Cafe Historia

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O Café História é uma rede social voltada para estudantes, professores, pesquisadores e amantes de História. Sua interface se baseia no conceito de Web 2.0, em que cada internauta é potencialmente um produtor de conteúdo.

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Enquete História

O que mais lhe fascina no Egito Antigo?

a simbologia
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os paradigmas religiosos
o desenvolvimento científico
a rede econômica







Na enquete passada...

O Café História perguntou: Última Hora ou Tribuna da Imprensa. Qual jornal teve maior peso político no Brasil dos anos 1950? A votação foi apertada e os especialistas em História da Imprensa no Brasil colocaram a Última Hora, de Samuel Weiner, em primeiro lugar, com 54% dos votos. O jornal de Carlos Lacerda, Tribuna da Imprensa, ficou os restantes 46%.

Na década de 1950, ambos os jornais cariocas tiveram grande visibilidade nacional, mais por seu peso na política nacional do que pelo número de leitores, se tomados em comparação com outros jornais era relativamente bem menor. O Última Hora, por exemplo, era o único jornal de peso no país que estava ao lado de Vargas, em seu segundo governo, tendo recebido em troca desse alinhamento ajuda política e também financeira. Além do peso político, o jornal ainda promoveu uma das reformas gráficas mais importantes na área do jornalismo impresso do século XX.

Total de votos: 100

Imagem: ÚLTIMA HORA

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Steven

O holocausto judeu virou dogma ? 39 respostas 

Iniciado por Steven. Última resposta de Steven 4 horas atrás .

Antonio Carlos Bivar

É possível tornar um país civilizado e democrático sem Educação? Até que ponto vai a ética na Educação? 5 respostas 

Iniciado por Antonio Carlos Bivar. Última resposta de Samuel Francisco Lima da Silva 4 horas atrás .

Fernando Pinto da Silva

Por que os estudantes cubanos são os melhores da América Latina? 17 respostas 

Iniciado por Fernando Pinto da Silva. Última resposta de Eliana 4 horas atrás .

Jane Rosana Cassol

Se pudesses ser um outro personagem histórico, qual escolherias? Por que? 67 respostas 

Iniciado por Jane Rosana Cassol. Última resposta de Geuel Rabelo 5 horas atrás .

Rafael de Souza Domingues

Rede Globo - Inimiga histórica do Brasil? 7 respostas 

Iniciado por Rafael de Souza Domingues. Última resposta de Luisa Vidal de Oliveira 7 horas atrás .

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José Leandro adicionou uma postagem no blog
«Se não fosse o jornalismo, Portugal era um sítio isento de corrupção, de crimes violentos e de abusos sexuais» - Fernando Sobral. Fonte:A Esquina do Rio
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Que texto lindo!!! Emocionante!!!
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Outras leituras, outras histórias. Abraços do José Leandro The Kitchen Boy /Os últimos dias dos Romanov "Um romance fascinante onde os segredos da família imperial russa são finalmente revelados. A 16 de Julho de 1918, o curso da história da Rús…
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Rafaella Florencio atualizaram seus perfis
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Oportunidades de emprego e trabalho para historiadores e professores de história em geral.
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Hugo.Viana.Santos atualizaram seus perfis
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Roger R. D. Costa entrou no grupo de Bruno Leal
Grupo destinado a todos os que estudam ou trabalham assuntos ligados a História do Brasil
53 minutos atrás
muito interessante
56 minutos atrás
 

Conversa Cappuccino - Entrevistas

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Miscelânea Café História

IMPÉRIO BIZANTINO: UMA ARTE REPLETA DE SIMBOLOGIA

Por volta do ano 395, o Império Romano sofreu uma série de revezes, muitos dos quais produzidos pela invasão dos povos bárbaros. Na época, a solução foi transferir a capital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla.

A mudança da capital foi um golpe de misericórdia para a já enfraquecida Roma; facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã - Arte Bizantina. O esplendor artístico nasceu sob o governo de Justiniano I (527-565), considerado o último grande imperador romano.

A arte bizantina estava voltada principalmente para a religião. Sua localização fez com que esta expressão artística tivesse fortes influências de Roma, Grécia e também de regiões do oriente. O mosaico foi expressão máxima dessa arte e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada imensas cúpulas, criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados.

