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Enquete História

Ditadura Vargas (1937-1945) ou Ditadura Militar (1964-1985): em qual regime houve maior censura?

Ditadura Vargas (1937-1945)
Ditadura Militar (1964-1985)


Na enquete passada...

perguntamos aos professores que fazem parte do Café História o que mais lhes incomodavam dentro de sala de aula: desinteresse, indisciplina, estrutura da escola, violência, gestor pedagógico ou material didático. Com mais da metade dos votos, o desinteresse foi escolhido como o grande vilão. Abaixo, seguem os resultados:

Desinteresse: 51,57%
Indisciplina: 23,43%
Estrutura da Escola: 8,46%
Violência: 8,07%
Gestor Pedagógico: 5,71%

Material Didático: 2,76%

TOTAL DE VOTOS: 508

O desinteresse dos alunos é o principal fator para a evasão escolar no país, afirmou, em 2007, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, com 45% dos entrevistados, um resultado bem próximo dos dados gerados pela enquete do Café História. Na época, O coordenador da pesquisa, economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e PhD pela Princeton University, afirmou que o atual modelo de escola no Brasil não tem gerado interesse suficiente nos alunos.

A seu ver, há necessidade de um conteúdo pedagógico mais identificado com a realidade dos jovens e também mais eficiente do ponto de vista do mercado de trabalho, com ênfase nas escolas técnicas. Além da promoção de uma maior conscientização de pais e gestores públicos sobre a importância da Educação. E você o que acha sobre essa questão? Como mudar?

Fórum

Leonardo Jefferson Fernandes

Revolta da Chibata 2 respostas 

Iniciado por Leonardo Jefferson Fernandes. Última resposta de Fernando Pinto da Silva 2 horas atrás .

Joelma Brasil

Qual papel cabe aos historiadores hoje em relação aos eugenistas? 6 respostas 

Iniciado por Joelma Brasil. Última resposta de Fernando Pinto da Silva 3 horas atrás .

Jane Rosana Cassol

Se pudesses ser um outro personagem histórico, qual escolherias? Por que? 56 respostas 

Iniciado por Jane Rosana Cassol. Última resposta de Luis Saraiva 19 horas atrás .

João Lima

Impasse na embaixada brasileira em Honduras. 49 respostas 

Iniciado por João Lima. Última resposta de João Lima 22 horas atrás .

Bruno Leal

Gulags – O que se sabe sobre os campos de trabalhos forçados na URSS? 49 respostas 

Iniciado por Bruno Leal. Última resposta de jaime luiz cadamuro 23 horas atrás .

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Márcio Cunha adicionou uma discussão ao grupo Ateísmo
Pra começar, vou trazer uma frase do filósofo francês Michel Onfray, livro Tratado de Ateologia: "O ateísmo não é uma terapia mas uma saúde mental recuperada." Essa frase reverbera desde que li o livro ha um ano. É possível que ela ofenda, polem...
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Lúcia Glicério adicionou uma postagem no blog
Reproduzo abaixo o artigo de Ethevaldo Siqueira publicado na Folha de São Paulo. Gostaria antes de fazer algumas considerações, voltadas principalmente aos alunos da disciplina "Tópicos de Ensino de História de América". Na minha opinião, não é ne...
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Márcio Cunha adicionou um grupo
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Ricardo Augusto Bezerra Tiné adicionou uma postagem no blog
Fundação Vanzolini recebe do governo Serra R$ 46 milhões em dois contratos sem licitação Informativo Adusp No. 281, 11 de maio de 2009 Quem informa é o Diário Oficial do Estado de 15/11/2008, p. 21: para prestar à Secretaria de Estado da Educação ...
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Márcio Cunha entrou no grupo de Bruno Leal
Grupo de debates sobre teoria e escrita da história. Se o passado é um país estrangeiro, seriam os historiadores, em certa medida, exilados por excelência?
2 horas atrás
Márcio Cunha atualizaram seus perfis
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Caro amigo Procópio, Concordo plenamente com a sua análise, mas por dever de ofício é necessário um pequeno reparo. Os marinheiros revoltosos foram anistiados. É evidente que João Cândido e demais revoltosos sabiam que não poderiam ficar com os e...
2 horas atrás
Grupo direcionado a fatos e discussões históricas que ocorreram ou tem ligação direta com a Idade Medieval.
2 horas atrás
2 horas atrás
2 horas atrás
Caros Senhores (as), Apenas com o intuito de enriquecer a discussão, poder-se-ia dizer que práticas eugenistas são tão antigas quanto à humanidade. Tendo sido, até mesmo, condição essencial para a sobrevivência de diversos grupos humanos. Gosto d...
3 horas atrás
Deixo aqui disponível esse grupo para que as pessoas disponibilizem datas, cursos e outras oportunidades que acharem interessante. Também acho interessante que se ponham dúvidas sobre a programação de cursos ou palestras e outras oportunidades.
4 horas atrás
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Miscelânea Café História

