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Na enquete anterior,

perguntamos qual era o filósofo mais importante na formação acadêmica dos colegas cafeinos. A votação foi expressiva e o primeiro lugar disparado foi Karl Marx, uma das figuras mais importantes do século XIX, também conhecido por seus trabalhos na área da economia e da cultura. Marx obteve 36,22% dos votos computados. Completando o pódio, tivemos Michel Foucault em segundo lugar, com 11,88%. Foucault, grande pensador do século XX, é autor de trabalhos como "História da Sexualidade" e "Vigiar e Punir". Em terceiro lugar, Friedrich Nietzsche, com 11,65%, também uma das grandes figuras pensantes do século XIX, cuja obra instiga inúmeros intelectuais contemporâneos.

A lista dos votados não termina: Platão teve 9,80% dos votos, Aristóteles conquistou 8,88% dos eleitores e logo em seguida aparece Rousseau, com 6,11%. Completam a pesquisa, Freud (5,07%), Santo Agostinho (4,04%), Sartre (3,58%), Kant (1,85%) e Locke (0,92%).

Votos: 867

Marx agradece os eleitores do Café com o "V" da vitória.

Fórum

Mariângela de Sousa Marques

Honduras 3 respostas 

Iniciado por Mariângela de Sousa Marques. Última resposta de Mariângela de Sousa Marques 1 hora atrás .

André Luiz Ferreira Evangelista

OS CRIMES DA IGREJA CATÓLICA 85 respostas 

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Bruno Leal

Fidel Castro foi um bom líder para Cuba? 329 respostas 

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Os dois lados vistos, na maioria das vezes, solidifica o Estado, que é composto por seres humanos dividos em classes com suas consciências (burguesas, é fato), por isso, o povo vai às ruas pedir o retorno do Zelaya. Ao mesmo tempo, outorga a reele...
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Grupo destinado aos que apreciam a verdadeira MPB e, acima de tudo, valorizam sua relevância no estudo da História do Brasil.
1 hora atrás
Melancolia é a raíz do Blues. Surge no séc XVII, quando os navios negreiros atracam nos EUA. Surgido nos EUA no início do séc XX, o Jazz é a fusão de tradições musicais, em particular a afro-americana.
1 hora atrás
Saudações Léo, Mein, acabei trocando as bolas: Nietzsche não era exatamente um anti-semitista :P Acabei colocando uma expressão em meu post anterior que deve ser desconsiderada; digitei na pressa (...), e acabei deturpando sem querer o filósofo al...
1 hora atrás
Amigaa , somos duas a ter problemas com história , saudades de tii :) , teamoo
2 horas atrás
Celso Lungaretti adicionou uma postagem no blog
Hoje é feriado estadual em São Paulo: foi em 9 de julho de 1932 que os paulistas pegaram em armas contra a ditadura de Getúlio Vargas. A desigualdade de forças era acentuada, com 35 mil legalistas confrontando 100 mil defensores da tirania - aos ...
2 horas atrás
Concordo absolutamente com vc Valéria.
2 horas atrás
Com certeza James,inserido e muito pertinente.Eu já havia lido o seu trabalho antes e acho que ficou muito bom. Um abraço!
3 horas atrás
OI Gilberto! VC é bem filosófico! Por favor, quero saber se vc tem experiência com a sala de aula, principalmente no ensino fundamental, para que possamos trocar experiências acerca das metodologias em Hostória. Obrigada.
3 horas atrás
3 horas atrás
Eu que o diga, acesso diariamente e tenho tempo disponível, no entanto não tenho conseguido chegar até aqui, agora creio que entenda o que quis dizer com a angústia de informação a qual havia falado. Creio mesmo em que chegará um momento em nós te...
4 horas atrás
Obrigado pelo convite. Tenha um ótimo dia!
4 horas atrás
Obrigada pelo carinho, José.
4 horas atrás
 

Miscelânea Café História

FLIP 2009: Um Historiador que é Show

Uma das festas mais charmosas e importantes do cirucuito literário chega ao fim de mais uma edição. A Festa Literária Internacional de Paraty, carinhosamente conhecida como FLIP, é famosa desde 2003, quando passou a reunir na pequena cidade colonial localizada ao sul do estado do Rio de Janeiro. A edição de 2009 não foi diferente: mal terminou e já deixou saudades.