Atualmente, Constantinopla é conhecida como Istambul e pertence à Turquia. Apesar de um passado turbulento, seu centro histórico encanta e impressiona muitos turistas devido à riquíssima variedade cultural que dá mostras dos diferentes povos e culturas que por lá passaram.

Quer conhecer mais dessa arte? Clique aqui e veja como o lugar desta arte no mundo antigo.

GERAÇÃO Y

Yoani Sánchez, de 34 anos, é o símbolo de uma resistência cubana ainda muito pouco discutida, fora e, sobretudo, dentro de Cuba. Desde 2007, Sánchez, formada em letras, edita o blog "Generacion Y", um blog de repercussão mundial que conta a história de uma Cuba bem diferente: cultura, política e sociedade de um ponto de vista nem sempre tão fraterno ou glorioso. Segundo a blogueira, "Generación Y"

"é um Blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contem um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração. Assim é que convido especialmente Yanisleidi, Yusimí, Yuniesky e outros que carregam seus ípsilons para que me leiam e me escrevam."

O trabalho, porém, nem sempre á fácil. Na verdade, nunca o é. Além de ter sérias limitações para acessar a internet, Sánchez ainda conta com episódios de censura. Crítica severa do governo cubano, a blogueira e outros dois colegas foram recentemente detidos por agentes de segurança. O ato ocorreu por um breve período durante uma passeata contra a violência, quando foram acusados de serem "contrarrevolucionários."

Inovador, polêmico e muito bem escrito, "Generacion Y" é um blog excelente para quem deseja conhecer o cotidiano e a história cubana vista por alguém que nasceu no pós-revolução e que desconfia das políticas do regime de Fidel Castro. O blog de Sánchez já alcançou 4 milhões de acessos em um mês e ela foi recentemente eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, embora em Cuba pouca gente sabe que a blogueira existe.

E você, conhece o trabalho de Sánchez? Clique aqui para ler o "Generacion Y". O blog pode ser lido em diversas línguas, inclusive o português. Concorde, discorde ou fique na dúvida. O mais importante, como sempre, é falar e saber ouvir.

Imagens: Yoani Sánchez e seu livro, publicado no Brasil pela editora Contexto.

CAFÉ HISTÓRIA NA CIÊNCIA HOJE ONLINE

Nesta terça-feira, foi publicada na revista Ciência Hoje (Online) uma entrevista com o idealizador da rede social Café História, o historiador e jornalista Bruno Leal. Na entrevista, Leal contou como surgiu a idéia de uma rede social voltada para historiadores, as dificuldades de realizar a moderação de um espaço tão amplo e também os planos da rede para o próximo ano.

Para acessar a entrevista, clique AQUI. Aproveite e conheça um pouco mais da nova “cara” do site Ciência Hoje, uma das revistas de divulgação científica mais importantes do Brasil. A recente reformulação do site oferece inúmeras seções ao usuário, bem mais interativas, além, é claro, do ótimo conteúdo.

ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA CORDEL

"Da inspiração mais pura/no mais luminoso dia/porque cordel é cultura /nasceu nossa Academia/o céu da literatura/a casa da poesia." É assim mesmo: sem verso barroco ou ainda parnasiano. Nenhuma métrica ou firula linguística. Apenas uma rima e uma espontaneidade infinita. Assim é o Hino da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, composta pelo cordelista Gonçalo Ferreira da Silva, um dos fundadores da instituição.

O hino é apenas uma das gratas surpresas de quem visita o site da ABLC. Sediada hoje no bairro se Santa Tereza, no Rio de Janeiro, a instituição foi fundada em 7 de setembro de 1988, data de independência dos poetas das ruas. No início, tudo era pequeno. A diretoria, por exemplo, era constituída por somente três pessoas, todos moradores do Rio:o presidente, Gonçalo Ferreira da Silva, o vice, Apolônio Alves dos Santos e o diretor cultural, Hélio Dutra. Hoje, a ideia e o projeto cresceram. Há um corpo acadêmico composto por 40 cadeiras de membros efetivos, sendo que 25% destas cadeiras podem ser ocupadas por membros não radicados no Rio de Janeiro.