O MUSEU DA COMIDA DE NY

Desde o surgimento e o amadurecimento da história cultural, os estudos históricos foram oxigenados por uma série de novos temas, abordagens e perspectivas. Hoje, historiadores de todo o mundo investigam os mais diversos aspectos culturais dos grupos humanos, indo do universo das relações familiares até o mundo dos hábitos alimentares.

A dica do Café História de hoje é sobre este último tema: comida.

A produção e o consumo da comida possuem uma história. E essa história não é nada nova. Ela confunde-se com nossas conquistas políticas e econômicas, reflete nossa civilização e, sobretudo nossas vicissitudes. É isso o que podemos descobrir depois de uma primeira visita ao New York Food Museum. O projeto nasceu de uma parceria entre artistas e empresas do ramo alimentício, desejosas de contar um pouco da história da comida em NY.

No site, o leitor pode achar imagens, estatísticas, gráficos e todo tipo de informação dos hábitos de alimentação e de sua indústria, especialmente no que diz respeito ao século XX.

Deu fome? Faça um sanduíche, prepare um café e acesse o site do Museu clicando no site abaixo:

http://www.nyfoodmuseum.org


Mini-Cursos em Semana de História da Unirio

Entre os dias 23 e 26 de novembro, acontece na Universidade Federal do Estado Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) a IV Semana de História da instituiçãp. Em sua quarta edição, o evento se caracteriza, mais uma vez, pela qualidade de seus temas e pela organização. Neste ano, o título da semana é: "Identidades Perspectivas".

Na programação, além das palestras e da apresentação de trabalhos, o destaque vai para os mini-cursos, que acontecem em três dias: 24/11, 25/11 e 26/11, 8h-10h. No total, são sete mini-curso, sobre os mais variados temas, mas que guardam em comum o diálogo com a questão da identidade: Império Romano, Cultura Indígena, Brasil Império e Cidadanias. Bruno Leal, criador e coordenador do Café História, está ministrando um desses cursos:

"Introdução aos Estudos do Holocausto - Representação e Memória do Holocausto na Europa do Pós-Guerra"

As inscrições online já se encerraram, mas é possível fazer a inscrição no dia do evento. Os ouvintes pagam uma taxa única de dez reais e recebem certificado.

Mais informações sobre o evento podem ser conferidas no blog do evento:

http://www.semanadehistoriadaunirio.blogspot.com/


120 de República

No último domingo, a República brasileira completou 120 anos de história. Desde o distante 15 de novembro de 1889, foram 33 presidentes e tempo o suficiente para todo tipo de emoção: revoltas, golpes, ditaduras, censuras e movimentos sociais. Nos últimas décadas, desenvolveu-se a noção de cidadania, direitos humanos, participação política, de justiça e, principalmente a noção de que todos os brasileiros podem participar do destino do país, apesar de todos os problemas estruturais e também de conjectura.

Parte importante dessa história é contada pelo belo “Museu da República”, no Rio de Janeiro, lugar de memória que não pode deixar de ser visitado pelos moradores da Cidade Maravilhosa e de constar no roteiro de visita a cidade e se interessa por história. O Museu o antigo Palácio Nova Friburgo (no Império), depois Palácio do Catete (na República), que durante 63 anos foi o coração do Poder Executivo no Brasil. Foi inaugurado em 15 de novembro de 1960, após a transferência da capital para Brasília.

