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MURAL DO HISTORIADOR

Ela voltou!

Após um hiato de cinco meses marcado pela campanha de financiamento coletivo nas redes sociais RHBN Resiste, a Revista de História da Biblioteca Nacional finalmente retorna às bancas com edição que analisa a elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal. A resolução de dezembro de 1815 não apenas valorizou a parte brasileira do império português - que desde 1808 servia de residência para a família real - como foi um importante fator na cadeia de acontecimentos políticos que culminou na declaração de independência do país, em 1822.

De forma curiosamente apropriada, a capa da edição que marca o recomeço da Revista de História retrata Dom João VI, mesmo personagem que estampou sua primeira publicação, em julho de 2005. O dossiê Brasil Reino Unido aborda a transformação da relação política do Brasil com Portugal, além do crescimento da importância da antiga colônia portuguesa no cenário internacional, ilustrada por sua participação no Congresso de Viena. A edição também analisa como o status adquirido pelo Brasil desagradou certos segmentos sociais da época, tanto brasileiros quanto portugueses: no Brasil, a decisão deflagrou a Insurreição Pernambucana de 1817, enquanto em Portugal gerou uma série de críticas à coroa. Além do dossiê, a nova edição também aborda o polêmico programa “Escola sem partido”, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados por iniciativa do deputado estadual Flávio Bolsonaro. “A tentativa de abolir os direitos do professor chega ao extremo de afirmar que ‘não existe liberdade de expressão no exercício estrito da atividade docente’”, discorre o historiador Fernando de Araujo Penna. Quer saber mais? Clique aqui!

Thomas Skidmore

Thomas Skidmore no Roda Viva

Falecido na última semana, o norte-americano Thomas Skidmore produziu importantes estudos sobre a História do Brasil. Confira a entrevista que Skidmore (que vai fazer falta) ao Roda Viva:

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    Skidmore é leitura obrigatória sobre como os EUA viam o Brasil

    Thomas E. Skidmore (1932-2016) representava uma geração de estudiosos dos Estados Unidos que descobriram a América Latina no período após a Revolução Cubana e dedicaram as suas vidas acadêmicas analisando e interpretando as complexidades do continente para um público norte-americano.

    Depois de terminar o doutorado em história sobre Alemanha bismarckiana na Universidade Harvard em 1960, Skidmore recebeu a oferta de uma bolsa para pesquisar um país da América Latina durante três anos.

    Gostava de contar, no seu estilo de brincalhão, que as aulas de espanhol na Harvard começavam cedo, às 8h, e as de português, às 11h. Por isso, ele optou pelo Brasil.

    Comentou uma vez, falando com o apresentador Jô Soares, que ele e seus colegas eram filhos de Fidel Castro, pois a Guerra Fria e as preocupações de Washington sobre possíveis outras revoluções ao sul do rio Grande (na fronteira entre os Estados Unidos e o México) haviam motivado um grande interesse na região.

    Skidmore passou três anos no Brasil durante o governo de João Goulart (1961-1964), tentando entender o processo que levou ao golpe de 1964.

    Resolveu estudar as origens da ditadura, examinando populismo, nacionalismo e política brasileira, o que resultou no clássico "Brasil: De Getúlio a Castello (1930-64)", recentemente reeditado pela Companhia das Letras.

    Esse best-seller tornou-se leitura obrigatória para qualquer pessoa que quisesse entender como os americanos viam o Brasil.

    Skidmore virou o clássico brasilianista. Tinha um talento especial para comentar a situação política com ironia e humor. Suas opiniões sobre fatos contemporâneos sempre continham uma crítica velada ao regime militar.

    Em 1970, juntou-se à campanha de denúncia da tortura e repressão no Brasil, apresentando uma resolução no 2º Congresso da Associação de Estudos Latino-Americanos, em Washington, criticando o apoio norte-americano aos generais no poder.

    Por isso, o Itamaraty vetou uma viagem que ele faria ao Brasil, para dar um curso na Unicamp.

    A sua segunda obra-prima, "Brasil: De Castelo a Tancredo", ofereceu um estudo detalhado sobre a situação política e econômica do país durante o regime autoritário.

    A sua qualidade de analise só foi superada nos últimos anos por uma nova geração de historiadores brasileiros.

    Tive a honra de assumir a cátedra do professor Skidmore na Universidade Brown depois da sua aposentadoria, em 1999.

    Skidmore doou uma coleção fabulosa de 6.000 livros sobre o Brasil à biblioteca universitária. Eu o visitava uma vez por mês para conversar sobre o seu país adotivo. Ele conseguiu acompanhar a política brasileira até a sua morte.

    No ano passado, escreveu uma série de pequenos retratos sobre figuras brasileiras –de Juscelino Kubitschek a Celso Furtado– que ele conheceu em suas viagens ao Brasil. Estão publicados no site da Skidmore Collection da Universidade Brown.

    Amava o Brasil e tinha uma capacidade única de entender as complexidades políticas, sociais e culturais do país. Deixou um grande legado, que seus alunos e seguidores intelectuais vão continuar. Respeitava profundamente o Brasil e o seu povo, apesar de tudo.

     
     
     

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    café história acadêmico

    Lançamento de livro premiado em inglês - A Duke University Press tem a satisfação de anunciar a publicação de Migration and the Making of Industrial São Paulo de Paulo Fontes, professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPDOC/FGV). O livro é a versão em língua inglesa de Um Nordeste em São Paulo. Trabalhadores migrantes em São Miguel Paulista (1945-1966), obra ganhadora do Prêmio Thomas Skdimore do Arquivo Nacional e da Brazilian Studies Association em 2011. 

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