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Bibliografia comentada

O historiador Braz Batista Vas, especialista em Guerra do Paraguai, a convite do Café História, preparou uma bibliografia comentada para aqueles que desejam compreender melhor a maior guerra realizada no continente sul-americano.

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Entrevista

Nova História da Guerra do Paraguai

Entrevistamos o historiador Francisco Doratioto, professor da Universidade de Brasília. Doratioto é um dos principais expoentes da chamada “Nova História da Guerra do Paraguai”. Em 2014, o conflito sul-americano completa 150 anos de seu início.

Com um trabalho baseado em farta documentação, Francisco Doratioto, professor da Universidade Nacional de Brasília e do Instituto Rio Branco, se tornou um dos principais especialistas em História da Guerra do Paraguai. Mais do que batalhas e personagens, suas pesquisa trazem o lado humano, social e político do conflito. Em 2002, Doratioto lançou pela Companhia das Letras o livro “Maldita Guerra”, que rapidamente se tornou um livro de referência na área, especialmente daquilo que convencionou chamar de “nova história da Guerra do Paraguai”. Se você ainda acha que o Brasil foi forçado a fazer a guerra pelo imperialismo britânico ou que o Paraguai era uma ilha de prosperidade que ameaçava ingleses na América do Sul, você vai se surpreender. Leia aqui

Artigo: guerra do paraguai

Uma estranha efeméride

Por Vitor Izecksohn

A comemoração dos cento e cinquenta anos do início da Guerra do Paraguai passou praticamente em branco. Espremida entre os sessenta anos do golpe militar e o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, sobrou pouco espaço para a discussão do último grande conflito platino. Apenas um evento na Escola de Comando e Estado Maior do Exército e uma série na TV Escola intitulada “A Última Guerra no Prata” destacaram-se num cenário pouco alvissareiro para aqueles que pesquisam e publicam sobre o tema.

A relação dos historiadores profissionais com questões militares é relativamente recente e ainda pouco influente em termos das agendas de pesquisa, dos editais de bolsas e auxílios e da promoção de eventos de grande porte. E, no entanto, se trata de um dos campos de pesquisa acadêmica que mais cresceu nos programas de pós-graduação nas últimas duas décadas, com a multiplicação de dissertações e teses, além do surgimento de cursos específicos. Uma possível razão para essa disparidade pode ser creditada ao papel reduzido das guerras internacionais para o processo de construção do Estado nacional no Brasil. Com a exceção das participações nas duas guerras mundiais, conflitos distantes que chegaram até nós principalmente através de submarinos e formação de um contingente reduzido, o impacto das guerras foi relativamente pequeno nas instituições e na sociedade. Durante o século XIX, uma guerra com as Províncias Unidas do Prata e uma intervenção mais contundente contra Rosas e Oribe adicionaram pouco ao poder despótico do Estado. Essa circunstância não diminui o papel das forças armadas como atores de ponta na história política do século XX. O que submerge é a ideia da mobilização como uma ferramenta de expansão da cidadania e da expansão do poder público. Continue lendo aqui

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    Guerra do Paraguai: série de TV

    A TV Escola, canal de Educação, apresentou em agosto de 2014, um excelente especial sobre a Guerra do Paraguai, intitulado “A Última Guerra do Prata”. Trata-se de uma série de quatro episódios sobre o conflito que envolveu quatro nações do Cone Sul - Paraguai, ArgentinaUruguai e Brasil, entre 1864 e 1870. O primeiro episódio mostra a geopolítica da região Platina antes da guerra; o segundo e o terceiro relatam os eventos durante o conflito, e o quarto analisa o pós-guerra. A série  traz um novo olhar sobre a polêmica Guerra do Paraguai, um trágico conflito em que morreram mais de 350 mil pessoas. A partir de visitas aos locais que sediaram campos de batalha, análises de historiadores e consultas a documentos e fotografias raras, a série revela os interesses geopolíticos que conduziram ao conflito, o cotidiano de homens e mulheres que estiveram no teatro de guerra e ainda a influência que a Guerra do Paraguai teve na formação das nações que hoje integram o Mercosul. Confira aqui