O Museu da República tem compromissos com a preservação, a pesquisa e a comunicação da história republicana através dos diversos testemunhos que abriga, aí incluído o próprio Palácio, mas também tem compromissos de propor reflexões sobre o que acontece nos dias atuais. Sua missão hoje é contribuir para o desenvolvimento sócio-cultural do país, visando à valorização da dignidade humana, à universalidade do acesso e o respeito à diversidade cultural. O Museu da República é antes de tudo espaço de cidadania.

Para visitar o site do museu ou procurar mais informações sobre o mesmo, clique no link abaixo e proclame a sua República.

http://www.museudarepublica.org.br

Conversa Cappuccino - Entrevistas

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Café Expresso Notícias

Colombo foi espião do rei de Portugal, diz historiador português

Cristóvão Colombo foi um "agente secreto" do rei Juan II de Portugal que enganou os Reis Católicos "com a promessa de uma rota à Índia pelo Ocidente", segundo tese do historiador e escritor português Manuel Rosa.

No livro "O Mistério Colombo Revelado" o escritor sustenta que o almirante ludibriou Fernando do Aragão e Isabel de Castela com a ideia de abrir uma nova rota para a Índia e deixar um caminho livre aos portugueses na Índia verdadeira e na África.

Em entrevista por telefone à Agência Efe a partir de Durham, na Carolina do Norte, onde vive e trabalha, Rosa, que apresenta sua obra em 24 de novembro na Escola de Estudos Hispano-Americanos (CSIC) de Sevilha, na Espanha, explicou que Portugal queria explorar jazidas de ouro em Gana, na África, e negociar com a Índia sem a intromissão da Espanha.

De fato, detalhou, "os portugueses não enviaram nenhum navio à Índia antes de Colombo" descobrir o Novo Mundo e Castela assinar em 1494 o Tratado de Tordesillas, com o rei Juan II de Portugal, um pacto que determinou as rotas de expansão das potências a leste e a oeste.

Manuel Rosa acrescentou as rivalidades que existiam entre Castela e Portugal por esta ter conseguido a hegemonia sobre a rota comercial pelo Atlântico.

Nesse contexto, respaldou a teoria que, em 1483, Isabel de Castela tramou o assassinato de Don Juan II (1481-1495) com dois sobrinhos de Colombo, o que impulsionou o rei português a forjar uma conspiração com a ajuda do almirante, muito próximo à Coroa lusitana.

Para este especialista em Ciências Humanas que reside nos Estados Unidos, não cabe a menor dúvida que Colombo conhecia o Caribe e seguiu em sua viagem de 33 dias em direção ao Novo Mundo, uma rota já traçada.

Colombo, antes, em 1477, "tinha navegado até o Canadá em uma missão secreta" pedida pelos reis da Portugal e Dinamarca, assegurou.

"Tudo o que eu apresento está respaldado com documentação histórica", afirmou Rosa, que levou 18 anos desvendando os mistérios e enigmas de Cristóvão Colombo.

O plano preparado por Colombo foi uma artimanha tão bem feita que "não só convenceu e enganou os Reis Católicos, mas o mundo inteiro durante 500 anos".

Outra das teses mais surpreendentes deste ensaio é relativa à origem do almirante.

Enquanto a maioria dos historiadores concorda que Colombo foi "um plebeu genovês", um "tecedor de lã" que ascendeu a capitão, Rosa acredita que ele era um nobre português, filho do rei da Polônia e Hungria Ladislao III, que nasceu na ilha portuguesa da Madeira.

Rosa mantém a teoria que Ladislao III, que desapareceu após perder uma batalha para os turcos, buscou anonimato e refúgio em Portugal e recebeu da Coroa portuguesa terras na ilha da Madeira, onde nasceu Colombo.

Sobre a teoria da origem plebeia do descobridor, sustenta que resulta pouco provável que um homem de origem humilde, como era supostamente Colombo, tivesse conseguido casar com Filipa Moniz, uma nobre portuguesa que residia em um mosteiro e era comendadeira da ordem de Santiago do Espada nesse país.