Se em 2008 os historiadores ficaram frustrados com a desistência do historiador inglês Tony Judt, em 2009 Simon Schama, historiador também da terra da Rainha, fez a diferença e coroou os amantes da História. Qualificado como historiador-showman pelo caderno Prosa e Verso, do jornal OGLOBO, Schama brincou com a platéia, dançou e getsiculou ao falar sobre a História dos Estados Unidos, tema de seu último livro, "O Futuro da América", publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

Schama falou sobre a importância da habilidade oratória de Obama, em contraste com o silêncio de Bush. O historiador citou um embate entre Obama e Hillary Clinton durante as prévias do Partido Democrata, quanto ele respondeu às críticas de Hillary sobre seu discurso: "As palavras também podem ser atos":

— Todos que têm amigos iranianos têm que saber que o discurso que Obama fez no Cairo teve efeito em todo o Oriente Médio. Ele acredita no poder da palavra, de que ela pode constituir o poder, fazer diferença na política. A declaração de independência dos Estados Unidos é a mais extraordinária evidência de um país criado pelo que os filósofos denominam ato de fala. Ao falar, você pode fazer acontecer.

Um dos defensores da "História Narrativa", Schama defende a idéia de que a História não está só no passado nem nos grandes eventos, mas em grande parte do cotidiano de pessoas comuns.

Ficou curioso para saber mais sobre Schama? Clique aqui e leia uma entrevista dada a rede inglesa BBC, onde também trabalha. A entrevista está em inglês e fala sobre suas produções para a TV.

Jazz Music

Surgido nos Estados Unidos no início do século XX, o Jazz representa a fusão de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Tocado por músicos negros de cidades americanas como Nova Orleans, o Jazz em seus primeiros anos foi bastante contestado como manifestação artístico-musical. A desconfiança e o preconceito vinham não só das classes mais aristocráticas da sociedade americana e européia, acostumadas com a música de origem clássica, mas também de setores da intelectualidade, como é o caso do teórico da chamada Escola de Frankfurt, Theodor Adorno.

Atualmente, entretanto, o Jazz goza de grande prestígio no meio musical.
Tocado em todos os lugares do mundo, o ritmo tornou-se famoso por suas série improvisadas e por músicos talentosos, dentre os quais se destacam Ella Fitzgerald, John Coltrane, Miles Davis (foto), Chet Baker e tantos outros. Até mesmo no meio intelectual, a importância do Jazz é reconhecida, como demonstra o sucesso de obras como "História Social do Jazz" e "Pessoas Extraordinárias: Resistência, Rebelião e Jazz" do famoso historiador inglês Eric Hobsbawm.

Se você gosta de Jazz ou quer conhecer um pouco mais do gênero, acesse o site "The History of Jazz Music". O site explica a origem do som e os vários subgêneros que hoje compõem um dos ritmos mais famosos e clássicos da música mundial.

Jean Genet e o Teatro

Um dos mais talentosos e também um dos mais controversos dramaturgos modernos. Assim tem sido denominado por muitos especialistas o francês Jean Genet (1910-1986)

Poeta do universo decadente das grandes metrópoles, narrador da marginalidade, Genet misturava em seus textos uma alta carga de lirismo com os vícios urbanos mais comuns, ainda que bem escondidos pela moralidade: a ganância, a traição, o orgulho, a depravação moral e das normas.

Autor de obras clássicas como "O Balcão", Genet emprestava a seus escritos uma série de elementos autobiográficos. Filho de uma prostituta, de pai desconhecido, Genet fora adotado. Abandonou a família e passou parte da juventude em reformatórios e prisões, devido a pequenos delitos. Desde cedo assumiu sua homossexualidade e nos últimos anos de sua vida envolveu-se com a causa de imigrantes na França, com a causa palestina e outros movimentos sociais, como os Panteras Negras.