    Guerra do Paraguai no Twitter

    O historiador Alfredo de Oliveira Jr. e o especialista em tecnologia da informação e mídias sociais uniram esforços e criaram um perfil no Twitter que recria os eventos da “Guerra do Paraguai” (@gdp1864). Os tweets relatam diversos acontecimentos envolvendo o conflito, como a diplomacia imperial, as batalhas brasileiras, os dramas pessoais e as reações e críticas à participação do Brasil na guerra, exatos 150 anos depois. Com isso, a ação tem como objetivo reviver o dia a dia do conflito, tentando passar para os seguidores a mesma sensação que as pessoas na época tiveram, contribuindo para um melhor entendimento do conflito. Confira o perfil clicando aqui.

    café expresso notícias

    Cento e cinquenta anos depois, historiografia sobre Guerra do Paraguai ainda tem conflito de versões

    Tempo parece não ter sido suficiente para pacificar versões quase antagônicas sobre causas e impactos do evento

    Cento e cinquenta anos depois, a Guerra do Paraguai ainda é motivo de conflito, mas em outro campo de batalha: os livros de História. O tempo parece não ter sido suficiente para pacificar versões quase antagônicas sobre as causas e os impactos do evento. De um lado, há os que acreditam que tudo começou por conta do imperialismo da Inglaterra, que não poderia permitir que um Paraguai desenvolvido e autossuficiente prosperasse no Cone Sul sem os produtos industrializados ingleses. Do outro, historiadores que voltaram aos documentos e revelam que os atritos começaram ainda por conta do processo de consolidação das fronteiras nacionais, além da disputa pela hegemonia no Rio da Prata.

    Pesquisadores do filme ‘A Última Guerra do Prata’ reviraram arquivos em busca de registros como estes acima: soldados na linha de frente, acampamentos, armamentos usados no conflito e trincheiras - Divulgação / Biblioteca Nacional do Uruguai

    O embate já começa no nome da guerra. Os paraguaios a chamam de Guerra da Tríplice Aliança, em referência à união selada entre Brasil, Argentina e Uruguai. Estes países seriam os três “fantoches” manipulados pelos ingleses contra o país guarani, na versão deles. Já no Brasil, nós a chamamos Guerra do Paraguai, como se a culpa do conflito fosse exclusivamente do nosso vizinho.

    A mais recente corrente historiográfica, surgida nos anos 1990, prega que a batalha deve ser compreendida ainda no contexto de formação e consolidação dos estados da região do Prata. A pouca definição sobre os limites de cada nação gerava atritos entre os países, e este teria sido o motivo para o Brasil dar ultimato ao governo uruguaio de Aguirre, em 4 de agosto de 1864 — supostamente por conta de contrabando de gado brasileiro para o Uruguai. Ao responder a ameaça com o rompimento das relações com o Brasil Império, os uruguaios pediram socorro ao Paraguai de Francisco Solano López, aliado que precisava do porto de Montevidéu para exportar mercadorias paraguaias mundo afora.

    Continue lendo aqui.

    Fonte: Globo Online


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    Violette

    Chega aos cinemas brasileiros o drama franco-belga “Violette”, do diretor estreante Martin  Provst.

    Sinopse: No início dos anos XX, a escritora Violette Leduc (Emmanuelle Devos) encontra a filósofa Simone de Beauvoir (Sandrine Kiberlain). Nasce entre as duas uma intensa amizade que dura toda a vida, ao passo que Simone encoraja Violette a escrever mais, expondo as suas dúvidas e medos, abordando todos os detalhes da intimidade feminina.

    café história acadêmico

    Guerra do Paraguai na literatura didática: Confira, na íntegra, a dissertação de mestrado  “A Guerra do Paraguai na Literatura Didática: um estudo comparativo”, do historiador André Mendes Salles (UFP). Clique aqui e leia.

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