O site da ABLC mostra o quanto os cordelistas são organizados e competentes. Com um design aprumado, limpo e funcional, são oferecidas além de rimas, ensino de métricas, um blog, gravuras e capas de cordéis históricas. Uma das seções conta um pouco da história dos cordéis:

"Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste. A pergunta que mais inquieta e intriga os nossos pesquisadores é "Por que exatamente no nordeste?". A resposta não está distante do raciocínio livre nem dos domínios da razão. Como é sabido, a primeira capital da nação foi Salvador, ponto de convergência natural de todas as culturas, permanecendo assim até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro. (...)Na indagação dos pesquisadores no entanto há lógica, porque os poetas de bancada ou de gabinete, como ficaram conhecidos os autores da literatura de cordel, demoraram a emergir do seio bom da terra natal. Mais tarde, por volta de 1750 é que apareceram os primeiros vates da literatura de cordel oral. Engatinhando e sem nome, depois de relativo longo período, a literatura de cordel recebeu o batismo de poesia popular."

Quer conhecer mais do site da ABLC? Então clique aqui e aprecie sem nenhuma moderação!

Café Expresso Notícias

Historiadores veem paralelos entre guerras no Afeganistão hoje e há 30 anos

Há 30 anos, na noite de 25 para 26 de dezembro de 1979, os soviéticos invadiram o Afeganistão em um esforço para estabilizar o então governo comunista. Dez anos mais tarde, os rebeldes islâmicos mujahedins se uniram para expulsar os soviéticos do país. Em 2001, uma missão liderada por Estados Unidos e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) derrubou o regime talibã no Afeganistão, mas suas tropas não concluíram a missão até hoje.

Mais de 110 mil soldados estrangeiros se encontram naquele país asiático, no âmbito da missão dirigida pela Otan e pelos EUA para lutar contra os talibãs destituídos do poder. O comprometimento de Washington e de outros Estados, de intensificar ainda mais seu engajamento no país em 2010, levanta a questão se o

Ocidente está cometendo os mesmos erros da União Soviética.

Munir Ahmed nasceu em Cabul, a capital afegã, e tinha dois anos de idade quando as tropas soviéticas começaram a invasão a seu país. Hoje, ele evoca sua infância como uma série de más recordações. "Todos os dias havia relatos sobre mortos e massacres", conta Ahmed, que responsabiliza os soviéticos pela má situação de seu país hoje.

"Naquela época, não havia ataques suicidas", disse Ahmed. "Hoje, quando se caminha pela rua, pode ser que alguém ao seu lado cometa um atentado suicida. Naquela época, ao menos se podia escutar os mísseis voando pelo ar, para podermos nos esconder em qualquer lugar. Ao menos isso era melhor com os russos."

Não há vencedores no Afeganistão

Foram necessários mais de nove anos, mas com a ajuda do Ocidente os mujahedins conseguiram expulsar os soviéticos do Afeganistão. Hoje, o Ocidente parece ser o responsável por estar perdendo esta luta. "Não há como ganhar nenhuma guerra no Afeganistão. Quantos exemplos mais a humanidade precisa para entender isso?", questiona o embaixador da Rússia no Afeganistão, Andrei Avetisyan.

Ele acredita que as tropas lideradas pela Otan no Afeganistão estão cometendo os mesmos erros dos soviéticos nos anos 1980, e que o Ocidente não está desempenhando à altura a única tarefa realmente fundamental: ajudar na reconstrução civil. Pois parte do que foi destruído durante o conflito com os soviéticos continua por terra.

"Sem isso, as lutas aqui prosseguirão por anos ou décadas. Sem êxito. Não é como na Segunda Guerra, quando em algum momento se pôde anunciar o 'dia da vitória' em Berlim. Isso não acontecerá no Afeganistão. Algum dia, as tropas internacionais irão embora e a luta deverá continuar", adverte o embaixador russo.

Movimento guerrilheiro contra ocupação estrangeira

Hoje, os talibãs reivindicam para si o nome adotado pelos que resistiram aos soviéticos: mujahedin, "soldados de Deus". Seu argumento é que também estão lutando contra a ocupação estrangeira. Essa ideia ganha força à medida que aumenta o número de mortos entre a população civil.

"Na época, foi um país que nos invadiu. Agora é um grupo do mundo inteiro.