O Café história aprecia a arte do Teatro e indica o universo histórico contado por Jean Genet. Para conhecer mais, clique aqui e leia uma entrevista com um de seus principais biógrafos ou aqui para ler um artigo sobre sua vida e obra.


Está com alguma dúvida na navegação do Café História? Clique aqui para entrar no "Tutorial Café História". Lá você poderá encontrará vários tópicos de ajuda!

Conversa Cappuccino - Entrevistas

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Café Expresso Notícias

Historiadores da UTP resgatam a memória de Colombo

O grupo de Estudos de Imigração no Paraná, coordenado pelo professor da UTP Dr. Geraldo Pieroni, está fazendo um trabalho aprofundado sobre a imigração italiana em Colombo. O objetivo é resgatar as lembranças vivenciadas pelos descendentes de imigrantes italianos que residem ou residiram no município. O resultado da pesquisa será publicado num livro.

O curso de Bacharelado em História da Universidade Tuiuti do Paraná, em parceria com a Fundação Padre Alberto Casavecchia (FPAC), instituição sem fins lucrativos, vem trabalhando no projeto “Colombo Memória”, que tem como objetivo resgatar as lembranças vivenciadas pelos descendentes de imigrantes italianos que residem ou residiram no município de Colombo. Para tanto, foi criado o grupo de Estudos de Imigração no Paraná, coordenado pelo professor da UTP Dr. Geraldo Pieroni.

A parceria, firmada em 2007, tinha o propósito de unir esforços e explorar mais o conteúdo do material já captado pela FPAC. A criação do grupo possibilitou um estudo aprofundado sobre a imigração italiana no município de Colombo, desde a origem até os dias atuais. A pesquisa consiste no levantamento e catalogação de fontes documentais e bibliográficas.

A aluna de História da UTP Maurren Javorski, que participa do projeto desde o começo deste ano, explica que as primeiras entrevistas com os imigrantes foram feitas pela FPAC e o trabalho dos acadêmicos é transcrever os depoimentos e formar uma narrativa sobre a pessoa. “Além do áudio, que estava um pouco ruim, o sotaque dos entrevistados também complicou o trabalho. A sorte é que minha mãe é descendente de italianos, de Colombo, por sinal, e me ajudou a compreender algumas expressões.”

O coordenador do projeto explica que este é um trabalho de campo para os acadêmicos do 4o. e 5o. períodos, em que aplicam na prática o que aprendem na teoria. “O aluno tem que transformar as entrevistas em textos que relatem toda a história dos imigrantes sem modificar os dados das informações. Em um primeiro momento, este texto histórico pode se tornar muito narrativo e a função do historiador é mudar esta visão. Assim, o acadêmico faz uma interpretação das entrevistas cuja aplicabilidade da teoria possa ser fundamentada.”

Segundo Pieroni, esta prática profissional faz parte da grade curricular do curso de História da UTP para mostrar aos estudantes como é a realidade do mercado e os tipos de trabalho que ele poderá exercer. “Quando o aluno põe em prática a teoria ele já sai da universidade com segurança para exercer a profissão. Os estudantes têm que se aperfeiçoar de acordo com as exigências do mercado e cada vez mais eles estão em busca desta prática, que não se limita somente aos estágios. O que é um diferencial para a academia.”

O projeto tem como essência o resgate da memória e identidade das pessoas e para Maureen quando este resgate é publicado ou contado por alguém, inspira uma espécie de interesse e orgulho ressentido, até mesmo por aqueles que não dão valor para as coisas antigas. “Uma senhora que eu entrevistei me disse que hoje são poucos os que se interessam ou tem respeito pela memória dos idosos. Antigamente as histórias de vida dos nossos avós eram mais valorizadas, as crianças ficavam todas em volta para escutar e hoje isso se perdeu”. Ao ver o projeto, segundo a aluna, sua mãe ficou muito orgulhosa, principalmente pelos seus tios que ainda moram em Colombo e contribuíram para a história da cidade.