Manuel Rosa também desmonta as teses que Colombo era judeu ou judeu convertido e o ocultou de propósito. "Não era judeu. Segundo as análises de DNA era um europeu branco caucasiano", afirmou.

Além disso, o que é mais importante é a análise de "477 Colombo da Itália, França e Espanha" que foi comparada com o DNA dos ossos desenterrados na catedral de Sevilla, pertencentes ao filho de Colombo, Fernando, e de seu irmão, Don Diego Colombo, que morreu em 1515.

A identificação genética dos restos ósseos confirma que "nenhum destes Colombos tinha um DNA compatível com os ossos de Cristovão Colombo", por isso que "é impossível que o almirante fosse o italiano Cristoforo Colombo, genovês de sangue", sentenciou.

Defende também que a chamada perda da nau Santa Maria, a maior usada por Cristóvão Colombo em sua primeira viagem à América, nunca foi um naufrágio.

"Santa Maria nunca naufragou, mas foi ancorada de propósito em terra (nas praias do Haiti) para servir de fortaleza aos homens da corte de Castela", deixados ali por Colombo "para que não contradissessem sua versão" diante dos Reis Católicos.

Com grande astúcia, explicou o historiador, Colombo perfurou a navio de uma ponta a outra com um tiro de canhão de lombarda e o trouxe consigo na caravela La Niña os quatro pilotos que navegavam nessa primeira expedição.

O seu retorno à corte de Castela, "anuncia que vem da Índia e que deixou ali uma cidade conquistada", um feito que ninguém pode contradizer. A realidade é que Colombo não encontrou canela e ouro como disse na corte castelhana, mas "pessoas nuas sem armas, cabanas de palha, canoas feitas de cascas de árvores", e pouco mais.

Além disso, a Índia já era bem conhecida e famosa por seus diamantes e rubis e o comércio de especiarias controlado pelos muçulmanos, por isso que aquela terra não podia ser a Índia.

Colombo sabia bem disso, por isso chamou a essas terras "As Indianas" e "deu dimensões errôneas sobre o Novo Mundo para confundir e enganar, não por ignorância".

Fonte: EFE

Máfias provocam medo e fascínio desde o final do século XIX

Um homem fuma calmamente um cigarro no lado de fora de um bar numa manhã de Nápoles. Outro homem, com um boné de beisebol, entra e ao sair, dispara contra o primeiro à queima-roupa várias vezes – a última vez, na cabeça, com a vítima já caída no chão – e sai andando. Uma mulher, que conferia um bilhete de loteria se afasta, assim como um vendedor de cigarros. Um homem com um bebê olha a vítima e sai andando.

A sequência, que poderia estar em um dos filmes da trilogia “O Poderoso Chefão” ou no seriado de TV “Família Soprano”, foi captada por câmeras de segurança no dia 11 de maio. Divulgada por promotores para ajudar na identificação do assassino cinco meses depois, foi exibida pelas TVs italianas e acabou sendo postada no site de vídeos compartilhados Youtube em 30 de outubro, onde, até a última terça-feira (17) havia sido vista por quase 19 mil pessoas.
Nas últimas semanas, a prisão de importantes líderes levou autoridades italianas a comemorar o que consideraram um duro golpe contra grupos mafiosos das regiões de Nápoles e Sicília. Vista em perspectiva, no entanto, a ação parece mais um capítulo numa história que remete ao final do século XIX.

É desde esta época que, segundo o historiador italiano Salvatore Lupo, autor de “História da Máfia – Das origens aos nossos dias” (Ed.Unesp), começam a surgir as primeiras menções à máfia. O termo, então, tinha um sentido ambíguo. Segundo Lupo, antes de 1860, o termo ‘mafiusu’ descrevia um homem de coragem e ‘mafiusedda’, uma moça bela e orgulhosa.

Já a máfia, num cruzamento entre várias acepções, se referia a “empresa ou tipo de indústria criminosa; como organização secreta mais ou menos centralizada; como ordenamento jurídico paralelo ao Estado, ou como anti-Estado.”