Também como os europeus agora, eles [os soviéticos] haviam vindo nos salvar", diz o ex-mujahedin Waheed Muzhda, hoje escritor. Segundo ele, o êxito da resistência dos rebeldes contra a União Soviética se deve a sua natureza de guerrilha.

"Os soviéticos lutaram contra a resistência nas regiões rurais", diz. "E isto está acontecendo também hoje. Quando os Estados Unidos chegaram aqui, não entenderam a necessidade de conquistar as pessoas nos lugarejos. Trata-se hoje de uma guerra de guerrilha, exatamente como a enfrentada pelos soviéticos".

As circunstâncias levam a crer que as atuais forças estrangeiras no Afeganistão permanecerão no país por mais tempo do que os soviéticos. A maioria das nações que participam da missão, incluindo os EUA e a Alemanha, admite haver planos para a retirada de suas tropas do país, mas não foram tomadas decisões concretas.

Somente quando as tropas da Otan finalmente deixarem o país é que ficará claro se os erros da campanha soviética poderiam ter sido evitados.

Fonte: Deutsche Welle

Collor afirma que, dos recursos arrecadados por PC Farias na campanha de 1989, restaram US$ 52 milhões, usados para ajudar aliados

Há 20 anos, Fernando Collor era eleito como o mais novo presidente do Brasil e o primeiro, pelo voto popular, após o regime militar. O que o tirou do poder não era novo, e continua escandalosamente atual, como mostra o mensalão que ameaça o mandato do governador José Roberto Arruda , no Distrito Federal. Hoje senador pelo PTB, Collor admite que seu tesoureiro em 1989, PC Farias, recolheu o suficiente para acumular sobras de US$ 52 milhões. O maior erro político, o confisco da poupança, a ameaça de suicídio, o arrependimento de ter pedido a população para se vestir de verde e amarelo, de tudo Collor fala em entrevista exclusiva a Geneton Moraes Neto, que foi ao ar no início deste mês no programa "Dossiê Globonews", às 19h05m, com reprises no domingo (17h), na segunda (19h) e na terça (11h).

Qual a proposta mais surpreendente que o senhor recebeu quando estava no Planalto?

FERNANDO COLLOR: Recebi de várias fontes as sugestões mais esdrúxulas. Dentro deste rosário de sugestões, a mais "singela" seria a do fechamento do Congresso. Diziam-me: "Fecha o Congresso!" como quem diz: "Fecha esta porta". Eu dizia: "Mas vocês se esquecem de que sou o primeiro presidente eleito pelo voto popular depois de quase 30 anos de submissão a um regime autoritário. Não posso trair as minhas convicções, não posso fazer isso.

Em algum momento, o senhor, que foi eleito com voto popular, teve a tentação de fechar o Congresso para escapar daquele processo?

COLLOR: Não. Sou um jogador que joga pesado, duro, vigoroso, mas com as cartas na mesa e obedecendo às regras do jogo, incapaz de fazer uma coisa dessa natureza e de também cair na tentação de outras sugestões que me chegavam, como a de deixar publicar dossiês do SNI, extinto por mim. Os dossiês estavam ali, à disposição, para que os soltássemos. Não permiti que nenhum desses dossiês fosse colocado seja para imprensa, seja para quem quer que fosse.

Os dossiês comprometiam adversários do senhor?

COLLOR: É. Falei: "Deixem-me ver o que é isso. Mandem trazer os dossiês". Já que as pessoas me falavam, mandei trazer alguns. Tive a certeza de que havia tomado a decisão correta quando extingui o SNI. De segurança do Estado e de informação estratégica para o presidente, os dossiês não tinham nada. Eram só fofocas e futricas.

Quando enfrentava uma onda de denúncias, o senhor fez um discurso pedindo à população que se vestisse de verde-e-amarelo. Mas os manifestantes se vestiram de preto. Ali, o senhor sentiu que perdeu a capacidade de mobilizar apoio?