Maurren conta que trabalhar com a história oral foi complicado, mas ao mesmo tempo empolgante. “Depois de ter transcrito o vídeo e feito a narrativa, fui a Colombo para conhecer os lugares que a minha entrevistada citava sobre sua infância, como o Bacaetava, que é uma gruta bem famosa da cidade. Toda a experiência foi muito construtiva, tanto para a minha formação acadêmica quanto na vida pessoal, pois me fez ver o quanto as pessoas guardam experiências interessantes e o quão importante é o resgate desta memória.”

Fonte: liliana.sobieray@utp.br

Vítimas da ditadura querem levar casos a tribunais europeus

Familiares de vítimas da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985 pretendem levar aos tribunais de Itália e Espanha denúncias sobre desaparecimentos e mortes de seus parentes. Em entrevista à agência Ansa, a historiadora Janaína Teles, membro da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, explicou que a decisão se deve à "morosidade" da Justiça brasileira na investigação dos casos.

"Decidimos entrar em contato com o promotor italiano Giancarlo Capaldo e o juiz espanhol Baltasar Garzón para que investiguem os crimes cometidos durante o Plano Condor e também antes que este sistema fosse instaurado pelas ditaduras sul-americanas, em 1975", explicou ela, que tem familiares que foram presos e perseguidos políticos.

O Plano Condor foi uma estratégia conjunta elaborada pelas ditaduras da região - Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, além do Brasil - para coordenar a repressão contra opositores. A pesquisadora explicou que, depois de conhecer o trabalho realizado por Capaldo para investigar mortes e desaparecimentos de cidadãos italianos na América do Sul, durante a vigência do Plano Condor, os familiares de vítimas brasileiras decidiram procurá-lo.

A ele, serão apresentados os casos de Líbero Castiglia e Antonio Benetazzo, dois italianos assassinados durante o regime militar brasileiro. Capaldo visitou o Brasil em janeiro deste ano, quando participou de um encontro de juristas que atuam em causas ligadas a violações dos direitos humanos, ocorrido no Fórum Social Mundial, no Pará.

Em dezembro de 2007, com base no trabalho realizado pelo promotor, a juíza italiana Luissana Figliola abriu um processo contra 13 militares brasileiros acusados de envolvimento com as desaparições dos ítalo-argentinos Horacio Campiglia e Ismael Viñas.

Ambos foram vítimas do Plano Condor. Já a desaparição de Líbero Castiglia e a morte de Antonio Benetazzo, por outro lado, ocorreram em 1973 e 1972, respectivamente - antes, portanto, que tivesse início a repressão coordenada pelos militares sul-americanos. Neste sentido, Teles destaca que o Brasil foi pioneiro nas desaparições de pessoas consideradas subversivas pelo regime.
"Está documentado e há relatos de militares que provam que esta metodologia foi usada aqui antes que no Chile e na Argentina - explicou. Neste dois países, é grande o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido até hoje", afirmou.

A historiadora informou que deve visitar em breve a Espanha, onde tentará um encontro com o juiz Baltasar Garzón, que em seu país ficou famoso por atuar em causas de desaparecidos durante o governo do ditador chileno Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990. Em 1998, ele emitiu uma ordem de prisão internacional contra Pinochet, que permaneceu alguns meses detidos na Grã-Bretanha e foi acusado de genocídio e torturas. O general chileno faleceu em dezembro de 2006.

Com a exposição do contexto brasileiro na Europa e ação levada pela
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) à Corte Interamericana de Direitos Humanos para cobrar do País a investigação do desaparecimento de 70 pessoas que integraram a Guerrilha do Araguaia, na década de 1970, a historiadora acredita que a opinião pública mundial poderá ter uma visão mais clara da repressão ocorrida no País.

Para Teles, é necessário somar todos os esforços na justiça internacional, tanto na CIDH - órgão que faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) -, como nos tribunais da Itália e da Espanha.