Os primeiros grupos, de acordo com o sociólogo e historiador Diego Gambetta, professor da Universidade de Oxford e autor de “The Sicilian Mafia” (A Máfia Siciliana, sem edição brasileira), surgiram após as duas tentativas de golpe sofridas pela ilha italiana, em 1848 e 1860.

Organizados, eles protegiam seus membros no estado de caos. Mesmo com a Itália já unificada, em 1870, muitos destes grupos permaneceram ligados. Nos anos seguintes, outras regiões do sul da Itália também ganhariam suas próprias organizações mafiosas, como a Calábria e Nápoles, berço da Camorra, a quem o sociólogo atribui a provável autoria da execução descrita no início deste texto.

Quer ler mais? Então clique na manchete acima.

Fonte: G1

Outras notícias

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Livro conta a história da motocicleta

Galeria Café

ARTISTA: Ludwig Meidner (1884-1966)- Nascido em Bernstadt, na Prússia, Ludwig Meidner foi um pintor, desenhista, artista gráfico e escritor expressionista alemão de origem judaica, autor, a partir de 1912, das célebres “Paisagens Apocalípticas”, uma série de óleos que antecipam os horrores da Grande Guerra. São nítidas na sua obra as influências
iniciais de Van Gogh e dos futuristas italianos. Chagall achava-o
uma artista talentoso, mas “maluco”. Meidner retratou a mulher
de Chagall, Bella.

Em 1922 repudia o expressionismo e vai-se tornando cada vez mais
religioso e centrado sobre a sua condição judaica, procurando
conciliá-la com o cristianismo e o socialismo. A sua arte toma uma
feição mais realista e convencional. Em 1937, são confiscadas pelas
autoridades nazis 84 das suas obras existentes em colecções
públicas. Três obras suas, incluindo um auto-retrato, figuram
nesse ano na exposição nazi de “Arte degenerada”, em Munique.
Em 1939 foge para Londres com a mulher, a pintora Else Meyer,
sendo internados na Ilha de Man, nos primeiros anos da guerra,
em virtude da sua nacionalidade. Fica, depois, em Londres até
1953, regressando então à Alemanha, mas sozinho.

Ludwig Meidner morre em Darmstadt em 1966, três anos depois
de realizar as suas primeiras exposições importantes desde 1918,
o que lhe permite ver ainda a sua obra reconhecida publicamente
e galardoada pelo Estado alemão.

OBRA: Apocalyptic Landscape 1913

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Café com prosa

>>>>>Lançamentos e Dicas de Agosto

O LEITOR

BERNHARD SCHLINK

Por Bruno Leal

Não raro, a literatura, mesmo a de ficção, tem o poder de melhor problematizar o passado do que a própria escrita da história. A afirmação é bastante forte (e também polêmica), mas, no fundo, bastante verdadeira. O caso de "O Leitor" (The Reader), de Bernhard Schinlk, é um bom exemplo.

Na ainda destroçada Alemanha dos anos 1950, o adolescente Michael Berg conhece Hannah, mulher vinte anos mais velha, com quem inicia um caso amoroso. A relação dos dois é marcada pela descoberta do sexo, do mundo da literatura e por diversos mistérios. Michael e Hannah parecem viver apenas o presente. O passado fica no passado. Certo dia, Hannah deixa Michael sem nenhuma pista sobre o seu paradeiro. Michael sofre, consegue tocar sua vida, mas sempre se pergunta se havia feito alguma coisa errado. Teria ele traído a confiança sua amada?

Anos depois, os dois se reencontram, mas em um contexto muito diferente. Ele, como estudante de Direito que acompanha um julgamento sobre crimes de guerra. Ela, no banco dos réus, acusada de atrocidades em um campo de concentração nazista. Hannah parece não se defender corretamente. Omite informações, perde oportunidades para atenuar sua sentença. Pouco a pouco Michael descobre o motivo: Hannah guarda um grande segredo, do qual Michael tomara contato anos antes, mesmo sem se dar conta.

A partir daí, Michael passa a ser atormentado por diversas questões: deve ele contar para o juiz o que sabe, mesmo correndo o risco de trair a confiança de Hannah, que parece querer manter o sigilo? Como conciliar o seu amor por Hannah com o fato de ela ter sido guarda de prisão em um tempo tão tenebroso da história?