COLLOR: Sem dúvida. Aquele foi o momento em que percebi que eu havia perdido a Presidência. Era uma solenidade bonita, em que eu estava assinando atos que beneficiavam os taxistas. Estava apinhada de gente. O presidente do Banco do Brasil, o da Caixa, o ministro da Economia. Eu disse ao locutor: "Eu não falarei. Falam os que estavam programados, como o representante do grupo de taxistas, o presidente da Caixa. Encerrada a solenidade, me dirigi para o elevador, quando então o pessoal começou a gritar; "Fala, Collor! Fala! Fala!". Veio, então, o presidente da Caixa: "Presidente, não deixe de falar para este pessoal...". Voltei. "Que saiam no próximo domingo de casa, com alguma peça de roupa numa das cores da nossa bandeira. Que exponham nas suas janelas toalhas, panos, o que tiver nas cores da nossa bandeira, porque assim, no próximo domingo, estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria".

O senhor se arrepende de ter feito aquela convocação?

COLLOR: Eu me arrependo. Aquilo foi uma atitude temerária. É o que se chama de cutucar a onça com a vara curta. Ali,talvez por eu estar sob uma pressão muito grande, eu quisesse, no fundo, saber logo qual seria o desfecho de tudo aquilo. Porque foi um processo de tortura. Então, eu disse: "Com isso, ou a gente vai se afirmar nas ruas ou então se a gente se sentir abandonado nesse processo, eu já sei que não tenho mais forças para poder lutar. E aí, quando no domingo as informações começaram a chegar de que as pessoas estavam se vestindo de preto ao invés de verde-e-amarelo, eu disse: "A Presidência está perdida". Dentro de mim, caiu exatamente esta compreensão de que, ali, o jogo estava perdido.

Um dos coordenadores da campanha do senhor à Presidência disse que ouviu do tesoureiro, PC Farias, que as sobras de campanha seriam em torno de 52 milhões de dólares. Onde foi parar tanto dinheiro?

COLLOR: As chamadas sobras de campanha foram objeto do escrutínio do Ministério Público, da PF e do próprio STF. Tudo isso consta dos processos que foram movidos contra mim e dos quais fui absolvido.

Que informação concreta PC Farias deu ao senhor sobre as sobras de campanha?

COLLOR: Naquele momento da eleição, a legislação não previa, como hoje prevê, essa série de medidas e de pontos que devem ser observados quanto às contribuições oferecidas à campanha. Não houve a preocupação de se estabelecer critérios objetivos e plausíveis para que esta contabilidade fosse feita. Então, o que aconteceu é que os recursos iam chegando. Só me dava conta de que os recursos chegados eram suficientes ou não em função da disponibilidade que eu tinha do avião e dos carros de som. Quando chegava ao hangar para viajar - e aconteceu no primeiro turno - ,o gerente vinha e dizia: "Ah, não pode, porque vocês estão devendo aqui não sei quanto". Sentia que os recursos da campanha não estavam chegando na medida das necessidades. Já no segundo turno foi uma loucura total.

O senhor não tem ideia de quanto sobrou?

COLLOR: Esses valores: em torno de 50 e poucos milhões.

O senhor tem ideia do que aconteceu com esse dinheiro?

COLLOR: Não tenho ideia.

Uma das versões é de que este dinheiro teria sido enviado para fora do Brasil e administrado por PC Farias.

COLLOR: Não saberia dizer. Somente ele próprio. O que sei é que parte desses recursos foi aplicada nas eleições de 1990. Parte desses recursos serviram para ajudar os candidatos que apoiavam o governo na eleição de 1990.

Fonte: Globo Online

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ARTISTA - Finalmente, nos últimos anos, os quadrinhos estão sendo reconhecidos em toda a sua complexidade, deixando o estigma de literatura infantil. Exemplo disso é o trabalho cada vez mais reconhecido de Dash Shaw (1983 -),um dos quadrinistas mais comentados atualmente nos EUA. nascido na California, Shaw é escritor e artista de revistas em quadrinha, autor de diversas graphic novels, conhecidas pela ênfase no emocional, na lógica írica e na inovação de seu design.

OBRA - Dr.Strange Vs. Nightmare

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O LEITOR

BERNHARD SCHLINK

Por Bruno Leal

Não raro, a literatura, mesmo a de ficção, tem o poder de melhor problematizar o passado do que a própria escrita da história. A afirmação é bastante forte (e também polêmica), mas, no fundo, bastante verdadeira. O caso de "O Leitor" (The Reader), de Bernhard Schinlk, é um bom exemplo.