Fonte: Terra Brasil

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Galeria Café

Artista: Paul Klee (1879 — 1940) foi um pintor alemão nascido na Suíça. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo. Ele foi um estudante do orientalismo. Klee era um desenhista nato que realizou experimentos e, conseqüentemente, dominou a teoria das cores, sobre o quê ele escreveu extensivamente. Suas obras refletem seu humor seco e, às vezes, a sua perspectiva infantil, seus ânimos e suas crenças pessoais, e sua musicalidade. Ele e seu amigo, o pintor russo Wassily Kandinsky, também eram famosos por darem aulas na escola de arte e arquitetura Bauhaus.

Obra: diferentes tipos de cores e efeitos.

Café com prosa

>>>>>Lançamentos e Dicas de Junho

A História na América Latina

JURANDIR MALERBA


Por Bruno Leal

Lançado recentemente pelo simpático selo editorial "FGV de Bolso", da Fundação Getúlio Vargas, o livro "A História na América Latina - Ensaio de crítica historiográfica" vem ajudar a preencher uma lacuna no mercado editorial brasileiro na área de história. O livro tem o objetivo nada fácil de discutir o desenvolvimento da disciplina histórica desde a ruptura epistemológica ocorrida na década de 1960 até os dias atuais, quando os efeitos daquela ruptura ainda são plenamente sentidos. Nas prateleiras destinadas à história, o Brasil ainda carece de obras que reflitam sobre o pensar história no continente, ao invés de vir a reboque apenas das historiografias produzidas dos grandes centros hegemônicos de poder. Assim, a FGV acerta em cheio com a publicação, que chega em ótima hora, afinal de contas nunca os cursos de História no país foram tão procurados.

“A História na América Latina” é escrito por Jurandir Malerba, escritor e ensaísta, professor e pesquisador da PUC do Rio Grande do Sul. Malerba também é membro do Café História. (Clique aqui para deixar um "alô" para ele). Com escrita clara, mas sem abrir mão de discussões conceituais de peso, Malerba realiza com honras um trabalho conciso, mas que, ao mesmo tempo, dispara uma série de reflexos sobre o “fazer história” na América Latia. O autor discute desde o ápice das teorias marxistas até as correntes pós-modernas da História, passando pela “descoberta” da linguagem pelos historiadores após o movimento cultural e epistemológico conhecido como “linguistic turn”.

O primeiro passo de Malerba é uma introdução aprofundada. Nela, o autor discute, sobretudo, a importância do marxismo para o desenvolvimento de uma historiografia latina, ancorada em problemas e questões indissociáveis do contexto sócio-político em que se encontrava nas décadas de 1960 e 1970. “Talvez o maior dos grandes paradigmas historiográficos contemporâneos, o marxismo floresceu na América Latina na segunda metade do século XX, alterando profundamente o percurso da historiografia que então se praticava na região. Com sua difusão, populariza-se uma nova modalidade de escrita histórica de caráter estrutural, científica e objetiva que, superando a narrativa linear dos grandes indivíduos e fatos históricos, ambiciona oferecer um visão global da formação histórica dos povos latino-americanos, com ênfase em sua dimensão econômica e social”, diz Malerba.

O eixo do livro gira em torno de dois momentos históricos distintos. O primeiro cobre as décadas de 1970 e 1980 (capítulo 1) e dedica a atenção às históricas econômica e social. O segundo as décadas de 1980 e 1990 (capítulo 2) e problematiza a hegemonia da nova história política e da nova história cultural. Uma conclusão a que o leitor do livro pode chegar é que, com as diversidades de modelos e diálogos, a história na América Latina realmente conseguiu ver-se livre das antigas amarras limitadoras, de seus projetos totalizantes, disciplinares e principalmente, holísticos. Mas há problemas também nesse horizonte. O autor pondera que nossa historiografia poderia ter produzido nessas últimas quatro décadas muita coisa nova, mas devido a uma série de contingências e escolhas, optou-se por uma acomodação conservadora. O mundo se tornou mais complexo e, segundo o autor, é preciso acompanhá-lo. Ma o livro não termina com uma constatação melancólica. Pelo contrário, ele reforça a necessidade de seqüência de novos trabalhos, de novos esforços no campo da teoria social para que cada vez mais novos autores e trabalhos de fôlegos da historiografia brasileira sejam alçados no debate internacional, como nos últimos anos, já vem ocorrendo. O Café história faz coro a esse desejo e parabeniza o amigo Jurandir pelo ótimo trabalho e pela grande contribuição a nossos bolsos.


