaria há muito arquivado.

Por míseros 5x4, o Supremo Tribunal Federal decidiu a extradição de Battisti.

A votação seguinte foi sobre se o Executivo seria automaticamente obrigado a extraditar ou o faria apenas e tão somente… Continuar

Postado por Celso Lungaretti em 19 novembro 2009 às 22:56

 
 

Cinehistória

SANGUE NEGRO

Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.

Livremente inspirado no romance "Oil!", escrito em 1927 por Upton Sinclair (1878-1968), Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007) foi muito bem aceito pela crítica, sendo comparado, inclusive, com o clássico "Cidadão Kane". Dirigido por Paul Thomas Anderson, um dos mais cultuados diretores americanos dos últimos anos. Trata-se de um filme épico, que discute temas como poder, fé, família e o paradoxo de ter tudo e nada, ao mesmo tempo.

Membros

  • Everton Marques de Carvalho
  • LEONCIO ADMIRAL JUDICE
  • Renato Ramon da Cruz
  • Luis Carlos Raimundo
  • Priscilla C. Rodrigues de Lima
  • Antonio Campos
  • Vanessa Picolli
  • GRISSIA GODOI RODRIGUES
  • Adriana da Silva Nunes Gomes
  • TAIZA MENEZES
  • Joanita Fernandes da Rosa
  • Hermanogomes de Sousa Filho
  • José Carlos Silvério
  • Danielle Reichelt Pires
  • Vinicius de Souza Sodré

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