Na ainda destroçada Alemanha dos anos 1950, o adolescente Michael Berg conhece Hannah, mulher vinte anos mais velha, com quem inicia um caso amoroso. A relação dos dois é marcada pela descoberta do sexo, do mundo da literatura e por diversos mistérios. Michael e Hannah parecem viver apenas o presente. O passado fica no passado. Certo dia, Hannah deixa Michael sem nenhuma pista sobre o seu paradeiro. Michael sofre, consegue tocar sua vida, mas sempre se pergunta se havia feito alguma coisa errado. Teria ele traído a confiança sua amada?

Anos depois, os dois se reencontram, mas em um contexto muito diferente. Ele, como estudante de Direito que acompanha um julgamento sobre crimes de guerra. Ela, no banco dos réus, acusada de atrocidades em um campo de concentração nazista. Hannah parece não se defender corretamente. Omite informações, perde oportunidades para atenuar sua sentença. Pouco a pouco Michael descobre o motivo: Hannah guarda um grande segredo, do qual Michael tomara contato anos antes, mesmo sem se dar conta.

A partir daí, Michael passa a ser atormentado por diversas questões: deve ele contar para o juiz o que sabe, mesmo correndo o risco de trair a confiança de Hannah, que parece querer manter o sigilo? Como conciliar o seu amor por Hannah com o fato de ela ter sido guarda de prisão em um tempo tão tenebroso da história?

"O Leitor" é um livro de múltiplas camadas e nuances. Na Alemanha e em outros países onde o livro foi traduzido, sua leitura chegou a causar mal-estar, já que fora equivocadamente lido como uma defesa de uma criminosa nazista. Na verdade, o livro não é nada disso, mas sim uma obra complexa sobre amor, vergonha, piedade e, sobretudo, as feridas de uma geração, a ambivalência e os medos dos seres-humanos. O livro de Schlink escapa do lugar-comum de obras sobre o Holocausto. Ao invés de culpa - coletiva ou condenações, os personagens não justificam seus erros, mas os reconhecem e, com base neles, estabelecem relações tensas e conflituosas, algo que está muito mais próxima de nossa realidade.

Escrito com grande sensibilidade e estética fina, "O Leitor" ganhou uma adaptação também muito boa para o cinema. Acompanhar Michael é uma missão solitária, mas não melancólica. É uma vida que busca libertação, que busca compreender o outro e a si mesmo, uma luta pelo direito de viver.

Em certo momento do livro, ao refletir sobre a própria geração, Michael (no fundo, Schlink) afirma para si mesmo: "Não devemos ter a pretensão de compreender o que e incompreensível, não temos o direto de comparar o que é incomparável, não temos o direito de investigar, porque quem investiga, mesmo sem colocar nas perguntas as atrocidades, faz delas objeto da comunicação, não as tomando algo diante do que só se pode emudecer, horrorizado, envergonhado e culpado.".

Páginas: 239

Preço encontrado: R$ 29,00

Editora: Record


Café com Prosa – Arquivo

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Boa leitura!

Mensagens de blog

José Leandro

COISAS DE SEMPRE

«Se não fosse o jornalismo, Portugal era um sítio isento de corrupção, de crimes violentos e de abusos sexuais» - Fernando Sobral.




Fonte:A Esquina do Rio

Postado por José Leandro em 28 dezembro 2009 às 15:09

James Emanuel de Albuquerque

REFLEXÕES SOBRE SOCIEDADE E CULTURA (187)

Johann Gottlieb Fichte
Em
Reivindicação da Liberdade de Pensamento.




“Sabeis, ou podeis persuadir-vos, se ainda o não sabeis, de que nem sequer sois propriedade de Deus, mas que Ele gravou livremente, no mais profundo do vosso coração, o seu selo divino: que não pertenceis a ninguém”.




“Poder pensar livremente é a diferença distintiva entre o entendimento humano e o animal”.




“Para vós é fácil subjugar o corpo dos homens, por os seus pés no cepo, as suas mãos em cad… Continuar

Postado por James Emanuel de Albuquerque em 28 dezembro 2009 às 14:05

Viviane Nunes

Desassossego de fim de Ano



Sensação estranha esta que dá ao final de cada ano.
Existência e reflexão, os termos da questão do Ser, o modo da investigação do Ser
Trago a memória tudo que vivi em 2009, “eita” ano complicado!
Sim, bons momentos, mas sim, duas vezes sim, quantas lágrimas, dúvidas, angústias, crises...
A sensação
Continuar

Postado por Viviane Nunes em 28 dezembro 2009 às 11:18

José Leandro

OUTROS OLHARES

Ainda, (e sempre) os Livros e o seu «suposto» silêncio.