Páginas:
146

Preço encontrado: R$ 17,00

Editora: FGV Editora / FGV de Bolso (Série História)


Café com Prosa – Arquivo

Quer ler críticas antigas? Venha visitar o perfil do Café com Prosa. Nele, você pode encontrar todas as críticas literárias feitas pelo Café História. Para acessar o perfil, basta clicar aqui.

Boa leitura!

Mensagens de blog

José Luis Santos Fernández

La cruel cantora; La Esfinge de Tebas


Foto: Esfinge. Mármol, alto: 0.69 cm., encontrada en Spata, Attica. Nº. Inv. 28. Museo Arqueológico Nacional, Atenas, Grecia. © José Luis Santos, junio de 2009.

En la mitología griega, la Esfinge (en griego antiguo Σφίγξ, quizá de σφίγγω, ‘estrangular’) era un demonio de destru… Continuar

Postado por José Luis Santos Fernández em 9 julho 2009 às 17:30

Celso Lungaretti

Isto é o Brasil

Hoje é feriado estadual em São Paulo: foi em 9 de julho de 1932 que os paulistas pegaram em armas contra a ditadura de Getúlio Vargas.

A desigualdade de forças era acentuada, com 35 mil legalistas confrontando 100 mil defensores da tirania - aos quais, claro, não foi explicado o verdadeiro papel que desempenhavam.

Exortaram-nos a lutar contra o "separatismo" paulista e outras invencionices, explorando o preconceito que os estados mais pobres nutriam em relação a São Paulo, o mais industrializa… Continuar

Postado por Celso Lungaretti em 9 julho 2009 às 15:54

DÉBORA MARTINS

A problematização do “Fator Deus” para José Saramago


Revisitando a obra e vida de Saramago fazem-se oportuno colocar algumas questões:
Com uma espontaneidade ímpar este autor faz uma explanação acerca dos acontecimentos encadeados por atitudes da humanidade. Na chamativa o autor envolve o leitor para caminharem juntos na disposição de pre… Continuar

Postado por DÉBORA MARTINS em 9 julho 2009 às 15:30

José Leandro

BLUES "CAFÉ"

Postado por José Leandro em 9 julho 2009 às 1:19

Lu

Rio Zoo é condenado por pedra que chimpanzé atirou em visitante - Até os animais irracionais devem ser educados...

TJSE - Rio Zoo é condenado por pedra que chimpanzé atirou em visitante

Publicado em 8 de Julho de 2009 às 10h08


O Zoológico do Rio foi condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil depois que um chimpanzé atirou uma pedra na testa de uma visitante. As informações são da assessoria do Tribunal de Justiça do Rio, que confirma que cabe recurso.

Na ação, a autora Rejane Viana de Olimpio conta que “desfrutava de um momento de lazer...quando foi alvejada por uma pedra arr… Continuar

Postado por Lu em 9 julho 2009 às 0:33

Fernando Brum

A Chama

Delicadas a meu ver
Um pouco vulgar de se pensar
Que dormimos neste mesmo
Estreito silêncio dos
Recíprocos olhos suicidas em renascer
Que aos poucos
Degrada a imagem virgem
De cada um de nós
A pedra que esconde
Cada um de ser humano
A pele entregue
Aos olhos guardados
Grudada numa esfera de lágrimas
Pouco caso de faz
Em pensar que somos feitos
Para ver
Nas vigas da safa língua quase secreta
Que expande em seus canhões
Resvalo num timbre, que aos poucos
Some no ar
É pouca sombra
Do gigante castel… Continuar

Postado por Fernando Brum em 8 julho 2009 às 16:40

Celso Lungaretti

Crise hondurenha: Lula pede medidas duras, mas não promete ação

"É preciso sermos muito duros, muito estritos, não podemos admitir sob nenhum conceito que alguém se ache no direito de poder derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise hondurenha, em entrevista radiofônica que concedeu nesta terça feira em Paris.