"O Leitor" é um livro de múltiplas camadas e nuances. Na Alemanha e em outros países onde o livro foi traduzido, sua leitura chegou a causar mal-estar, já que fora equivocadamente lido como uma defesa de uma criminosa nazista. Na verdade, o livro não é nada disso, mas sim uma obra complexa sobre amor, vergonha, piedade e, sobretudo, as feridas de uma geração, a ambivalência e os medos dos seres-humanos. O livro de Schlink escapa do lugar-comum de obras sobre o Holocausto. Ao invés de culpa - coletiva ou condenações, os personagens não justificam seus erros, mas os reconhecem e, com base neles, estabelecem relações tensas e conflituosas, algo que está muito mais próxima de nossa realidade.

Escrito com grande sensibilidade e estética fina, "O Leitor" ganhou uma adaptação também muito boa para o cinema. Acompanhar Michael é uma missão solitária, mas não melancólica. É uma vida que busca libertação, que busca compreender o outro e a si mesmo, uma luta pelo direito de viver.

Em certo momento do livro, ao refletir sobre a própria geração, Michael (no fundo, Schlink) afirma para si mesmo: "Não devemos ter a pretensão de compreender o que e incompreensível, não temos o direto de comparar o que é incomparável, não temos o direito de investigar, porque quem investiga, mesmo sem colocar nas perguntas as atrocidades, faz delas objeto da comunicação, não as tomando algo diante do que só se pode emudecer, horrorizado, envergonhado e culpado.".

Páginas: 239

Preço encontrado: R$ 29,00

Editora: Record


Café com Prosa – Arquivo

Quer ler críticas antigas? Venha visitar o perfil do Café com Prosa. Nele, você pode encontrar todas as críticas literárias feitas pelo Café História. Para acessar o perfil, basta clicar aqui.

Boa leitura!

Mensagens de blog

Lúcia Glicério

O que de fato pode revolucionar a educação?

Reproduzo abaixo o artigo de Ethevaldo Siqueira publicado na Folha de São Paulo. Gostaria antes de fazer algumas considerações, voltadas principalmente aos alunos da disciplina "Tópicos de Ensino de História de América".
Na minha opinião, não é necessário ir até a Finlândia para nos darmos conta de que apenas a aquisição de um recurso tecnológico iria revolucionar a educação. Por outro lado, é importatente aprender com a experiência alheia.
Ontem à noite, após a entrega dos trabalhos de discipli… Continuar

Postado por Lúcia Glicério em 25 novembro 2009 às 10:18

Ricardo Augusto Bezerra Tiné

A Robalheira Discarada no Brasil.

Fundação Vanzolini recebe do governo Serra R$ 46 milhões em dois contratos sem licitação
Informativo Adusp No. 281, 11 de maio de 2009
Quem informa é o Diário Oficial do Estado de 15/11/2008, p. 21: para prestar à Secretaria de Estado da Educação (SEE) "serviços especializados de gestão integrada, desenvolvimento, produção e logística necessária à elaboração do material pedagógico complementar da proposta curricular da 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio", vinculados ao Projet… Continuar

Postado por Ricardo Augusto Bezerra Tiné em 25 novembro 2009 às 9:54

José Leandro

MINIMALISMOS

"O homem é aquilo que ele próprio faz." (André Malraux)

Postado por José Leandro em 25 novembro 2009 às 2:06

José Leandro

"MEMÓRIAS COLONIAIS"



«Manuel deixou o seu coração em África. Também conheço quem lá tenha deixado dois automóveis ligeiros, um veículo todo-o-terreno, uma carrinha de carga, mais uma camioneta, duas vivendas, três machambas, bem como a conta no Banco Nacional Ultramarino, já convertida em meticais.
Quem é que não foi deixando… Continuar

Postado por José Leandro em 25 novembro 2009 às 1:50

David Galeano Olivera

CONGRESO GUARANI EN SÂO MIGUEL DO YGUASU (PARANA, BRASIL)