(Jillian Tamaki)

Fonte:o silêncio dos livros

Postado por José Leandro em 28 dezembro 2009 às 11:00

Aleks Mijic

Os Druidas eram Pedreiros Livres ?

Sempre que nos referimos aos Druidas, nos vem à cabeça aquele simpático velhinho do desenho animado Asterix, que vive fazendo aquelas poções mágicas, que dá uma força sobre-humana aos Gauleses, em sua incansável guerra contra os Romanos.
Desenhos á parte, devemos nos focar no que é real, neste caso na própria História dos Druidas.

Eram considerados Sacerdotes dos antigos Galos e Celtas dos quais deixaram em Julio César algumas impressões fortes em seus comentários sobre a Guerra nas Gálias.
O n… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:57

Aleks Mijic

Ósculo

Em nossas Lojas (Maçônicas), muito se fala sobre o Ósculo ou Osculum, mas para que possamos entender os seus significados, devemos conhecer a sua história.

Os historiadores não sabem muito sobre a história inicial do beijo. Quatro textos em Sânscrito Védico, escritos na Índia por volta de 1500 a.C., parecem descrever pessoas se beijando. Isso não significa que ninguém tenha se beijado antes, nem que os indianos tenham sido os primeiros a se beijar.

O poema épico indiano "Mahabharata" descreve… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:54

Aleks Mijic

Aristóteles

Nascido no reino da Macedônia (norte da Grécia), Aristóteles mudou-se para Atenas aos 17 anos, onde estudou sob a orientação de um dos mais famosos filósofos de todos os tempos: Platão.

A escola dirigida por Platão denominava-se Academia, e Aristóteles nela permaneceu por cerca de vinte anos. Com a morte do mestre, preferiu deixá-la, dizendo-se insatisfeito com a pouca importância que ali vinha sendo dada ao estudo da natureza.

Viajou então por várias partes do mundo grego, que na época era be… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:52

Aleks Mijic

Ronin

Ronin(浪人; 浪 = Onda, 人 = Homem).

O samurai que perdesse seu daimyo deveria praticar o seppuku de acordo com o bushido, porém houve casos em que isso não ocorreu, seja por vontade do daimyo, ou por diversos outros motivos como, por exemplo, a vingança dos quarenta e sete ronin (Não existe plural para palavras em japonês).

Os ronin não seguíam o principio básico do bushido de lealdade ao daimyo - lembrado que ser ronin nunca foi uma opção e sim uma condição imposta normalmente pelo daimyo - sendo… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:49

Aleks Mijic

Platão

Diversamente de Sócrates, que era filho do povo, Platão nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de pais aristocráticos e abastados, de antiga e nobre prosápia. Temperamento artístico e dialético - manifestação característica e suma do gênio grego - deu, na mocidade, livre curso ao seu talento poético, que o acompanhou durante a vida toda, manifestando-se na expressão estética de seus escritos; entretanto isto prejudicou sem dúvida a precisão e a ordem do seu pensamento, tanto assim que várias part… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:47

Aleks Mijic

Pitágoras

Pitágoras, o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em 532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colônia grega, uma associação científico-ético-política, que foi o centro de irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - e também conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e fo… Continuar

Postado por Aleks Mijic em 28 dezembro 2009 às 10:45

 
 

Cinehistória

ADEUS, MENINOS

França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que freqüenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2ª Guerra Mundial.

Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos e ainda o padre responsável pelo colégio.

O filme explora um situação limite sob a ótica da universo a criança, como fizeram outros ótimos filmes, como os recentes "A Culpa é do Fidel" e "Machuca". Com uma direção segura de Louis Malle, o fracês "Adeus, Meninos" (Au Revoir les Enfants, 1987) é um filme antes de tudo humanista, que mostra o drama de uma populção civil que sofreu os males de uma guerra mundial implacável, sobretudo, dentro do contexto das amizades e da família.

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