Lembrando que a América Latina já sofreu demais com os golpes de Estado das décadas de 1960 e 1970, Lula declarou enfaticamente: "Não vamos permitir que isso ocorra de novo".

Admirá… Continuar

Postado por Celso Lungaretti em 8 julho 2009 às 6:40 ‚Äî 1 Comentário

James Emanuel de Albuquerque

REFLEXÕES SOBRE SOCIEDADE E CULTURA (99)

Giovanni Levi
Em
Comportamentos, recursos, processos: antes da “revolução” do consumo.




“O trabalho do historiador apresenta duas características que raramente são objeto de uma conceituação específica e que no entanto colocam graves problemas.

Ele lida, em primeiro lugar, com fatos passados cujas conseqüências presume-se que conheçamos.

Resulta daí que os encadeamentos causais levados em conta na descrição e na explicação dos fenômenos não são invalidados – como aconteceria n… Continuar

Postado por James Emanuel de Albuquerque em 7 julho 2009 às 21:49

José Leandro

"O Eça é o João da Ega?"


A pergunta é de Ana Sá Lopes, está publicada, bem como a resposta de Maria Filomena Mónica, na edição de hoje do i.

O Ega é o Eça se não tivesse saído de Portugal. Se tivesse cá ficado, tinha-se transformado num geniozinho engraçado, mau, sarcástico, parecido com o Ega e um falha… Continuar

Postado por José Leandro em 7 julho 2009 às 21:00

 
 

Cinema & História

NÃO ESTOU LÁ

I’m not there (2007), do diretor Todd Haynes, não é uma biografia sobre o compositor e cantor Bob Dylan. Não no formato convencional, pelo menos.

Haynes baseia-se nas lendas por trás do mito para contar, reescrever e criticar os fatos marcantes da vida de Dylan, um dos maiores nomes da música americana e universal. O filme passa pelas várias fases da vida do artista, mas nunca sem mencionar o nome Bob Dylan.

Fotografia em preto e branco, linaguagem de documentário, filtors azuis e até mesmo elementos do cinema surrealista estão lá. Dylan é o mosaico de tudo isso.
Haynes escalou seis diferentes atores para viver várias passagens marcantes da vida de Dylan: Christian Bale / Cate Blanchett / Heath Ledger / Marcus Carl Franklin / Richard Gere / Ben Whishaw interpretam o ícone musical, poeta e porta-voz de uma geração.

Dylan sempre viveu em constante mutação ao longo da vida, especialmente durante os anos 60. Musicalmente, fisicamente, psicologicamente, as alterações do seu personagem público dialogaram com acontecimentos sociais e ocasionaram múltiplas repercussões culturais. De jovem menestrel a profeta folk, de poeta moderno a roqueiro, de ícone da contracultura a cristão renascido, de caubói solitário a popstar.

Membros

  • Celia Regina Tokarski
  • Eleandro Madureira
  • INACIO DAMASCENO DE ALCANTARA
  • Cecília Marques
  • Patricia Rosa da Silva
  • odair Pereira da Silva
  • Fernando C.Straube
  • CLÁUDIO ANTÔNIO JUCÁ SANTOS
  • Roberto
  • MARA ANDRÉA SILVEIRA ALVES
  • Claudio da Silva Conceição
  • Thiago Pach
  • Rafael Augusto Fachinello
  • Marina Rabelo
  • antonio manzano neto

Cafe História: Slideshow

Ku Klux Klan
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