AMANDAJE: GUARANI ÑEMUASU ÑE'Ẽ TEETE
CONGRESSO: GUARANI IDIOMA OFICIAL DO MERCOSUL
CONGRESO: GUARANI IDIOMA OFICIAL DEL MERCOSUR

LOCAL:
Escola Estadual Teko Ñemoingó - REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Aldeia Ty Global Indígena Avá Guarani do Oco'y, "Tava Guasu Avá Guarani"
Município de São Miguel do Iguaçu, Paraná – Brasil

FECHA:
28 JASYPATEÎ 2009
28 DE NOVEMBRO DE 2009
28 DE NOVIEMBRE DE 2009

Coordinación y contacto: Lic. Antonio Cabrera –
tekoveguarani@gmail.com

ORGANIZADORES
OSCIP GUARANY E… Continuar

Postado por David Galeano Olivera em 25 novembro 2009 às 0:22

David Galeano Olivera

INVITACIÓN DEL MUSEO ETNOGRÁFICO ANDRÉS BARBERO

Museo Etnográfico “Dr. Andrés Barbero” de la Fundación La Piedad

y la Asociación Indigenista del Paraguay



INVITAN A LA CONFERENCIA



que dictará el etnobótánico paraguayo e investigador del CONICET, de Argentina



Lic. Pastor Arenas



Titulada: “La agricultura, una etapa en la historia del hombre"



A realizarse el día martes 1 de diciembre a las 19,30 horas

en el Salón Auditorio del Edificio La Piedad

Calles Dr. Barbero esquina Av. Artigas



Vino de Honor



Informaciones: Museo Etno… Continuar

Postado por David Galeano Olivera em 24 novembro 2009 às 16:01

Gelson P. Santos

A QUESTÃO MULTICULTURAL NO CONTEXTO DAS RELAÇÕES ENTRE OS JOGADORES LATINO-AMERICANOS E O BRASIL

INTRODUÇÃO

Para iniciar este trabalho que vai tratar do multiculturalismo no contexto das relações dos grupos de jogadores estrangeiros latino-americanos no Brasil e com os times brasileiros, é necessário colocar o termo multicultural/multiculturalismo sob a ótica de um estudioso que vai trabalhar com essa questão definindo-a de maneira mais satisfatória, para isso utilizaremos das considerações de Stuard Hall em sua obra Identidades e mediações culturais, este tema tão novo nas discussões atua… Continuar

Postado por Gelson P. Santos em 24 novembro 2009 às 15:25 ‚Äî 1 Comentário

José Leandro

HISTÓRIAS - AS MULHERES NA PIRATARIA

A Pirata



A vida de Mary Read lê-se como um romance de acção e aventura para todas as idades. Escrito com simplicidade e humor, A Pirata acompanha as etapas da curta vida desta mulher que nasceu em Inglaterra nos finais do século XVII e que, logo de início, viu o seu destino marcado pelo nascimento ilegítimo… Continuar

Postado por José Leandro em 24 novembro 2009 às 14:04

José Leandro

MEMÓRIA PRESENTE - 34 anos depois



Curta biografia do senhor em questão:

Enquanto comandante do Copcon foi responsável pela emissão de vários mandatos de captura em branco que resultaram na prisão de centenas de vitimas;
Enquanto Oscar foi chefe operacional das FUP/FP-25 de Abril - grupo terrorista que surgiu no inico dos anos 80 e foi respons… Continuar

Postado por José Leandro em 24 novembro 2009 às 11:57

José Leandro

O JARDIM DOS VENENOS



Fonte:A Casa Torta

Postado por José Leandro em 24 novembro 2009 às 11:43

 
 

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Cinehistória

BESOURO

Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes.

Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

O filme Besouro é um épico em que fantasia e registro histórico se misturam no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano dos anos 20.Inspirado em fatos reais, Besouro combina aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este um personagem que se tornou no contexto da capoeira. De certa forma, o filme aproxima-se de outros filmes que abordam lutas, como os chineses contemporâneos Herói e O Tigre e o Dragão.

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  • Rodrigo de Azevedo Souza
  • Albert Wellington
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